Import an CIA Brinquedo Ato Brincar

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<p>ANA PATRCIA BEZERRA FALCO RAFAELA DE OLIVEIRA RAMOS</p> <p>A IMPORTNCIA DO BRINQUEDO E DO ATO DE BRINCAR PARA O DESENVOLVIMENTO PSICOLGICO DE CRIANAS DE 5 A 6 ANOS.</p> <p>Belm- PA 2002</p> <p>ANA PATRCIA BEZERRA FALCO RAFAELA DE OLIVEIRA RAMOS</p> <p>A IMPORTNCIA DO BRINQUEDO E DO ATOR DE BRINACAR PARA O DESENVOLVIMENTO PSICOLGICO DE CRIANAS DE 5 A 6 ANOS.</p> <p>Trabalho de graduao apresentado como requisitos para obteno do grau de Bacharel de Psicologia, sob orientao da professora Clia Regina da Silva Amaral.</p> <p>Belm-PA 2002</p> <p>ANA PATRCIA BEZERRA FALCO RAFAELA DE OLIVEIRA RAMOS</p> <p>A IMPORTNCIA DO BRINQUEDO E DO ATO DE BRINCAR PARA O DESENVOLVIMENTO PSICOLGICO DE CRIANA DE 5 A 6 ANOS.</p> <p>Trabalho de Graduao apresentado como requisitos necessrios para obteno do grau de Bacharel em Psicologia, em Novembro de 2002, orientado pela professora Cllia Regina da Silva Amaral.</p> <p>Banca: 1 examinador: 2 examinador: 3 examinador:</p> <p>Julgado em:</p> <p>Nota:</p> <p>Dedicatria</p> <p>Dedicamos esta pesquisa aos nossos pais, que foram os nossos maiores incentivadores e torcedores nesta caminhada, nos mostrando e ensinando a nunca desistirmos. Mais nos dizendo que tnhamos que lutar e acreditar em nossos sonhos e objetivos. Aos nossos professores que ao longo desses anos nos fizeram adquirir conhecimentos para chegarmos onde estamos hoje. A quem</p> <p>amamos por terem abdicado do tempo que nos tnhamos dedicados para elas, pelo incentivo, compreensso, apoio e carinho.</p> <p>Agradecimentos</p> <p>A Deus pela fora e pela luz que iluminou nossa mente e nosso caminho; Aos nossos pais por no darem a oportunidade de chegar aonde estamos e por terem acreditado na nossa capacidade e por darem incentivo na hora em mais precisvamos; Aos nossos irmos por no terem medido esforos em nos apoiar pelo carinho e ateno; A nossa orientadora e professora Clia Regina da Silva Amaral, pelos esclarecimentos, disposio, confiana e apoio incessante; As professoras e crianas que participaram da base desta pesquisa, que disponibilizaram a responder e a realizar as entrevistas. E a todos que direta ou indiretamente nos ajudaram na construo desta pesquisa.</p> <p>Uma criana que domina o mundo que a cerca a criana que se esfora para agir neste mundo. Para tanto, utiliza, objetos substituto aos quais confere significados diferentes daqueles que normalmente possuem. O brinquedo simblico, o pensamento est separado dos objetos e ao surge das idias e no das coisas. Vigotsky,1991</p> <p>Sumrio</p> <p>Introduo ...............................................................................................................................8</p> <p>Metodologia ........................................................................................................30</p> <p>Resultados e Discusso .....................................................................................32</p> <p>Referncias Bibliogrficas..................................................................................47</p> <p>Bibliografia Consultada....................................................................................... 48</p> <p>Anexos ................................................................................................................. 49</p> <p>Anexo I.................................................................................................................. 50</p> <p>Anexo II..................................................................................................................51</p> <p>INTRODUO</p> <p>A presente pesquisa objetivou conhecer o trabalho desenvolvido com o brinquedo nas escolas de educao infantil, visando identificar as influncias do brinquedo na formao da criana, como trabalhado o brinquedo e como se d a interao deste com a educao. Na pr-escola, a criana preparada para a aprendizagem desenvolvendo hbitos, habilidades, atitudes favorveis para a mesma e comportamentos necessrio a sua vida escolar, atravs de atividades consideradas ldicas e criativas. Ao brincar, a criana se relaciona com outras crianas, sendo capaz de perceber-se com um ser no mundo numa relao entre o que pessoal (interior) e o que do grupo( realidade externa).Portanto, o brinquedo uma atividade que permite o ingresso no mundo da imaginao e no mundo das regras e que deve ser a atividade privilegiada nas instituies de educao infantil. A pesquisa tambm nos informa que o ldico para a criana o meio de expresso fundamental e atravs da brincadeira na pr-escola, que as crianas muito aprende com se adaptar ao mundo e em especial monotonia da vida escolar. Isto nos mostra que a tarefa dos professores de colocar a criana em circunstncias favorveis que lhes permitam descobrir aquilo que elas devem saber, ou seja, criar situaes mais estimuladoras para que a criana por si mesma descubra o conhecimento. De acordo com os resultados obtidos, os objetivos da pesquisa foram alcanados, pois confirmou-se o quanto o brinquedo e o ato de brincar so importantes e prazerosos na educao infantil Palvras-Chaves: brinquedo, brincar, criana, educao e desenvolvimento</p> <p>O tema apresentado nesta pesquisa tem um sentido real, verdadeiro e funcional da educao ldica atravs do brinquedo, pois atravs do mesmo, abrir-se- um leque para muitos questionamentos e reflexes em se tratando do desenvolvimento da aprendizagem infantil. Mostrar-se- que o brinquedo completa o mundo mgico infantil, pois uma das principais formas de brincar do ser humano, uma auto- descoberta e vivncias da prpria criana, partindo da percepo de seus limites e de suas possibilidades, explorando seu ambiente atravs de suas brincadeiras de uma maneira saudvel e produtiva, contribuindo assim, para a integrao de suaa primeiras experincias culturais. A meta fundamental mostrar aos educadores envolvidos nesta prtica pedaggica que as atividades ldicas atravs do brincar uma grande fonte de prazer tanto para ele como para o educando, e que o desafio esteja sempre presente cada dia na educao infantil. Contudo, esta pesquisa busca compreender como se efetiva o aprendizado de alunos da pr-escola, o trabalho dos professores no estmulo as crianas no que se refere a brincadeira, aos brinquedos e ao envolvimento das mesmas nesse processo de aprendizagem. Desta forma, falar em brinquedo no requer que se trate de um assunto simples ligado ao cotidiano das crianas, mas sim, dar fundamentao ao tema criando condies para novas pesquisas e contribuindo de maneira</p> <p>significativa com professores e tcnicos ligados educao. Tambm necessrio a informao sobre a importncia do trabalho com o brinquedo em detrimento prpria formao da criana.</p> <p>O tema foi escolhido porque uma das pesquisadoras professora na rea da educao infantil e afirma que muitas pessoas e principalmente muitas escolas no levam a srio e no trabalham a questo do brinquedo.</p> <p>Com isso, escolheu-se o brinquedo como centro de nossa pesquisa a fim de esclarecer um pouco mais a importncia do mesmo para o desenvolvimento infantil e dar continuidade a um trabalho de extrema importncia fazendo com que as escolas realmente acreditem no efeito que o brinquedo traz na formao da criana.</p> <p>Segundo Kishimoto (1996), no incio a Alemanha era o centro geogrfico da Europa, no t rreno do brinquedo, pois uma parte dos mais belos e brinquedos que ainda hoje se encontram nos museus e quartos de crianas, podese considerar como um presente alemo. Nuremberg a ptria do soldadinho de chumbo e da brunilda fauna da arca de No; a mais velha casa de boneca de que se tem notcia onde provm de Munique. As bonecas de madeira de sonneberg, as rvores de aparas de madeira, a Fortaleza de Oberammergaver, as lojas de especiarias e chapelarias, a festa da colheita em estanho de Hannover constituem modelos insuperveis da mais sbria beleza.</p> <p>Todavia, tais brinquedos no foram em seus primrdios invenes de fabricantes especializados, eles nasceram sobretudo nas oficinas de entalhadores em madeira, fundidores de estanho, etc... Antes do sculo XIX a</p> <p>produo de brinquedos no era funo de uma nica indstria. O estilo e a beleza das peas mais antigas explicam-se pela circunstncia de que o brinquedo representava antigamente um produto secundrio das diversas indstrias manufatureiras, as quais restringidas pelos estatutos corporativos, s podiam fabricar aquilo que competia a seu ramo.</p> <p>Quando no decorrer do sculo XVIII, comearam a aflorar os primrdios de uma fabricao, especializada, as indstrias chocaram-se por toda parte contra as restries das corporaes. Estas impediam o marceneiro de pintar, ele prprio, suas bonequinhas, para a preparao de brinquedos de diferentes matrias obrigando vrias indstrias a dividir entre si os trabalhos simples, o que encarecia sobremaneira a mercadoria.</p> <p>Entende-se que a venda, ou, pelo menos a distribuio de brinquedos, no era no incio funo de comerciantes especializados. Assim como se podia encontrar animais de madeira com marceneiro, soldadinhos com o caldeireiro, figuras de doces com o confeiteiro, bonecas de cera com o fabricante de vela. O mesmo no acontecia com o comrcio intermedirio, que fazia as vezes de grande distribuidor. Esta assim chamada editora, aparece tambm primeiramente em Nuremberg. Nesta cidade os exportadores</p> <p>comearam a comprar brinquedos que provinham das manufaturas da cidade e, sobretudo, da indstrias domsticas da regio para distribu-los depois entre as pequenas lojas. Por essa mesma poca, os avanos da reforma obrigaram muitos artistas que at ento haviam produzido para a igreja a orientarem sua</p> <p>produo em vista da demanda de objetos artesanais e a substiturem as obras grandiosas por objetos de artes menores feitos para a decorao das casas. Deu-se assim a extraordinria difuso daquele mundo de coisas minsculas, as quais faziam a alegria das crianas nas estantes de brinquedos e dos adultos nas salas de arte e maravilhas; deu-se ainda com a fama dessas quinquilharias de Nuremberg o predomnio dos brinquedos alemes no mercado mundial, o qual at hoje permanece inabalvel.</p> <p>Considerando a histria do brinquedo em sua totalidade, o formato parece ter uma importncia muito maior do que se poderia supor. Na metade do sculo XIX, percebe-se como os brinquedos tornam-se maiores, vo perdendo aos poucos o elemento discretivo; minsculo e agradvel,. Quando mais a industrializao avana, mas o brinquedo subtrai-se ao controle da famlia, tornando-se cada vez mais estranho no s as crianas, mais tambm aos pais.</p> <p>Hoje pode-se acreditar que o contedo imaginrio do brinquedo determinava a brincadeira da criana, quando ao puxar alguma coisa e tornar-se cavalo, brincar com areia e tornar-se ladro de guarda. Instrumentos de brincar arcaicos, desprezam toda mscara imaginria, na poca vinculados a rituais como: a bola, o arco, a roda de penas, o papagaio, pois quanto mais atraentes forem os brinquedos, mais distantes estaro de seu valor como instrumentos de brincar. A ao de brincar e o interesse da criana envolve sua faixa etria, seu desenvolvimento scio-afetivo, seus hbitos culturais. H brinquedos</p> <p>que so universalmente aceitos, no importando muito o material de que so feitos, o tamanho ou mesmo a idade e o sexo da criana. O que importa que a criana brinque, e experimente os mais variados tipos de brincadeiras ou jogos, sem preconceitos culturais.</p> <p>Segundo Vygotsky (1989), no se pode definir o brinquedo como atividade que d prazer a criana, visto que existem muitas atividades que propiciam mais prazer do que o ato de brincar, como por exemplo, chupar chupeta.</p> <p>No entanto, o brinquedo exerce uma forte influncia na formao da personalidade infantil, pois ele est associado as necessidades das crianas durante a infncia, ou seja, a tendncia de uma criana muito pequena satisfazer seus desejos imediatamente Vygotsky(1989), mas alguns desejos so irrealizveis, como ocupar o papel de sua me. Isto causa uma insatisfao muito grande na criana e esta passa a resolver sua tenso envolvendo-se em um mundo ilusrio e imaginrio onde os desejos no realizveis podem ser realizveis.</p> <p>A partir dessa perspectiva torna-se claro que o prazer derivado do brinquedo controlado por motivos diferentes daqueles que dos simples chupar chupeta. No brinquedo a criana cria uma situao imaginria.</p> <p>Para Vygotsky (1989), o brinquedo no apenas uma atividade simblica, uma vez que, mesmo envolvendo uma situao imaginria, ele de fato baseia-se em regras, pois contm regras de comportamento pr estabelecidos. Esta situao imaginria ; a primeira manifestao da separao da criana em relao as restries situacionais. As maiores aquisies de uma criana so conseguidas no brinquedo, aquisies que no futuro iro tornar seu nvel bsico de ao real e moralidade Winncott(1990). Mas no basta afirmarmos que o brinquedo apenas satisfaz os desejos irrealizveis, ele tambm via de escoamento da raiva e da agresso. Brincando a criana realiza e exterioriza suas angustias seus desejos e suas realizaes.</p> <p>O desenvolvimento da criana acontece atravs do ldico. Ele precisa brincar para crescer. Segundo Piaget (1989) , a maneira da criana</p> <p>assimilar (transformar o meio para que este se adapte s suas necessidades) e de acomodar (mudar a si mesmo para adaptar-se ao meio) dever ser sempre atravs do ldico.</p> <p>Em relao a atividade escolar, a mesma dever ser uma forma de lazer e de trabalho para as crianas do pr-escolar. Com isso, os brinquedos tornam-se recursos didticos de grande aplicao e valor no processo ensinoaprendizagem. A criana aprende melhor brincando e todos os contedos podem ser ensinados atravs das brincadeiras, ou seja, em atividades</p> <p>predominantemente ldicas As atividades com os</p> <p>brinquedos tero sempre</p> <p>objetivos didticos- pedaggicos e visaro propiciar o desenvolvimento integral do educando.</p> <p>Os mtodos de educao exigem que se fornea as crianas um material conveniente, a fim de que jogando, elas, cheguem a assimilar as realidades intelectuais, que sem isso, permanecerem exteriores inteligncia infantil Piaget (1989)</p> <p>Ao brincar, a criatividade leva a criana a buscar novos conhecimentos, exigindo do educando uma ao ativa, indagadora, reflexiva, desvendadora, socializadora e criativo, relaes estas que constituem a essncia psicogentica da educao ldica, em total oposio ldica, em total oposio passividade, submisso, alienao, irreflexo, condicionamento da pedagogia dominadora. Os brinquedos devero representar desafios para a criana e devem estar adequados ao seu interesse e suas necessidades criativas, pois eles so convites ao brincar, desde que a criana tenha vontade de interagir com eles.</p> <p>Ao ser iniciada a escolarizao, a criana enfrenta uma situao indita que lhe provoca sempre um desequilbrio , uma insegurana para atuar. nesse contexto que se apresenta a importncia do brinquedo como estimulador da curiosidade, da iniciativa e da auto- confiana, e proporciona aprendizagem, desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentrao e da ateno.</p> <p>Brincar indispensvel sade fsica, emocional e intelectual da criana. uma arte, um dom natural que, quando bem cultivado, ir contribuir no futuro para a eficincia e o equilbrio do adulto. A cria...</p>