i e ii pedro

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  • I PEDRO e

    II Pedro

    Silvio Dutra

    DEZ/2015

  • 2

    A474 Alves, Silvio Dutra I, II Pedro. /Silvio Dutra Alves. Rio de Janeiro, 2015. 89p.; 14,8x21cm 1. Teologia. 2. Epstola. 3. Pacincia 4. Comentrio Bblico. 5. Consolao. I. Ttulo.

    CDD 230.225

  • 3

    Sumrio

    I PEDRO

    I Pedro 1 5

    I Pedro 2 17

    I Pedro 3 29

    I Pedro 4 38

    I Pedro 5 47

    II PEDRO

    II Pedro 1 58

    II Pedro 2 69

    II Pedro 3 81

  • 4

    I PEDRO

  • 5

    I Pedro 1

    Pacincia Vitoriosa no Sofrimento

    Pedro se referiu no segundo versculo aos destinatrios de sua primeira epstola como sendo eleitos segundo a prescincia de Deus, na santificao do Esprito, para a asperso e obedincia ao sangue de Jesus Cristo.

    Fomos eleitos, segundo o texto de Pedro, para sermos santificados pelo Esprito Santo, e para recebermos a asperso e sermos obedientes ao sangue de Jesus Cristo.

    Porque por meio da santificao e da nossa purificao pelo sangue de nosso Senhor, que se comprova a nossa eleio, ou seja, que somos de fato escolhidos por Deus para sermos Sua exclusiva propriedade, no sendo mais escravizados ao pecado.

    Nosso Senhor afirmou que foi Ele quem nos escolheu, e no propriamente ns a Ele, ou seja, ns o amamos porque nos amou primeiro; conhecemos e valorizamos a Sua redeno e salvao, porque fomos primeiro redimidos e salvos por Ele.

    Se no tivesse vindo a ns, jamais teramos ido a Ele.

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    Assim, o propsito da eleio nos conduzir ao conhecimento pessoal de Jesus Cristo, e nos tornar santos assim como Deus santo, da a necessidade da nossa santificao.

    Isto tem a ver com a nossa participao da Sua natureza divina, que de santidade (Hb 12.10).

    Sem escolher fazer a Sua vontade, sem nos submetermos ao Seu governo, jamais poderemos conhecer a Sua natureza divina, a qual Ele tem prazer em revelar e comunicar queles que O amam.

    Estes que O amam devem renunciar ao prprio governo, e se deixarem conduzir pelo Esprito Santo, para que possam conhecer a natureza de Deus.

    medida que progride a nossa santificao, mais progride o nosso conhecimento de Deus, porque fomos eleitos para este propsito de conhecermos mais e mais a Sua prpria pessoa divina e virtudes, de um modo ntimo e pessoal, em plena comunho com Ele.

    De maneira que a prpria vida eterna consiste neste conhecimento pessoal de Deus (Joo 17.3).

    Pedro desejou aos destinatrios de sua primeira epstola, graa e paz multiplicadas. Isto denota a importncia que era dada pelos apstolos e por toda a Igreja Primitiva, tanto da circunciso, quanto da incircunciso, ao fortalecimento na graa de Jesus, e busca da paz, que fruto desta graa (I Pe 1.2b).

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    O apstolo fez meno multiplicao destas graas na vida dos cristos, porque eles as possuem em determinado grau, o qual pode crescer cada vez mais, conforme a consagrao dos filhos de Deus Sua vontade.

    Tendo concludo a breve saudao inicial, o apstolo passou a exaltar o nome do Senhor pelas coisas que fez em favor dos cristos por meio de Jesus Cristo; bendizendo o Seu nome antes de tudo pela Sua grande misericrdia, pela qual foram regenerados, no para um propsito temporrio e terreno, mas para uma esperana viva, isto de vida eterna, que eles obtiveram por meio da ressurreio de nosso Senhor (I Pe 1.3).

    Uma esperana que no pode ser corrompida, e que no tem qualquer defeito, e que no pode falhar, porque est fixada e reservada nos cus para os que so de Cristo (v. 4).

    Tal carter eterno e firme desta esperana de vida eterna no garantido pelo poder dos cristos, mas pelo poder de Deus, pelo qual so guardados, simplesmente por causa da f deles, e no de suas obras de justia, para a plena manifestao da salvao deles, da qual, cuja glria plena ser revelada no ltimo tempo (v. 5).

    Os cristos exultam no Esprito, por causa desta esperana, embora sejam contristados por vrias provaes (que produzem tristeza em seus coraes juntamente com a alegria espiritual que eles sentem por

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    causa da sua esperana), conforme Deus julgue necessrio para o aperfeioamento da f deles, para que aprendam a serem perseverantes e venham a ser amadurecidos espiritualmente, de maneira que pela evidncia da obra transformadora de suas vidas por Jesus Cristo, em santidade, isto Lhe traga louvor, glria e honra na Sua vinda (v. 6, 7).

    a provao desta f pelo fogo que a fortalece e a faz crescer em graa, de modo que o Jesus invisvel se tornar cada vez mais real e operante na vida do cristo, implantando nele as Suas virtudes divinas, e isto far com que ele exulte com alegria indescritvel e cheia de glria, por saber estar alcanando o objetivo da sua f, que a salvao da sua alma (v. 8, 9).

    A salvao por meio da f em nosso Senhor Jesus Cristo, na dispensao da graa, havia sido prenunciada pelos profetas do Antigo Testamento (v. 10), e eles procuraram saber pelo Esprito Santo, que estava neles, em que tempo ou ocasio haveria de ocorrer os sofrimentos de Cristo e a glria que haveria de seguir a tais sofrimentos (v. 11).

    Mas foi revelado a eles que isto no ocorreria nos dias em que viveram, a saber no Velho Testamento, e que a promessa do derramar do Esprito Santo em todas as naes, para a pregao do evangelho, no ocorreria nos seus dias, mas foi para os cristos que viveriam na dispensao da graa, que eles prenunciaram as coisas relativas ao evangelho que lhes havia sido pregado por aqueles que lhes falaram sendo instrumentos do

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    Esprito Santo, que comeou a ser derramado do cu desde o dia do Pentecostes.

    Para esta pregao no poder do Esprito Santo, at mesmo os anjos gostariam de participar, mas este privilgio foi dado por Deus aos cristos (v.12).

    Em face de toda a obra realizada por Deus em favor dos Seus eleitos, e do propsito da sua vocao (chamada) pelo Esprito, o apstolo descreve a partir do verso 13, quais so as coisas em que devem se empenhar para serem e fazerem, para o inteiro agrado de Deus.

    Em primeiro lugar, devem procurar renovar as suas mentes, com sobriedade, e viver pela graa que lhes est sendo oferecida por meio da revelao de Jesus Cristo.

    Eles j receberam uma certa medida de graa na regenerao, quando nasceram de novo do Esprito Santo, na converso, mas esta graa deve aumentar em graus em suas vidas, conforme do propsito de Deus (v. 13).

    A mente do cristo deve estar cingida com a verdade da Palavra de Deus, a qual deve ser aplicada sua vida, porque ele tem agora uma luta a travar contra o diabo, contra a carne e contra as sedues do mundo, uma vez que tendo se convertido das trevas para a luz, e do domnio de Satans para o do Senhor, foi confirmado como eleito de Deus para a salvao eterna em Cristo Jesus.

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    E tem tambm todo um reino infinito espiritual para lhe ser revelado no esprito, e do qual se dar conta atravs da sua mente, ainda que ela no possa compreender todas as coisas sobrenaturais que excedem ao entendimento natural.

    Devem tambm os cristos viver como filhos obedientes a Deus e a toda a Sua vontade, no mais se conformando aos desejos e paixes que tinham antes da sua converso.

    Eles devem deixar efetivamente para trs o seu antigo modo de vida pecaminoso, no qual viveram quando eram ignorantes da vontade de Deus (v. 15).

    No somente devem deixar o antigo modo de vida, como tambm se santificarem em todo o seu procedimento, porque Aquele que lhes chamou inteiramente santo e, a Escritura d testemunho desta verdade de que Deus santo (v.15,16).

    Ao dizer que devemos ser santos, porque Deus santo, o apstolo quis dizer que ns devemos imitar a Deus como filhos amados que somos.

    Fomos salvos para este supremo propsito de sermos santos como o nosso Pai santo.

    Sabendo que o nosso Pai o Juiz de vivos e de mortos, e que julga sem fazer acepo de pessoas, devemos ento andar em temor perante Ele, na busca desta santidade

  • 11

    de vida, durante todo o tempo da nossa peregrinao neste mundo (v. 17).

    E o grande argumento apresentado pelo apstolo para o temor que devemos ter diante de Deus o de que fomos comprados por Cristo para Deus, no com prata ou ouro, mas pelo Seu precioso sangue.

    Ele nos redimiu pagando com Sua morte na cruz o preo exigido para satisfazer inteiramente justia de Deus, para nos livrar da culpa do nosso pecado (v. 18,19).

    Pedro havia sido testemunha ocular da ressurreio de Jesus e podia dar tanto o seu testemunho por f quanto por vista, dAquele que sempre existiu e que foi conhecido nos cus antes da fundao do mundo, e que se manifestou neste tempo final da graa, por amor humanidade, para que por meio da f nEle se possa ter uma esperana firme e segura da salvao, porque no temos um Salvador e Senhor que nos tenha sido dado sendo deste mundo, mas Algum que era do cu e que j existia antes mesmo da fundao do mundo (v. 20, 21).

    J que os cristos tm um tal Salvador e Senhor por meio do qual puderam ter suas almas purificadas do pecado, pela obedincia verdade que lhes foi pregada, obedincia esta que conduz ao amor fraternal verdadeiro, ento seu dever permanecerem neste amor espiritual, amando-se mtua e fervorosamente no Esprito (v. 22).

  • 12

    Os cristos nasceram de novo pela Palavra da verdade do evangelho, que qual um princpio vivo e permanente que existe numa semente, pronto para gerar uma nova vida.

    Esta semente de vida eterna no pode morrer e sempre gerar vida abundante toda vez que for devidamente semeada no solo de um corao frtil, que tenha sido arado