História - Pré-Vestibular Impacto - O Mundo dos Mitos

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<p>1CONTEDO</p> <p>PROF: ALEX VAZ</p> <p>01A Certeza de Vencer</p> <p>O MUNDO DOS MITOSCT150108</p> <p>Fale conosco www.portalimpacto.com.br</p> <p>O mundo dos mitosNa histria do pensamento ocidental, a filosofia nasce na Grcia por volta do sculo VI (ou VII) a.C. Por meio de longo processo histrico, surge promovendo a passagem do saber mtico ao pensamento racional, sem, entretanto, romper bruscamente com todos os conhecimentos do passado. Durante muito tempo, os primeiros filsofos gregos compartilharam de diversas crenas mticas, enquanto desenvolviam o conhecimento racional. Mapa do mundo da poca pre-socratica que caracterizaria a filosofia. Essa passagem do mito razo significa precisamente que j havia, de um lado, uma lgica do mito e que, de outro lado, na realidade filosfica ainda est incluido o poder lendrio. mito se ope ao logos como a fantasia razo, como a palavra que narra palavra que demonstra. Logos e mito so as duas metades da linguagem, duas funes igualmente fundamentais da vida do esprito. O logo, sendo uma argumentao, pretende convencer. O logos verdadeiro, no caso de ser justo e conforme "lgica"; falso quando dissimula alguma burla secreta (sofisma). Mas o mito tem por finalidade apenas a si Mapa do mundo da poca pr-socrtica mesmo. Acredita-se ou no nele, conforme a prpria vontade, mediante Em outras palavras, a filosofia grega um ato de f, caso parea "belo" ou verossmil, ou simplesmente nasceu procurando desenvolver o lagos (saber racional) em contraste com o mito (saber porque se quer acreditar. O mito, assim, atrai em torno de si toda a alegrico). Para o historiador Pierre Grimal: parcela do irracional existente no pensamento humano; por sua prpria natureza, aparentado arte, em todas as suas criaes. GRIMAL, Pierre. A mitologia grega, p. 8-9.</p> <p>O</p> <p>A fora da mensagem dos mitos reside, portanto, na capacidade que eles tm de sensibilizar estruturas profundas, inconscientes, do psiquismo humano.</p> <p>MITOLOGIA GREGAOs gregos cultuavam uma srie de deuses (Zeus, Hera, Ares, Atena etc.) alm de heris ou semideuses (Teseu, Hrcules, Perseu etc.). Relatando a vida dos deuses e dos heris e seu envolvimento com os homens, os gregos criaram uma rica mitologia, conjunto de lendas e crenas que, de modo simblico, fornecem explicaes para a realidade universal. Integra a mitologia grega grande nmero de "relatos maravilhosos" e de lendas que inspiraram diversas obras artsticas ocidentais. O mito de dipo, rico em significados, um exemplo disso. Na Antiguidade, ele foi utilizado pelo dramaturgo Sfocles (496-406 a.C.), na tragdia dipo rei, para uma reflexo sobre as questes da culpa e da responsabilidade dos homens perante as normas e tabus (comportamento que, dentro dos costumes de uma comunidade, considerado nocivo e perigoso, sendo por isso proibido a seus membros). Damos em seguida um resumo desse relato mtico.</p> <p>A saga de dipo LaioLaio, rei da cidade de Tebas e casado com a bela Jocasta, foi advertido pelo orculo (resposta que os deuses davam a quem os consultava) de que no poderia gerar filhos. Se esse aviso fosse desobedecido, seria morto pelo prprio filho e muitas outras desgraas surgiriam. A princpio, Laio no acreditou no orculo e teve um filho com Jocasta. Quando a criana nasceu, porm, cheio de remorso e com medo da profecia, ordenou que o recm-nascido fosse abandonado numa montanha, com os tornozelos furados, amarrados por uma corda. O edema provocado pela ferida a origem do nome Edipo, que significa "ps inchados". Mas o menino Edipo no morreu. Alguns pastores o encontraram e o levaram ao rei de Corinto, Polibo, que o criou como se fosse seu filho legtimo. J adulto, dipo ficou sabendo que era filho adotivo. Surpreso, viajou em busca do orculo de Delfos para conhecer o mistrio de seu destino. O orculo revelou que seu destino era matar o prprio pai e se casar com a prpria me. Espantado com essa profecia, dipo decidiu deixar Corinto e rumar em direo a Tebas. No decorrer da viagem encontrou-se com Laio. De forma arrogante o rei ordenou-lhe que deixasse o caminho livre para sua passagem. dipo desobedeceu s ordens do desconhecido. Explodiu, ento, uma luta entre ambos, na qual dipo matou Laio.FAO IMPACTO - A CERTEZA DE VENCER!!!</p> <p>A fora da tragdia grega est no embate do ser humano contra o seu destino. Edipo responde esfinge Ingres.</p> <p>VESTIBULAR 2009</p> <p>Fale conosco www.portalimpacto.com.br</p> <p>Sem saber que tinha matado o prprio pai, dipo prosseguiu sua viagem para Tebas. No caminho deparou-se com a Esfinge, um monstro metade leo, metade mulher, que lanava enigmas aos viajantes e devorava quem no os decifrasse. A Esfinge a tormentava os moradores de Tebas. O povo tebano saudou dipo como seu novo rei. Deram-lhe como esposa Jocasta, a viva de Laio. Ignorando tudo, dipo casou-se com a prpria me. Uma violenta peste abateu-se ento sobre a cidade. Consultado, o orculo respondeu que a peste no findaria at que o assassino de Laio fosse castigado. Ao longo das investigaes para descobrir o criminoso, a verdade foi esclarecida. Inconformado com o destino, dipo cegou-se e Jocasta enforcouse. dipo deixou Tebas, partindo para um exlio na cidade de Colona.</p> <p>O complexo de dipoO enigma proposto pela Esfinge era o seguinte: "Qual o animal que de manh tem quatro ps, dois ao meio-dia e trs tarde?" dipo respondeu: " o homem. Pois na manh da vida (infncia) engatinha com ps e mos; ao meio-dia (na fase adulta) anda sobre dois ps; e tarde (velhice) necessita das duas pernas e do apoio de uma bengala". Furiosa por ver o enigma resolvido, a Esfinge se matou. O complexo de dipo Como todo mito, a saga de dipo apresentaria, em linguagem simblica e criativa, a descrio de uma realidade universal da alma humana, conforme analisou nos tempos modernos o psiquiatra austraco Sigmund Freud (1856-1939), fundador da psicanlise. Elaborando uma reinterpretao psicolgica desse mito grego (o complexo de dipo), Freud transformou-o em elemento fundamental da teoria psicanaltica. O complexo de dipo pode ser entendido como:</p> <p>onjunto organizado de desejos amorosos e hostis que a criana experimenta relativamente aos pais. Sob a sua chamada forma positiva, o complexo apresenta-se como na histria de dipo rei: desejo da morte do rival, que a personagem do mesmo sexo, e desejo sexual pela personagem do sexo oposto. Sob sua forma negativa, apresenta-se inversamente: amor pelo progenitor do mesmo sexo e dio ciumento ao progenitor do sexo oposto. Na realidade, estas duas formas encontram-se em graus diversos na chamada forma completa do complexo de dipo. Segundo Freud, o complexo de dipo vivido no seu perodo mximo entre os trs e cinco anos (...) O complexo de dipo desempenha um papel fundamental na estruturao da personalidade e na orientao do desejo humano.LAPLANCHE, J. e PONTALIS, J. B. Vocabulrio da psicanlise, p. 116.</p> <p>c</p> <p>O EXERCCIO DA RAZO NA POLIS GREGARunas da acrpole em Atenas: belssimo conjunto de templos dedicados aos deuses do Olimpo. O momento histrico da Grcia Antiga em que se afirma a utilizao do logos (a razo) para resolver os problemas da vida est vinculado organizao da polis, cidade-Estado grega, conforme a anlise do historiador francs contemporneo Jean-Pierre Vernant. A polis era uma nova forma de organizao social e poltica em que os cidados dirigiam os destinos da cidade. A polis foi uma criao dos cidados, e no dos deuses. E podia ser explicada e organizada pela razo. Com o tempo, o raciocnio correto, bem formulado, tornou-se o modo adotado para se pensar sobre todas as coisas, no s as questes polticas. Se considerarmos filosofia a atividade racional voltada discusso e explicao intelectualizada das coisas circundantes, tem-se o sculo VI como a data provvel de sua origem. (...) Segundo Vernant, (...) o nascimento das primeiras cidades determinante: o novo discurso resultado da racionalizao da vida social. (...) A filosofia, segundo o brilhante estudo de Vernant, surgiu como algo absolutamente original, engendrado em praa pblica, fruto da estreita relao mantida entre os isi (iguais), e um embate em torno de uma questo comum, o poder. Nasceu, nesse breve instante da histria dos gregos em que se discutia, controvertidamente, sobre o poder a ser partilhado entre todos, em si mesmos competentes para dirigir a polis e decidir sobre o bem comum.ALVES DOS SANTOS, Maria Carolina. Textos filosficos, p. 61-2.</p> <p>FAO IMPACTO A CERTEZA DE VENCER!!!</p> <p>VESTIBULAR 2009</p>