IBGE – Brasil 2010 Indicadores de Desenvolvimento Sustentável Dimensão Ambiental.

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  • IBGE Brasil 2010 Indicadores de Desenvolvimento Sustentvel Dimenso Ambiental
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  • INTRODUO/METODOLOGIA A publicao do IBGE- Indicadores de desenvolvimento sustentvel: Brasil 2010 - d continuidade srie iniciada em 2002 e mantm o objetivo geral das edies anteriores em disponibilizar um sistema de informaes para o acompanhamento da sustentabilidade do padro de desenvolvimento do Pas. O trabalho do IBGE de construo de Indicadores de Desenvolvimento Sustentvel o Brasil inspirado no movimento internacional liderado pela Comisso para o Desenvolvimento Sustentvel - CDS, das Naes Unidas (Commission on Sustainable Development - CSD). O Instituto Jones dos Santos Neves, rgo de apoio ao planejamento territorial do Esprito Santo apresenta a edio dos indicadores de sustentabilidade disponibilizados pelo IBGE/2010, todos revistos e atualizados, possibilitando grau de comparabilidade do Esprito Santo com outros Nesta edio do IBGE, alguns indicadores relativos dimenso ambiental foram introduzidos, tais como o indicador relativo ao desmatamento da rea remanescente do Cerrado, e outros foram suprimidos por no ter havido possibilidade de atualizao recente, como por exemplo, os trs indicadores relativos destinao final do lixo, coleta seletiva do lixo e tratamento de esgoto. O IBGE dispe de numerosas informaes estatsticas, que permitiriam a construo de muitos indicadores, entretanto a concepo norteadora do trabalho a de limitar-se a um conjunto de indicadores capazes de expressar as diferentes facetas da abordagem de sustentabilidade da forma mais concisa possvel. O documento do IBGE, alm de caracterizar e subsidiar o processo de desenvolvimento sustentvel em nvel nacional, acresce- se a exigncia de expressar a diversidade caracterstica do Pas. Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA ( IBGE ). Indicadores de Desenvolvimento Sustentvel. Brasil 2010. 2010.
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  • ATMOSFERA EMISSO DE ORIGEM ANTRPICA DE GASES ASSOCIADOS AO EFEITO ESTUFA A estimativa das emisses de origem antrpica lquidas (emisses menos remoes) dos principais gases causadores do efeito estufa, por setor de atividade responsvel pela emisso.
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  • ATMOSFERA O QUE SO GASES DE EFEITO ESTUFA? So chamados de gases de efeito estufa porque so capazes de reter na atmosfera, por algum tempo, o calor irradiado pela superfcie do planeta. Com eles, parte do calor irradiado pela superfcie terrestre fica preso na atmosfera, mantendo a temperatura em nveis timos para a existncia da maior parte da vida no planeta. A temperatura mdia da Terra de 15C, sem o efeito estufa seria de -15C. O efeito estufa , portanto, um fenmeno natural, sendo fundamental manuteno do clima e da vida na Terra. H, entretanto, fortes sinais de que as atividades humanas esto aumentando rapidamente a concentrao de alguns dos gases de efeito estufa naturais (CO 2, H 2 O, CH 4, etc.), alm de acrescentarem atmosfera outros gases de efeito estufa antes inexistentes (CFC, PFC, SF 6, etc.). Com isto, a Terra est ficando mais quente muito rapidamente.
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  • ATMOSFERA METODOLOGIA A metodologia usada para o clculo das estimativas do efeito estufa foi baseada na Conveno-Quadro das Naes Unidas sobre Mudana do Clima (Intergovernmental Panel on Climate Change - IPCC), criada em New York, em 1988, e abrangeu os seguintes gases: Dixido de carbono (CO 2 ), Metano (CH 4 ), xido nitroso (N 2 O), Hidrofluorcarbonos (HFC), Perfluorcarbonos (PFC - CF 4 e C 2 F 6 ), Hexafluoreto de enxofre (SF 6 ) xidos de nitrognio (NO x ) Monxido de carbono (CO) Gases de efeito estufa naturais (CO 2, H 2 O, CH 4, etc.)
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  • ATMOSFERA A CAUSA DA ELEVAO EFEITO ESTUFA? Alguns dos gases presentes naturalmente na atmosfera, entre eles o vapor dgua, o dixido de carbono (CO 2 ) e o metano (CH 4 ), so chamados de gases de efeito estufa porque so capazes de reter na atmosfera, por algum tempo, o calor irradiado pela superfcie do planeta. A maior parte dos especialistas considera a elevao dos teores de CO 2 na atmosfera como a grande responsvel pela intensificao do efeito estufa ou, pelo menos, por disparar este processo. Esta elevao atribuda, em termos histricos, principalmente queima de combustveis fsseis (carvo, petrleo e gs natural) para gerao de energia, e secundariamente destruio da vegetao natural, especialmente das florestas.
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  • ATMOSFERA Para cada um dos gases, foram estimadas, para os anos de 1990, 1994, 2000 e 2005, as emisses e remoes da atmosfera oriundas dos seguintes setores de atividade: produo de energia; processos industriais; uso de solventes e outros produtos; agropecuria; mudana no uso da terra e florestas; e tratamento de resduos. A unidade de medida utilizada o gigagrama (1 Gg = 1 000 toneladas).
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  • ATMOSFERA INDICADORES RELACIONADOS AO EFEITO ESTUFA: - Consumo industrial de substncias destruidoras da camada de oznio - Uso de fertilizantes - Terras em uso agrossilvipastoril - Queimadas e incndios florestais - Desflorestamento na Amaznia Legal - rea remanescente e desflorestamento na Mata Atlntica e nas formaes vegetais litorneas - rea remanescente e desmatamento no Cerrado - Populao residente em reas costeiras - Espcies extintas e ameaadas de extino
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  • ATMOSFERA INDICADORES RELACIONADOS AO EFEITO ESTUFA: - Taxa de crescimento da populao - Doenas relacionadas ao saneamento ambiental inadequado - Consumo de energia per capita - Intensidade energtica - Participao de fontes renovveis na oferta de energia - Reciclagem - Rejeitos radioativos: gerao e armazenamento - Ratificao de acordos globais - Gastos com Pesquisa e Desenvolvimento - P&D
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  • ATMOSFERA VARIVEIS DO INDICADOR: COMO FUNCIONA? As variveis utilizadas neste indicador so as quantidades lquidas estimadas dos gases responsveis pelo efeito estufa, produzidas por atividades humanas.
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  • ATMOSFERA SUBSTNCIAS DESTRUIDORAS DA CAMADA DE OZNIO As variveis utilizadas neste indicador so as quantidades das substncias destruidoras da camada de oznio (O 3 ), descritas nos Anexos A, B, C e E do Protocolo de Montreal, discriminadas segundo os tipos de compostos qumicos atuantes (clorofluorcabonos - CFC s, cido tricloroactico - TCA, HALON s, tetracloreto de carbono - CTC, hidroclorofluorocarbonos - HCFC s, brometo de metila, entre outros). O consumo envolve a produo nacional, acrescida das importaes e deduzida das exportaes das substncias em questo. Fonte: As informaes utilizadas para a elaborao deste indicador foram produzidas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renovveis - IBAMA e disponibilizadas pelo Ministrio do Meio Ambiente - MMA, pela Coordenao de Proteo da Camada de Oznio, que coordena as aes para a proteo da camada de oznio no Brasil O Protocolo de Montreal prope a reduo do consumo de substncias destruidoras da camada de O3 de origem artificial (criadas pelo homem), at sua eliminao ou sua substituio por compostos no danosos referida camada. Entre as SDO as principais eram os CFCs, de amplo uso industrial.
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  • ATMOSFERA POTENCIAL DE DESTRUIO DA CAMADA DE OZNIO A unidade de medida utilizada a tonelada de potencial de destruio do oznio (PDO). Usa-se como referncia o fator de converso 1 para o CFC- 11 e o CFC-12 (1t PDO = 1t de CFC-11 ou de CFC-12). O potencial de destruio da camada de O3 de cada substncia calculado a partir de modelos matemticos que levam em conta vrios fatores, tais como: a estabilidade do produto; o ritmo de difuso na atmosfera; a quantidade de tomos com capacidade para destruir o oznio por molcula; e o efeito da luz ultravioleta e de outras radiaes nas molculas. O Brasil vem reduzindo aceleradamente o consumo de substncias destruidoras da camada de O3, superando, inclusive, as metas estabelecidas para o Pas no Protocolo de Montreal. Observa-se, especialmente a partir do final dos anos de 1990, uma forte reduo no consumo de HALONs, CTC, CFCs e brometo de metila, compostos com maior potencial de dano camada de O3.
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  • ATMOSFERA CONCENTRAO DE POLUENTES EM REAS URBANAS A poluio do ar nos grandes centros urbanos um dos grandes problemas ambientais da atualidade, com implicaes graves na sade da populao, especialmente em crianas, idosos e nos portadores de doenas do aparelho respiratrio, como a asma e a insuficincia respiratria. O controle da poluio do ar realizado atravs do monitoramento dos poluentes mais relevantes. Entre eles, esto o NO 2 e o SO 2 (resultantes da queima de combustveis fsseis), o O 3 (produzido fotoquimicamente pela ao da radiao solar sobre os xidos de nitrognio e os compostos orgnicos volteis liberados na combusto da gasolina, diesel e outros combustveis), o CO, o PM10 e o PTS (poluentes que resultam da queima incompleta de combustveis em veculos e fontes estacionrias). As informaes utilizadas para a elaborao deste indicador foram produzidas pelos rgos Estaduais, Secretarias Municipais de Meio Ambiente e instituies privadas, assim discriminados: Belo Horizonte: Fundao Estadual do Meio Ambiente - FEAM; Curitiba: Instituto Ambiental do Paran - IAP; Distrito Federal: Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hdricos do Distrito Federal Braslia Ambiental IBRAM; Porto Alegre: Ar do Sul- Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar - FEPAM; Recife: Agncia Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hdricos CPRH; Rio de Janeiro: Instituto Estadual do Ambiente - INEA; Salvador (Camaari): Empresa de Proteo Ambiental - CETREL; So Paulo: Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental - CETESB; e Vitria: Rede Automtica de Monitoramento de Qualidade do Ar da Regio da Grande Vitria - RAMQAr/IEMA e SEMMAM.
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  • ATMOSFERA VARIVEIS DO INDICADOR COMO FUNCIONA? As variveis utilizadas neste indicador so as concentraes mdias e mximas observadas de poluentes e o nmero de violaes dos padres primrios do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA em um determinado local, no perodo de um ano. Padres primrios de qualidade do ar so as concentraes de poluentes que, ultrapassadas, podem afetar direta e imediatamente a sade da populao. Os valores mximos anuais destacam eventos e momentos crticos de poluio (poluio aguda), as mdias anuais mostram o estado comum, normal da atmosfera, evidenciando o que podemos chamar de poluio crnica. Por conta disto, os valores crticos do padro CONAMA para as concentraes mdias anuais so bem menores que aqueles para os valores dirios.
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  • ATMOSFERA METODOLOGIA: As concentraes mdias de poluentes apresentadas foram calculadas como a mdia aritmtica dos valores mdios anuais obtidos nas estaes de medio presentes em cada cidade ou regio metropolitana. Para o PTS, o valor mdio de cada estao de medio a mdia geomtrica anual, enquanto para os outros poluentes (PM10, SO 2 e NO 2 ) a mdia aritmtica anual. Assim, a concentrao mdia geral por cidade apresentada para o PTS a mdia aritmtica de mdias geomtricas, enquanto para o PM10, o SO 2 e o NO 2 a mdia aritmtica de mdias aritmticas. A mxima concentrao anual observada de cada poluente corresponde ao maior dos valores mximos para este poluente obtido entre as estaes de monitoramento presentes em cada regio metropolitana. Assim, para um dado poluente, a concentrao mxima anual observada no necessariamente vir sempre de uma mesma estao de monitoramento.
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  • ATMOSFERA NDICE DE CONCENTRAO POLUIDORA O declnio de concentraes mais acentuado e evidente para os particulados (PTS e PM10), provavelmente reflexo do controle das emisses veiculares, das mudanas tecnolgicas nos motores e da melhoria na qualidade dos combustveis. Apesar disto, os valores de concentrao anual mdia de PTS e PM10 so ainda muito elevados para algumas cidades e regies metropolitanas (Curitiba, Distrito Federal e Vitria). Estaes de monitoramento - PTS
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  • Estaes de Monitoramento PM10 Estaes de Monitoramento SO 2 Estaes de Monitoramento NO 2 Estaes de Monitoramento O 3 NMERO DE ESTAES DE MONITORAMENTO
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  • Estaes de Monitoramento NO 2 MXIMA CONCENTRAO ANUAL NMERO DE ESTAES DE MONITORAMENTO Mxima Concentrao (mg/m) - PTSMxima Concentrao (mg/m) PM18
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  • Mxima Concentrao (mg/m) SO 2 Mxima Concentrao (mg/m) NO 2 MXIMA CONCENTRAO ANUAL Mxima Concentrao (mg/m) O 3 Mxima Concentrao (mg/m) - CO
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  • Concentrao Mdia Anual (mg/m) - PTS Concentrao Mdia Anual (mg/m) PM10 Concentrao Mdia Anual (mg/m) SO 2 Concentrao Mdia Anual (mg/m) NO 2 CONCENTRAO MDIA ANUAL
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  • TERRA USO DOS FERTILIZANTES Os fertilizantes so largamente utilizados para o aumento da produtividade agrcola, estando associados : Eutrofizao dos rios e lagos; acidificao dos solos; contaminao de aqferos e reservatrios de gua; gerao de gases associados ao efeito estufa e destruio da camada de oznio. O emprego de fertilizantes no se distribui de maneira homognea por todo o territrio, variando segundo os agroecossistemas, os tipos de cultivo e as tcnicas de manejo das culturas. As informaes utilizadas para a elaborao deste indicador foram produzidas pela Associao Nacional para Difuso de Adubos ANDA, disponveis no Anurio estatstico do setor de fertilizantes, e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica - IBGE, oriundas do Levantamento Sistemtico da Produo Agrcola LSPA.
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  • TERRA CONSTRUO DO INDICADOR O QUE O INDICADOR? O indicador a razo entre a quantidade de fertilizantes utilizada anualmente e a rea cultivada, sendo medido em kg/ha/ano. A construo do indicador se adaptou s informaes disponveis sobre vendas de fertilizantes e rea plantada. A rea destinada a pastagens, que pode receber fertilizantes, no considerada no indicador.
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  • TERRA VARIVEL DO INDICADOR: COMO SE CONSTRI O INDICADOR? As variveis utilizadas na construo deste indicador so a rea plantada das principais culturas, expressa em hectares (ha), e as quantidades de fertilizantes vendidos e entregues ao consumidor final, discriminadas segundo os nutrientes (nitrognio, fsforo e potssio), expressas em toneladas de N, P 2 O 5 e K 2 O, respectivamente.
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  • TERRA ESTATSTICA QUANTO AO USO DE FERTILIZANTES 2003/2007 Em relao ao perodo entre 2003 e 2005, a queda da quantidade de fertilizantes comercializada por rea plantada pode ser explicada pela crise na agricultura, tendo como conseqncia a descapitalizao do agricultor. J o ano de 2007 registra a maior quantidade de fertilizantes comercializados por rea desde 1992, tendo contribudo para isso o setor canavieiro com grande demanda, os produtores de gros e algodo, a antecipao de compras pelos produtores, alm de maior adoo de tecnologias. As lavouras de soja, milho, cana-de-acar, caf, algodo herbceo e arroz foram as que mais consumiram esses insumos. Quan...

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