história - pré-vestibular impacto - grécia - esparta ii

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1CONTEDO

PROF: PANTOJA / MARQUESIV. ESPARTA

02A Certeza de Vencer

GRCIA ESPARTA (Cont.)MA250308

Origens (...) A arqueologia confirma que, pelo menos at o sculo VI a.C., Esparta era uma cidade-estado comparvel s outras e dominada por uma aristocracia de grandes proprietrios. bem verdade que a conquista da Messnia, ao cabo de duas longas guerras, havia permitido aumentar o nmero dos que participavam da funo guerreira e que tinham sido beneficiados pela distribuio de lotes, de cleri, tomados do territrio conquistado, enquanto a reduo condio de hilotas das populaes messnicas permitia-lhes uma dedicao exclusiva vida militar. Porm, durante a segunda guerra da Messnia a cidade-estado parecia ter fechado em si mesma, com a decadncia do artesanato e o desaparecimento do uso da moeda de prata. Diante da massa de populaes dependentes (...), a classe guerreira dos homoii, dos semelhantes, formada pelo conjunto dos cidados espartanos, passa a ser um grupo privilegiado que vive recluso em perptuo estado de defesa. Essa a origem da vida austera que tanto impressionava seus contemporneos e permitia Esparta desempenhar papel preponderante no mundo grego. (MOSS, p.121) A Revoluo Hoplita O aparecimento do hoplita, pesadamente armado, combatendo em linha, e seu emprego em formao cerrada segundo o princpio da falange do um golpe decisivo nas prerrogativas dos hippeis (cavaleiros) (...). O heri homrico, o bom condutor de carros, podia ainda sobreviver na pessoa dos hippeis; j no tem muita coisa em comum com o hoplita, esse soldado-cidado. O que contava para o primeiro era a faanha individual, a proeza feita em combate singular. Na batalha, (...) o valor militar afirmava-se sob forma de uma aristia, de uma superioridade toda pessoal. A audcia que permitia ao guerreiro executar aquelas aes brilhantes, encontrava-a numa espcie de exaltao, de furor belicoso, a lyssa, onde o lanava, como fora de si mesmo, o menos, o ardor inspirado por um deus. Mas o hoplita j no conhece o combate singular; deve recusar, se lhe oferece, a tentao de uma proeza puramente individual. o homem da batalha de brao a brao, da luta ombro a ombro. Foi treinado em manter a posio, marchar em ordem, lanar-se com passos iguais contra o inimigo, cuidar, no meio da peleja, de no deixar seu posto. (VERNANT, P.66-67)

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4.1 INTRODUO

Afirmou-se que Esparta teve duas histrias separadas, a sua prpria e a da sua imagem no exterior (ou miragens). Considerando o muito que se escreveu sobre Esparta na Antiguidade, notrio como o quadro confuso, contraditrio e incompleto. Em parte, isso deve-se, ao fato de a miragem atravessar constantemente a realidade, distorcendo-a e encobrindo-a muitas vezes, e em parte, porque os Espartanos eram extremamente calados. Houve uma poca, no perodo arcaico, em que Esparta desempenhou um papel predominante no desenvolvimento dos traos principais da civilizao grega: na poesia, como sabido, a partir dos fragmentos que ainda existem; na msica, de acordo com fidedignas e antigas tradies; at mesmo, ao que parece, na navegao e na criao de algumas das instituies germinais da cidade-estado. Contudo, aps 600 a.C. aproximadamente, deu-se um corte aparentemente abrupto. A partir da nenhum cidado espartano recordado por qualquer atividade cultural. O seu famoso discurso lacnico era sinal de que nada tinham para d dizer, a conseqncia final do estilo de vida peculiar que tinham levado a cabo nessa altura. (...) Mediante conquistas, Esparta possua as regies da Lacnia e da Messnia, bastante frteis, segundo os padres gregos, dando-lhe acesso ao mar e fornecendo o ferro, produto natural, raro e inestimvel (adequado correspondente em relao prata de Atenas). (FINLEY, p.71-72). 4.2 A ORGANIZAO DO ESTADO ESPARTANO: Licurgo Esparta era efetivamente, aos olhos dos escritores gregos da poca, a cidadeestado modelo por excelncia, a que se beneficiava da eunomia, ou seja, de uma boa legislao, atribuda a um legislador muito antigo, Licurgo. Descrito pela tradio como membro de uma das duas famlias reais de Esparta, ele teria, como tutor de um dos reis e aps consultar o orculo de Delfos, dado cidade leis que regulamentariam ao mesmo tempo a organizao dos poderes pela famosa rhetra (...) e todos os aspectos da vida social e econmica (partilha igualitria das terras, proibio do comrcio e uso de metais preciosos, educao rigorosamente fixada, refeies feitas em comum, regulamentao do casamento etc.).

Falanges Hoplitas Nesta cermica antiga, observa-se encontro entre duas falanges hoplitas, onde se identifica formao cerrada de combate, o armamento pesado e utilizao do mesmo tipo de equipamento pelos guerreiros.

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As transformaes polticas e sociais que as novas tcnicas de guerra produzem em Esparta e que resultam numa cidade de hoplitas traduzem (...) o esprito igualitrio de uma reforma que suprime a oposio antiga do Laos e do demos para constituir um corpo de soldados cidados, definidos como homioi e dispondo todos eles em princpio de um lote de terras, de um klros, exatamente igual ao dos outros. (VERNANT, p.60)

FAO IMPACTO - A CERTEZA DE VENCER!!!

VESTIBULAR 2009

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Estrutura Social Esparciatas: Chamados os iguais (Homoii), eram os cidados gozando de plenos direitos. Os adultos entre eles, ou seja, os chefes de famlias capazes de portar armas e dotados de lotes de terras, nunca foram muito numerosos; alm disso, seu nmero diminuiu sem cessar: talvez nove ou dez mil quando da rediviso da terra cvica em pores iguais, eram oito mil no incio do sculo V a.C. e no mais de dois mil no sculo IV a.C. Isto aponta a uma tremenda concentrao da propriedade sobre a terra cvica a se processar nos tempos clssicos, caindo com o tempo a maioria dos esparciatas na situao dos inferiores, ao no poder mais contribuir com alimentos e vinho para as refeies coletivas. De fato, no comeo tanto a terra cvica quanto os hilotas eram propriedades do Estado, atribuindo-se somente o seu usufruto aos cidados; mas com o tempo os esparciatas passaram a tratar estes bens como propriedade privada, o que possibilitou a sua concentrao, num processo cujos detalhes alis nos escapam. Periecos: Se por um lado no podiam participar da vida cvica de Esparta o que no os eximia do combate como hoplitas, sob manda dos esparciatas , monopolizavam o comrcio e o artesanato (pela proibio de viverem metecos na Lacnia e na Messnia e pela proibio das operaes de comrcio com o exterior, salvo aquelas em que os periecos agissem como intermedirios), podiam ter bens e terras (distintas das terras cvicas) e comprar escravos. Governavam as suas comunidades com autonomia quanto aos negcios internos, mas sob a vigilncia de um governador esparciata nomeado para cada uma delas; naturalmente no podiam ter uma poltica externa prpria. No so conhecidas revoltas de periecos a no ser tardiamente. Hilotas: (...) camponeses que durante muito tempo foram vistos como escravos pblicos, trabalhavam nos lotes atribudos aos esparciatas, entregando-lhes de incio a metade da colheita e, mais tarde, segundo parece, uma quantidade fixa de produtos. Podiam possuir bens e constituir famlia, mas eram tratados com grande dureza. Iam guerra em princpio como auxiliares e serviais; mas a intensificao das guerras externas fez com que fosse necessrio armar como hoplitas a muitos hilotas. Estes s podiam ser alforriados pelo Estado. Suas revoltas cruelmente reprimidas mas sempre recomeadas e o fato de que eles e os periecos com o tempo passassem a constituir a grande maioria do exrcito espartano foram fatores de enfraquecimento do regime tradicional. Aparelho Poltico Diarquia: (...) dois reis hereditrios (no necessariamente em linha direta, nem segundo o princpio de primogenitura) em duas famlias, os gidas e os Euripntidas. Os reis tinham altas funes religiosas e comandavam o exrcito; no tinham poderes polticos efetivos, a no ser como membros ex officio do Conselho dos ancios, eram obrigados a jurar lealdade constituio e vigiados de perto pelos magistrados ou foros. Gersia: Conselho de ancios (...) composta pelos dois reis, mais 28 cidados com mais de sessenta anos (isto , liberados das obrigaes militares). Eram vitalcios e eleitos de forma curiosa: (...) o membro falecido deveria (...) ter por sucessor o cidado do qual o valor seria julgado o mais alto entre os homens de mais de sessenta anos. Esta era a mais importante (...) das competies existentes no mundo e a mais digna de ser disputada. Pois no se tratava do mais rpido dos rpidos, do mais forte dos fortes, mas do melhor e do mais sbio entre os bons e os sbios. (...) A escolha se fazia da seguinte maneira: reunia-se a Assemblia, designavam-se os homens que se recolheriam em uma casa vizinha. Eles no podiam ver, nem serem vistos. Somente o bclamor da Assemblia chegava a seus ouvidos. Era atravs de gritos, neste caso, como todo o mais, que eles julgavam os concorrentes. Estes no eram introduzidos todos juntos mas, aps o sorteio, um de cada vez atravessava em silncio a

Assemblia. Os membros do jri, fechados, tinham pranchetas, onde inscreviam para cada concorrente a amplitude do clamor. Eles ignoravam de quem estava se tratando, sabendo somente que se tratava do primeiro, do segundo, do terceiro e assim por diante. Aquele que tivesse recebido as aclamaes mais prolongadas e mais calorosas, eles o proclamavam eleito. PLUTARCO, Vida de Licurgo, XXVI, 1-5 (In: PINSKI, p.68-69) A Gersia tinha funo de preparao dos projetos de lei a serem votados pela assemblia e funcionava como tribunal para a justia criminal. pela: Formada pelos cidados de mais de trinta anos e em pleno gozo dos direitos, reunia-se ao ar livre, elegia os gerontes e os foros e votava sem discutir por aclamao ou, em caso de dvida, dividindo-se em dois grupos as propostas que lhe foram submetidas pelos foros ou pela Gersia. Se tentasse ir contra o costume