História - Pré-Vestibular Impacto - Os Republicanos e os Abolicionismos no Brasil

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1CONTEDO

PROF: ALEX VAZ

03A Certeza de Vencer

Os Republicanos e os Abolicionismos no BrasilEG140208

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O saber filosfico designava, desde a Grcia Antiga, a totalidade do conhecimento racional desenvolvido pelo homem. Abrangia, portanto, os mais diversos tipos de conhecimento, que hoje entendemos como pertencentes matemtica, astronomia, fsica, biologia, lgica, tica etc. Enfim, todo o conjunto dos conhecimentos racionais integrava o universo do saber Descartes filosfico. filosofia interessava A exigncia de clareza e de livre conhecer toda a realidade sem crtica prpria do percurso filosfico. O Pensador (1904) Auguste Rodim dividi-la em objetos especficos de Antes de Descartes, essa recusa da estudo. opinio (da doxa, em grego) e a busca da explicao e da Na histria do pensamento ocidental, esse verdade (a teoria) j eram encontradas nos dilogos significado amplo e universalista do saber filosfico socrticos, escritos pelo grego Plato no sculo IV a.C. manteve-se, de modo geral, at a Idade Mdia. Poucas Exercitando o senso crtico do interlocutor, esses dilogos reas separaram-se da filosofia, como o fez a teologia, por tinham importante papel educativo. Eles mostravam a exemplo, que se desenvolveu em estudo especfico a precariedade das opinies do senso comum grego de sua respeito de Deus. poca. Durante a Idade Moderna, entretanto, o vasto Primeiro foi o espanto5, depois o despertar crtico campo filosfico entrou num processo de reduo. A e a decepo. O ser humano queria uma explicao para realidade a ser conhecida passou a ser dividida, o mundo, uma ordem para o caos. Ele queria, enfim, a recortada, despertando estudos especializados. Era a verdade. Essa busca da verdade tornou-o cada vez mais separao entre cincia e filosofia. exigente com o conhecimento que adquiria e transmitia. Gradativamente, foram conquistando autonomia Ambicioso, o homem sentia uma necessidade crescente muitas cincias particulares, que se desprenderam do de entender e explicar de maneira clara, coerente e tronco comum da rvore do saber filosfico. Ao se precisa. Essa busca de saber fez nascer a filosofia. constiturem por um processo de especializao, essas A palavra filosofia formada por dois termos cincias passaram a direcionar suas investigaes a gregos: filos, que traduz a idia de amor, e sofia, que certos campos delimitados da realidade, e o fazem ainda significa sabedoria. Assim, a filosofia tem o sentido hoje de forma cada vez mais "localizada". etimolgico de amor sabedoria. Exemplos dessas cincias so a matemtica, a Conforme a tradio histrica, a criao da fsica, a qumica, a biologia, a antropologia, a psicologia, a palavra filosofia atribuda ao grego Pitgoras, que viveu sociologia etc. no sculo VI a. C. Certa vez, perguntado pelo prncipe Os dias atuais caracterizam-se como a "era dos Leonte sobre qual era a natureza da sua sabedoria, especialistas". O problema da especializao do mundo Pitgoras disse: sou apenas um filsofo. Com essa cientfico que ela conduz a uma pulverizao do saber, resposta, desejava esclarecer que no detinha a posse da perda de uma viso mais ampla do conhecimento, a uma sabedoria. Assumia a posio de "amante do saber", restrio mental sistemtica. algum que procura a sabedoria, que busca a verdade. Nesse contexto, a filosofia passou a ter o papel, Com o decorrer do tempo, entretanto, a palavra entre outros, de recuperar a unidade do saber, de filosofia foi perdendo o significado original. Na prpria questionar a validade dos mtodos e critrios adotados Grcia Antiga passou a designar no apenas o amor ou a pelas cincias. Isto , passou a desenvolver o trabalho de procura da sabedoria, mas um tipo especial de sabedoria: reflexo sobre os conhecimentos alcanados por todas as aquela que nasce do uso metdico da razo, da cincias, alm da procura de respostas finalidade, ao investigao racional, na busca do conhecimento. sentido e ao valor da vida e do mundo. Assim, podemos dizer que pertence filosofia o estudo geral dos seres, do nosso conhecimento e do valor das coisas. Em termos mais especficos, costuma-se situar dentro do campo filosfica aqueles estudos que se referem a temas como teoria do conhecimento, fundamentos do saber cientfico, lgico, poltica, tica,FAO IMPACTO - A CERTEZA DE VENCER!!!

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algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opinies como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princpios to mal assegurados no podia ser seno duvidoso e incerto, de modo que me era necessrio tentar seriamente, uma vez em minha vida, me desfazer de todas as opinies a que at ento dera crdito, e comar tudo novamente desde os fundamentos.

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esttica etc. Esses temas so estudados em detalhes nas prximas unidades deste livro.

Para pensar!!!No texto a seguir, o pensador brasileiro Roland Corbisier ressalta a importncia do ato de perguntar. Esse ato, to "banal e cotidiano", nos distingue, essencialmente, de todos os demais seres viventes. Por isso, est na raiz da atividade filosfica.

Mas, por que precisa perguntar? Precisa perguntar porque no sabe e precisa saber, saber o que o mundo em que se encontra e no qual deve viver. Para poder viver, e viver conviver, com as coisas e com os outros homens, precisa saber como as coisas e os outros homens se comportam, pois sem esse conhecimento no poderia orientar sua conduta em relao s coisas e aos homens. Para o ser humano o conhecimento no facultativo, mas indispensvel, uma vez que sua sobrevivncia dele depende. Mas, para que esse conhecimento lhe seja realmente til e lhe permita transformar a natureza, pondo-a a seu servio, e lhe permita, tambm, transformar sua prpria natureza, pela educao e pela cultura, para que esse conhecimento possa tomar-se o fundamento de uma tcnica realmente eficaz, indispensvel que no seja meramente emprico, mas cientfico, ou epistemolgico, como diziam os gregos. Ora, que est na origem do conhecimento, tanto filosfico quanto cientfico? Na origem desse conhecimento est a capacidade, ou melhor, a necessidade de perguntar, de indagar, o que so as coisas e o que o homem. E qual o pressuposto, ou a condio, de possibilidade da pergunta? Se pergunto porque no sei, ou me comporto como se no soubesse. A pergunta supe, conseqentemente, a ignorncia em relao ao que se pretende ou precisa saber, pressupondo tambm, e ao mesmo tempo, a conscincia da ignorncia e o conhecimento, por assim dizer, em oco, daquilo que se desconhece e precisa conhecer. A mola do processo a contradio. No sei e sei que no sei, e essa conscincia da ignorncia, a cincia da inscincia, o que me permite perguntar, quer a pergunta se dirija natureza, quer se enderece aos outros homens.ROLAND CORBISIER. Introduo filosofia, t. 1, p. 125-27.

Homem: o ser que perguntaNormalmente perguntamos sem refletir sobre o prprio perguntar, sem indagar pelo significado dessa operao da inteligncia que se acha na raiz de todo conhecimento e de toda cincia. E ao perguntar pelo perguntar, convertemos essa operao, que nos parece to banal, to quotidiana, em tema filosfico, a partir do momento em que passamos a consider-la do ponto de vista da crtica radical. Se compararmos, nesse aspecto, o comportamento humano com o do animal, verificaremos que o animal no pergunta, no indaga, limitando-se a responder. Mas, por que o animal no pergunta? No pergunta porque no precisa perguntar. E por que no precisa perguntar? Porque, para viver e reproduzir-se, dispe do instinto que o torna capaz de fazer, embora inconsciente e sonambulicamente, tudo o que necessrio para sobreviver e assegurar a sobrevivncia de sua espcie. O animal no pergunta, limita-se a responder aos estmulos e provocaes do contexto em que se encontra, a responder imediatamente, fugindo do perigo, quando ameaado, e atacando a presa quando est com fome. Entre o animal e o contexto em que vive no h ruptura, no h soluo de continuidade. Porque o animal natureza dentro da natureza, instinto, espontaneidade vital, inconscincia (...) Em contraste, o homem pergunta. E, por que pergunta? Porque precisa perguntar.

01. Conscincia crtica - Na sua opinio, o que favorece o desenvolvimento da conscincia crtica? - A conscientizao um processo dialtico que se move do eu ao mundo e do mundo ao eu. Interprete e discuta essa afirmao. 02. O despertar da filosofia - Para que serve a filosofia? Discuta e debata esse tema. - Pesquise uma definio de filosofia. Exponha o seu significado. 03. A era dos especialistasVESTIBULAR 2009

- No mundo cientfico existem, atualmente, inmeros especialistas para cada setor do conhecimento. Debata o seguinte tema: Vantagens e desvantagens da especializao extrema.

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