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  • IMMANUEL KANT (1724-1804)

    CONTEXTO HISTRICO

    Segunda metade do sculo XVIII poca de transformaes econmicas, sociais,

    polticas e cultural-ideolgicas.

    A Revoluo Industrial e a consolidao do Capitalismo.

    A Revoluo Cientfica, o Iluminismo e a Enciclopdia.

    As Revolues burguesas e a difuso do liberalismo.

  • IMMANUEL KANT (1724-1804)

    VIDA E OBRA DE KANT Kant era um dos 9 filhos da famlia de um seleiro da seita pietista.

    Kant nasceu em Kgnisberg, cidade da Prssia (Alemanha), de onde nunca se afastou durante a vida. Depois de uma longa espera foi admitido para lecionar na universidade. Chegou a ser reconhecido pela importncia da sua obra intelectual.

    A vida cotidiana de Kant era extremamente regrada e austera. O seu trabalho era bastante metdico e disciplinado. Nunca se envolveu nas questes polticas e disputas ideolgicas de sua poca. Sua obra tem, entretanto um carter progressista e revolucionrio.

  • IMMANUEL KANT (1724-1804)

    Expoente do Iluminismo alemo. Aufklarung: Racionalismo e idealismo.

    Homem: Razo e liberdade.

    Ilustrao: Maioridade de razo.

    Confiana na capacidade de explicar e dominar o mundo pela razo.

    Autonomia de pensamento: Ousa pensar.

  • IMMANUEL KANT (1724-1804)

    Obra: Crtica da Razo Pura. Kant realizou um estudo crtico da razo e do conhecimento.

    Conhecimento emprico A posteriori captado pelos sentidos

    Conhecimento puro A priori

    -Resulta de uma operao da nossa mente. - Independe dos dados fornecidos pelos sentidos. - Existe em nossa mente anterior experincia. - Produz juzos/afirmaes universais e necessrias.

  • IMMANUEL KANT (1724-1804)

    KANT AFIRMA QUE EXISTEM

    INTUIES PURAS E CONCEITOS PUROS

    So estruturas de pensamento que permitem a experincia sensorial. Formas de sensibilidade a priori Tempo e espao.

    Formas de entendimento a priori Causa/consequncia.

    Relao de necessidade.

    Essas estruturas nos permitem emitir juzos sobre a realidade.

  • IMMANUEL KANT (1724-1804)

    KANT CLASSIFICA OS JUZOS EM DOIS TIPOS:

    Juzo analtico ou de elucidao.

    - aquele em que o predicado j est contido no conceito do sujeito. -No resulta em novos conhecimentos -Ex: O quadrado tem quatro lados.

    Juzo Sinttico ou de ampliao

    - O predicado acrescenta algo novo. - Inclui algo que no inerente ao sujeito. - Gera ou produz um novo conhecimento. - Ex: Os corpos se movimentam.

  • IMMANUEL KANT (1724-1804)

    OS JUZOS SINTTICOS PODEM SER DIVIDIDOS EM DOIS TIPOS:

    Juzos sinttico a posteriori Ex: esse vestido verde

    - Amplia o conhecimento sobre o sujeito, mas no produz um juzo de carter universal e necessrio. - Sua validade esta sempre condicionada ao tempo e ao espao em que se da a experincia.

    Juzos sintticos a priori Ex: Retas paralelas nunca se encontram.

    - Amplia o conhecimento e acrescenta informaes novas ao sujeito. - Produz um juzo universal e necessrio que no esta limitado pela experincia.

  • IMMANUEL KANT (1724-1804)

    Kant promoveu uma revoluo copernicana na epistemologia, ou seja, na teoria do conhecimento. Na concepo kantiana, no so os objetos que regulam o nosso conhecimento. Os

    objetos so regulados pelo nosso pensamento.

    A teoria epistemolgica de Kant realizou a sntese entre as teorias do conhecimento da Idade Moderna: racionalismo e empirismo.

    A sensibilidade oferece os dados do objeto, mas o entendimento determina as condies nas quais o objeto pensado/comhecido.

  • IMMANUEL KANT (1724-1804)

    O conhecimento o resultado da relao (interativa) entre sujeito, que conhece (que pensa de acordo com sua estruturas a priori de pensamento) e o objeto que conhecido.

    No conhecemos as coisas em si mesmas ( as coisa em si), ou seja, como elas realmente so. Conhecemos as coisas e os fenmenos tal como os percebemos (o ser para ns).

    Em sntese, nosso conhecimento da realidade est condicionado, em ltima instncia, por nossas estruturas mentais.

  • IMMANUEL KANT (1724-1804)

    CONCEPO TICA DE KANT

    Obras de Kant sobre tica e Moral: Crtica da razo prtica e Fundamentao da metafsica dos costumes Kant afirma que a razo humana legisladora, ou seja, capaz de elaborar normas ou leis

    de carter universal, uma vez que a razo um predicado de todos os homens.

    As normais morais teriam origem, portanto, a sua origem na razo.

  • IMMANUEL KANT (1724-1804)

    A tica do dever de Kant est baseada est baseada em dois princpios: razo e liberdade. Um ato s pode ser considerado moral se for praticado de maneira autnoma e consciente.

    Em Kant, a noo de dever se confunde com a noo de liberdade. O indivduo que obedece uma norma moral atende liberdade da razo, obedece aquilo que, livremente, sua razo estabelece.

    Na tica kantiana, a racionalidade a nica fonte legtima da moral, e agir de acordo com a razo uma exigncia que Kant denomina como imperativo categrico.

  • IMMANUEL KANT (1724-1804)

    Imperativo categrico uma determinao maior, que precisa ser observada sempre, em todo e qualquer ato moral que for praticado.

    Uma ao s moralmente correta se puder ser universalizada, isto , se puder ser praticada por todos os homens, sem prejuzo para a humanidade. Age de modo que teu agir seja uma lei universal

    As inclinaes (paixes, desejos, emoes) afetam a vontade e fazem o indivduo agir, muitas vezes, contrariamente razo e ao dever.

    A tica Kantiana formal, porque no considera as condies reais e concretas em que os indivduos precisam fazer escolhas morais.