Hoje Macau 17 JUN 2015 #3353

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Hoje Macau N.3353 de 17 de Junho de 2015

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<ul><li><p>AgnciA comerciAl Pico 28721006</p><p>pub</p><p> poltica Pgina 4</p><p> grande plano P.3</p><p>Director carlos morais jos www.hojemacau.com.mo Mop$10 q ua r ta - f e i r a 1 7 D e j u n h o D e 2 0 1 5 a n o X i v n 3 3 5 3</p><p>terrenos</p><p>uma lista cada vez </p><p>mais curta</p><p>novos casinos</p><p>o estranho mundodo cotai</p><p>pub</p><p>executivo poder negociartolerncia zero nos casinos</p><p>Os dados so claros e deixam pouca margem para dvidas: nmero de jogadores VIP a diminuir 17%. </p><p>Durao de estadias a cair 24%. Para agravar o quadro 32% ameaam ir jogar para outros destinos.</p><p> o resultado de um estudo encomendado por todasas operadoras que contraria os dados do Governo.</p><p>Este, no entanto, poder agora estar abertoa discutir o assunto. </p><p>cigarroda paz</p><p>hojemacau</p><p> pgina 8 e editorial</p><p> Pgina 18</p><p>Do aromaao perfume</p><p>opinio</p><p>antnio conceio jnior</p><p>h</p><p>traosdo destino</p></li><li><p>2 hoje macau quarta-feira 17.6.2015</p><p>di toon t em</p><p>macau</p><p>por carlos morais jos</p><p> www.hojemacau.</p><p>com.mo</p><p>hojeglobalwww. h o j emac au . c om .mof a c e b o o k / h o j e m a c a ut w i t t e r / h o j e m a c a u</p><p>l i gue - s e part i lh e v i c i e - s ePropriedade Fbrica de Notcias, Lda Director Carlos Morais Jos Editores Joana Freitas; Jos C. Mendes Redaco Andreia Sofia Silva; Filipa Arajo; Flora Fong; Leonor S Machado Colaboradores Antnio Falco; Antnio Graa de Abreu; Gonalo Lobo Pinheiro; Jos Simes Morais; Maria Joo Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Srgio Fonseca Colunistas Antnio Conceio Jnior; Arnaldo Gonalves; Andr Ritchie; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simo; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustrao Rui Rasquinho Agncias Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretria de redaco e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impresso Tipografia Welfare Morada Calada de Santo Agostinho, n. 19, Centro Comercial Nam Yue, 6. andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Stio www.hojemacau.com.mo</p><p>dirioDE </p><p>boRDo</p><p>horah</p><p>Chui Sai On tem razo quando diz que a quebra das receitas do Jogo nada tem a ver com proibio de fumar. Mas no tem a razo toda e os nmeros que as operadoras hoje apresentam so disso testemunho. Se pensarmos um pouco, no do interesse das operadoras que se fume nos casinos. Estou convencido que os seus donos prefeririam um ambiente mais saud-vel para todos. Por isso acredito mais nos dados agora revelados, no que na estatstica apresentada pelo Governo, certamente atravs dos Servios de Sade, os mesmos que montaram a campanha mais fundamentalista que alguma vez aconteceu em Macau. </p><p>De facto, no vislumbramos que interesse poderiam ter os casinos em albergar fumadores, se no soubessem que uma parte significativa das suas receitas desaparecero com o fumo. Sobretudo, nas salas VIP, afinal onde se realiza diariamente a mais importante recolha de dinheiro para os cofres das operadoras, da RAEM e da populao de Macau. (Interessante o facto do estudo go-vernamental ter feito um referendo informal populao, tendo obtido o resultado de 70% a favor da proibio total do fumo nos casinos. No se per-cebe bem porque razo a populao h-de ter opinio sobre isto, que no </p><p>a afecta directamente, e no sobre... outras coisas. Esperamos que tenha existido uma cuidadosa proteco dos dados pessoais dos referendados.)A verdade que nem sempre a reali-dade no se curva perante os nossos desejos e tem aquele mau feitio de ir contra o que nos parece mais lgico, mais saudvel e etc.. Basta, contudo, um pouco de bom senso para que se encontre uma alternativa ou vrias alternativas que deixem todos satisfei-tos. por isso positivo que o Governo no se incruste na tolerncia zero e deixe uma porta aberta negociao. Se assim fizer, mais no mostrar que entende a realidade da cidade que </p><p>governa e, nesse sentido, no correr o risco de ver bilies a serem desviados para outros casinos das redondezas que, provavelmente, estaro a esfregar as mos de contentes com esta atitude da RAEM.E convm no esquecer tambm que, sendo a maior parte do dinheiro aqui gasto de cidados chineses e de origem chinesa, muito bom para o pas que parte desse dinheiro fique em terra chinesa e no desaparea para os cofres e as economias de outros pases.Uma baforada de bom senso, na hora certa, tem evitado enormes descala-bros. Agora precisa-se. </p><p>Al-QAEDA no Imen anunciou a morte de lder em ataque americano. Nasser al-Wuhayshi, antigo secretrio de Bin Laden, era visto como o segundo mais importante lder da rede terrorista global. Foi ele quem apareceu no vdeo de reivindicao do ataque contra o Charlie Hebdo.</p><p>Uma baforada de bom senso</p><p>Considerando no haver nenhum mecanismo e condio que evite eventuais e desnecessrias controvrsias relativas doao, os SS ainda no efectuam este tipo de procedimentos Comunicado dos SS, sobre a doaode rgos em Macau</p><p>Este projecto de lei no foi aprovado, o que lamentamos. uma lei que se aplica em quase todos os pases e territrios. Sem a lei, reduzida a capacidade das associaes na defesa dos direitos dos seus trabalhadoresLam heong Sang Vice-presidente da AL, sobre a no aprovao do projecto de lei sindicalde Pereira Coutinho</p><p>Ser que olhando ao papel que a CFD representa (...) vislumbramos formas de evoluo? Ser que possvel, sem ferir a harmonia do sistema, incrementar os poderes de interveno da CFD? Pensamos que simLeoneL aLveS Presidente da Comisso de Fiscalizao e Disciplina das Foras de Segurana, sobre o reforo de poderes da comisso</p><p>Macau est a cooperar com Moambique atravs da formao de quadros, na rea do Turismo, Finanas e Educao, porque temos estudantes aqui que frequentam os seus cursos </p><p>na Universidade de Macau. H muitas reas cobertas pela cooperao com o nosso pasRafael Custdio marques, cnsul-geral de moambique em macau, sobre a cooperao da Raen com moambique | P. 7</p></li><li><p>Ant</p><p>nio </p><p>FAlc</p><p>o</p><p>3grande planohoje macau quarta-feira 17.6.2015</p><p>p ara o especialista em Jogo Muhammad Cohen o aspecto mais negativo das construes do Cotai est relacionado com um virar de costas ao resto do patrimnio e zonas antigas, aquilo que considera ser a particularidade da cidade. o que escreve Cohen num artigo de opinio escrito para a revista Forbes, onde o tambm editor do website Inside asian Gaming refere que os acessos dos casinos nomeadamente do Galaxy para zonas como a Vila da Taipa so quase inexistentes. </p><p>atravessar do Galaxy at vila Velha da Taipa obriga passagem de seis faixas de rodagem que no tm um nico semforo ao longo de cem metros desde o principal acesso da vila, frisa como um dos exemplos. </p><p>Cohen escreve para a Forbes e redigiu o seu artigo na ptica de algum que no vive na raEM a tempo inteiro, mas o HM consultou arquitectos locais sobre este assun-to e a opinio unnime: o Cotai deveria ter mais acessos pedonais para que a deslocao das pessoas fosse facilitada. </p><p>Carlos Marreiros partilha des-ta perspectiva, referindo mesmo que toda a cidade precisava de mais acessos, tanto nas princi-pais artrias como nas menos movimentadas. O Cotai surge como uma zona de concentrao de casinos em Macau e, natural-mente, que os acessos no so suficientes, comea Marreiros por dizer ao HM. preciso, em termos de espaos e percursos pedonais e de passagens supe-riores, apostar mais nessas infra--estruturas, nomeadamente para as zonas vizinhas, explicou. a </p><p>Num artigo da revista Forbes, o especialista em Jogo Muhammad Cohen critica a organizao do espao dos casinos do Cotai, justificando falta de coeso com o ambiente circundante. No entanto, deixa uma nota de esperana de que acontea uma mimesis do tradicional no Broadway Macau</p><p>Cotai EspEcialista critica organizao do Espao </p><p>Um mundo parte</p><p>lgica que deve ser seguida, de acordo com o arquitecto, a de interaco entre o Cotai e toda a zona circundante. </p><p>Da entraDa se fez saDaEm Macau Peninsula, Cotai - a Tale of Two Cities For Urban Ca-sino Integration, Cohen compara o arranjo urbano dos casinos da pennsula e do Cotai, explicando que as primeiras construes conseguiram imiscuir-se melhor na cidade do que aquelas feitas na zona entre a Taipa e Coloane. </p><p>O texto do especialista apoia-se num outro artigo, desta vez de foro </p><p>acadmico. Os seus autores - an-drew Klebanow e Steven Gallaway - montaram, em abril deste ano, um documento completo sobre a histria dos casinos pelo mundo. Sobre Macau, um dos problemas apontados foi precisamente a falta de acessos e consequente desco-nhecimento da maioria de turistas sobre a cidade alm-Jogo. </p><p>Os pees devem primeiro fazer todo um caminho at es-trada principal e depois encontrar uma passagem pedestre para uma travessia segura e isso uma pena porque as ruas perto dos resorts esto repletas de restaurantes, lojas e construes arquitectni-cas feitas durante a governao portuguesa. Trata-se de um bairro atractivo e interessante, mas apenas conhecido pelos seus residentes e turistas ocasionais, escrevem no artigo. Tal demonstra, assim, que o planeamento urbano da raEM no passa despercebido l fora. Um dos principais pontos a falta de portas de entrada e sada, que na maioria das vezes do para outros casinos e hotis, mas no para zonas de lazer no relacionadas com o Jogo. </p><p>No entanto, as crticas atingem somente o Cotai e no a pennsula, j que tambm Klebanow e Galla-way - como Cohen - descrevem os casinos de Macau como sendo os que mais harmonia tm com </p><p>o ambiente circundante. No h melhor exemplo de harmonizao com os bairros vizinhos do que o dos casinos integrados no distrito central de casinos da pennsula, comeam por explicar. a razo, dizem, reside no facto de haver espaos limitados de terrenos para que grupos como a MGM, a Wynn ou a SJM expandissem, acabando por permitir uma movimentao livre de visitantes para dentro e para fora dos casinos. </p><p>No caso destes complexos, as entradas e sadas levam rua, nomeadamente a uma frente ribei-rinha e zona dos NaPE, munida de uma srie de restaurantes, bares e clubes nocturnos e joalharias.</p><p>no se esqueam Dos resiDentesMarreiros foca a evoluo da ci-dade no bem dos seus residentes, mais do que no Turismo. assim, o profissional lamenta a carncia de meios e acessos de deslocao do Cotai para a Taipa e Coloane. a comunicao entre as duas ilhas que formam aquela zona devia ser maior e melhor para que assim a po-pulao de Macau pudesse usufruir deles, continua. Para o arquitecto, a passagem superior que liga o Cotai zona do aeroporto e da Taipa e a rua pedonal frente ao Quartel do Exrcito de Libertao que do para os casinos demora-ram muito tempo a ser constru-</p><p>das. Na sua opinio, no faltar muito tempo para que estes acessos sejam parcos para as necessidades do turismo e residentes locais. a viso tem que ser holstica e a raEM, sendo constituda por uma pennsula e duas ilhas, tem que ser pensada assim porque a cidade vai continuar a ter problemas de grandes concentraes e trfego, sublinhou Carlos Marreiros. </p><p>BroaDway, um espelhofaz De contaMohammad Cohen deixa, no entanto, a nota de uma possvel mudana de paradigma. O colu-nista v na abertura do Broadway Macau parte do Galaxy o incio de um hipottico bom caminho. Isto porque, de acordo com Cohen, este complexo e a sua rua de restau-rantes e entretenimento ao ar livre vm dar aos turistas e visitantes a oportunidade de experienciar toda a cidade num s local. </p><p>a expanso do Galaxy inclui o Broadway Macau, desenhado para trazer os sabores de Macau para o Cotai, usando vendedores locais num cenrio de rua ao ar livre. Talvez, no surpreendentemente, esta actividade no rs-do-cho deite c para fora toda a periferia de propriedade, explica Cohen. J Marreiros considera que, embora o Cotai seja uma histria de suces-so em termos de construo con-centrada de uma s indstria, no espelha exactamente o contedo de toda a cidade, da qual fazem parte os monumentos, outros edifcios patrimoniais, restaurantes e lojas tpicas e afins. </p><p>Em suma, uma das solues para revitalizar o turismo em zonas tursticas mas no muito visitadas melhorar os acessos oferecidos, tanto em qualidade como em quantidade. O HM tentou contac-tar outros especialistas da rea do Urbanismo e arquitectura, mas tal no foi possvel at ao fecho desta edio. </p><p>leonor s machadoleonor.machado@hojemacau.com.mo</p><p>A viso tem que ser holstica e a RAEM, sendo constituda por uma pennsula e duas ilhas, tem que ser pensada assim porque a cidade vai continuar a ter problemas de grandes concentraese trfegoCarlos Marreiros arquitecto</p><p>Atravessar do Galaxy at vila Velha da Taipa obriga passagem de seis faixas de rodagem que no tm um nico semforo ao longo de cem metrosdesde o principal acesso da vilaMUhaMMad Cohenespecialista em Jogo</p></li><li><p>gcs</p><p>4 hoje macau quarta-feira 17.6.2015</p><p>O Governo retirou 16 terrenos da lista dos 48 que deveriam ser re-cuperados pela Admi-nistrao, por no aproveitamento ou caducidade da concesso. O anncio feito pelo Secretrio para os Transportes e Obras Pblicas, Raimundo do Rosrio, depois de uma reunio com a Comisso de Acompanhamento para os Assun-tos de Terras, que decorreu ontem. </p><p>H 48 terrenos [na lista de terrenos para declarar a caduci-dade] e a situao o seguinte: h 18, como de conhecimento </p><p>Se no preenchem os requisitos para declarar a caducidade confesso que no estou a ver porque que devemos divulgar. Analismos o caso e chegmos concluso que no fundo esto bem, ou que no esto assim to mal que seja necessrio declarara caducidadeRaimundo do RosRio secretrio para os Transportese obras Pblicas</p><p>Eram 113 os terrenos que formavam a lista de espaos a serem analisados para definir a sua caducidade ou no. Depois o nmero desceu para 48 e agora so menos 16 os que o Governo pretende recuperar. Detalhes no existem e Raimundo do Rosrio justifica apenas que a deciso vem do antigo Governo</p><p>TeRRenos Governo j no recupera 16 da lista de 48</p><p>no segredo dos deuses</p><p>pblico, estando at publicados em Boletim Oficial com declarao de caducidade, h mais cinco que em breve sero publicados, h nove que esto ainda em anlise nas Obras Pblicas e h 16 que no preenchem os requisitos da decla-rao de caducidade, comeou por explicar Raimundo do Rosrio. </p><p>Em sntese, o Secretrio ex-plicou o que aconteceu a estes 16 terrenos que no foram preenchidos os requisitos para a declarao da caducidade. Contu-do, mais informaes o Secretrio no d, ficando por se saber a quem </p><p>pertenciam estes lotes ou sequer a sua localizao. </p><p>Se no preenchem os requisi-tos para declarar a caducidade con-fesso que no estou a ver porque que devemos divulgar. Analismos o caso e chegmos concluso que no fundo esto bem, ou que no esto assim to mal que seja necessrio declarar a caducidade, argumentou Raimundo do Rosrio, adiantando que a deciso j vem do antigo Governo. </p><p>No incio do ano dei instrues s Obras Pblicas para verem duas situaes: uma so as concesses que </p><p>esto em situao de incumprimento e a outra so as concesses provis-rias que no tm condies de ser renovadas, ou no podem. Portanto isto um trabalho que as Obras P-blicas esto a fazer, rematou. </p><p>Tambm na reunio da Comis-so pouco ou nada foi adiantado, sendo que os deputados aguardam que, numa nova visita, Raimun-do do R...</p></li></ul>