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    HUMANIZAO DA ASSISTNCIA DE ENFERMAGEM NO CENTRO

    CIRRGICO: O QUE PENSAM OS TCNICOS DE ENFERMAGEM

    Analu de Oliveira1

    Nelsi Salete Tonini2

    Vanessa Aparecida Henrique Arruda3

    Alysson Emanuel de Barros4

    RESUMO: Tratou-se de um estudo qualitativo, desenvolvido no Centro Cirrgico (CC) de uma

    instituio privada, especializado em oncologia, localizada no municpio de Cascavel (PR), sendo

    referncia nesta especialidade, com objetivo de analisar o processo de humanizao da assistncia de

    enfermagem em um Centro Cirrgico, a partir da percepo dos tcnicos de enfermagem. Os sujeitos

    que fizeram parte da pesquisa foram 22 tcnicos de enfermagem, divididos nos turnos manh, tarde e

    noite. O instrumento para a coleta de dados foi uma entrevista. Como resultado, em relao ao gnero

    100% da amostra foram do gnero feminino. Quanto faixa etria das participantes, 25% estavam

    entre a faixa etria de 20 a 30 anos e 75 % entre 31 a 40 anos. Quanto ao tempo de trabalho no CC

    33,33% esto a menos de 12 meses; 41% at cinco anos; 16,66% de 5 a 11 anos e uma participantes h

    25 anos atuando no Centro Cirrgico. Ao abordarmos voc identifica no cotidiano de seu trabalho no

    CC a preocupao com o cuidado humanizado, foram encontrados 8,33% das participantes no

    tiveram a preocupao com a humanizao no seu cotidiano de trabalho e 91,66% demonstram esta

    questo em sua rotina de trabalho.

    PALAVRAS-CHAVE: Humanizao; Centro Cirrgico; Enfermagem.

    INTRODUO: O processo cirrgico, que envolve as etapas pr, trans. e ps-

    operatrio, traz inmeros sentimentos, como medo do desconhecido, da morte,

    comprometimento da relao do paciente com seus familiares, preocupao com o retorno ao

    trabalho, entre outros. Sendo que ao prestar um cuidado humano onde o individuo passar por

    uma experincia cirrgica, requer ateno especial, carinhosa, e, sobretudo o interesse e

    desejo do indivduo submetido a qualquer procedimento cirrgico, sendo que promover a

    ausncia da dor o bem estar emocional, confiana, comunicao e demonstraes de carinho

    1 Enfermeira. Egressa do Curso de Enfermagem da Universidade Paranaense UNIPAR, Unidade

    Universitria de Cascavel, PR. 2 Enfermeira. Doutora em Enfermagem psiquitrica pela Universidade de So Paulo USP Ribeiro Preto. Docente

    do Curso de Enfermagem da Universidade Paranaense UNIPAR, Unidade Universitria de Cascavel. 3 Acadmica da 4 srie do curso de enfermagem da Universidade Paranaense UNIPAR, Unidade de

    Cascavel, PR. E.-mail: vanessaharruda@hotmail.com 4 Acadmico da 4 srie do curso de enfermagem da Universidade Paranaense UNIPAR, Unidade de

    Cascavel, PR.

    mailto:vanessaharruda@hotmail.com

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    so necessrios neste cenrio (WALDOW, 2001). O cuidado humano um tema ainda pouco

    explorado, convm ressaltar, que o cuidado no prescritivo, sem regras preestabelecidas, ou

    manuais de cuidar ou ensinar esta funo. Ao ser integrado ao nosso cotidiano este precisa ser

    sentido, fazendo parte de ns mesmos, aonde saberemos demonstrar, incentivar e cultivar este

    cuidado, tanto no ensino quanto na prtica. O termo humanizar significa colocar o sentimento

    com a tcnica, a cincia com o contato, o ser humano, que sente, se emociona, tem valores e

    em situao de estresse e do desconhecido deve ser visto e tratado de uma forma mais

    dinmica, respeito e considerao, cheio de qualidades e defeitos, capazes de sentir, de amar e

    de sofrer. Alinhados dinmica do dia-a-dia propiciam situaes e momentos de estresse,

    tanto para o paciente quanto equipe multidisciplinar (MALAGUTTI; BONFIN, 2008).Para a

    equipe de enfermagem as aes dos cuidados incluindo as orientaes ao cliente no pr-

    operatrio, iro refletir com uma cooperao no transoperatrio, havendo uma melhora e

    colaborao no ps-operatrio at a alta hospitalar (SANTOS; HENCKEMEIER; BENEDET,

    2011).Para Malagutti e Bonfim (2008) um dos fatores que mais aterrorizam os pacientes

    devido ao medo do desconhecido est relacionado com o ato anestsico em no acordar mais,

    dor, preocupao com a integridade fsica e o medo da morte, por sua alta complexidade.

    Manter um contato prvio, com o indivduo que ser submetido a um procedimento, se torna

    muito importante, deve-se explicar sobre a cirurgia que ser realizada e esclarecer as

    principais dvidas. A presena de profissionais qualificados, com frequentes

    aperfeioamentos, necessria para que se possa aprimorar a execuo do trabalho, contribuir

    no controle de infeco hospitalar e, sobretudo assegurar um atendimento humanizado. O

    treinamento e desenvolvimento so as mais poderosas ferramentas de transformao no

    mundo organizacional. O treinamento a educao que visa ampliar e aperfeioar o homem

    para seu crescimento em sua evoluo profissional em atendimento ao paciente (POSSARI,

    2009). Deve-se observar a reao dos indivduos frente ao seu modo de reagir doena, seus

    enfrentamentos, sendo que, na maioria das vezes, o individuo no est preparado pra receber a

    notcia sobre o seu procedimento incluindo uma complicao ou no, sendo esta informao

    assustadora e frustrante, surgindo assim necessidade de um apoio e suprimento de suas

    dvidas e receios relacionados aos procedimentos realizados, sendo, este momento importante

    que a atuao da enfermagem deve estar pautada nos princpios da humanizao

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    (CHISTFORO; CARVALHO, 2008). A tecnologia desenvolvida deve estar a servio do

    homem e, especialmente presente no contexto hospitalar, sendo imprescindvel o atendimento

    tecnologia quanto no atendimento humanizado, para garantir a qualidade e segurana do

    cliente cirrgico (MALAGUTTI; BONFIM, 2008).

    OBJETIVOS: Analisar o processo de humanizao da assistncia de enfermagem em um

    Centro Cirrgico, a partir da percepo dos tcnicos de enfermagem; Caracterizar os fatores

    emocionais que interferem negativamente no ps-operatrio; Observar o nvel de ansiedade;

    Verificar e orientar sobre o esclarecimento do procedimento cirrgico; Subsidiar a

    coordenao da enfermagem para o planejamento de capacitaes; Melhorar a assistncia de

    enfermagem prestada ao cliente, considerando a humanizao da assistncia e Contribuir com

    atitude de responsabilizao e cuidado ao paciente.

    PROCEDIMENTOS METODOLGICOS: Tratou-se de um estudo qualitativo, descritivo,

    exploratrio, desenvolvido no Centro Cirrgico (CC) de uma instituio privada, conveniada

    pelo SUS, especializada em oncologia, localizada no municpio de Cascavel (PR), regio sul

    dos pais, sendo referncia nesta especialidade, presta atendimento de oncologia nas diferentes

    clnicas. So realizadas cirurgias de pequeno, mdio e grande porte e diagnsticos

    laboratoriais. O CC em estudo possui um quadro funcional de 22 tcnicos de enfermagem,

    divididos nos turnos manh, tarde e noite. O instrumento para a coleta de dados foi uma

    entrevista, a qual foi realiza durante o ms de Julho de 2013, aps concordncia formal por

    parte dos participantes da pesquisa com assinatura do Termo de Consentimento, obedecendo

    aos princpios ticos dispostos na Resoluo N 196/96, do Conselho Nacional de Sade,

    sendo aprovada sob protocolo n 341.835 de 25/07/2013. Para anlise das respostas fornecidas

    pelos tcnicos, foi utilizada a Tcnica de Anlise de Contedo tipo temtica proposta por

    Minayo (2010), onde as respostas sero descritas, mediante as fases de pr-anlise, explorao

    do material e tratamento e interpretao dos resultados, correlacionando-os com a produo

    cientfica sobre humanizao, os participantes da pesquisa esto identificados como S1, S2,

    S3 e assim sucessivamente com intuito de preservar a identidade dos mesmos.

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    RESULTADOS: Os resultados em relao viso dos tcnicos de enfermagem que atuam na

    unidade do Centro Cirrgico sobre a humanizao da assistncia de enfermagem, sero

    apresentados em dois momentos. No primeiro momento apresentamos os dados demogrficos

    dos doze participantes da pesquisa, e o segundo momento far-se- a apresentao e discusso

    das questes abertas, para atender aos objetivos propostos para esta pesquisa. Quanto faixa

    etria das participantes da pesquisa, 25% estavam entre a faixa etria de 20 a 30 anos e 75%

    entre a faixa etria de 31 a 40 anos. Em estudos retrospectivos de Balsanelli; Cunha; Whitaker

    (2009), a mdia de idade da amostra explorada foi de 25 anos, e 92,8% so de populao mais

    jovens, dados que diferem desta pesquisa uma vez que detectamos que 75% das participantes

    estavam na faixa etria acima dos 30 anos. Em relao ao gnero constatamos que 100% da

    amostra foram do gnero feminino. Gonalves; Sena (2001) dizem que a presena feminina

    no cotidiano social vista como fenmeno universal que assume o cuidado, afeto e, sobretudo

    o espao do lar, menciona que a prtica de cuidado no institucionalizado assumida por

    mulheres milenarmente, e quanto ao cuidado do doente essa tarefa atribuda s mulheres,

    sendo ela a protagonista deste cenrio. Spndola (2003) cita que aps a Revoluo Industrial

    a mulher substituiu o espao privado pelo espao pblico, assumindo ento uma profisso,

    dentre as profisses a enfermagem se faz presente neste cenrio, sendo que a enfermagem tem

    sido mencionada por diversos autores como sinnimo de amor ao prximo. O autor faz uma

    observao em que a mulher vem ampliando sua rea de atuao, e alm de cuidar demonstra

    competncias em crescente estgio. A mulher destacada como car

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