História - Pré-Vestibular Impacto - Revolução Inglesa I

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1CONTEDO

PROF: ANDERSON COSTA

01A Certeza de Vencer

Revoluo Inglesa IMA120208

revoluo inglesa. Belo Horizonte, Varia Histria, n 14, setembro de 1995)

TRABALHANDO TEXTOS A morte de Elizabeth l, em 1603, criou um grave problema sucessrio, pois a rainha no deixou herdeirosFAO IMPACTO - A CERTEZA DE VENCER!!!

VESTIBULAR 2009

urante o sculo XVI, a vida poltica na Inglaterra girou em torno do fortalecimento da autoridade real. J o sculo XVII foi sacudido por conflitos entre a monarquia e o parlamento que chegaram a levar o pas ao recurso extremo de duas revolues. As revolues inglesas do sculo XVII representaram um marco na vida europia. Pela primeira vez na histria do continente, a burguesia, aliada pequena nobreza, assumiu o poder e lanou as bases para a consolidao de uma nova ordem, que se expressou pela hegemonia do parlamentarismo. Essa transformao exigiu uma srie de rupturas. Os muitos conflitos do perodo podem ser divididos em dois momentos. O primeiro teve inicio com a Revoluo Puritana, em 1640, e conduziu execuo do rei Carlos l e ao governo republicano de Cromwell. O segundo, em 1689, conhecido como Revoluo Gloriosa, completou o processo poltico liderado pela burguesia (Mota 2002) diretos. O trono ingls passou a seu primo, Jaime Stuart, que j era rei da Esccia. O sucessor de Elizabeth no recebeu TRABALHANDO TEXTOS dos ingleses muito apoio poltico e social. Ele era defensor da teoria do direito divino dos reis. A relao do monarca com seus sditos agravou-se por volta de 1610, quando Jaime l tentou fugir ao controle financeiro do Parlamento e imps medidas como o monoplio real sobre as indstrias de tecidos. No mesmo perodo ocorreram, na Inglaterra, fortes movimentos migratrios em direo Amrica do Norte: muitos partiam para escapar da tirania da Coroa. Desde 1215, no reinado de Joo sem Terra, que o Com a morte de Jaime l, subiu ao trono Carlos l poder do rei esta limitado legalmente por um documento (1625-1649), que acentuou as tendncias absolutistas do pai. chamado Magna Carta. O parlamento tinha poder para conter Dissolveu o Rei em suas aes(...). Sendo assim no podemos igualar duas vezes o Parlamento, que se mostrara hostil a seu esta modalidade de absolutismo com o que ocorreu na governo, imps taxas extraordinrias para financiar sua Frana, pois l no havia barreira jurdica que limitasse o poltica externa, intensificou a represso contra puritanos. Por poder o do rei, no havia uma Carta Magna, no havia falar em puritanos, no devemos esquecer que nesse contexto obstculos legais ao exerccio do poder real. Se houve poder existe tambm questo religiosa, pois de certa forma havia um absoluto nas mos do Rei Ingls temos de ter o cuidado de mosaico de religies nesse processo, que dentre as quais identific-lo histriograficamente(...). Nesse sentido a destacam-se: dinastia Tudor exerceu o poder "De fato" no "De direito", o que em nem um momento a histria nega. (...) - ANGLICANOS: Faco dominante, formada pela alta (OLIVEIRA, Leo F. A inveno do poder: A histria do absolutismo. nobreza e por setores ligados ao rei. De certa forma Rio de Janeiro: vozes, 2001.) apoiavam o regime absolutista. Desde os tempos medievais, o Parlamento tinha o - CATLICOS: em pequeno nmero na Inglaterra, mas muito poder nominal na Inglaterra e nenhum rei poderia lanar numerosos na Irlanda. Seus adeptos sofriam constante impostos sem sua aprovao. Mas Elizabeth l era absolutista perseguies. de fato. Lanava os impostos e fazia sua poltica sem consultar o Parlamento, confiando em que tudo seria - CALVINISTAS: grupo religioso majoritrio entre a aprovado. Seu absolutismo era consentido, pois a grande populao inglesa. Estavam divididos em diversas burguesia e a nobreza, que dominavam o parlamento, eram correntes, das quais as mais representativas eram: favorecidos por sua poltica. A final, a dinastia Tudor havia feito a Reforma protestante na Inglaterra e os nobres e os - PRESBITERIANOS: Alta burguesia e latifundirios. grandes burgueses arremataram e enriqueceram-se com as Moderados, propunham uma poltica de conciliao com os terras expropriadas da Igreja Catlica. Elizabeth l vendia ou anglicanos. doava monoplios, isto , o direito exclusivo de fabricar ou vender determinado produto sem concorrentes. Os principais - PURITANOS: Mdia e pequena burguesia. Radicais, beneficirios desses monoplios eram grandes burgueses, defendiam o liberalismo poltico, opondo-se ao absolutismo que compravam titulos de nobreza, e os nobres favoritos da real. soberana, que viviam em sua corte. As mediadas de Elizabeth As tenses que foram se acumulando no pas eram recompensadas com a lealdade dos sditos, inclusive os resultaram em uma guerra civil (1642) entre os partidrios da pobres. (Micele. 1999) monarquia e os do parlamento. Ao lado do rei se enfileiraram a Igreja Anglicana e a nobreza rural. Com os parlamentares, que constituam um exrcito prprio, estavam os moradores TRABALHANDO TEXTOS de Londres, das cidades litorneas e os pequenos proprietrios das regies agrcolas mais desenvolvidas. "[...] O Parlamento representava as classes As diferenas de classe, de origem social, proprietrias: apenas os homens que tivessem alguma expressavam-se nas diferenas polticas e religiosas e as propriedade tinha direito de voto, e nenhuma mulher, reforavam continuamente. Os lordes praticavam a religio obviamente. As pessoas comuns no participavam anglicana. Os partidrios dos comuns eram em geral diretamente na eleio dos membros do parlamento e menos presbiterianos e puritanos. Eles deram ao parlamento uma ainda das decises polticas. [...]." arma poderosa: o Exrcito de Novo Tipo. (HILL, Christopher. Vivendo o mundo de ponta-cabea: o outro lado da

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D

A Magna Carta e o Absolutismo "De Fato"

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No exrcito de Novo Tipo, os oficiais eram voluntrios e deviam suas promoes ao valor pessoal. At mesmo partidrios do parlamento se escandalizaram com a promoo de "plebeus" aos cargos de oficiais. Mas os construtores da organizao sabiam que, com aqueles homens humildes, unidos pela religio, submetidos a uma rgida disciplina e forjados em combate, derrotariam os "cavaleiros"-o termo com que eram desdenhosamente designadas as tropas reais. Como observou Oliver Cromwell, organizador e lder do Exrcito de Novo Tipo: "Prefiro um capito trajado de panos grosseiros, mas que sabe pelo que est lutando, queles a quem chamais de gentis-homens e que disso no passam. Honro um cavaleiro que se comporta como tal. [...] Se escolherdes homens honestos e de bem para capitais de cavalaria, os homens honestos os seguiro. [...]"(HILL, Christopher. O eleito de Deus; Oliver CromweeI e a Revoluo Inglesa. So Paulo, Companhia das Letras, 1990)

para resolver o problema dos sem-terra que esto passando fome. Ela passou a adquirir um carter revolucionrio. [...] Ento eu acho que ns devemos ter a conscincia de preparar a classe trabalhadora sabendo que essas mudanas, que so necessrias, no sero dadas de mo beijada, nem na base de voto, nem de uma maneira simplista e fcil, devagarinho[...]" Logicamente devemos perceber as distancias ideolgicas entre os movimentos, porm perceber a aproximao na forma de luta e de necessidade. Os anseios no mudaram, a sede por justia social continua, a disposio de armar as mos tambm. Dos Diggers ao MST, a luta pela terra continua.(COSTA, Anderson, Histria para o Dia-a-Dia.)

Essa nova formao militar mostrou-se decisiva para a derrota das tropas reais. As fileiras do Exrcito de Novo Tipo forneciam uma amostra representativa da parcela da populao que apoiava a Cmara dos Comuns: os soldados eram em sua maioria pequeno-burgus, artesos, proprietrios rurais ou filhos de proprietrios, seguidores das seitas puritanas e de outros grupos hostis Igreja Anglicana. Tornaram-se como Roundhenads (cabea redondas) devido ao austero corte de cabelo que usavam, caracterstico dos puritanos. Outro trao distintivo do Exrcito de Novo Tipo residia na liberdade de organizao e discusso, o que fez desse grupamento armado uma sementeira de idias polticas. Nessas discusses, manifestavam-se grupos mais radicais que os puritanos, a exemplo dos Diggers e dos Levellers, que associavam diretamente a reforma religiosa e a luta poltica revoluo social. Os Levellers receberam esse nome porque, segundo seus adversrios, pretendiam nivelar (do verbo To Levei) as condies sociais. Defendiam a populao pobre das cidades e do campo e exigiam completa liberdade religiosa e a igualdade de todos perante a lei. Os Diggers (do verbo ingls to dig, cavar) opunhamse propriedade particular do solo e exigiam que as terras da Coroa, os terrenos comunais e ociosos fossem cultivados pelos pobres, que deles teriam a posse comunitria. Ficariam assim conhecidos quando se instalaram num terreno no aproveitado e se puseram a preparar a terra para a semeadura, numa espcie de reforma agrria feita espontaneamente, em direta oposio aos poderes da sociedade e do Estado. Eram esses, basicamente, os atores envolvidos no confronto entre o rei e o Parlamento e depois, num segundo momento da Revoluo Inglesa, no conflito instaurado entre a Assemblia e os grupos de soldados puritanos unidos em torno de Oliver Cromwell. TRABALHANDO TEXTOS Os Diggers e o MST: Um anacronismo controlado e necessrio Segundo o historiador Christopher Hill, "o movimento dos Diggers [...] representou ao mximo os interesses dos que no possuam bens. Constituiu numa tentativa de proceder por meio de ao direta a uma forma de comunismo agrrio [...]." As concepes dos Diggers no so coisas do passado. A luta pela terra esta presente e vive em grupos como o MST. A luta do MST remonta o passado. Percebe-se por tanto uma relao embora anacrnica, mas necessria, entre os Diggers e os Sem terra no Brasil. Ambos os grupos vem na revoluo a maneira de conquistar seu grande objetivo, a terra. Vejamos o que diz o dirigente do MST Joo Pedro Stedile: "A reforma agrria interessa a toda a classe trabalhadora e deixou de ser apenas uma questo econmica

Bibliografia: ARRUDA, Jobson Andrade J. A revoluo Inglesa.ed. Brasiliense. So Paulo. 1984. HILL, Christopher. O eleito de Deus; Oliver CromweeI e a Revoluo Inglesa. So Paulo, Companhia das Letras, 1990. Vivendo o mundo de ponta-cabea: o outro lado da revoluo inglesa. Belo Horizonte, Varia Histria, n" 14, setembro de 1995. MICELE, Paulo, As revolues Burguesas. Ed. Atual So Paulo. 1994. MOTA, Myriam B. Histria das cavernas ao Terceiro milnio. Ed. Moderna. So Paulo. 2002. OLIVEIRA, Leo F. A inveno do poder: A histria do absolutismo. Rio de Janeiro: vozes, 2001.

Anotaes!__________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ __________________________________________________ VESTIBULAR 2009

FAO IMPACTO A CERTEZA DE VENCER!!!