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    PROTEO, CONTROLE E MONITORAMENTO AMBIENTAL:

    1 Monitoramento ambiental: conceitos, objetivos e suas aplicaes no monitoramento de solo, ar, gua,

    fauna, flora e ecossistemas. 2 Proteo florestal (preveno e combate a incndios florestais), legislao

    aplicada ao uso do fogo. 3 Conceitos bsicos de: cartografia, sistemas de informao geogrfica,

    sensoriamento remoto, imageamento e interpretao de mapas. 4 Lei n 9.605/1998. 5 Decreto n 6.514/2008.

    6. Lei Complementar n 140/2011.

    1 Monitoramento ambiental: conceitos, objetivos e suas aplicaes no monitoramento de

    solo, ar, gua, fauna, flora e ecossistemas.

    Monitoramento Ambiental consiste na realizao de medies e/ou observaes especficas,

    dirigidas a alguns poucos indicadores e parmetros, com a finalidade de verificar se

    determinados impactos ambientais esto ocorrendo, podendo ser dimensionada sua magnitude e

    avaliada a eficincia de eventuais medidas preventivas adotadas (Bitar & Ortega, 1998).

    Segundo Machado (1995), a elaborao de um registro dos resultados do monitoramento de

    fundamental importncia para o acompanhamento da situao, tanto para a empresa e para o

    Poder Pblico, como tambm para a realizao de auditoria, tema que veremos no prximo

    tpico.

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    Monitoramento ambiental

    O monitoramento ambiental uma importante ferramenta para a administrao dos recursos

    naturais. Este oferece conhecimento e informaes bsicas para avaliar a presena de

    contaminantes, para compreender os sistemas ambientais e para dar suporte as polticas

    ambientais.

    O monitoramento consiste em observaes repetidas de uma substncia qumica qumico ou

    mudana biolgica, com um propsito definido de acordo com um planejamento prvio ao longo

    do tempo e espao, utilizando mtodos comparveis e padronizados. Segundo van der Oost e

    colaboradores (2003), os cinco mtodos de monitoramento ambiental que devem ser seguidos

    para avaliar o risco de contaminantes para os organismos e classificar a qualidade ambiental dos

    ecossistemas so:

    - monitoramento qumico avalia a exposio medindo os nveis de contaminantes

    bem conhecidos nos compartimentos ambientais;

    - monitoramento da bioacumulao avalia a exposio medindo os nveis de

    contaminantes na biota ou determinando a dose crtica no local de interesse (bioacumulao);

    - monitoramento do efeito biolgico avalia a exposio e o efeito determinando

    as primeiras alteraes adversas que so parcial ou totalmente reversveis

    (biomarcadores);

    - monitoramento da sade avalia o efeito atravs do exame da ocorrncia de doenas

    irreversveis ou danos no tecido dos organismos;

    - monitoramento dos ecossistemas avalia a integridade de um ecossistema

    atravs de um inventrio de composio, densidade e diversidade das espcies, entre outros.

    Quando organismos vivos so usados no monitoramento ambiental para avaliar mudanas no

    meio ambiente ou na qualidade da gua o monitoramento chamado de monitoramento

    biolgico ou biomonitoramento. Para que um biomonitoramento seja bem sucedido

    importante a escolha do biomonitor que atenda as seguintes caractersticas (Figueira, 2006)

    capacidade de acumulao mensurvel da substncia qumica de interesse;

    distribuio generalizada na rea de estudo;

    ausncia de variaes sazonais na quantidade disponvel para amostragem;

    capacidade de acumulao diferenciada do poluente, relacionando a intensidade de

    exposio ao fator ambiental. Esta relao deve poder ser descrita de uma forma quantitativa ou

    semi-quantitativa;

    ausncia de variaes sazonais na capacidade de acumulao;

    acumulao da substncia qumica apenas pela via que se quer avaliar;

    identificao taxonmica fcil;

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    que tenha sua fisiologia, ecologia e morfologia suficientemente estudada.

    Assim, durante o biomonitoramento so utilizados biomarcadores (celulares, tecido, fluidos

    corporais, mudanas bioqumicas, entre outros) para indicar a presena de poluentes ou como

    sistema de aviso de efeitos iminentes.

    Biomarcadores

    O biomarcador uma caracterstica que pode ser: bioqumica, fisiolgica, morfolgica ou

    histolgica, utilizada para indicar a exposio ou o(s) efeito(s) de uma substncia sobre o

    organismo de um ser vivo. A qualidade de um biomarcador est relacionada a capacidade de

    uma mudana ser medida antes que alguma consequncia adversa significativa ocorra no

    organismo de interesse. Um biomarcador ideal deve ser especfico para um composto ou

    classe de compostos, podendo ser utilizado em diferentes espcies (IPCS,1993).

    Convm salientar que necessrio que o sistema envolvido seja bem conhecido para que

    se possa interpretar a influncia que o meio ambiente exerce sobre ele.

    A ordem seqencial de resposta ao estresse causado por um poluente em um sistema

    biolgico visualizado na Figura 9. O efeito em nvel hierrquico superior sempre precedido

    por mudanas no processo biolgico. Desta forma, o biomarcador utilizado como um sinal

    prvio refletindo a resposta biolgica causada por uma toxina.

    Representao esquemtica da ordem sequencial de respostas ao estresse causado por

    poluentes em um sistema biolgico (adaptado de van der Oost et al., 2003).

    Biomarcadores podem ser divididos em trs classes (National Research Council, 2003;

    IPCS, 1993):

    - biomarcadores de exposio: so aqueles que detectam e mensuram a

    quantidade de uma substncia exgena, seus metablitos ou o produto da interao

    entre o xenobitico e a molcula ou clula alvo em um compartimento do organismo;

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    - biomarcadores de efeito: so aqueles que incluem alteraes bioqumicas,

    fisiolgicas ou outra alterao nos tecidos ou fluidos

    corporais de um organismo que podem ser reconhecidos e associados com uma doena

    ou possvel prejuzo a sade;

    - biomarcadores de suscetibilidade: so aqueles que indicam a habilidade adquirida ou

    inerente de um organismo a responder a exposio a um xenobitico especfico, incluindo

    fatores genticos e mudanas nos receptores que alteram a suscetibilidade de um organismo a

    uma dada exposio.

    Os biomarcadores de exposio podem ser usados para confirmar ou estimar a

    exposio de indivduos ou de uma populao a uma determinada substncia ou grupo de

    substncias fornecendo uma relao entre a exposio externa e a dose interna. De acordo com a

    definio, a bioacumulao de certos contaminantes persistentes em tecido de animais pode ser

    considerada com um biomarcador de exposio.

    Os biomarcadores de efeito podem ser usados para documentar alteraes pr-

    clnicas ou efeitos adversos a sade devido a exposio externa e absoro de determinada

    substncia.

    Os biomarcadores de suscetibilidade ajudam a elucidar a variao no grau de resposta da

    exposio a substncias txicas observadas em diferentes indivduos.

    O uso de biomarcadores de peixes no estudo da resposta biolgica e bioqumica a

    contaminantes tem atrado grande interesse j que podem ser encontrados praticamente em todos

    os ambientes aquticos e desempenham importante papel na cadeia alimentar, j que tm a

    funo de transportar energia de nveis trficos inferiores para nveis superiores (Beyer et al.,

    1996).

    No entanto, as variaes na fisiologia de diferentes espcies de peixes podem repercutir

    de forma diferenciada nas respostas de um biomarcador. Apesar disso e de sua alta

    mobilidade, peixes so considerados bons organismos para o monitoramento da poluio em

    ambientes aquticos.

    Baseados nos critrios formulados por Stegeman e colaboradores (1992), van der Oost e

    colaboradores (2003) propem seis critrios que devem ser observados para avaliar um

    biomarcador em peixes:

    (1) Confiabilidade na quantificao do biomarcador (com controle de qualidade)

    resultante de ensaios simples e de baixo custo;

    (2) Sensibilidade da resposta do biomarcador a exposio ou a efeitos de poluentes

    utilizados como parmetros de aviso;

    (3) Definio clara dos dados de base de modo a permitir a distino entre a variabilidade

    natural (rudo) e o estresse induzido pelo contaminante (sinal);

    (4) Conhecimento dos fatores que possam dificultar a interpretao da resposta do

    biomarcador exposio ao poluente;

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    (5) Estabelecimento do mecanismo de relao entre a resposta do biomarcador e a

    exposio ao poluente (dosagem e tempo);

    (6) Estabelecimento do valo