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PROJECTO:

O PAPEL DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM REABILITAO NA PROMOO DA MOBILIDADE DA PESSOA IDOSAElaborado por: Enf.ra Celina Dias

Funchal 2007-2008

REGIO REGIO AUTNOMA AUTNOMA DADA MADEIRA MADEIRA

REPBLICA PORTUGUESA

UNIO EUROPEIA FSE

2 CURSO DE PS-LICENCIATURA DE ESPECIALIZAO EM ENFERMAGEM DE REABILITAO

PROJECTO:

O PAPEL DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM REABILITAO NA PROMOO DA MOBILIDADE NA PESSOA IDOSAElaborado por: Enf.ra Celina Dias

Elaborado no mbito do Ensino Clnico III Enfermagem de Reabilitao Opcional Orientado por: Enf.ra Mireya Fernandes e Enf.ra Elisabete Reynolds Coordenado por: Prof.ra Otlia Freitas

1Funchal

2007-2008

H uma idade na vida em que os

anos passam demasiado depressa e os dias so uma eternidade Virginia Wolf

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SUMRIO 0.INTRODUO.................................................................................................................. - 4 1.PROJECTO DE AUTO-FORMAO.......................................................................... - 5 1.1 Contextualizao ................................................................................................................... - 5 1.2 Objectivos ................................................................................................................................ - 8 1.3 Reviso de literatura .............................................................................................................. - 8 1.4 Quadro conceptual ............................................................................................................. - 11 1.4.1 O processo de envelhecimento ....................................................................................- 11 1.4.1.1 Teorias do envelhecimento..........................................................................................- 12 1.4.1.2 Envelhecimento fsico, scio-afectivo e psicolgico ...........................................- 13 1.4.1.3 Mobilidade na pessoa idosa .......................................................................................- 17 1.4.3 Actividade fsica na pessoa idosa.................................................................................- 23 1.4.3.1 Benefcios da Actividade fsica na pessoa idosa ..................................................- 24 1.4.3.2 Programao da actividade fsica para a pessoa idosa ...................................- 25 1.4.3.2.1 Prescrio de actividade fsica ...............................................................................- 26 Parte principal.................................................................................................................... - 27 - 1.4.3.2.2 Avaliao para a actividade fsica .......................................................................- 30 1.4.4 Papel da Enfermeira Especialista de Reabilitao e a Recuperao da .......- 31 pessoa idosa ..................................................................................................................................- 31 1.4.4.1 Fases da Reabilitao Geritrica e a actuao da Enfermeira Especialista de Reabilitao .......................................................................................- 32 1.4.4.2 Problemas frequentes na Reabilitao da pessoa idosa e a actuao da Enfermeira Especialista de Reabilitao ...........................................................- 33 1.4.5 Papel da Enfermeira Especialista de Reabilitao e a promoo da mobilidade da pessoa idosa .........................................................................................- 34 1.4.5.1 Avaliao de Enfermagem de Reabilitao da mobilidade da pessoa idosa ....................................................................................................................................- 35 1.4.5.2 Formulao de diagnsticos de Enfermagem de Reabilitao relativamente mobilidade da pessoa idosa .......................................................- 37 1.4.5.3 Planeamento de cuidados de Enfermagem de Reabilitao relativamente mobilidade da pessoa idosa .......................................................- 38 1.4.5.4 Avaliao de cuidados de Enfermagem de Reabilitao relativamente mobilidade da pessoa idosa .....................................................- 43 1.5 Seleco e organizao de meios e estratgias .......................................................... - 44 1.6 Descrio da execuo das actividades ....................................................................... - 46 1.7. Cronograma e programa de actividade fsica .-471.8 Implementao do projecto e resultados obtidos ........................................................ - 47 -

2. CONCLUSO ................................................................................................................. - 67 3. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS .............................................................................. - 68 -

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INTRODUOIntegrado no 2 curso de ps-licenciatura de especializao em enfermagem de reabilitao, o projecto que apresento inscreve-se no mbito da disciplina de Orientao e Desenvolvimento de projecto I e tem como objectivo a aquisio de competncias terico-prticas numa rea de interveno da enfermagem de reabilitao. O actual projecto tem como tema O papel do Enfermeiro Especialista de Reabilitao na promoo da mobilidade da pessoa idosa e a sua execuo ocorrer durante o ensino clnico III, (Enfermagem de Reabilitao opcional), do curso supracitado, o qual acontecer entre 25 Fevereiro e 14 Maro de 2008, no Centro de sade do Canio, concelho de Santa Cruz. A preparao das actividades integradas no projecto decorre desde Maio de 2007, como se constata no cronograma exposto adiante. De seguida apresento, no captulo projecto de auto-formao o trabalho de projecto. Na contextualizao, justifico a opo do tema do projecto face ao meu percurso profissional, pertinncia mediante a sociedade vigente a caracterizao da populao idosa do Canio e ainda a importncia para a enfermagem de reabilitao do projecto. Exponho tambm no referido captulo os objectivos pretendo atingir. No quadro conceptual, fao uma abordagem dos conceitos que so relevantes para compreender o mbito do projecto nomeadamente o processo de envelhecimento, a mobilidade/actividade fsica no idoso e o papel do enfermeiro de reabilitao na promoo da mobilidade do idoso. No captulo, seleco e organizao de meios e estratgias exponho as actividades e intervenes que levarei a cabo para executar o projecto, bem como os objectivos especficos de cada uma delas, estando no cronograma patente o tempo em que as mesmas acontecero. Na descrio da implementao das actividades relatarei a concretizao das intervenes planeadas. O desenvolvimento ou implementao do projecto ser apresentado atravs da metodologia de portfolio, ao longo do qual farei atravs de uma reflexo crtica, uma avaliao de como decorreu o projecto implementado, quais os resultados, os benefcios e os obstculos encontrados.

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1.PROJECTO DE AUTO-FORMAOFalar de projecto tornou-se hoje um discurso privilegiado em vrios domnios. Fernandes (1998), defende que vivemos numa civilizao de projectos. No intuito de inovar e de fazer frente s exigncias futuras, o campo profissional e as organizaes so locais de emergncia para a realizao de projectos. A enfermagem no excepo e por isso tanto a nvel organizacional, como a nvel da avaliao de desempenho e da formao solicitada a elaborao de projectos como metodologia de crescimento profissional, e de aprendizagem. Um projecto como nos diz Lhotellier (1986) uma inteno desencadeada por uma motivao, de realizar uma obra, um trabalho, uma aco, animada por uma implicao contnua, afirmada por uma orientao de valor. Do projecto fazem parte etapas metodolgicas, que so de acordo com Fernandes (1998), o diagnstico da situao, a determinao de prioridades, a definio de objectivos, a seleco e organizao de meios e estratgias, a execuo e a avaliao, as quais encontram-se descritas no presente documento.

1.1 ContextualizaoNos ltimos sculos tem-se assistido a mudanas demogrficas e sociais em todo o mundo, que determinaram uma sociedade maioritariamente envelhecida, inactiva e dependente. Actualmente, uma em cada dez pessoas est com idade superior a 60 anos e estima-se que em 2050 essa relao seja de uma para cada cinco pessoas, sendo as mulheres em maior nmero. Mundialmente, no final do sculo XX, houve um aumento da esperana de vida em vinte anos com uma mdia de vida de 66 anos, referem Rebelatto e Moretti (2004), para tal contriburam factores como um maior acesso aos sistemas de sade, os avanos cientficos que proporcionaram diagnsticos e tratamentos cada vez mais precoces, a preveno mais efectiva das incapacidades e o desenvolvimento da indstria farmacutica. Como consequncia do aumento da populao idosa, Carvalho (2005) reitera, que as doenas crnicas e incapacidades tambm aumentaram, 88% dos indivduos com mais de 65 anos apresenta pelo menos uma patologia crnica e 21% possui incapacidades crnicas. As mulheres so certamente as mais atingidas sendo que 35% a 50% entre os 70-80 anos apresenta dificuldade de locomoo e na realizao de tarefas dirias. No escapando tendncia mundial, Portugal duplicou o nmero de idosos nos ltimos quarenta anos e desde 1999 que o nmero de idosos ultrapassou o nmero de jovens, o que levou criao do Programa Nacional para a Sade das Pessoas Idosas 2004-2010, integrado no Plano Nacional de Sade (2004-2010), pela Direco Geral de Sade. Este programa foi concebido em concordncia com as recomendaes da poltica para a populao idosa, das organizaes internacionais, designadamente das metas para a sade do projecto Sade 21 da Organizao Mundial de sade. Mais concretamente da META 5 _ Envelhecer Saudavelmente e mais tarde do Plano de Aco Internacional para o Envelhecimento 2002. Citando a Direco Geral de Sade e o referenciado Programa Nacional para a Sade das Pessoas Idosas 2004-2010, o

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