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  • Apresentao das Demonstraes Contbeis (IAS 1 - CPC 26)

    Objetivos de aprendizagem

    1. Compreender o objetivo da IAS 1 e do CPC 26 (R1)

    2. Compreender a finalidade das demonstraesfinanceiras.

    3. Identificar o conjunto completo de demonstraesfinanceiras.

    4. Reconhecer as caractersticas gerais dasdemonstraes financeiras.

    5. Identificar as caractersticas especficas de cada umadas demonstraes financeiras que compem oconjunto completo

    6. Compreender as principais diferenas entre a IAS 1 e oCPC 26 (R1)

    7. Emitir um julgamento quanto adequao de um dadoconjunto completo de demonstraes financeiras deuma entidade IAS 1 e ao CPC 26 (R1)

    Prof. Bruno Salotti

  • ii

    As definies abaixo foram extradas na ntegra do Pronuncia-mento Tcnico CPC 26 e sero utilizadas nesse material com os seguintes significados:

    Demonstraes contbeis de propsito geral (referidas sim-plesmente como demonstraes contbeis) so aquelas cujo pro-psito reside no atendimento das necessidades informacionais de usurios externos que no se encontram em condies de re-querer relatrios especificamente planejados para atender s su-as necessidades peculiares.

    Aplicao impraticvel A aplicao de um requisito imprati-cvel quando a entidade no pode aplic-lo depois de ter feito to-dos os esforos razoveis nesse sentido.

    Prticas contbeis brasileiras compreendem a legislao socie-tria brasileira, os Pronunciamentos, as Interpretaes e as Orien-taes emitidos pelo CPC homologados pelos rgos regulado-res, e prticas adotadas pelas entidades em assuntos no regula-dos, desde que atendam ao Pronunciamento Conceitual Bsico Estrutura Conceitual para Elaborao e Divulgao de Relatrio Contbil-Financeiro emitido pelo CPC e, por conseguinte, em con-sonncia comas normas contbeis internacionais.

    Omisso material ou divulgao distorcida material As omis-ses ou divulgaes distorcidas so materiais se puderem, indivi-dual ou coletivamente, influenciar as decises econmicas que os usurios das demonstraes contbeis tomam com base nes-sas demonstraes. A materialidade depende do tamanho e da natureza da omisso ou da divulgao distorcida, julgada luz das circunstncias que a rodeiam. O tamanho ou a natureza do

    Definies

  • iii

    item, ou combinao de ambos, pode ser o fator determinante para a definio da materialidade.

    Avaliar se a omisso ou a divulgao distorcida pode influenciar a deciso econmica do usurio das demonstraes contbeis, e nesse caso, se so materiais, requer que sejam levadas em con-siderao as caractersticas desses usurios. A Estrutura Concei-tual para Elaborao e Divulgao de Relatrio Contbil-Financei-ro, contida no Pronunciamento Conceitual Bsico do Comit de Pronunciamentos Contbeis, assim se manifesta no item QC 32: Relatrios contbil-financeiros so elaborados para usurios que tm conhecimento razovel de negcios e de atividades econmi-cas e que revisem e analisem a informao diligentemente.

    Dessa forma, a avaliao deve levar em conta como se espera que os usurios, com seus respectivos atributos, sejam influencia-dos na tomada de deciso econmica.

    Notas explicativas contm informao adicional em relao apresentada nas demonstraes contbeis. As notas explicativas oferecem descries narrativas ou segregaes e aberturas de itens divulgados nessas demonstraes e informao acerca de itens que no se enquadram nos critrios de reconhecimento nas demonstraes contbeis.

    Outros resultados abrangentes compreendem itens de receita e despesa (incluindo ajustes de reclassificao) que no so reco-nhecidos na demonstrao do resultado como requerido ou permi-tido pelos Pronunciamentos, Interpretaes e Orientaes emiti-dos pelo CPC.

    Os componentes dos outros resultados abrangentes incluem:

    (a) variaes na reserva de reavaliao, quando permitidas legal-mente (ver Pronunciamentos Tcnicos CPC 27 Ativo Imobiliza-do e CPC 04 Ativo Intangvel);

    (b) ganhos e perdas atuariais em planos de penso com benef-cio definido reconhecidos conforme item 93A do Pronunciamento Tcnico CPC 33 Benefcios a Empregados;

    (c) ganhos e perdas derivados de converso de demonstraes contbeis de operaes no exterior (ver Pronunciamento Tcnico CPC 02 Efeitos das Mudanas nas Taxas de Cmbio e Conver-so de Demonstraes Contbeis);

    (d) ganhos e perdas na remensurao de ativos financeiros dispo-nveis para venda (ver Pronunciamento Tcnico CPC 38 Instru-mentos Financeiros: Reconhecimento e Mensurao);

    (e) parcela efetiva de ganhos ou perdas advindos de instrumen-tos de hedge em operao de hedge de fluxo de caixa (ver Pro-nunciamento Tcnico CPC 38).

    Proprietrio o detentor de instrumentos classificados como pa-trimoniais (de capital prprio, no patrimnio lquido).

    Resultado do perodo o total das receitas deduzido das despe-sas, exceto os itens reconhecidos como outros resultados abran-gentes no patrimnio lquido.

    Ajuste de reclassificao o valor reclassificado para o resulta-do no perodo corrente que foi inicialmente reconhecido como ou-tros resultados abrangentes no perodo corrente ou em perodo anterior.

  • iv

    Resultado abrangente a mutao que ocorre no patrimnio lquido durante um perodo que resulta de transaes e outros eventos que no sejam derivados de transaes com os scios na sua qualidade de proprietrios.

    Resultado abrangente compreende todos os componentes da de-monstrao do resultado e da demonstrao dos outros resulta-dos abrangentes.

    Embora este Pronunciamento use os termos outros resultados abrangentes, resultado e resultado abrangente, a entidade pode usar outros termos para descrever os totais desde que o sentido seja claro. Por exemplo, a entidade pode usar o termo lu-cro lquido para descrever resultado. Sugere-se, todavia, por facilidade de comunicao a maior aderncia possvel aos ter-mos utilizados neste Pronunciamento.

    Os seguintes termos esto descritos no Pronunciamento Tcnico CPC 39 -Instrumentos Financeiros: Apresentao e so usados neste Pronunciamento como os significados l empregados:

    (a) instrumento financeiro com opo de venda por parte de seu detentor, classificado como instrumento patrimonial (descrito nos itens 16A e 16B do Pronunciamento Tcnico CPC 39);

    (b) instrumento que impe entidade a obrigao de entregar contraparte um valor pro rata dos seus ativos lquidos (patrimnio lquido) somente no caso da liquidao da entidade e classifica-do como instrumento patrimonial (descrito nos itens 16C e 16D do Pronunciamento Tcnico CPC 39).

  • vIAS 1 e CPC 26 (R1) - Apresentao das Demonstraes Contbeis

    1.! Introduo2.! Demonstraes Financeiras: finalidade e composio

    2.1 Finalidade das Demonstraes Financeiras2.2 Conjunto completo de demonstraes financeiras2.3 Caractersticas Gerais

    Apresentao adequada e conformidade com as IFRSsContinuidade operacionalContabilizao por Regime de CompetnciaRelevncia e agregaoCompensaoFrequncia de apresentao das demonstraes finan-

    ceirasInformaes comparativas

    Consistncia da apresentao3.! Demonstraes Financeiras: estrutura e contedo

    IntroduoIdentificao das demonstraes financeiras

    3.1 Demonstrao da posio financeira! Informaes a serem apresentadas na demonstrao da

    posio financeira! Segregao circulante/no circulante ! Ativo circulante! Passivo circulante ! Informaes a serem apresentadas na demonstrao da

    posio financeira ou nas notas explicativas 3.2 Demonstrao do resultado do exerccio (DRE) e de-

    monstrao do resultado abrangente (DRA)Informaes a serem apresentadas na demonstrao do resultado abrangente Resultado do perodo Outros resultados abrangentes do perodoInformaes a serem apresentadas na demonstrao do resultado ou nas notas explicativas

    3.3 Demonstrao das mutaes do patrimnio lquido Informaes a serem apresentadas na demonstrao das mutaes do patrimnio lquido

    Sumrio

  • vi

    3.4 Demonstrao dos fluxos de caixa3.5 Notas Explicativas

    EstruturaDivulgao das polticas contbeisFontes de incerteza na estimativa CapitalInstrumentos financeiros com opo de venda classifi-cados como patrimnio lquido Outras divulgaes

    3.6 Transio e data de vigncia4.! Diferenas entre a IAS 1 e o CPC 26 (R1)

    Informaes a serem apresentadas na demonstrao das mutaes do patrimnio lquido ou nas notas expli-cativas

  • 71." Introduo

    A IAS 1 - e o CPC 26 (R1) - determinam a base de apresenta-o das demonstraes contbeis, buscando garantir a comparabi-lidade com as demonstraes financeiras de perodos anteriores de uma mesma entidade e entre entidades diferentes. Ainda esta-belecem requisitos de apresentao das demonstraes financei-ras, alm de determinar diretrizes para a sua estrutura e requisitos mnimos para o seu contedo.

    2." Demonstraes Financeiras: finalidade e composio

    2.1 Finalidade das demonstraes financeiras

    As demonstraes financeiras so uma representao da posio e desempenho financeiros de uma entidade. Seu objetivo forne-cer informaes da entidade que sejam teis a um grande nmero de usurios na tomada de decises econmicas, e na previso

    Captulo 1

    IAS 1 e CPC 26 (R1) - Apresentao das Demonstraes Contbeis

    AULA VIRTUAL 1

    Os termos demonstraes contbeis e demonstraes financei-ras so sinnimos, embora o IASB utilize financial statements e o CPC tenha adotado demonstraes contbeis.

  • 8dos seus fluxos de caixa futuros. De acordo com a norma, as de-monstraes devem fornecer os seguintes dados: ativo; passivo; patrimnio lquido; receitas e despesas, incluindo ganhos e per-das; contribuies de proprietrios e distribuies aos proprietri-os, na sua capacidade de proprietrios; fluxos de caixa.Ainda de acordo com a norma, esses dados possibilitam que os usurios de demonstraes financeiras, junto com as informaes expressas em notas explicativas, possam prever no apenas os fluxos de caixa futuros da entidade, mas quando e em que grau de certeza ocorrero.

    2.2 Con