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2Foto: DRABL

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Introduo ............................................................................................................................4 Identificao dos riscos na actividade agrcola .................................................................8 Causas de Acidentes ........................................................................................................10 Consequncias dos Acidentes .........................................................................................10 Avaliao dos custos dos acidentes ...............................................................................10 Preveno ...................................................................................................................... 11 A Segurana e as Mquinas Agrcolas ...........................................................................18 7.1 - Equipamentos de segurana .................................................................................19 7.2 Parqueamento ......................................................................................................22 7.3 Manuteno ..........................................................................................................23 7.4 Acesso mquina agrcola ................................................................................... 24 7.5 Engate/desengate de alfaias ................................................................................. 25 7.6 Utilizao das mquinas trabalho .......................................................................26 7.7 A segurana de terceiros .......................................................................................... 27 7.8 A segurana na utilizao de ferramentas .............................................................29 8 - Segurana na aplicao de Produtos Fitofarmacuticos..................................................30 8.1 - Equipamento de proteco respiratria .................................................................32 8.2 - Equipamento de proteco ocular ........................................................................ 32 8.3 - Equipamento de proteco auditiva....................................................................... 33 8.4 - Equipamento de proteco das mos .................................................................. 33 8.5 - Equipamento de proteco do tronco, membros e cabea................................... 34 8.6 - Equipamento de proteco dos ps .......................................................................35 8.7 - Utilizao do EPI .................................................................................................... 35 8.8 - Preparao das caldas ...........................................................................................36 9 - Segurana na movimentao manual de cargas ............................................................ 42 9.1 - Medidas de preveno na movimentao manual de cargas................................ 43 9.2 - Boas prticas na movimentao manual de cargas............................................... 45 Bibliografia ...............................................................................................................................463

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1 - Introduo A concepo dos contedos deste manual teve a preocupao de utilizar e desenvolver conhecimentos adquiridos na actividade agrcola ou em actividades conexas a esta, em vrias esferas de interveno, como por exemplo: Preveno de Acidentes; Ergonomia; Electricidade; Mquinas e Alfaias; Ferramentas; Contaminantes Qumicos e Fsicos.

Para se poder ter a noo da grandeza do nmero de acidentes de trabalho que ocorrem anualmente em Portugal, podemos avaliar os dados publicados pelo Gabinete de Estratgica e Planeamento do Ministrio do Trabalho e da Solidariedade Social, no Boletim Estatstico de Abril de 2009, referentes ao ano 2006.4

Introduo

Neste ano, verificaram-se 237 392 acidentes de trabalho: 237 139 no mortais e 253 mortais. Os acidentes de trabalho no mortais apresentaram

maior expresso no grupo etrio 25-34 anos, enquanto que o grupo etrio dos 45-54 anos registava o maior nmero de acidentes mortais.

Tabela 1: Nmero de acidentes de trabalho, mortais e no mortais, por grupo etrio2006 Portugal - Homens e Mulheres

Fonte: GEP/MTSS, Acidentes de trabalho

Figura 1 - Nmero de Acidentes de Trabalho, mortais e no mortais, por grupo etrio2006 Portugal - Homens e Mulheres

Fonte: GEP/MTSS, Acidentes de trabalho

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No mesmo perodo e na actividade Agricultura, Produo Animal, Caa e Silvicultura, ocorreram 6.714 acidentes de trabalho, dos quais 6.991 no mortais e 23 mortais, reflectindo os acidentes mortais 0,34% do nmero total de acidentes.segundo o escalo de dimenso da empresa2006 Portugal - Homens e Mulheres

Os valores apresentados assumem sempre maior expresso nas exploraes de pequena e mdia dimenso (1 a 9 pessoas), afectando tambm maioritariamente os homens.

Tabela 2: Nmero total de acidentes de trabalho, na actividade econmica Agricultura, Produo Animal, Caa e Silvicultura,

Fonte: GEP/MTSS, Acidentes de trabalho FIGURA 2 (esquerda) - Nmero de acidentes de trabalho, mortais e no mortais, na actividade econmica Agricultura, Produo Animal, Caa e Silvicultura, segundo o escalo de dimenso da empresa2006 Portugal - Homens e Mulheres

Tabela 3: Nmero total de acidentes de trabalho, na actividade econmica Agricultura, Produo Animal, Caa e Silvicultura, segundo o sexo2006 Portugal

CAE Agricultura, Produo Animal, Caa e Silvicultura

Homens 5163

Mulheres 1551

Total 6714

Fonte: GEP/MTSS, Acidentes de trabalho Fonte: GEP/MTSS, Acidentes de trabalho

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IntroduoFIGURA 3 - Nmero total de acidentes de trabalho, na actividade

econmica Agricultura, Produo Animal, Caa e Silvicultura, segundo o sexo

Acidente de Trabalho aquele que ocorre pelo exerccio do trabalho a servio da empresa, provocando leso corporal, perturbao funcional que cause morte perda ou reduo, permanente ou temporria, da capacidade para o trabalho.F. Cavalcanti

Fonte: GEP/MTSS, Acidentes de trabalho

Higiene e Segurana no trabalho Agrcola um conjunto de regras, procedimentos, comportamentos, atitudes e situaes que, interligadas entre si devero contribuir para o bem estar do trabalhador e a segurana dos seu posto de trabalho.

No entanto, relativizando face populao exposta ao risco, nesta actividade, a sinistralidade laboral teve um impacto em relao taxa de incidncia dos acidentes mortais de 3.9 e dos acidentes no mortais de 1.142,4 por cada 100.000 trabalhadores. Os dados apresentados anteriormente exigem que a preveno dos acidentes e doenas profissionais seja uma preocupao de todas as entidades do sector, sendo necessrio realizar um grande esforo de sensibilizao, informao e formao, para alm do cumprimento do respectivo enquadramento legal.7

Sade Estado de completo bem estar fsico, mental e social, e no apenas a ausncia de doena.Organizao Mundial de Sade

Higiene Processo de identificao e controlo das condies de trabalho que possam prejudicar a sade dos trabalhadores.

Identificao dos riscos na actividade agrcola

2 - Identificao dos riscos na actividade agrcola A importncia que as noes de perigo e de risco assumem no contexto da Higiene e Segurana no Trabalho Agrcola leva-nos a clarificar e harmonizar o seu conceito.Perigo Por perigo, entende-se uma potencial causa de dano. (ISHST) Risco Por risco, entende-se a probabilidade de ocorrncia de um dano. (ISHST)

manuseamento de substncias perigosas e produtos txicos, utilizao de energia elctrica, entre outros. Associado ao trabalho desenvolvido nesta actividade, existem riscos de atropelamento, de esmagamento, de quedas, de leses dorso-lombares, de intoxicaes e ainda perigos na utilizao da electricidade, que podem, tambm, resultar em riscos de incndio e electrocusso.

Podemos considerar que os agricultores desenvolvem diariamente uma parte da sua actividade em instalaes onde se realizam diversos trabalhos de preparao das operaes culturais, manuseamento de produtos fitofarmacuticos, de armazenamento e de manuteno de equipamento. Simultaneamente, desenvolvem tambm uma outra parte da sua actividade directamente na explorao, onde pem em prtica essas operaes culturais (sementeiras, sachas mecnicas e qumicas, amontoas, colheitas, regas,...), que se concretizam com conduo de veculos e mquinas agrcolas, maneio de animais, movimentao manual de cargas,8

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3 - Causas de acidentesQuadro 1 Identificao das causas de acidentes- Diminuio de Funes - Idade - Fadiga - Falha sbita de um rgo ou funo - Hbitos txicos - Emotividade - Negligncia - Rotina

5 - Avaliao dos custos dos acidentes To embora os acidentes de trabalho provoquem inmeros danos, muitos deles irremediveis, s os danos econmicos que podem de alguma forma ser mensurveis, dado que qualquer acidente pressupe encargos com: O mdico; Os medicamentos; Os tratamentos (hospital); A indemnizao por incapacidade; A indemnizao em caso de morte; Do tempo perdido com o acidente; Pelas paragens de trabalho consequentes, durante o auxlio prestado; Dos alarmes e perturbaes resultantes do acidente; Da proteco social do acidentado; Das reparaes do equipamento e das interrupes do trabalho que originam.10

- Fisiolgicas Humanas - Psicolgicas ou Sociolgicas

Tcnicas

- Habilitaes tcnicas - Proteco de mquinas e ferramentas - Ritmo de trabalho - Heterogeneidade das equipas - Perigos inerentes profisso - Ausncia de medidas de segurana - Ausncia de encarregado de segurana

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Materiais

4 - Consequncias dos acidentes Individuais Familiares Sociais Econmicas -

Acidentes

Assim temos:Quadro 2 Diferenciao dos custos dos acidentes

Cu