impresso imobiliario nº67

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Decoração, arquitetura, mercado imobiliário, opinião, política, crônica, música, poesia e HQ, além das melhores ofertas de imóveis. Leia, baixe e compartilhe!

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  • 2 N 67 - 2014(16) 3043-6118 - 3237-3900

    OPINIO

    lembrana dos 50 anos da que-da de Joo Goulart ocupouamplo espao na imprensa.

    Nenhum outro acontecimento dahistria do Brasil foi to debatidomeio sculo depois do ocorrido.Para um otimista, isto poderia re-presentar um bom sinal. Afinal, onosso pas tem uma estranha carac-terstica de esquecer o que ocor-reu ontem. Porm, a reflexo e odebate sobre 1964 e o regime mi-litar acabaram sendo dominadosjustamente por aqueles que condu-ziram o pas crise da repblicapopulista e que negaram os valo-res democrticos nos anos 1960-1970.

    A tendncia hagiografia maisuma vez esteve presente. Joo Gou-

    lart foi transformado em um pre-sidente reformista, defensor dosvalores democrticos e administra-dor capaz. Curiosamente, quandoesta narrativa cotejada com rela-tos de assessores, como o minis-tro Celso Furtado, ou de um ami-go, como o jornalista Samuel Wai-ner, cai por terra. Furtado, em en-trevista revista Playboy (abril,1999) disse que Jango era um pri-mitivo, um pobre de carter. Wai-ner relatou que uma vez por ms,ou a cada dois meses, eu visitavaos empreiteiros e recolhia suasdoaes, juntando montes de c-dulas que encaminhava s mos deJoo Goulart. () Eu poderia terficado multimilionrio entre 1962e 1964. No fiquei. (Minha razo

    de viver, p. 238).No possvel ignorar o caos

    instalado no pas em maro de1964. A quebra da hierarquia mili-tar incentivada pelo presidente daRepblica sabidamente conheci-da. A gravidade da crise econmi-ca e a inpcia governamental emencontrar um caminho que reto-masse o crescimento eram maisque evidentes. O desinteresse deJango de buscar uma soluo ne-gociada para o impasse no podeser contestado: fato. O apego svazias palavras de ordem como ummeio de ocultar a incompetnciapoltico-administrativa era conhe-cido. Conta o senador Amaral Pei-xoto, presidente do Partido Soci-al Democrtico, que em conversa

    com Doutel de Andrade, um jan-guista de carteirinha, este, quandoperguntado sobre o projeto de re-forma agrria, riu e respondeu:Mas o senhor acredita na refor-ma agrria do Jango? No dia emque ele fizer a reforma agrria, oque vai fazer depois? (Artes dapoltica, p.455)

    Tambm causa estranheza a meaculpa de alguns rgos de impren-sa sobre a posio tomada em1964. A queda de Jango deve serentendida como mais um momen-to na histria de um pas com tra-dio (infeliz) de intervenes mi-litares para solucionar crises pol-ticas. Nos 40 anos anteriores, oBrasil tinha passado por diversasmovimentaes e golpes civis-mi-

    Os gigols da memriaNo possvel ignorar o caos instalado no pas em maro de 1964

    A

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    litares. Basta recordar 1922, 1924,Coluna Prestes, 1930, 1932, 1935,1937, 1938, 1945, 1954, 1955 tivemos trs presidentes da Rep-blica e dois golpes no ms de no-vembro e 1961.

    Jogar a cartada militar fazia par-te da poltica. E nunca tinha ocorri-do uma interveno militar de lon-ga durao. Esperava-se um gover-no de transio que garantisse aseleies de 3 de outubro de 1965e a posse do eleito em 31 de janei-ro de 1966. Esta leitura foi feita porJK e tambm por Carlos Lacer-da. Os dois principais antagonistasda eleio que no houve imagina-vam que Castello Branco cumpririao compromisso assumido quandode sua posse: terminar o mandatopresidencial iniciado a 31 de janei-ro de 1961.

    JK imaginou que Castello Brancoera o marechal Lott e que 1964 eraa repetio um pouco mais agu-dizada da crise de 1955. Erroufeio. Mas no foi o nico. Da a ne-cessidade de separar 1964 do res-tante do regime militar. Muitos queforam favorveis substituio deJango logo se afastaram quando fi-cou patente a violao do acorda-do com a cpula militar. Associar oapoio ao que se imaginava como um

    breve interregno militar com os des-mandos do regime que durou duasdcadas pura hipocrisia.

    Ainda no terreno das falcias, arememorao da luta armada comoinstrumento de combate e vitriacontra o regime foi pattica. Nadamais falso. Nenhum daqueles gru-pos alguns com duas dzias demilitantes defendeu em momen-to algum o regime democrtico. To-dos sem exceo eram adep-tos da ditadura do proletariado. Anica divergncia se o Brasil se-guiria o modelo cubano ou chins.No h qualquer referncia s liber-dades democrticas isto, eviden-temente, no justifica o terrorismode Estado.

    A ao destes grupos os aproxi-maram dos militares. Ambos enten-diam a poltica como guerra por-tanto, no era poltica. O convenci-mento, o respeito diversidade, aalternncia no governo eram consi-derados meras bijuterias. O poderera produto do fuzil e no das ur-nas. O que valia era a ao, a fora,a violncia, e no o discurso, o de-bate. Garrastazu Mdici era, politi-camente falando, irmo xifpagode Carlos Marighella. Os extremostinham o mesmo desprezo pelovoto popular. Quando ouviam falar

    em democracia, tinham vontade desacar os revlveres ou acionar osaparelhos de tortura.

    Em mais de um ms no li ououvi qualquer pedido de desculpaspblicas por parte de ex-militantes

    da luta armada. Pelo contrrio, seautoproclamaram os responsveispelo fim do regime militar. Ou seja,foram derrotados e acabaram ven-cedores. Os policiais da verdadequerem a todo custo apagar o pa-pel heroico da resistncia democr-tica. Ignoraram os valorosos parla-mentares do MDB. Algum falou emLysneas Maciel? Foi ao menos ci-tado o senador Paulo Brossard? E aIgreja Catlica? E os intelectuais,jornalistas e artistas? E o movimen-to estudantil? E os sindicatos?

    Em um pas com uma terrvel he-rana autoritria, perdemos maisuma vez a oportunidade de discu-tir a importncia dos valores demo-crticos.

    Marco Antonio VillaHistoriador, autor, entre outroslivros, de Ditadura brasileira.

    1964-1985. A democracia golpea-da esquerda e direita (Leya).

    FONTE: O Globo

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    DECORAO

    le acomoda as visitas com con-forto e ainda nos ajuda a descan-sar no final do dia. Protagonista

    da sala, a partir dele que resolve-mos toda a decorao desse espa-o.

    A pea passou por transforma-es em design e incorporou novosmateriais, que refletem o confortoexigido por cada lar. Alguns exem-plos so: assento de molas, almofa-das com fibra siliconada, encostosreclinveis e chaise retrtil. Tudo issopra deixar o mvel com a cara dodono.

    Veja como escolher o seu sof:1- A posio: O ideal deix-lo

    de frente para quem chega, isso dsensao de acolhimento. Se o en-costo for alto, fica melhor encosta-do na parede ou em um aparador.Organizar o aparador com porta-re-tratos e pequenos enfeites d umtoque pessoal decorao.

    2- Tamanho: Antes de ir a umaloja, mea a rea que voc tem dis-ponvel. Ele deve ocupar, no mxi-mo, 2/3 da medida para que sobreespao para a locomoo das pes-soas. Locais para mesinhas de cen-tro e outros mveis tambm devemser reservados. No se esquea dedeixar um espao de no mnimo 60cm entre os mveis para que as pes-soas possam circular. Marcar o cho,

    com fita crepe, onde cada coisa vaificar, ajuda a imaginar a sala pronta.

    3- Funo: Uma sala de estarpede um sof de espuma firme, li-nhas retas, encosto baixo e com aprofundidade entre 80 cm e ummetro. Para uma sala de TV, podeescolher por um reclinvel. Nessecaso, ele deve ser de espuma maismacia e que apoie toda sua coluna.Se o ambiente for comercial, umasala de espera pede por um sof dedois lugares e poltronas individuais.

    4- Cores e tecidos: As coresneutras - do cinza ao bege - du-ram por mais tempo, sobrevivem passagem dastendncias eno enjoam fa-ci lmente. Sequiser colorir asua sala, ousenas paredes,nas mantas e al-mofadas, quepodem ser tro-cadas com maisfacilidade. Sinta o tecido e anali-se a manuteno que dever seradotada no dia a dia. O suede, ochenille e o couro - natural ou sin-ttico - so durveis e podem serimpermeabilizados para facilitar alimpeza. J o linho e a sarja, ape-sar de mais macios, no so fceis

    Cinco passos para escolher o seu sofde limpar.

    5- Estrutura: parte interna pre-cisa ser slida, de madeira ou me-tal, e incluir ps. Para verificar isso,levante apenas um dos cantos naparte da frente a 20cm de altura. Seo outro canto da frente no se le-vantar, a estrutura frgil! Na horade testar as molas, sente-se nele epermanea por alguns minutos: sevoc ouvir algum estalo, outro si-nal de fragilidade. Saiba se h espu-ma suficiente para o seu confortoapertando bem os braos e as cos-tas, quanto menos sentir a estrutu-ra, mais confortvel o mvel ser.

    No se esquea de exigir o certifica-do de garantia do produto e boascompras!

    Mateus JosArquiteto e consultor

    em ambientaes. passaglia.arquitetura@gmail.com

    E

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    FALA DONA ADELAIDE

    Dona Adelaide uma assdua

    leitora do IMPRESSO IMOBILIRIO,e com sua perspiccia, lucidez e

    humor, colabora com suas opinies,

    que publicamos com muito gosto.

    Nasceu em 1915 e suas posies s

    vezes no cabem no que hoje enten-

    demos por politicamente correto.

    Quando indignada, costuma prague-

    jar e soltar alguns improprios.

    Fala Dona

    Adelaide!Escreva-nos com sua opinio sobre as posies deDona Adelaide, seja tambm nosso colaborador.

    Nosso endereo para este espao:impressoimobiliario@gmail.comtro dia, minha filha disse que a

    vizinha falou que me l minhascarta no jornal. Que ela gosta-

    va... Ma que io era muito nervosa!Ma que io falo umas coisa engraa-da. ... agora eu s uma palhaa?Stronza! Pensa qui eu fico falando ascoisa pra faz graa, pra faz felizos imbecil?

    Cspite, ma que mania tem essepovo de acha que tudo engraado?Tudo acha que tranquilo... Que notem que fic nervoso... O outro diz:relex Nona! Relex a p... que... te...

    Notro dia, minha bisneta ia numafesta di formatura. Belinha ela! Ma io

    num gosto! Num queria ir. Muito ba-rulho, gente gritano e aquel