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Hospital So Paulo SPDM Associao Paulista para o Desenvolvimento da Medicina

Hospital Universitrio da UNIFESP

Sistema de Gesto da Qualidade

DOCUMENTO: PRECAUES E ISOLAMENTOS Pgina: 1/29

CATEGORIA: DIRETRIZES INSTITUCIONAIS Data Emisso: 01/07/2016

TIPO: DIRETRIZES TCNICO/ASSISTENCIAIS Validade: indeterminada

DESCRITOR / PALAVRAS-CHAVE (5): isolamento, precaues Indexao:

Definio:

As prticas de precaues e isolamento vm sendo utilizadas h muito tempo como uma estratgia

para preveno e controle de doenas transmissveis. O objetivo bsico de um sistema de

precaues e isolamento a preveno da transmisso de microrganismos de um paciente para

outro paciente, de um paciente para um profissional de sade, de um portador so ou doente para

outro; tanto na forma direta como indireta. Esta preveno abrange medidas referentes no s aos

pacientes, mas tambm aos profissionais da sade que podem servir de veculo de transmisso

destes microrganismos.

Para prevenir e controlar as infeces, necessrio identificar os pontos onde podemos atuar para

quebrar os elos da cadeia epidemiolgica de transmisso, que composta por seis elementos, que

devem estar presentes para que ocorra a infeco.

Agente infeccioso: diversos agentes infecciosos podem causar infeco, incluindo as bactrias,

vrus, fungos, parasitas e prons.

Fonte: local onde o agente infeccioso se encontra, ou seja, o seu reservatrio. A transmisso de

agentes infecciosos no ambiente assistencial ocorre a partir de fontes humanas ou ambientais. As

fontes ou reservatrios humanos incluem pacientes, profissionais de assistncia sade (PAS),

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Hospital Universitrio da UNIFESP

Sistema de Gesto da Qualidade

DOCUMENTO: PRECAUES E ISOLAMENTOS Pgina: 2/29

CATEGORIA: DIRETRIZES INSTITUCIONAIS Data Emisso: 01/07/2016

TIPO: DIRETRIZES TCNICO/ASSISTENCIAIS Validade: indeterminada

DESCRITOR / PALAVRAS-CHAVE (5): isolamento, precaues Indexao:

familiares e visitantes. Qualquer um destes indivduos pode apresentar uma infeco, que se

manifesta de forma sintomtica ou assintomtica, ou tambm pode estar em perodo de incubao

As fontes ambientais so superfcies, materiais, equipamentos, gua, solues e medicamentos

que permitem a transmisso de agentes infecciosos de forma secundria. As fontes ou

reservatrios animais permitem a transmisso por meio de vetores, como mosquitos, ratos e outras

pragas.

Porta de sada: a via pela qual o agente infeccioso deixa a fonte ou reservatrio humano, sendo

as principais o trato respiratrio, geniturinrio, gastrintestinal, sangue; pele e mucosas.

Modos de transmisso: a forma pela qual o agente infeccioso atinge um hospedeiro susceptvel.

Esta transmisso pode ocorrer por meio do contato direto com a fonte, ou atravs do contato

indireto na qual h um objeto intermedirio.

Indicao de precaues e isolamento:

Pacientes que necessitem de medidas de precaues e isolamento. Existem dois tipos de

precaues:

Precaues Padro

o devem ser aplicadas no atendimento de todos pacientes, independentemente

do diagnstico do indivduo; na presena de risco de contato com sangue;

todos fludos corpreos, secrees e excrees (com exceo do suor); pele

com soluo de continuidade; e mucosas.

Precaues Especficas

o elaboradas baseadas em mecanismo de transmisso das patologias e

designadas para pacientes suspeitos ou sabidamente infectados ou

colonizados por patgenos transmissveis e de importncia epidemiolgica,

baseada em trs vias principais de transmisso:

o Transmisso por contato

o Transmisso area por gotculas

o Transmisso area por aerossol

Podem ser combinadas caso a doena apresente diversas vias de

transmisso. Deve-se associar s precaues padro.

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Sistema de Gesto da Qualidade

DOCUMENTO: PRECAUES E ISOLAMENTOS Pgina: 3/29

CATEGORIA: DIRETRIZES INSTITUCIONAIS Data Emisso: 01/07/2016

TIPO: DIRETRIZES TCNICO/ASSISTENCIAIS Validade: indeterminada

DESCRITOR / PALAVRAS-CHAVE (5): isolamento, precaues Indexao:

Executantes:

Equipe Multiprofissional envolvida na assistncia ao paciente.

Descrio do procedimento:

1.PRECAUES PADRO

considerada a base para a preveno da transmisso de doenas. Devem ser utilizadas

para todos os pacientes independentemente do diagnstico, sempre que houver risco de

contaminao com sangue ou outro fluido corporal, mesmo que estes no sejam visivelmente

perceptveis, e se houver contato com pele no ntegra e mucosas.

Higienizao das mos: antes e aps contato com o paciente, aps contato com

sangue, outros lquidos orgnicos, e itens contaminados; aps a retirada de luvas, entre

um paciente e outro e no mesmo paciente, caso haja risco de contaminao cruzada

entre diferentes stios anatmicos.

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DOCUMENTO: PRECAUES E ISOLAMENTOS Pgina: 4/29

CATEGORIA: DIRETRIZES INSTITUCIONAIS Data Emisso: 01/07/2016

TIPO: DIRETRIZES TCNICO/ASSISTENCIAIS Validade: indeterminada

DESCRITOR / PALAVRAS-CHAVE (5): isolamento, precaues Indexao:

Luvas: usar luvas limpas quando houver possibilidade de contato com sangue, outros

fludos ou itens e superfcies contaminados; trocar de luvas entre procedimentos; retirar

luvas aps uso e lavar as mos obrigatoriamente.

Mscara e culos de proteo: recomendados para proteo individual durante

procedimentos que envolvam riscos de respingos.

Avental: avental limpo para proteo individual sempre que houver risco de

contaminao com sangue ou lquidos orgnicos. Quando houver sujidade visvel, retirar

o avental o mais rpido possvel e lavar as mos.

Artigos e equipamentos de assistncia ao paciente: realizar limpeza, desinfeco ou

esterilizao, de acordo com a classificao do artigo, aps o uso e entre pacientes.

Ambiente: seguir os procedimentos de rotina para adequada limpeza e

descontaminao das superfcies ambientais. Realizar a limpeza concorrente nas reas

prximas ao paciente e frequentemente tocadas como: bomba de infuso, grade da

cama, mesa de cabeceira, suporte de soro, entre outros, com lcool 70% uma vez a

cada planto em UTIs e uma vez ao dia em outras unidades de internao e sempre

que necessrio.

Roupas: ensacar as roupas usadas e contaminadas com material biolgico (sangue,

lquidos orgnicos e excrees) de forma a prevenir exposio.

Material perfurocortante: manusear com cuidado os materiais perfurocortantes, no

reencapar, entortar, quebrar ou manipular agulhas usadas. Proceder descarte adequado

em recipientes prprios, seguir adequadamente as orientaes para montagem e

preenchimento destes recipientes, no ultrapassando o limite indicado.

Quarto privativo: indicado conforme orientao do SCIH e nos casos em que o

paciente no tem controle das eliminaes de fezes ou urina.

Higiene respiratria/ Etiqueta da tosse: orientar os pacientes sintomticos a cobrir a

boca e nariz quando espirrar e tossir e higienizar as mos aps contato com as

secrees respiratrias. Conter secrees respiratrias, especialmente durante surtos

sazonais de infeces virais do trato respiratrio.

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DOCUMENTO: PRECAUES E ISOLAMENTOS Pgina: 5/29

CATEGORIA: DIRETRIZES INSTITUCIONAIS Data Emisso: 01/07/2016

TIPO: DIRETRIZES TCNICO/ASSISTENCIAIS Validade: indeterminada

DESCRITOR / PALAVRAS-CHAVE (5): isolamento, precaues Indexao:

EQUIPAMENTO DE PROTEO INDIVIDUAL (EPI): SEQUNCIA PARA COLOCAO E

RETIRADA

Colocar EPI:

Retirar EPI:

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DOCUMENTO: PRECAUES E ISOLAMENTOS Pgina: 6/29

CATEGORIA: DIRETRIZES INSTITUCIONAIS Data Emisso: 01/07/2016

TIPO: DIRETRIZES TCNICO/ASSISTENCIAIS Validade: indeterminada

DESCRITOR / PALAVRAS-CHAVE (5): isolamento, precaues Indexao:

2.PRECAUES DE CONTATO

Indicadas para os casos confirmados de infeco ou suspeita de infeco ou contaminao

por agentes infecciosos epidemiologicamente importantes passveis de transmisso por contato

direto ou indireto, e nos casos de infeco ou colonizao por microrganismos multirresistentes.

Tipo de isolamento e tempo de precauo a ser considerado esto no anexo 1.

Internao do paciente: manter paciente preferencialmente em quarto privativo com a

devida identificao do pronturio e leito/quarto. Quando o quarto privativo no estiver

disponvel pode-se optar por agrupar pacientes com indicao de precauo pelo mesmo

microrganismo (coorte). Se coorte, manter distncia mnima entre leitos de 1 metro e

realizar troca de paramentao entre os atendimentos aos pacientes.

Higienizao das mos: deve ser enf