História - Pré-Vestibular Impacto - Os Filósofos - Gregos

Download História - Pré-Vestibular Impacto - Os Filósofos - Gregos

Post on 06-Jun-2015

1.166 views

Category:

Documents

2 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

<p>1CONTEDO</p> <p>PROF: ALEX VAZ</p> <p>02A Certeza de Vencer</p> <p>OS PRIMEIROS FILSOFOS GREGOSITA:08/02/08</p> <p>PR-SOCRTICOSFale conosco www.portalimpacto.com.brDe acordo com a tradio histrica, a fase inaugural da filosofia grega conhecida como perodo pr-socrtico. Esse perodo abrange o conjunto das reflexes filosficas desenvolvidas desde Tales de Mileto (623546 a.C.) at o aparecimento de Scrates (468-399 a.C).</p> <p>OS PENSADORES DE MILETO: A BUSCA DE UM PRINCPIO PARA TODAS AS COISAS Quando afirmamos que a filosofia nasceu na Grcia, devemos tomar essa afirmao mais precisa. Afinal, nunca houve, na Antiguidade, um Estado grego unificado. O que chamamos de Grcia nada mais que o conjunto de muitas cidades Estado gregas (polis), independentes umas das outras, e muitas vezes rivais. No vasto mundo grego, a filosofia teve como bero a cidade de Mileto, situada na Jnia, litoral ocidental da sia Menor. Caracterizada por mltiplas influncias culturais e por um rico comrcio, a cidade de 78 Mileto abrigou os trs primeiros pensadores da histria ocidental a quem atribumos a denominao filsofos. So eles: Tales, Anaximandro e Anaxmenes. Destaca-se, entre os objetivos desses primeiros filsofos, a construo de uma cosmologia (explicao racional e sistemtica das caractersticas do universo) que substitusse a antiga cosmogonia (explicao sobre a origem do universo baseada nos mitos). Esses primeiros filsofos queriam descobrir, com base na razo e no na mitologia, o princpio substancial (a arch, em grego) existente em todos os seres materiais. Isto , pretendiam encontrar a "matria-prima" de que so feitas todas as coisas.</p> <p>Nem gua nem algum dos elementos, mas Tudo e gua alguma substncia diferente, ilimitada, e Tales (623-546 a.C., aproximadamente) costuma ser dela nascem os cus e os mundos neles considerado o primeiro pensador grego, "O Pai Da Filosofia". Na condio de filsofo, buscou a construo do pensamento racional em contidos. diversos campos do conhecimento que, hoje, no so considerados especialidades filosficas. Foi astronmo e chegou a prever o eclipse total do Sol ocorrido a 28 de maio de 585 a.C. Na rea da geometria demonstrou, por exemplo, que todos os ngulos inscritos no meio crculo so retos e que em todo tringulo a soma de seus ngulos internos igual a 180. Procurando fugir das antigas explicaes mitolgicas sobre a criao do mundo. Tales queria descobrir um elemento fsico que fosse constante em todas as coisas. Algo que fosse o princpio unificador de todos os seres. Inspirando-se provavelmente em concepes egpcias, acrescidas de suas prprias observaes da vida animal e vegetal, concluiu que a gua a substncia primordial, a origem nica de todas as coisas. Para ele, somente a gua permanece basicamente a mesma, em todas as transformaes dos corpos, apesar de assumir diferentes estados slido, lquido e gasoso. Anaximandro (610-547 a.C.) procurou aprofundar as concepes de Tales sobre a origem nica de todas as coisas. Em meio a tantos elementos observveis no mundo natural a gua, o fogo, o ar etc. , ele acreditava no ser possvel eleger uma nica substncia material como o princpio primordial de todos os seres, a arch. Para Anaximandro, esse princpio algo que transcende os limites do observvel, ou seja, no se situa numa realidade ao alcance dos sentidos. Por isso, denominou-o peiron, termo grego que significa "o indeterminado", "o infinito". O peiron seria a "massa geradora" dos seres, contendo em si todos os elementos contrrios.</p> <p>Tales de mileto</p> <p>ANAXIMANDRO DE MILETO</p> <p>ANAXMENES DE MILETOAnaxmenes (588-524 a.C.) admitia que a origem de todas as coisas indeterminada. Entretanto, recusava-se a atribuir-lhe o carter oculto de elemento situado fora dos limites da observao e da experincia sensvel. Tentando uma possvel conciliao entre as concepes de Tales e as de Anaximandro, concluiu ser o ar o princpio de todas as coisas. Isso porque o ar representa um elemento "invisvel e impondervel , quase inobservvel e, no entanto, observvel: o ar a prpria vida, a fora vital, a divindade que "anima" o mundo, aquilo que d testemunho respirao"2.FAO IMPACTO - A CERTEZA DE VENCER!!! VESTIBULAR 2009</p> <p>E assim como nossa alma, que ar, nos ,mantm unidos, da mesma maneira o vento envolve todo o mundo.</p> <p>Fale conosco www.portalimpacto.com.br</p> <p>PITGORAS DE SAMOS: O OCULTO DA MATEMTICATODAS AS COISAS SO NMEROSPitgoras (570-490 a.C., aproximadamente) nasceu na ilha de Samos, na costa jnica, no distante de Mileto. Por volta de 530 a.C., sofreu perseguio poltica por causa de suas idias, sendo obrigado a deixar sua terra de origem. Instalou-se, ento, em Crotona, sul da Itlia, regio conhecida como Magna Grcia. Em Crotona, fundou uma poderosa sociedade de carter filosfico e religioso e de acentuada ligao com as questes polticas. Depois de exercer, por longos anos, considervel influncia poltica na regio, a sociedade pitagrica foi dispersada por opositores, e o prprio Pitgoras foi expulso de Crotona. Para Pitgoras a essncia de todas as coisas reside nos nmeros, os quais representam a ordem e a harmonia. Segundo o historiador de filosofia norteamericano Thomas Giles, "pela primeira vez se introduzia um aspecto mais formal na explicao da realidade, isto , a ordem e a constncia". Assim, a essncia dos seres, a arch, teria uma estrutura matemtica da qual derivariam problemas como: finito e infinito, par e mpar, unidade e multiplicidade, reta e curva, crculo e quadrado etc. Pitgoras dizia que no "fundo de todas as coisas" a diferena entre os seres consiste, essencialmente, em uma questo de nmeros (limite e ordem das coisas). As contribuies da escola pitagrica podem ser encontradas nos campos da matemtica (lembre-se do clebre teorema de Pitgoras), da msica e da astronomia. A essas contribuies junta-se uma srie de crenas msticas relativas imortalidade da alma, reencarnao dos pecadores, prescrio de rgidas condutas morais etc.</p> <p>HERCLITO DE FESO O MOVIMENTO PERPTUO DO MUNDO</p> <p>Nascido em feso, cidade da regio Jnica Herclito considerado um dos mais importantes filsofos prsocrticos. A data de seu nascimento e a de sua morte no so conhecidas. H referncias histricas de que, por volta do ano 500 a.C., estava em plena "flor da idade". Herclito considerado o primeiro grande representante do pensamento dialtico. Concebia a realidade do mundo como algo dinmico, em permanente transformao. Da sua escola filosfica ser chamada de mobilista (de movimento). Para ele, a vida era um fluxo constante, impulsionado pela luta de foras contrrias: a ordem e a desordem, o bem e o mal, o belo e o feio, a construo e a destruio, a justia e a injustia, o racional e o irracional, a alegria e a tristeza etc. Assim, afirmava que "a luta (guerra) a me, rainha e princpio de todas as coisas". pela luta das foras opostas que o mundo se modifica e evolui. Atribuem-se a Herclito frases marcantes, de sentido simblico, utilizadas para ilustrar sua concepo sobre o fluxo e a movimentao das coisas, o constante vir-a-ser, a eterna mudana, tambm chamada devir: No podemos entrar duas vezes no mesmo rio, pois suas guas se renovam a , cada instante. No tocamos duas vezes o mesmo ser, pois este modifica continuamente sua condio. Assim, Herclito imaginava a realidade dinmica do mundo sob a forma de fogo, com chamas vivas e eternas,</p> <p>OS PENSADORES ELETICOS O INCIO DOS ESTUDOS SOBRE O SER E O CONHECERAs diversas cosmologias que acabamos de estudar despertaram, na poca, uma nova questo. Por que tanta divergncia? Por que tantas opinies contrrias? Herclito de Efeso, como vimos, acreditava que a luta dos contrrios formava a unidade do mundo. J para os pensadores da cidade de Elia, a partir de seu principal expoente, Parmnides, os contrrios jamais poderiam coexistir. Os dois pensadores representam, portanto, plos extremos do pensamento filosfico. Foi a partir dessa discusso sobre os contrrios, sobre o ser e o no-ser, que se iniciaram a lgica (os estudos sobre o conhecer) e a ontologia (os estudos sobre o ser) e suas relaes recprocas, conforme veremos a seguir.</p> <p>PARMNIDES DE ELIA ente ; pois ser e nada no .Nascido em Elia, na Magna Grcia, litoral oeste da pennsula Itlica, Parmnides (510-470 a.C., aproximadamente) tornou-se clebre por ter feito oposio a Herclito. Plato o chamava de Grande Parmnides. Parmnides defendia a existncia de dois caminhos para a compreenso da realidade. O primeiro o da filosofia, da razo, da essncia. O segundo o da crendice, da opinio pessoal, da aparncia enganosa, que ele considerava a "via de Herclito". Segundo Parmnides, o caminho da essncia nos leva a concluir que na realidade: a) existe o ser, e no concebvel sua noexistncia; b) o ser o no-ser no . Em vista disso, Parmnides considerado o primeiro filsofo a formular os princpios lgicos de identidade e de no-contradio, desenvolvidos depois por Aristteles. Ao refletir sobre o ser, pela via da essncia, o filsofo eletico concluiu que o ser eterno, nico, imvel e ilimitado. Essa seria a via da verdade pura, a via a ser buscada pela cincia e pela filosofia. Por outro lado, quando a realidade pensada pelo caminho da aparncia, tudo se confunde em funo do movimento, da pluralidade e do devir (vir-a-ser). Assim, na concepo de Parmnides, Herclito teria percorrido o caminho das aparncias ilusrias. Essa via precisava ser evitada para no termos de concluir que "o ser e o no-ser so e no so a mesma coisa". Parmnides teria descoberto, assim, os atributos do ser puro: o ser ideal do plano lgico. E negou-se a reconhecer como verdadeiros os testemunhos ilusrios dos sentidos e a constatar a existncia do ser-no-mundo: o ser que se exprime de diversos modos, os seres mltiplos e mutveis. Mas o filsofo sabia que no mundo da iluso, das aparncias e das sensaes que os homens vivem seu cotidiano. Ento, "o mundo da iluso no uma iluso de mundo", mas uma manifestao da realidade que cabe razo interpretar, explicar e compreender, at que alcance a essncia dessa realidade. No podemos confiar nas aparncias, nas incoerncias, na viso enganadora. Pela razo, devemos buscar a essncia, a coerncia e a verdade. "O esforo de toda sabedoria , pois, para 3 Parmnides, sistematizar isso, tomar pensa vel o caos, introduzir uma ordem nele." FAO IMPACTO A CERTEZA DE VENCER!!!</p> <p>VESTIBULAR 2009</p>