HOLDING COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO PATRIMONIAL ... ?· 2 gestão inovadora e centralizada, sendo este…

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<ul><li><p>A PROFISSIONALIZAO DA GESTO PATRIMONIAL: A CONSTITUIO DE </p><p>HOLDING COMO INSTRUMENTO DE GESTO PATRIMONIAL, </p><p>ESTRATEGICAMENTE VOLTADA PARA A MAXIMIZAO DOS BENS E </p><p>MINIMIZAO DE RISCO. </p><p>Ricardo dos Santos Nascimento </p><p>Fernando Linhares</p><p> Luciana Silva Moraes</p><p>RESUMO </p><p>O cenrio econmico brasileiro est propcio realizao de investimentos, e paralelo </p><p>a isso, imprescindvel que se busque estratgias que mensure os riscos de cada </p><p>empreendimento. </p><p>O objetivo do estudo foi evidenciar a aplicabilidade da empresa holding na gesto </p><p>operacional dos conglomerados empresariais. E, neste contexto, discorrer acerca dos impactos </p><p>gerados e seus reflexos societrios, sucessrios e tributrios; demonstrando as modalidades de </p><p>empresas holdings, e a correta aplicao, conforme o objetivo de carda organizao. Por fim, </p><p>demonstrar a contribuio da holding no processo de blindagem patrimonial por meios lcitos, </p><p>dentro do embasamento jurdico, respeitando a legislao vigentes, favorecendo ao </p><p>empresrio investir, sem arriscar o patrimnio pessoal. </p><p> Uma gesto patrimonial profissionalizada proporciona a perpetuao do patrimnio de </p><p>forma slida, minimizando os riscos na aplicao do capital. O grande desafio do </p><p>empreendedor controlar seus investimentos, respeitando suas peculiaridades, de forma que </p><p>cada seguimento se desenvolva de forma independente. Isso ser possvel atravs de uma </p><p> Ricardo dos Santos Nascimento 8 Semestre do curso de cincias contbeis da faculdade So Francisco de Barreiras - FASB. E-mail: ricardosprotecao@hotmail.com. Orientador Fernando Linhares, Bacharel em Cincias contbeis, Especialista em Contabilidade Gerencial, Especialista em Gerencia de Negcios e professor da Faculdade So Francisco de Barreiras FASB no curso de </p><p>Bacharelado de Cincias Contbeis. Co-orientador Luciana Silva Moraes Bacharel em Cincias contbeis, Mestre em Gesto Ambiental, professora e pesquisadora da Faculdade So Francisco de Barreiras FASB no curso de Bacharelado de </p><p>Cincias Contbeis. </p></li><li><p>2 </p><p>gesto inovadora e centralizada, sendo este o propsito quando da constituio de uma </p><p>Holding Patrimonial. </p><p>Palavras-chave: holding, administrao corporativa, gesto patrimonial, blindagem </p><p>patrimonial. </p><p>1. INTRODUO </p><p>Com os avanos tecnolgicos a economia mundial se tornou cada vez mais </p><p>globalizada, o que proporciona aos grandes grupos expanso em suas atividades para outros </p><p>pases e continentes com maior efetividade. Paralelo a isso, os eventos que norteiam a </p><p>economia particular de todos os pases, de forma negativa ou positiva, passou a influenciar a </p><p>dos demais, a exemplo da crise de 2008, que teve incio no setor imobilirio dos Estados </p><p>Unidos e se alastrou afetando todo o mundo, principalmente as instituies financeiras. Esse </p><p>fato, transpareceu a fragilidade do atual cenrio econmico mundial e a exposio das </p><p>empresas, que no preparadas para tal acontecimento, resultaram em prejuzos financeiros </p><p>milionrios, e muitas encerraram suas atividades, outras tantas se fundiram ou incorporaram </p><p>por conta da crise. </p><p>Aps o legado deixado pela crise mundial de 2008, as empresas que sobreviveram se </p><p>viram obrigadas a promover uma reorganizao societria por meio de fuso, incorporao, </p><p>ciso e criao de Holding, visando expandirem de forma mais slida atravs de estratgias </p><p>que visam blindar seus patrimnios das interferncias dos mercados internos e externos. </p><p>O contexto histrico atual evidencia as constantes crises no cenrio econmico </p><p>mundial, porm, no Brasil, a realizao de investimentos se mostra de forma expressiva, </p><p>aliada busca de estratgias que mensurem os riscos inerentes a cada empreendimento, </p><p>alavancando assim a economia do pas. Nesse contexto, o cenrio econmico brasileiro est </p><p>propcio realizao de investimentos, e paralelo a isso, imprescindvel que se busque </p><p>estratgias que mensure os riscos de cada empreendimento. </p><p>Considerando a crescente escassez de recursos, as empresas modernas necessitam de </p><p>estratgias que privilegiem o aumento patrimonial paralelo a reduo dos riscos. Como a </p><p>Holding pode contribuir para o aprimoramento desta real necessidade? </p><p>Diante disso, o objetivo geral desse estudo foi evidenciar os impactos que a </p><p>implementao da Holding proporciona s organizaes, tornado a administrao </p><p>coorporativa mais objetiva, especializada, e viabilizando a blindagem patrimonial. J quanto </p></li><li><p>3 </p><p>aos objetivos especficos, estes propem, constatar de que forma a Holding interfere </p><p>positivamente na gesto operacional dos conglomerados empresariais. Bem como demostrar </p><p>as espcies de Holding e as suas aplicabilidades de acordo com o objetivo de cada </p><p>organizao. Por fim evidenciar as contribuies das Holdings como instrumento de </p><p>blindagem patrimonial. </p><p>Este estudo justifica-se por contribuir para o meio acadmico, bem como direcionado a </p><p>empresrios e profissionais da rea contbil, tendo sua relevncia embasada em estudos </p><p>cientficos, evidenciando a Holding como estratgia de gesto patrimonial voltada ao </p><p>gerenciamento de grupo empresarial. </p><p>2. REFERENCIAL TERICO </p><p>2.1. HOLDING </p><p>Dentre as sociedades empresariais voltadas para a administrao patrimonial destaca-</p><p>se o modelo das empresas Holding, as quais so constitudas com a finalidade controlar </p><p>atravs de participaes por meio de aes ou quotas. </p><p>Conforme afirma Oliveira (2010),uma holding pode ser definida em linguagem </p><p>simplista, como uma companhia cuja finalidade bsica ter participao aes ou cotas de </p><p>outras empresas. A origem da expresso holding est no verbo do idioma ingls to hold, que </p><p>significa manter, controlar ou guardar. </p><p>A legalidade societria da estrutura e objetivo da empresa Holding est amparada na </p><p>Lei das Sociedades por aes de 1976 que em seu art. 2, 3, estabeleceu que a empresa </p><p>pode ter por objetivo participar de outras empresas. </p><p>As vantagens de se constituir uma empresa Holding refletem nos aspectos econmico-</p><p>financeiros, administrativos, legais e societrios. Quanto aos aspectos econmico-financeiros, </p><p>atravs da concentrao do poder econmico na empresa Holding, proporcionara maior </p><p>controle acionrio com recursos escassos, minimizar custos, isolamento das dvidas das </p><p>controladas, maximizao da garantia na aplicao de capital, crescimento de negcios </p><p>rentveis e facilitao em operaes de fuso e incorporao. </p><p>J no que concerne aos aspectos administrativos, destaca-se uma administrao </p><p>centralizada e uniforme que facilita as tomadas de decises e aumenta o poder de negociao </p><p>na captao de recursos, bem como as transferncias e alocaes dos recursos dentro do </p><p>grupo, concentrao de algumas atividades, possivelmente atreladas reduo de despesas </p></li><li><p>4 </p><p>operacionais e melhor aproveitamento das estruturas das empresas que fazem parte do </p><p>conglomerado. </p><p>Nos aspectos legais, contribui para elaborar o planejamento fiscal e tributrio, de </p><p>forma otimizada, com melhor tratamento as exigncias setoriais e regionais. </p><p>Em relao estrutura societria, a consolidao da empresa Holding preserva o </p><p>patrimnio empresarial de possveis conflitos familiares e societrios e no planejamento </p><p>sucessrio com a facilitao na transmisso de herana. </p><p>Contrapondo s vantagens, quanto aos aspectos financeiros constituem como </p><p>desvantagens o no aproveitamento dos prejuzos fiscais em caso de Holding Pura, se o </p><p>planejamento tributrio no for realizado corretamente pode ocasionar aumento na carga </p><p>tributria, em caso de venda de participao nas empresas afiliadas gera tributao de ganho </p><p>de capital, aumento de despesas ocasionada pela criao da holding, se ocorrer sinergia </p><p>negativa resulta em diminuio da distribuio de lucro. </p><p>Os reflexos negativos, nos aspectos administrativos, esto relacionados ao aumento </p><p>dos nveis hierrquicos e com isso maior dificuldade de motivao nos diversos nveis. Em </p><p>relao aos aspectos legais, se referem s dificuldades operacionais em lidar com as </p><p>particularidades de cada regio e os tratamentos diferenciados para os diversos setores da </p><p>economia. Quanto aos aspectos societrios, expem ao tratamento das situaes irreversveis </p><p>e altamente problemticas, no mbito intimo familiar. </p><p>Diante do exposto, observa-se que a constituio de uma Holding deve ser feita </p><p>atravs de um estudo de viabilidade e real necessidade para tal, sendo da mesma forma </p><p>imprescindvel estabelecer o correto tipo societrio, a fim de dar a menor margem possvel </p><p>para as desvantagens. </p><p>2.2. MATRIZES E FILIAIS: EXPANSO DAS ATIVIDADES EMPRESARIA </p><p> Inicialmente as empresas expandem suas atividades por meio de abertura de novas </p><p>unidades, denominada de Filial, e tornando a controladora principal a Matriz. A diviso e </p><p>definio de matriz e filial, acorre a partir do momento em que uma determinada empresa </p><p>resolve expandir suas atividade criando uma ou mais unidades da mesma empresa. </p><p>A matriz o estabelecimento definido como sede ou principal que detm a direo do </p><p>grupo a que esto subordinados todos os demais, chamados de filiais. O nmero do Cadastro </p><p>Nacional de Pessoa Jurdica - CNPJ composto de oito algarismos, separado por uma barra </p><p>do nmero de ordem do estabelecimento e, por fim, aps o hfen, dois dgitos de controle. </p></li><li><p>5 </p><p>J a filial so estabelecimentos secundrios que representa a direo principal, </p><p>contudo, sem alada de poder deliberativo e/ou executivo. Juridicamente os atos praticados </p><p>pela filial tem validade, por possui poder de representao ou mandato da matriz, devendo </p><p>adotar a mesma firma ou denominao do estabelecimento principal. A extino ou a criao </p><p>de filiais efetivada por meio de alterao no contrato ou estatuto, obrigatoriamente </p><p>registrada no rgo competente. </p><p>Para melhor diferenciao entre matriz e filial se faz necessrio outros tipos de conceituao, </p><p>conforme assegura Srgio de Ludcibus e Jos Carlos Marion (2000), definindo alguns termos </p><p>da seguinte forma: </p><p>Agncia: estabelecimento que se encarrega de tratar de negcios mediante certa remunerao. </p><p>Normalmente, presta servios para a matriz, que se responsabiliza econmica e </p><p>administrativamente pelas agncias. </p><p>Sucursal: estabelecimento que depende de outro estabelecimento que matriz. Normalmente, </p><p>mantm estoques de mercadorias e tem maior liberdade administrativa que a agncia. </p><p>Subsidiria: empresa controlada por outra que detm o controle total dos negcios, ou seja, </p><p>de todas as aes. </p><p>Coligada: diz-se de uma empresa que participa com 10% ou mais do capital de outra </p><p>empresa, sem control-la. </p><p>Controlada: diz de uma empresa que tem sobra a outra preponderncia nos direitos de scio </p><p>e elege a maioria dos administradores; tem o comando, o controle (controladora), mesmo que </p><p>este comando seja atravs de outras controladas. </p><p>Quanto aos procedimentos contbeis, tanto da matriz quanto da filial so os mesmos </p><p>de qualquer entidade individual. O que diferencia so as transferncias intercompanhias de </p><p>ativos de uma unidade para a outra. Trata-se das transferncias de caixa, remessas de </p><p>mercadorias para uso ou venda da matriz para a filial, nesses casos, a matriz pode definir um </p><p>preo, a ser exigido da filial, sendo este equiparado ao custo ou acima do custo, pelo valor de </p><p>mercado ou por um preo arbitrado pela administrao. </p><p>De forma a facilitar a apurao dos resultados por filial a geral das operaes </p><p>realizadas entre matriz e filiais (agncias, sucursais ou outros estabelecimentos) e o controle </p><p>das operaes entre a matriz e a filial, a contabilizao pode ocorrer de forma centralizada ou </p><p>descentralizada. Hodiernamente, os meios eletrnicos permitem uma escriturao centralizada </p><p>a partir dos lanamentos contbeis gerados de forma descentralizada. </p><p> Com o incremento da globalizao da economia, a profissionalizao das atividades </p><p>principalmente por meio da tecnologia, foi necessria para as empresas atingirem grandes </p></li><li><p>6 </p><p>propores de crescimento no mercado, transcendendo, inclusive, os limites territoriais das </p><p>naes. Com o objetivo de solidificarem cada vez mais e se tornarem mais competitiva, as </p><p>empresas passaram a se agregar, formando grupos empresariais que esto se agrupando de </p><p>forma direta ou indireta, podendo ter seu quadro societrio e tipos de atividades, paralelas ou </p><p>diferenciadas, porm, com o mesmo objetivo econmico. </p><p>2.3. GRUPOS ECONMICOS </p><p>Conforme os doutrinadores, os grupos econmicos, ou societrios, so uma </p><p>concentrao de empresas, sob a forma de integrao (participaes societrias, resultando no </p><p>controle de uma ou umas sobre as outras), obedecendo todas a uma nica direo econmica. </p><p>Em consonncia com a Consolidao das Leis do Trabalho, em seu art. 2, 2,dispe, </p><p> 2 - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, </p><p>personalidade jurdica prpria, estiverem sob a direo, controle ou administrao de </p><p>outra, constituindo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade </p><p>econmica, sero, para os efeitos da relao de emprego, solidariamente </p><p>responsveis a empresa principal e cada uma das subordinadas". </p><p> De acordo com Lodi (2011), no Brasil os grupos econmicos nasceram </p><p>espontaneamente em detrimento de trs fatores: </p><p>1. Os limites da economia brasileira que constrangem o crescimento linear, canalizando a </p><p>vitalidade empresarial para diversificao, ou seja, para evitar ser muito grande em </p><p>uma economia muito pequena. </p><p>2. A necessidade de diversificar os riscos por meio de um portflio no qual haja negcios </p><p>independentes entre si e, portanto, menos vulnerveis a uma crise setorial. </p><p>3. O atrativo dos espaos vazios nacionais, que o governo brasileiro usa para orientar os </p><p>investimentos privados, somados seduo (quase sempre traioeira) dos incentivos </p><p>fiscais. </p><p>Com o crescimento dos conglomerados de empresas, que geralmente atuam em </p><p>diversos setores, torna-se cada vez mais necessrio um modelo de gesto de grupo econmico </p><p>que propicie estratgias slidas e eficientes. </p><p> interessante que a dinmica organizacional dos grupos econmicos deve centrar-se </p><p>no conceito de estratgia corporativa. Para que essas estratgias corporativas alcancem os </p><p>objetivos, imprescindvel que o negcio e a corporao (grupo) estejam presentes como uma </p></li><li><p>7 </p><p>unidade estratgica de negcio, em que vai gerenciar todas as outras unidades. Isso </p><p>fundamental, pois, caminha para tentar compreender a lgica das diversificaes do grupo. </p><p>Para isso, se faz necessrio que trs conceitos sejam desenvolvidos para fornecer a base para </p><p>tal anlise: sinergia, competncias bsicas (core competences) e negcios bsicos </p><p>(corebusinesses). </p><p>Sinergia parte de dois conceitos de noo de sinergia: relatedness e lgica dominante </p><p>de gesto. A relatedness entre dois ou mais negcios fundamental para explicar seu </p><p>potencial sinrgico. A sinergia pode se d nos nveis operacional e gerencial. O operacional, </p><p>que compreende o uso de recursos comuns ou transferncia de habilidades operacionais entre </p><p>as cadeias de valor, e o gerencial, que corresponde aplicao de qualificaes gerenciais </p><p>particulares aos novos negcios. </p><p>Quanto s competncias bsicas e negcios bsicos para que se possa definir uma </p><p>lgica geral de desenvolvimento, preciso, inicialmente, definir as competncias bsicas do </p><p>grupo, as quais iro determinar o caminho das futuras diversificaes. </p><p>Dentro deste enfoque, a administrao...</p></li></ul>

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