História - Pré-Vestibular Impacto - Escravidão no Brasil I

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2CONTEDOPROF: CHRCHAR07A Certeza de VencerEscravido no Brasil IGE250408 AB / CN(N)Fale conosco www.portalimpacto.com.brTemtica: AS FORMAS DE TRABALHO DENTRO DAS RELAES CAMPO-CIDADE NO BRASIL COLONIAL APRESENTAOA MO DA LIMPEZAO branco inventou que o negro Quando no suja na entrada Suja na sada , imagina s Que mentira danada, Na verdade a mo escrava Passava a vida limpando O que o branco sujava , imagina s O que o negro penava Mesmo depois de abolida a escravido Negra a mo de quem faz a limpeza Lavando a roupa encardida, esfregando o cho Negra a mo, a mo da pureza Negra a vida consumida ao p do fogo Negra a mo nos preparando a mesa Limpando as manchas do mundo com gua e sabo Negra a mo de imaculada nobreza Na verdade a mo escrava Passava a vida limpando O que o branco sujava , imagina s Eta branco sujo.(Gilberto Gil. A mo da limpeza.In: Alda Beraldo. Trabalhando com poesia, So Paulo, tica, 1990, vol.2. p.77.)1 A DIVERSIDADE DE ESCRAVOS NO BRASIL COLONIAL:Costumeiramente quando o tema escravido abordado, lembra-se sempre de gigantescas plantaes, insalubres senzalas e feitores extremamente cruis, onde tudo isso visto sempre girando em torno de um cenrio rural e agroexportador. Entretanto, nem sempre estes fatores representaram fidedignamente a realidade total da escravido no Brasil, pois, percebemos que no somente no Brasil, mas em outras sociedades escravistas, as paisagens urbanas com a existncia de uma grande quantidade de africanos e crioulos que desempenhavam uma grande diversidade de atividades foi bastante comum, como fica claro nos documentos seguintes: Vende-se uma linda e elegante mucama de 18 a 20 anos, boa costureira, perita engomadeira, cozinha de forno, boa doceira, apronta e serve a um ch com delicadeza, penteia e veste uma senhora: motivo da venda se dir: na rua do Regente, n. 53. (13/04/1843) O Jornal do Comrcio. Citado em Histria Viva. Ed. 03. Vende-se na priso do calabouo um moleque de 14 anos, oficial de alfaiate, bonita figura, no tem molstias, nem vcios e s vende-se por no querer servir ao seu senhor. (12/02/1833) O Jornal do Comrcio. Citado em Histria Viva. Ed. 03.Desta forma devemos afirmar que quando se fala em escravido no Brasil, devemos pensar em sua manifestao em todos os setores no campo e na cidade, como ratifica o historiador Flvio a escravido estava nas casas, nas ruas, nas tabernas, nos gabinetes, no parlamento e nas indstrias, onde os escravos produziam chapus, tecidos, sapatos, charutos e outros utenslios manufaturados. Seus proprietrios importaram vrias mquinas e a quantidade de escravos especializados mobilizados era considervel. O trfico de negros africanos foi fundamental para aquecer a escravido negra no Brasil j que em sua maioria os escravos eram trazidos da frica para a Amrica. Podemos afirmar que no Brasil colonial havia a predominncia do trabalho escravo, mas tambm era freqente a presena de livres e libertos neste perodo. Os escravos eram em sua maioria negros africanos, entretanto devido o processo de miscigenao racial era possvel encontrar escravos mulatos e at mesmo escravos brancos. A presena de escravos mulatos e brancos ocorreu devido o seguinte aspecto: no Brasil seguia-se a lgica do direito romano, onde a escravido era hereditria. Esta miscigenao muitas vezes, ocorria devido o fato de que muitos senhores (quase sempre brancos) exigiam suas escravas (quase sempre negras) para servios sexuais. Muitos desses escravos nascidos dessas relaes foram frutos de estupros de escravas pelos seus senhores. Os escravos brancos, embora mais raros tambm podiam ser encontrados, no fim do sculo XIX muitos destes escravos de ganho e de tabuleiro. Os trabalhadores (fossem eles escravos, livres ou libertos) desenvolviam suas ocupaes tanto no campo quanto na cidade, onde todos podiam ser encontrados. Deve-se ainda perceber as diversidades internas da escravido, onde os escravos possuam diversas formas de ocupaes e atividades. No podemos esquecer que existia no Brasil Colonial escravos que apresentavam diversas origens como por exemplo: os Boais que eram aqueles recm chegados da frica no Brasil, no falando a lngua local e conhecendo muito pouco os costumes da regio. Os Ladinos que eram escravos africanos j aculturados ou adaptados aos costumes da regio e os Crioulos que eram negros que j nasciam em cativeiro no Brasil.2 OS ESCRAVOS E SEUS DIFERENTES OFCIOS:VESTIBULAR 2009I)- OS ESCRAVOS DO CAMPO:Trabalhavam principalmente nas atividades ligadas ao meio rural (agricultura, pecuria, etc) cultivavam cana, algodo, tabaco, arroz, caf, etc.FAO IMPACTO - A CERTEZA DE VENCER!!!Fale conosco www.portalimpacto.com.brEram os que cuidavam, dos servios mais pesados, tambm podiam produzir alimentos de roa para completar a sua subsistncia ou para eventual comrcio.RECOMPENSA: Um senhor poderia recompensar um escravo com a concesso da alforria. HERANA: Algumas vezes a liberdade do escravo era cedida atravs de um testamento quando da morte do senhor de escravos. COMPRA: Era quando os escravos conseguiam acumular uma renda e comprar a alforria considera-se que este processo era mais comum nos casos de um escravo vir a obter a alforria. importante esclarecer que os trabalhadores libertos poderiam voltar a ser escravo se envolvendo em problemas como o crime, furtos, revoltas etc. COMENTRIOS:II)- OS ESCRAVOS DE OFCIO:Mais especializados, cuidavam da moagem da cana, do fabrico do acar, atividades de carpintaria, construo, olaria, sapataria, ferraria, etc. A presena destes trabalhadores mostra que um equivoco as analises simplistas que fazem um divorcio entre o trabalho escravo e o uso de tecnologia.III)- OS ESCRAVOS DOMSTICOS:Escolhidos entre os mais socializveis, Responsabilizavam-se pelo funcionamento da casa grande, transportando fardos, gua, lixo, cozinhando, lavando, transportando seus senhores em cadeiras e palanques etc.IV)- OS ESCRAVOS DE GANHO:Eram escravos que desempenhavam tarefas que envolviam obteno de renda. Estes escravos trabalhavam em troca de dinheiro, que dividiam com seus senhores. Eram estes escravos que estavam mais prximos da alforria.V)- OS ESCRAVOS DE ALUGUEL:Podiam ser alugados por seus senhores para outros senhores para diversos servios a terceiros. Cabia aos senhores o lucro das transaes.VI)- ESCRAVIDO URBANA:Pouco citada nos livros didticos no Brasil. Os escravos desempenhavam nas cidades qualquer tipo de tarefa, podendo ser encontrados como: vendedores, barbeiros, aougueiros, sapateiro, marceneiro e at mesmo tarefas incomuns com escrivs de cartrios, enfermeiros etc.3 - A DIVERSIDADE DE TRABALHADORES NO BRASIL COLONIAL:Os trabalhadores dividiam-se em trs categorias quanto condio jurdica: escravos, livres e libertos (ou forros). OS LIVRES eram indivduos que nasciam e mantinhamse livres, podendo ser proprietrio de escravo, ou no, j que haviam muitos livres pobres. OS ESCRAVOS compunham a maior parte trabalhadores envolvidos nas tarefas, tanto no campo quanto na cidade. Os escravos nascidos no Brasil eram chamados de crioulos. OS LIBERTOS (tambm chamados de alforriados ou forros), eram indivduos que nasciam escravos, mas que se tornavam livres por diversos fatores:FAO IMPACTO A CERTEZA DE VENCER!!!VESTIBULAR 2009