honorarios de projeto publico

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Dirio da Repblica, 1. srie N. 145 29 de Julho de 2008

5106-(37)a) Actualizar e completar os conceitos e definies; b) Levar em considerao as profundas alteraes na legislao aplicvel aos contratos pblicos desencadeada pelo novo Cdigo dos Contratos Pblicos; c) Eliminar todos os procedimentos de clculo e de avaliao de honorrios, incompatveis com a actual economia de mercado; d) Aperfeioar e desenvolver os requisitos mnimos exigidos em cada fase do projecto; e) Completar e actualizar as especificaes de projecto definidas para cada tipo de obra; f) Atribuir maior responsabilizao aos autores do projecto; g) Ajustar as fases de projecto aos actuais conceitos de gesto na execuo das obras; h) Introduzir maior rigor nas estimativas oramentais elaboradas nas diferentes fases do projecto. Foram ouvidas a Ordem dos Engenheiros, a Ordem dos Arquitectos, a Associao Portuguesa de Projectistas e Consultores e a Associao Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas. Assim: Ao abrigo do n. 7 do artigo 43. do Cdigo dos Contratos Pblicos, aprovado pelo Decreto-Lei n. 18/2008, de 29 de Janeiro, manda o Governo, pelo Ministro das Obras Pblicas, Transportes e Comunicaes, o seguinte: Artigo 1.Objecto

MINISTRIO DAS OBRAS PBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAESPortaria n. 701-H/2008de 29 de Julho

A portaria de 7 de Fevereiro de 1972, publicada no Dirio do Governo, 2. srie, n. 35 (suplemento), de 11 de Fevereiro de 1972, aprovou as instrues para o clculo dos honorrios referentes aos projectos de obras pblicas, definindo, em particular, os mtodos de clculos de honorrios a cobrar pelos autores de projectos de obras pblicas, bem como as diversas fases em que o projecto se desenvolve e as informaes que devem constar dos documentos elaborados em cada fase. A longa experincia na aplicao desta portaria conjugada com a evoluo natural da tipologia de obras pblicas e dos correspondentes sistemas tcnicos e tecnolgicos de construo impem uma reviso aprofundada daquelas instrues, de forma a adequ-las realidade actual das obras pblicas que exigem a elaborao de projectos cada vez mais complexos. Igualmente, a recente publicao e entrada em vigor a curto prazo do Decreto-Lei n. 18/2008, de 29 de Janeiro, que aprovou o Cdigo dos Contratos Pblicos (CCP), vem tambm impor que sejam feitas alteraes portaria de 1972. O CCP veio introduzir alteraes profundas na legislao anteriormente aplicvel formao e execuo dos contratos de empreitada de obras pblicas. Em particular, e subjacente a esta reviso, encontra-se o desgnio do legislador de impor uma maior exigncia na elaborao dos projectos, visando uma melhoria na qualidade dos mesmos. O n. 1 do artigo 43. do CCP estabelece que o caderno de encargos do procedimento de formao dos contratos de empreitadas de obras pblicas deve ser integrado por um programa e um projecto de execuo, admitindo-se, apenas em casos excepcionais, que o projecto de execuo possa ser elaborado pelos concorrentes. Nos termos do n. 7 do mesmo artigo, o contedo obrigatrio do programa e do projecto de execuo que integram o caderno de encargos de um procedimento de formao de um contrato de obras pblicas fixado por portaria do ministro responsvel pelas obras pblicas. Conjugados todos estes factores, entendeu-se necessrio regulamentar este artigo do CCP, aproveitando para revogar a referida portaria de 7 de Fevereiro, uma vez que, no obstante para efeitos do CCP ser essencial o programa e o projecto de execuo, a verdade que muitos dos projectos de obras pblicas passam por fases anteriores, cujo contedo importa tambm regulamentar. A reviso agora efectuada, cujos trabalhos foram inicialmente desenvolvidos e coordenados pelo Conselho Superior de Obras Pblicas e Transportes (CSOPT) e, posteriormente, em conjugao com o Instituto da Construo e do Imobilirio, I. P. (InCI, I. P.), tiveram o contributo de diversos outros organismos e entidades do sector. No que respeita ao seu contedo, a presente portaria d maior importncia s exigncias e requisitos na elaborao dos projectos de obras pblicas, mantendo e reforando o seu carcter vinculativo para as entidades envolvidas. Decidiu-se, assim, consagrar na presente portaria as instrues para a elaborao de projectos de obras, tendo o trabalho desenvolvido sido norteado, em linhas gerais, pelas seguintes orientaes:

1 A presente portaria aprova, ao abrigo do n. 7 do artigo 43. do Cdigo dos Contratos Pblicos (CCP), o contedo obrigatrio do programa e do projecto de execuo, a que se referem os n.os 1 e 3 do artigo 43. do CCP, bem como os procedimentos e normas a adoptar na elaborao e faseamento de projectos de obras pblicas, designados como instrues para a elaborao de projectos de obras, constantes do anexo I presente portaria, da qual faz parte integrante. 2 A presente portaria aprova, ainda, a classificao de obras por categorias, a qual consta do anexo II presente portaria, da qual faz parte integrante. Artigo 2.mbito

1 As disposies constantes da presente portaria aplicam-se nos casos em que o dono da obra, a entidade responsvel pela concepo e execuo de obra ou a entidade adquirente de servios de elaborao de projectos de obras pblicas sejam entidades adjudicantes, nos termos previstos no artigo 2. do CCP, aprovado pelo Decreto-Lei n. 18/2008, de 29 de Janeiro. 2 A presente portaria aplica-se, ainda, aos projectos apresentados pelos concorrentes em procedimentos pr-contratuais pblicos, nas situaes previstas no n. 3 do artigo 43. do CCP. Artigo 3.Norma revogatria

Sem prejuzo do disposto no n. 3 do artigo seguinte, com a entrada em vigor da presente portaria revogada a portaria de 7 de Fevereiro de 1972, publicada no Dirio do

5106-(38)Governo, 2. srie, n. 35 (suplemento), de 11 de Fevereiro de 1972, alterada pela portaria de 22 de Novembro de 1974, publicada no Dirio do Governo, 2. srie, n. 2, de 3 de Janeiro de 1975, e pela portaria de 27 de Janeiro de 1986, publicada no Dirio da Repblica, 2. srie, n. 53, de 5 de Maro de 1986. Artigo 4.Entrada em vigor

Dirio da Repblica, 1. srie N. 145 29 de Julho de 2008 (i) durante a fase de preparao do procedimento de formao de um contrato pblico; (ii) durante a fase de formao do contrato pblico, em particular durante a apreciao das propostas, visando nomeadamente a correcta interpretao do projecto e a escolha do adjudicatrio; ou (iii) durante a execuo da obra; c) Assistncia tcnica especial, os servios complementares a prestar, quando contratualmente previstos, pelo Projectista ao Dono da Obra, visando a apreciao da qualidade de equipamentos, elementos ou ensaios ligados execuo da obra, sua monitorizao ou manuteno, bem como recepo da obra; d) Autor do projecto, o tcnico que elabora e subscreve, com autonomia, o projecto, os projectos parcelares ou parte de projecto e subscreve as declaraes e os termos de responsabilidade respectivos, devendo, nos projectos que elaboram, assegurar o cumprimento das disposies legais e regulamentares aplicveis; e) Coordenador do projecto, o tcnico a quem compete, satisfazendo as condies exigveis ao autor de projecto, garantir a adequada articulao da equipa de projecto em funo das caractersticas da obra, assegurando a participao dos tcnicos autores, a compatibilidade entre os diversos projectos necessrios e o cumprimento das disposies legais e regulamentares aplicveis a cada especialidade; f) Coordenador de segurana e sade em fase de projecto, a pessoa singular ou colectiva, que executa, durante a elaborao do projecto, as tarefas de coordenao em matria de segurana e sade, previstas na legislao aplicvel podendo tambm participar na preparao do processo de negociao da empreitada e de outros actos preparatrios da execuo da obra, na parte respeitante segurana e sade no trabalho; g) Dono da Obra, o dono de obra pblica ou entidade adjudicante tal como definido no Cdigo dos Contratos Pblicos ou o concessionrio relativamente a obra executada com base em contrato relativamente a obra executada com base em contrato de concesso de obra pblica; h) Empreendimento, o conjunto de uma ou mais obras integradas para uma determinada funo ou objectivo. i) Equipa de projecto, a equipa multidisciplinar, tendo por finalidade a elaborao de um projecto contratado pelo Dono da Obra ou especialmente regulamentado por lei ou previsto em procedimento contratual pblico, constituda por vrios autores de projecto e orientada por coordenador de projecto, cumprindo os correspondentes deveres; j) Estudo prvio, o documento elaborado pelo Projectista, depois da aprovao do programa base, visando a opo pela soluo que melhor se ajuste ao programa, essencialmente no que respeita concepo geral da obra; l) Peas do projecto, os documentos, escritos ou desenhados que caracterizam as diferentes partes de um projecto: m) Programa base, o documento elaborado pelo Projectista a partir do programa preliminar resultando da particularizao deste, visando a verificao da viabilidade da obra e do estudo de solues alternativas, o qual, depois de aprovado pelo Dono da Obra, serve de base ao desenvolvimento das fases ulteriores do projecto; n) Programa preliminar, o documento fornecido pelo Dono da Obra ao Projectista para definio dos objectivos, caractersticas orgnicas e funcionais e condicionamentos

1 A presente portaria entra em vigor na data de entrada em vigor do CCP, aplicando-se elaborao de todos os projectos cujo procedimento de contratao tenha sido iniciado aps aquela data, sem prejuzo do disposto no nmero seguinte. 2 Para efeitos do cumprimento do disposto do n. 1 do artigo 43. do CCP, relativamente a procedimentos de formao de contratos de empreitada de obras pblicas que se iniciem seis meses aps a data de entrada em vigor do CCP, aplicvel o disposto na presente portaria independentemente da data de incio da elaborao do projecto. 3 At ao termo do prazo referido no nmero anterior, aplica-se, para efeitos do disposto no n. 7 do artigo 43. do CCP, a portaria de 7 de Fevereiro de 1972, publicada no Dirio do Governo, 2. srie, n