importação e exportação

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MINISTRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDSTRIA E COMRCIO EXTERIOR SECRETARIA DE COMRCIO EXTERIOR

PORTARIA N 36, DE 22 NOVEMBRO DE 2007(publicada no DOU de 26/11/2007)

O SECRETRIO DE COMRCIO EXTERIOR DO MINISTRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDSTRIA E COMRCIO EXTERIOR, no exerccio de suas atribuies, com fundamento no art. 15 do Anexo I ao Decreto n 6.209, de 18 de setembro de 2007, e considerando a necessidade de consolidar os procedimentos aplicveis s operaes de comrcio exterior, resolve: TTULO I IMPORTAO CAPTULO I DO REGISTRO DE IMPORTADOR Art. 1 A inscrio no Registro de Exportadores e Importadores (REI), da Secretaria de Comrcio Exterior (Secex), automtica, sendo realizada no ato da primeira operao de importao em qualquer ponto conectado ao Sistema Integrado de Comrcio Exterior (Siscomex). 1 Os importadores j inscritos no REI tero a inscrio mantida, no sendo necessria qualquer providncia adicional. 2 A pessoa fsica somente poder importar mercadorias em quantidades que no revelem prtica de comrcio, desde que no se configure habitualidade. Art. 2 A inscrio no REI poder ser negada, suspensa ou cancelada nos casos de punio em deciso administrativa final, pelos motivos abaixo: I - por infraes de natureza fiscal, cambial e de comrcio exterior ou, II - por abuso de poder econmico. CAPTULO II DO CREDENCIAMENTO E DA HABILITAO Art. 3 As operaes no Siscomex podero ser efetuadas pelo importador, por conta prpria, mediante habilitao prvia, ou por intermdio de representantes credenciados, nos termos e condies estabelecidos pela Receita Federal do Brasil (RFB). Art. 4 Os bancos autorizados a operar em cmbio e as sociedades corretoras que atuam na intermediao de operaes cambiais sero credenciados a elaborar e transmitir para o Sistema operaes sujeitas a licenciamento, por conta de importadores, desde que sejam, por eles, expressamente autorizados. Art. 5 Os rgos da administrao direta e indireta que atuam como anuentes no comrcio exterior sero credenciados a acessar o Siscomex para manifestar-se acerca das operaes relativas a produtos de sua rea de competncia, quando previsto em legislao especfica.portSECEX36_20071

(Fls. 2 da Portaria SECEX n 36, de 22/11/2007).

CAPTULO III DO LICENCIAMENTO DAS IMPORTAES Seo I Do Sistema Administrativo Art. 6 O sistema administrativo das importaes brasileiras compreende as seguintes modalidades: I importaes dispensadas de Licenciamento; II importaes sujeitas a Licenciamento Automtico; e III importaes sujeitas a Licenciamento No Automtico. Art. 7 Como regra geral, as importaes brasileiras esto dispensadas de licenciamento, devendo os importadores to-somente providenciar o registro da Declarao de Importao (DI) no Siscomex, com o objetivo de dar incio aos procedimentos de Despacho Aduaneiro junto unidade local da Receita Federal do Brasil (RFB). Pargrafo nico. Esto relacionadas a seguir as importaes dispensadas de licenciamento: I sob os regimes de entrepostos aduaneiro e industrial, inclusive sob controle aduaneiro informatizado; II sob o regime de admisso temporria, inclusive de bens amparados pelo Regime Aduaneiro Especial de Exportao e Importao de Bens Destinados s Atividades de Pesquisa e de Lavra das Jazidas de Petrleo e de Gs Natural (Repetro); III sob os regimes aduaneiros especiais nas modalidades de loja franca, depsito afianado, depsito franco e depsito especial alfandegado; IV com reduo da alquota de imposto de importao decorrente da aplicao de ex-tarifrio [Resoluo no 8, de 23 de maro de 2001, da Cmara de Comrcio Exterior (Camex)]; V mercadorias industrializadas, destinadas a consumo no recinto de congressos, feiras e exposies internacionais e eventos assemelhados, observado o contido no artigo 70 da Lei n. 8.383, de 30 de dezembro de 1991; VI peas e acessrios, abrangidas por contrato de garantia; VII doaes, exceto de bens usados; VIII filmes cinematogrficos; IX retorno de material remetido ao exterior para fins de testes, exames e/ou pesquisas, com finalidade industrial ou cientfica; X amostras;

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(Fls. 3 da Portaria SECEX n 36, de 22/11/2007).

XI arrendamento mercantil (leasing), arrendamento simples, aluguel ou afretamento; XII investimento de capital estrangeiro; XIII produtos e situaes que no estejam sujeitos a licenciamento automtico e no automtico; e XIV sob o regime de admisso temporria ou reimportao, quando usados, reutilizveis e no destinados comercializao, de recipientes, embalagens, envoltrios, carretis, separadores, racks, clip locks, termgrafos e outros bens retornveis com finalidade semelhante destes, destinados ao transporte, acondicionamento, preservao, manuseio ou registro de variaes de temperatura de mercadoria importada, exportada, a importar ou a exportar. Seo II Do Licenciamento Automtico Art. 8 Esto sujeitas a Licenciamento Automtico as seguintes importaes: I de produtos relacionados no Tratamento Administrativo do Siscomex; tambm disponveis no endereo eletrnico do Mdic, para simples consulta, prevalecendo o constante do aludido Tratamento Administrativo; II as efetuadas ao amparo do regime aduaneiro especial de drawback. Seo III Do Licenciamento No Automtico Art. 9 Esto sujeitas a Licenciamento No Automtico as seguintes importaes: I de produtos relacionados no Tratamento Administrativo do Siscomex e tambm disponveis no endereo eletrnico do Mdic para simples consulta, prevalecendo o constante do aludido Tratamento Administrativo; onde esto indicados os rgos responsveis pelo exame prvio do licenciamento no automtico, por produto; II as efetuadas nas situaes abaixo relacionadas: a) sujeitas obteno de cotas tarifria e no tarifria; b) ao amparo dos benefcios da Zona Franca de Manaus e das reas de Livre Comrcio; c) sujeitas anuncia do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico (CNPq); d) sujeitas ao exame de similaridade; e) de material usado, salvo a exceo estabelecida no 2 do art. 35 desta Portaria; f) originrias de pases com restries constantes de Resolues da ONU; g) substituio de mercadoria, nos termos da Portaria MF n. 150, de 26 de julho de 1982; e,

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(Fls. 4 da Portaria SECEX n 36, de 22/11/2007).

h) sujeitas a medidas de defesa comercial. Pargrafo nico. Na hiptese da alnea h, o licenciamento amparando a importao de mercadorias originrias de pases no gravados com direitos dever ser instrudo com Certificado de Origem emitido por rgo Governamental ou por Entidade por ele autorizada ou, na sua ausncia, documento emitido por entidade de classe do pas de origem atestando a produo da mercadoria no pas, sendo que este ltimo documento dever ser chancelado por uma cmara de comrcio brasileira. Seo IV Disposies Gerais Art. 10. Nas importaes sujeitas aos licenciamentos automtico e no automtico, o importador dever prestar, no Siscomex, as informaes a que se refere o Anexo II da Portaria Interministerial MF/Mict n.o 291, de 12 de dezembro de 1996, previamente ao embarque da mercadoria no exterior. 1 Nas situaes abaixo indicadas, o licenciamento poder ser efetuado aps o embarque da mercadoria no exterior, mas anteriormente ao despacho aduaneiro, exceto para os produtos sujeitos a controles previstos no Tratamento Administrativo no Siscomex: I importaes ao amparo do regime aduaneiro especial de drawback; II importaes ao amparo dos benefcios da Zona Franca de Manaus e das reas de Livre Comrcio, exceto para os produtos sujeitos a licenciamento; III sujeitas anuncia do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico (CNPq). 2 Os rgos anuentes podero autorizar diretamente no Siscomex o licenciamento anteriormente ao despacho aduaneiro, quando previsto em legislao especfica, mantidas as atribuies de cada anuente. 3 Em se tratando de mercadoria ingressada em entreposto aduaneiro ou industrial na importao, o licenciamento ser efetuado posteriormente ao embarque da mercadoria no exterior e anteriormente ao despacho para consumo, observado o Tratamento Administrativo do Siscomex. 4 O licenciamento no automtico amparando a trazida de brinquedos ser efetuado posteriormente ao embarque da mercadoria no exterior, mas anteriormente ao despacho aduaneiro, ainda que o produto contenha tratamento administrativo no Siscomex. Art. 11. O pedido de licena dever ser registrado no Siscomex pelo importador ou por seu representante legal ou, ainda, por agentes credenciados pelo Departamento de Operaes de Comrcio Exterior (Decex), da Secretaria de Comrcio Exterior e pela Receita Federal do Brasil (RFB). 1 A descrio da mercadoria dever conter todas as caractersticas do produto e estar de acordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) . 2 dispensada a descrio detalhada das peas sobressalentes que acompanham as mquinas e/ou equipamentos importados, desde que observadas as seguintes condies:

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(Fls. 5 da Portaria SECEX n 36, de 22/11/2007).

I as peas sobressalentes devem figurar na mesma licena de importao que cobre a trazida das mquinas e/ou equipamentos, inclusive com o mesmo cdigo da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), no podendo seu valor ultrapassar 10% (dez por cento) do valor da mquina e/ou do equipamento; II o valor das peas sobressalentes deve estar previsto na documentao relativa importao (contrato, projeto, fatura, e outros). 3 Quando a importao pleiteada for objeto de reduo tarifria prevista em acordo internacional firmado com pases da Associao Latino-Americana de Integrao (Aladi), ser tambm necessria a indicao da classificao e descrio da mercadoria na Nomenclatura Latino-Americana baseada no Sistema Harmonizado (Naladi/SH). Art. 12. O pedido de licena receber numerao especfica e ficar disponvel para fins de anlise pelo(s) rgo(s) anuente(s). Pargrafo nico. Mediante consulta ao Siscomex, o importador poder obter, a qualquer tempo, informaes sobre o seu pedido de licenciamento. Art. 13. O Decex poder solicitar aos importadores os documentos e informaes considerados necessrios para