História Geral - Apostila Pré-Vestibular Vetor

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Pr-Vestibular Comunitrio Vetor Calendrio das aulas de Histria Geral em 2006: 1a Parte do Curso - Aulas com durao de uma hora: Aula no. 0 - Apresentao e reflexo sobre o vestibular Aula no. 1 - O feudalismo e a crise do feudalismo na Europa ocidental Paixo de Cristo Aula no. 2 - A Formao dos estados nacionais, enfoque sobre o caso de Portugal Aula no. 3 - O Estado moderno: absolutismo e mercantilismo Aula no. 4 - O Renascimento Semana Santa Primeira aula especial: Passeio pelo centro histrico do Rio de Janeiro Aula no. 5 - A Amrica pr-colombiana Aula no. 6 - A colonizao da Amrica Aula no. 7 - As reformas religiosas na Europa Corpus Christi Aula no. 8 - As revolues inglesas Aula no. 9 - A Revoluo cientfica e o Iluminismo do sculo XVIII Aula no. 10 - O Despotismo esclarecido Segunda aula especial: Vdeo Aula no. 11 - A Independncia dos Estados Unidos Aula no. 12 - A Revoluo industrial, aula 1: as causas da Revoluo industrial Aula no. 13 - A Revoluo industrial, aula 2: a revoluo e suas conseqncias Aula no. 14 - A Revoluo francesa, aula 1: causas da Revoluo Francesa Aula no. 15 - A Revoluo francesa, aula 2: as eras das instituies e das antecipaes 2a parte do curso - aulas com durao de duas horas: Aula no. 16 - O Imprio napolenico e a independncia dos pases latino-americanos Aula no. 17 - As revoltas e revolues, idias e ideologias da Europa do sculo XIX Aula no. 18 - A industrializao da Europa continental e unificaes italiana e alem Terceira aula especial: Msica e Histria Aula no. 19 - A guerra de Secesso americana e expansionismo dos EUA Aula no. 20 - O imperialismo na frica e na sia Aula no. 21 - A Amrica Latina no sculo XIX e a Revoluo Mexicana Aula no. 22 - A primeira guerra mundial Aula no. 23 - A revoluo russa Aula no. 24 - A crise de 1929 e a depresso dos anos 30 Aula no. 25 - Os fascismos e a segunda guerra mundial Aula no. 26 - A Guerra fria Aula no. 27 - A revoluo chinesa Aula no. 28 - As lutas de libertao nacional na frica e na sia Aula no. 29 - A Amrica Latina contempornea Aula no. 30 - O Oriente Mdio contemporneo e o mundo rabe Aula no. 31 - O fim da URSS e a nova ordem mundialPr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 1 - O feudalismo e crise do feudalismo na Europa ocidental 1. O Feudalismo, conceituao: . O que foi: Feudalismo foi o modo de organizao da sociedade na Idade Mdia (sculos V ao XV) na Europa. Sua caracterstica maior a servido, relao social de produo onde h dependncia e explorao entre o senhor e o servo. Basicamente, o servo trabalhava nas terras do senhor e o senhor tinha que defender o servo. Vejamos outras caractersticas do feudalismo. . Descentralizao poltica: Apesar de haver reis e reinos com grandes territrios, quem realmente tinha o controle das diversas regies da Europa eram os senhores feudais, cada um tendo controle sobre o pequeno senhorio, estando a Europa dividida, portanto, em pequenssimos estados, cada um com o seu senhor. . Produo para o consumo: Diferentemente do capitalismo, no regime feudal produziam-se bens essencialmente para o consumo dos habitantes do prprio senhorio. Assim, produzia-se apenas o po que iria ser consumido no senhorio e no mais do que isso, a produo no era feita em funo do comrcio, apenas o excedente de produo era vendido para o mercado. . Pequeno comrcio e pouca movimentao de pessoas: O comrcio entre as diversas regies da Europa era pequeno assim como a movimentao das populaes, principalmente na primeira parte da Idade Mdia, a Alta Idade Mdia (sculos V ao X). O comrcio e a urbanizao aumentaram na Baixa Idade Mdia (XI-XV). . Trs ordens sociais: A sociedade medieval poderia ser dividida em trs ordens ou grupos. Os que lavram, os camponeses que eram servos; os que guerreiam, a nobreza feudal que lutava nas guerras; e os que oram, o clero, membros da Igreja que, nesse perodo tinham grande prestgio. Tanto a nobreza os cavaleiros como o clero eram proprietrios de terra e, portanto, senhores feudais. . Predomnio da Igreja romana e teocentrismo: A Igreja catlica era muito poderosa nesse tempo, podendo ser considerada a maior fora da Idade Mdia, mais que os reis e senhores feudais. Tudo nesse perodo era explicado atravs da religio, de Deus e a superstio era muito forte entre todas as pessoas. . Condenao do lucro e da usura (juros) pela Igreja: Um ponto importante da doutrina da Igreja nesse perodo era a condenao do lucro e da usura, que se tornaram empecilhos para o crescimento do artesanato e comrcio, tornando-se um ponto de conflito entre a Igreja e a burguesia que estava surgindo na Baixa Idade Mdia. Essa condenao do lucro e o fato de a produo no ser voltada para o comrcio eram empecilhos para o desenvolvimento da burguesia. 2. Crise e queda do feudalismo: . A Baixa Idade Mdia (XI-XV): Aps o fim das invases brbaras da Alta Idade Mdia, a populao na Europa comea a crescer, levando em seguida expanso do comrcio e ao surgimento das cidades, o que iria trazer grandes mudanas para a Europa. . Expanso do feudalismo: As inovaes tcnicas, o aumento da mo-de-obra e o fim das invases permitiram a produo de um excedente da produo nos senhorios que era vendido. Isso cria um certo comrcio e uma classe mercantil, que transportava e comercializava essa produo. Novas terras comeam a ser exploradas e o feudalismo se expande, surgindo grandes movimentos mercantis como o comrcio martimo e as Cruzadas, expanso do feudalismo europeu para o Oriente. . Feiras e burgos: Com o aumento do comrcio, surgem as feiras, lugar onde se vendia o excedente de produo dos senhorios. Elas logo cresceram e deixaram de ser temporrias para serem permanentes, virando cidades ou burgos. Os comerciantes e artesos que se estabeleciam nessa regio compravam as terras dos senhores e faziam burgos livres dos senhores feudais. Para l fugiriam os servos, reforando a produo dessas cidades. . Burguesia: O artesanato nas cidades se organizava atravs das corporaes de ofcio, que eram as unies hierarquizadas de artesos que faziam um mesmo produto. Os chefes dessas corporaes, mestres de ofcio, e os comerciantes se enquadram no perfil da nova classe que estava surgindo, a burguesia. . Crise do sculo XIV: Nesse sculo, uma grande crise de fome, peste e guerras assola a Europa matando um tero da sua populao. Essa crise ir acentuar as modificaes que j vinham ocorrendo no campo e, principalmente, ir acentuar a fuga de camponeses para as cidades. . Crise final do sistema: Com a fuga de servos para as cidades, a revolta de outros e a morte de mais camponeses com a peste e a fome, os senhores feudais entram em crise e muitos vo perder seus postos. As relaes no campo na Europa Ocidental no vo mais se basear na servido. Era a decadncia do feudalismo e o fim da Idade Mdia.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 2 - A formao dos estados nacionais, enfoque sobre Portugal 1. A formao dos estados nacionais, caractersticas gerais: . Acordo entre nobreza, clero e burguesia: Com o enfraquecimento da classe feudal os senhores de terra , as monarquias vo conseguir se fortalecer no panorama europeu. As novas monarquias so chamadas de absolutas, caractersticas da Era Moderna na Europa (sculos XV-XVIII). Essa monarquia onde aparentemente o rei tem todo o poder do Estado , na verdade, um Estado com a preponderncia do clero e da nobreza, tendo tambm a presena importante da burguesia. . Mercado nacional unificado: Interessa ao comrcio e produo dos burgos um estado nacional onde no se precise pagar taxas para atravessar os senhorios (como acontecia na Idade Mdia), onde os pesos e medidas sejam os mesmos em todo o territrio nacional e a moeda seja a mesma em todo o reino. Tudo isso cumprido no novo estado que est surgindo. O mercado nacional unificado pelos interesses do comrcio e da produo da burguesia. . Lngua nacional: nesse mesmo perodo que surgem as lnguas nacionais europias. Elas so importantes para que todos no pas se entendam na fala e na escrita e o Estado se faa presente em todo o territrio com uma lngua comum. O surgimento das lnguas nacionais marcado pela publicao de grandes obras literrias nacionais. . Reduo do poder da Igreja e do papa: Se durante a Idade Mdia, o poder do papa se fazia presente em toda a Europa fragmentada em pequenos senhorios, agora na Era Moderna, o poder papal encontrar dificuldade de se impor diante de poderosos estados nacionais. H diversos conflitos entre a Igreja e os Estados recm-surgidos. . Casos particulares: Apesar de haver caractersticas gerais ao surgimento dessa nova forma de organizao poltica, o estado nacional, cada pas se unificou em condies especficas: A Espanha se unificou pela luta de vrias casas de nobreza contra os muulmanos na pennsula ibrica, a chamada guerra de Reconquista. No final do conflito, o rei de Arago se casou com a rainha de Castela unificando o territrio; a Frana fortaleceu a sua monarquia e o seu exrcito com a guerra dos cem anos contra a Inglaterra; a Inglaterra teve a especificidade de manter forte os poderes regionais atravs do parlamento durante a Idade Mdia, que no era completamente submisso ao rei; Itlia e Alemanha no conseguiram se unificar, s o fazendo no sculo XIX, j no contexto das revolues burguesas. 2. A unificao de Portugal: . Uma regio voltada para o mar: Tambm dominada pelos mouros muulmanos ibricos assim como a Espanha, Portugal surgiu na luta de Reconquista contra os mouros, que chegaram na pennsula no sculo VIII. Desde cedo, Portugal mostrou uma forte tendncia para a pesca e o comrcio, visto que era o entreposto martimo entre as duas principais regies de comrcio da Europa, as cidades italianas e Flandres. Assim, conseguiu se organizar facilmente para a expulso dos mouros. No sculo XII, todos j tinham sido expulsos da regio, diferentemente da Espanha que s expulsou os ltimos muulmanos do seu territrio em 1492. . Feudalismo diferente, centralizado: O condado Portucalense surge como um estado vassalo de Castela, tornando-se independente em 1139. Portugal se caracterizava no incio por ter um feudalismo muito centralizado, diferente de outros feudalismos na Europa. O rei tinha mais poder do que em outras regies da Europa, o feudalismo iria acabar no pas com a Revoluo de Avis de 1385. . Decadncia do feudalismo em Portugal: O rei era forte em Portugal e, opondo-se aos senhores feudais, faz um amplo incentivo fuga dos servos e tambm a criao das feiras de comrcio. Os senhores feudais vo se enfraquecer e desesperadamente tentam se aliar a Castela para manter o poder sobre os senhorios. Isso detona a guerra que trar a formao do moderno estado portugus, a chamada Revoluo de Avis. . Revoluo de Avis: Em uma disputa dinstica, dois postulantes ao trono se confrontam em uma guerra. A casa de Borgonha era aliada aos senhores feudais portugueses e ao poderoso reino de Castela. Do outro lado, Dom Joo da casa de Avis, aliado dos comerciantes portugueses, dos pescadores e mestres de ofcio. A vitria de Dom Joo I e marca o fim do feudalismo em Portugal e o incio do estado nacional monrquico portugus. Com essa unificao adiantada do pas, os lusitanos sero o primeiro povo a navegar pelos oceanos em busca de riqueza. Nesse momento, Portugal uma das regies mais avanadas comercialmente da Europa, sendo o primeiro Estado a se unificar de fato.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 3 - O Estado moderno: absolutismo e mercantilismo 1. Apresentao: A poca moderna um perodo de transio entre o feudalismo medieval para o capitalismo contemporneo. Apesar de formas de trabalho semelhantes servido continuarem comuns no campo, existe uma burguesia mercantil e manufatureira com certo poder. Em funo desse quadro social complexo em que coexistem burguesia e nobreza, existe uma forma prpria de Estado, o estado absolutista e uma teoria e poltica econmica de forte interveno do Estado tambm restrita a esse perodo histrico, o mercantilismo. 2. O Absolutismo: . Conceituao: O nome absolutismo d a falsa idia de que o rei tem poderes absolutos, totais. Na verdade, o rei serve como um ponto de equilbrio entre os conflitos existentes entre as classes sociais daquela sociedade burguesia, nobreza e campesinato. Em funo desse quadro contrastante, o rei representava o poder que terminaria com todos os conflitos. Na verdade, o rei tinha que jogar com as presses desses grupos sociais. A classe hegemnica daquele meio, no entanto, era a classe que se sustentava a partir do controle da terra, ou melhor, a nobreza e o clero. .Antigo regime: o nome dado ao regime absolutista pelos iluministas do sculo XVIII de uma forma pejorativa. Na histria sinnimo de monarquia absoluta ou absolutismo. . Tericos do absolutismo: O poder absoluto era legitimado atravs de discursos. Esses discursos foram importantssimos para que o regime se consolidasse e fosse aceito por todos. As principais teorias so: . O Direito divino dos reis: Le Bret, Bodin e Bossuet so tericos franceses que afirmam que os reis tm uma origem divina e por isso tm a legitimidade para governar. Essa a principal base de sustentao terica do regime absolutista. Portanto, a figura do rei nos tempos modernos sagrada. . O Leviat: Hobbes afirma que o homem o lobo do homem e sem um governo forte e coercitivo, o homem pode se destruir. Diante dessa animalidade humana, necessrio um governo forte na mo de um rei. . Maquiavel: Esse autor escreveu o livro O Prncipe mostrando como os reis italianos de seu tempo agiam, como eram anti-ticos e arbitrrios, mostra como eram os regimes absolutistas de seu tempo. 3. Mercantilismo . O que : a teoria e a prtica econmica dos estados modernos, das monarquias absolutas. Tem como caracterstica fundamental a interveno do Estado na economia para o fomento da riqueza nacional. Pressupe que a riqueza no se reproduz, ela limitada na natureza, por isso os estados europeus vo ter longas e numerosas guerras para ter essa riqueza. Essas medidas tm o objetivo tambm de fortalecer o poder dos ainda fracos Estados nascentes. Existem ainda aspectos especficos do mercantilismo: . Metalismo ou bulionismo: o fator maior do sistema mercantilista que vai explicar todas as outras caractersticas desse sistema. Pensava-se na poca que toda a riqueza do mundo estava nas pedras preciosas e outras riquezas naturais, principalmente o ouro e a prata. A riqueza de um pas media em quanto ouro e prata havia em seu territrio. Diante disso, os pases europeus restringem a sada de ouro e prata dos seus territrios, tentando trazer o mximo desses metais para dentro se suas fronteiras. . Balana comercial favorvel: Os pases europeus traaram vrias formas de se conseguir essa riqueza em metais. Com a balana comercial favorvel, exportando-se mais do que se importava, o reina adquiria metais de outros reinos. Todos os pases europeus tentavam manter esse saldo positivo na balana. . Colonialismo: Consistia na aquisio matrias-primas de alto valor, ouro e prata nas colnias no ultramar e a venda de produtos manufaturados para estas regies. Era mais uma forma de enriquecimento. . Industrialismo: Era o fomento da produo de manufaturas, principalmente para exportao, objetivando uma balana favorvel. Essa uma caracterstica mais tardia do mercantilismo, dos sculos XVII e XVIII. As unidades fabris desse perodo no so as mesmas da Revoluo Industrial, so manufaturas. . Populacionismo: O poder de uma nao tambm era medido pela populao que havia no reino. Isso porque a populao mostrava o tamanho do exrcito que o pas podia montar e a produo de alimentos e manufaturas que esse pas podia ter, especialmente em perodos de guerra. . Contraste com o liberalismo: A teoria econmica que surge no final do sculo XVIII e consolida-se no sculo XIX, o liberalismo, nasce da crtica dessas prticas mercantilistas. O liberalismo defende a no interveno do Estado na economia, j que as leis naturais do mercado regulariam automaticamente a economia.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 4 - O Renascimento 1. Renascimento, conceituao: . O que foi: Foi a efervescncia artstica e cultural vivida nos sculos XV e XVI na Europa Ocidental que marca o incio da Era Moderna e o nascimento do universo burgus, especificamente em sua face cultural. No Renascimento, fica claro o rompimento com a Idade Mdia em grande parte de seus elementos. , sobretudo, a exposio do universo e dos valores da nova classe emergente, a burguesia. . Quando e onde: O Renascimento foi um movimento restrito Europa Ocidental catlica. Seu epicentro foi certamente a Itlia e de modo mais especfico, a cidade de Florena. Desde o meio da Baixa Idade Mdia j se via um florescimento das artes e da cultura, mas isso tomou uma forma ampla mesmo apenas no sculo XV. A partir deste momento ela sair da Itlia e ganhar todo o espao da Europa Ocidental. 2. Elementos do Renascimento: . Estudo dos clssicos greco-romanos: Um dos elementos que sublinham o afastamento com a Idade Mdia a visitao dos textos e livros clssicos da Antiga Grcia e do Imprio Romano. Reliam-se os textos polticos, admirava-se a arte daqueles povos e os seus conhecimentos sobre a natureza e o mundo. Inclusive a religio pag desses povos antigos traz interesse, mas o catolicismo no chega a perder fora diante disto. . Humanismo: Ao contrrio do extremo peso que tinha a Igreja e Deus na cultura medieval, agora a ateno voltada para o homem. Este, agora, constri o seu mundo, o homem pode construir o seu conhecimento, conhecimento que pode modificar o mundo. O prprio conhecimento e as aes do homem na Terra no se justificam mais unicamente por Deus. Fala-se de um antropocentrismo o homem no centro de tudo moderno ante um teocentrismo medieval. . O indivduo e a razo: A noo individual do mundo passa a ser valorizada contra uma viso mais comunal ou religiosa, caracterstica da Idade Mdia. E esse indivduo usa a razo para compreender o mundo. A razo, durante a Idade Mdia, era menos importante do que a f, era submissa a esta. . Avano do conhecimento e da tcnica: Surge nesse perodo a origem do que depois ser chamado de cincia. A razo agora ser valorizada, mas ainda no ser mais importante do que a f. O conhecimento racional das coisas comea a ganhar corpo para depois triunfar no Iluminismo no XVIII. Durante o Renascimento e os sculos seguintes, constata-se um grande avano de todos os campos do conhecimento e da tcnica. . As artes: De forma bem ampla, as artes vo ser renovadas. Novas tcnicas, novas formas de se fazer arte e tambm novos elementos artsticos sero introduzidos enriquecendo e diversificando bastante o campo das artes na Europa. As artes vo ser financiadas pelos mecenas, homens ricos burgueses ou nobres que patrocinavam os artistas para que estes fizessem as suas obras de arte. Com esse financiamento, surgem alguns artistas profissionais, o que antes no existia. Essa arte, porm, no voltada para as massas, mas para uma pequena elite apenas. . A imprensa, as lnguas e as grandes obras literrias: Um grande avano tcnico do perodo a inveno da imprensa. Com ela, as obras literrias sero difundidas mais rapidamente, haver um pequeno impulso para a reduo do analfabetismo, mas a maioria da populao europia ainda continuar analfabeta. Nesse momento surgiro as lnguas nacionais, principalmente a partir de grandes obras literrias nacionais. Cada pas que se unifica e ganha a sua lngua prpria, tendo tambm a sua prpria obra-me. Assim, Os Lusadas de Lus de Cames tido como a certido de nascimento da lngua portuguesa, junto com outros escritos portugueses do mesmo perodo. O Dom Quixote de Miguel de Cervantes a principal obra espanhola do perodo e um marco para a fundao do idioma castelhano. A Utopia de Thomas Morus e as obras de Shakespeare so marcos fundantes da lngua inglesa e assim por diante. . O elitismo do Renascimento: Vale lembrar que nessa poca poucos eram os que sabiam ler e tambm eram poucos os que tinham acesso arte. Essa arte que surge no Renascimento era fortemente elitista, poucos tinham acesso a esta arte e poucos tambm podiam entend-la.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 5 - A Amrica pr-colombiana e a colonizao da Amrica 1. A Amrica Pr-colombiana: Diversidade: A Amrica, antes da chegada dos europeus em 1492, era densamente habitada. Estima-se entre 80 a 100 milhes o nmero de habitantes do continente naquele perodo. Havia grupos em vrios estgios de desenvolvimento, desde grupos semi-nmades que usavam a agricultura de maneira no generalizada como os ndios encontrados no Brasil at as grandes civilizaes Inca, Asteca e Maia. Os maias tinham como organizao a cidade-estado e desapareceram como civilizao antes da chegada dos europeus. Os incas e astecas se organizavam em grandiosos imprios onde hoje ficam aproximadamente o Peru e o Mxico. Ambas civilizaes foram destrudas pelos espanhis. 2. A conquista e a colonizao: . O Genocdio: Se existiam por volta de 100 milhes de habitantes na Amrica no final do sculo XV, no final do sculo XVI, os indgenas no passavam de 10 milhes devido conquista europia. Foi o maior genocdio da Histria. As duas grandes civilizaes foram dominadas e seus complexos sistemas produtivo e poltico foram tomados pelos espanhis. Milhes de ndios foram escravizados pelos conquistadores. A violncia da invaso fez tambm minguar e at fez desaparecer as culturas desses povos. . Traos gerais das colonizaes: Todas as dominaes feitas pelos diversos povos europeus foram marcadas pela extrema violncia dos brancos e pelo objetivo maior da colonizao, o enriquecimento dos conquistadores e de seus pases de origem. . O Colonialismo: A colonizao da Amrica se deu dentro do quadro do mercantilismo europeu, ela buscava o enriquecimento da nao de origem. A colnia deveria se especializar na produo de produtos primrios de alto valor no mercado europeu, como o ouro, a prata, o acar, o tabaco, o algodo, o cacau, etc. Esses produtos s podiam ser vendidos para a metrpole colonizadora o exclusivo comercial que revenderia os mesmos produtos no mercado europeu. A metrpole vendia tambm produtos manufaturados do reino para as colnias e estas eram proibidas de produzir qualquer artigo que concorresse com a produo metropolitana. Tambm importante era o comrcio de mo-de-obra, o trfico de escravos africanos e indgenas que davam tanto lucro aos comerciantes metropolitanos e locais. Esses princpios norteavam todas as colonizaes na Amrica, com a exceo de regies conquistadas mas no colonizadas, como o Norte das treze colnias inglesas e outras poucas regies da Amrica. . A colonizao espanhola: Segundo o Tratado de Tordesilhas de 1494 que em seguida no foi respeitado a Espanha ficaria com a maior parte do continente americano. Os espanhis foram o primeiro povo europeu a chegar nas novas terras, o primeiro a achar grandes riquezas e a iniciar a colonizao no incio do XVI. Logo, foi descoberto ouro no Mxico asteca e prata em grande quantidade no Imprio Inca, regies do atual Peru e Bolvia. Fez-se uma grande empreitada mineradora, usando-se mo-de-obra compulsria (obrigatria) indgena, seguindo formas de trabalho que existiam na regio antes da chegada dos europeus. Outras reas da Amrica hispnica se especializaram na pecuria, agricultura e atividade porturia em funo daquelas reas mineradoras. . Colonizao portuguesa: Um pouco mais tardia que a espanhola, foi especializada na produo de produtos agrcolas, como a cana-de-acar e derivados na costa Nordeste do Brasil atual, utilizando-se do trabalho escravo indgena e africano. No XVIII, houve forte minerao de ouro e diamante no interior do territrio, com a utilizao do mesmo tipo de mo-de-obra. . Colonizao francesa: Mais atrasada, deu-se em regies teoricamente j dominadas pelas potncias ibricas, como Quebec (leste do Canad atual), Louisiana (atual regio dos EUA), na costa portuguesa fundando cidades como o Rio de Janeiro e So Luiz depois reconquistadas pelos portugueses , no Haiti e outras localidades. No sculo XVIII, desenvolveu uma poderosa produo escrava aucareira no Haiti. . Colonizao inglesa: A mais tardia, deu-se apenas no sculo XVII, majoritariamente na costa Leste da Amrica do Norte. Na faixa Sul do territrio, desenvolveu-se a colonizao de fato com grandes propriedades e trabalho escravo que produziam tabaco, acar e outros produtos para exportao. No Norte do territrio, no h colonialismo ou pacto colonial , h apenas uma faixa livre de terra para onde perseguidos religiosos e polticos de toda a Europa fugiam. L, eles se estabeleciam gratuitamente em pequenas propriedades. . Colonizao holandesa: De menor importncia, estabeleceu territrios nas Antilhas e no Norte da Amrica do Sul o atual Suriname principalmente com produo de cana-de-acar. Muito importante tambm foi a ocupao holandesa no Nordeste da Amrica portuguesa de 1630 a 1654.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 7 As Reformas religiosas 1. Introduo: . Conceituao e contextualizao: As reformas religiosas ocorreram no sculo XVI na Europa e tm certa diversidade. Trata-se de um grande movimento, mltiplo, de contestao da velha religio catlica em sua forma medieval. Este movimento adequou a religio aos novos tempos, nova sociedade que emergia nos tempos modernos com a marcada presena da burguesia. O velho catolicismo feudal, do dzimo obrigatrio, das missas em latim, da condenao da usura e do grande lucro no davam mais conta dos interesses e modo de vida dessa classe ascendente, a burguesia, e de toda nova vida material existente na Europa Ocidental. 2. A reforma protestante: . Crticas Igreja: A primeira reforma e a detonante de todas as outras, a reforma luterana, parte de uma crtica interna na Igreja. As crticas de Martim Lutero se dirigiam corrupo do clero, ao enriquecimento da Igreja, venda de indulgncias uma forma de perdo religioso e de outros artigos religiosos diversos, inclusive terrenos no cu. Criticava-se tambm a condenao feita pela Igreja aos juros, ao lucro e a outras prticas dos comerciantes e burgueses em geral. . O Luteranismo: Lutero, um monge alemo da Igreja, faz essa srie de crticas a esta em 1517, tornandose logo um inimigo dela at ser excomungado. Ele defendia que a Bblia fosse traduzida nas lnguas nacionais e no fosse s em latim como era at ento, defendia a salvao pela f e condenava o excesso dos ritos catlicos. Consegue uma legio de seguidores na Alemanha, dentre camponeses, comerciantes e prncipes. Os camponeses alemes interpretam os ensinamentos luteranos como palavras de libertao contra a opresso senhorial e fazem uma revolta. So massacrados pelos prncipes alemes com o apoio de Lutero. . Calvinismo: Calvino um suo seguidor de Lutero, ele reformula as palavras deste, dando origem a outra seita protestante em seguida, surgiro vrias destas. Cria a teoria da predestinao, onde o homem j nasce com um destino certo aps a morte escolhido por Deus, certo j se ele ir para o inferno ou o paraso. . Expanso e guerras: O protestantismo rapidamente se expandiu a partir da Alemanha e da Sua, passando a ser a religio dominante do Norte da Europa. Essa expanso levou a vrias guerras entre catlicos e protestantes entre os pases europeus e tambm dentro desses pases. 3. A Reforma Anglicana: . Uma religio nacional: O rei da Inglaterra nunca teve muito poder em seu pas devido fora da nobreza representada no parlamento, existente desde a Idade Mdia. Henrique VIII, rei ingls, resolve nacionalizar em nome da Coroa todas as propriedades da Igreja catlica no pas, sendo apoiado pelo Parlamento. Vrios sacerdotes catlicos foram mortos e a Igreja Catlica passa a ser Igreja Anglicana em 1534, onde o rei era o chefe supremo da mesma. A Coroa fica com as enormes propriedades rurais catlicas em seu pas, vendendo e alugando essas terras. Isso leva a um grande incremento do poder real no pas. 4. A Reforma Catlica ou Contra-Reforma: . Planejamento do contra-ataque: A Igreja Catlica no ficou parada ao ver seu poder sendo atacado. Convocou o Conclio de Trento (1545-1563) que reformulou a Igreja Catlica, preparando o contra-ataque ao protestantismo. Vrias so as mudanas e medidas desse Conclio. . Fatores da Contra-Reforma: A prpria Igreja Catlica se reformou, adequando-se aos novos tempos e nova sociedade europia. Muitas das crticas luteranas feitas Igreja foram admitidas pela hierarquia catlica e decises foram tomadas a respeito. Criticava-se que muitos padres no estavam preparados para exercer a funo e s viravam padres as pessoas com maior projeo social. Foram criados ento os seminrios, onde os padres iriam ser preparados para exercer a funo. Foi instalado nos pases majoritariamente catlicos Portugal, Espanha, Itlia, Frana e outros o Tribunal do Santo Ofcio, a Inquisio, que perseguia os hereges, os judeus, protestantes e outros, condenando-os a punies diversas. Foi criado o ndice, lista de livros proibidos que deveriam ser queimados nos pases catlicos. Foi criada a Ordem dos Jesutas que tinha o objetivo de propagar a f catlica pelo mundo. Estes foram muito importantes na Amrica portuguesa e espanhola, sendo donos de fazendas, usavam largamente o trabalho compulsrio indgena em misses e fazendas e tinham a funo de educar os filhos da elite colonial. A dureza das decises do Conclio levou judeus estabelecidos em Portugal e Espanha a fugirem para pases com religio livre como os Pases Baixos ou a virar cristos novos nesses pases.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 8 - As revolues inglesas do sculo XVII 1. Conceituao da Revoluo inglesa: . O que foi: A Revoluo inglesa ou revolues do sculo XVII se deu entre 1640 a 1688 e marca o fim do regime absolutista na Inglaterra. o primeiro grande pas europeu a dar fim monarquia absoluta. No toa, ser o primeiro pas industrializado do mundo e a maior potncia do sculo XIX. Vejamos atravs do desenvolvimento do pas desde o fim da Idade Mdia porque isso ocorreu primeiramente na Gr-Bretanha. 2. A mercantilizao da sociedade, do sculo XIII ao sculo XVII: . A Magna Carta e o parlamento: Desde a Baixa Idade Mdia, a nobreza britnica no aceita facilmente a centralizao do poder na Coroa. Atravs da Magna Carta de 1215, os nobres ingleses exigem que se crie um parlamento que, depois, no sculo XIV ser dividido entre Cmara dos Lordes e Cmara dos Comuns para limitar o poder real. . A criao de ovelhas e os cercamentos: A partir do sculo XIV, a Inglaterra passa a ser um grande criadouro de ovelhas para exportao de l para a Holanda. Para tal, expulsam-se os camponeses de suas terras e transformam-se propriedades coletivas em privadas pertencentes aos nobres , so os cercamentos. Os camponeses sem terra passam a trabalhar por salrios ou a arrendar (alugar) terras de proprietrios. Os camponeses perdem o controle das terras e estas passam a ser propriedades privadas comercializveis. importante ressaltar a violncia desse processo com os camponeses. Estes fizeram vrias revoltas massacradas duramente pelo Estado. Muitos acabaram virando desocupados sem terra. . As manufaturas: Aos poucos se desenvolveram tambm nessas reas rurais manufaturas de l e, em menor escala, de outros produtos. Utilizavam essa mo-de-obra ociosa do campo expulsa pelos processos de cercamentos. Existiam, inclusive, leis que obrigavam essas pessoas desocupadas a trabalhar em regime semiescravo nas manufaturas dessa burguesia agrria que tinha seus rendimentos principais do arrendamento da terra. . A Guerra das duas rosas e o absolutismo: Esta guerra (1455-85) foi a luta de duas casas de nobres pelo controle da monarquia, que estava sem herdeiros. Ao final da guerra, a nobreza estava enfraquecida e o rei detinha grande poder, formando-se o absolutismo ingls com Henrique VIII, Elizabeth I e outros. . A reforma anglicana: Henrique VIII s pode dar o golpe da Reforma anglicana porque passava por uma conjuntura de centralizao do poder no rei. Essa Reforma ajudou a introduo do capitalismo no campo, com a venda e arrendamento das terras da Igreja confiscadas pelo Estado. Este processo j estava em curso com os cercamentos e arrendamentos. No entanto, o anglicanismo no foi a nica religio que surgiu na Gr-Bretanha no perodo, vrias seitas protestantes - chamados em conjunto de puritanos - surgem na ilha nesse instante, opondo-se aos anglicanos. 3. Etapas das Revolues inglesas: . Revoluo puritana (1642-49): O reinado de Carlos I (1625-49) foi de forte perseguio aos puritanos e acmulo de poder real. O parlamento, os puritanos e a burguesia rural os que exploravam a terra buscando lucro juntaram-se contra o rei e seus cavaleiros e venceram. . Protetorado de Cromwell (1649-1658): O lder dos parlamentares, Oliver Cromwell, instaurou uma ditadura marcada pelas prticas mercantilistas atravs dos Atos de Navegao. Colonizou-se a Jamaica e incentivou-se a marinha mercante, dando grande fora ao comrcio britnico. . Perodo a restaurao monrquica (1660-1688): Com a morte de Cromwell, os reis voltaram a governar a Inglaterra convidados pelo Parlamento. No entanto, o rei Jaime II tentou novamente o absolutismo e as Cmaras reagiram. O rei foi expulso do pas sem ser preciso derramamento de sangue. Nesse perodo, foi institudo o habeas corpus no pas, instrumento jurdico que defende o indivduo contra o poder arbitrrio do Estado. . Revoluo Gloriosa (1688): Jaime II foi expulso do pas e Guilherme de Orange foi convidado a ser rei da Inglaterra, tendo antes que assinar um juramento, a Declarao de Direitos, onde o poder do rei era quase nulo e o Parlamento governava. .Concluso: A partir de 1688 no h absolutismo na Inglaterra, o poder poltico est concentrado no Parlamento e a sociedade, fortemente mercantilizada, faz seu rumo em direo industrializao.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 9 - A Revoluo Cientfica do sculo XVII e o Iluminismo setecentista 1. Introduo: . A cincia: Pode-se dizer que a Cincia como ela mais ou menos hoje surgiu na Europa do sculo XVII, principalmente com os trabalhos de Galileu, Descartes e Newton. Trata-se de uma forma de pensar nova, baseada na relao de conhecimento entre sujeito e objeto e tem como primado central o uso da razo. . O Iluminismo ou Ilustrao: Foi um movimento de pensadores do XVIII herdeiros de Descartes e que defendiam a liberdade, o racionalismo, o progresso do homem, o fim do absolutismo e o anticlericalismo. O movimento iluminista mais conhecido o francs, mas h iluministas em outros pases. Foi importantssimo, pois deu embasamento terico s revolues burguesas e todo o mundo burgus do sculo XIX. 2. O surgimento da cincia moderna: . O mtodo cientfico: O sculo XVII marcado pelo surgimento do mtodo cientfico e, por conseqncia, da prpria cincia. Condenava-se a tradio e todas as formas de conhecimento no racionais. Descartes foi o principal nome nesse assunto. Ele criou o modelo de cincia com a relao de sujeito com o objeto. Ainda, a nova cincia deveria ser experimental, ou melhor, comprovar-se com o experimento. . O avano cientfico: Estudos feitos no sculo XVI e XVII ajudaram a institucionalizar essa nova forma de conhecimento. Importantssimos so os estudos de Galileu sobre a astronomia e a gravidade. A consolidao dessas teorias se d com Newton e as leis da fsica. 3. A Ilustrao: . Quadro geral: O Iluminismo pode ser considerado uma viso especfica da burguesia sobre a realidade, ou melhor, trata-se de uma ideologia burguesa. Das obras dos autores da Ilustrao, importantes so os escritos sobre poltica: falam do quadro poltico daquele perodo e sobre a forma ideal de governo. O que se pregava para a Frana da poca era a revoluo para que se findasse o absolutismo no pas como ele acabou na Inglaterra. Alguns filsofos ganharam grande destaque nesse perodo. . Locke e a Revoluo Gloriosa: John Locke, que pode ser considerado um precursor da Ilustrao dos setecentos, foi um pensador ingls do sculo XVII que escreveu seu principal livro, o Tratado do Governo Civil, logo aps a Revoluo Gloriosa na Inglaterra de 1688, legitimando-a. Ele dizia que todo povo tinha direito de escolher seu governante sendo a revoluo seria legtima em casos de mau governo, dizia tambm que as principais funes do Estado deveriam ser a defesa da propriedade privada e das liberdades individuais. Este o liberalismo poltico que influenciou bastante os iluministas franceses. . Voltaire: Escreveu as Cartas Inglesas, obra que no pode ser chamada de um estudo terico, mas um panfleto contra o absolutismo francs. Era profundamente anticlerical e anti-absolutista. . Montesquieu: Para este filsofo, cada povo tem o governo que lhe cabe, isto est claro em sua obra O Esprito das Leis. Dizia que o absolutismo na Frana no condizia com o anseio do povo francs, que queria um regime constitucional. Defendia, baseando-se em Locke, o Estado em trs esferas: Executivo, Legislativo e Judicirio, cada poder limitaria o outro para que assim no houvesse tirania de um desses poderes. . Rousseau: Diferente dos outros filsofos, no consenso de que se trata de um pensador iluminista, muitos o situam na corrente do Romantismo. Defendia a democracia total com votos de todos, diferentemente dos outros pensadores ilustrados. Dizia que a propriedade era a origem de toda a desigualdade e sofrimento dos homens no seu livro O Contrato Social. Esta propriedade acabou com o estado de natureza humana onde reinaria a paz e a solidariedade. . Enciclopedistas: DAlembert e Diderot com o auxlio de outros filsofos empreenderam esse grande esforo, compilar todo o conhecimento racional humano em uma grande obra, a Enciclopdia. . Fisiocratas: So tericos da economia que questionam o mercantilismo, defendendo a no interferncia do Estado na economia laissez-faire, laissez-passer. Para esses pensadores, sobretudo franceses, s gera valor que produzido na agropecuria. Eles defendem que a economia regida por leis naturais. . Adam Smith e os liberais: Adam Smith um iluminista, mas tambm o pai fundador do liberalismo na economia. O liberalismo econmico ser uma doutrina hegemnica no XIX. Assim como os fisiocratas, ele era crtico do mercantilismo e favorvel no-interveno estatal na economia nacional. Todo a riqueza, para Smith vinha do trabalho e no do ouro e prata ou da agricultura. Dizia que os homens em um mpeto individualista produziam para a sociedade e essa produo se auto-regulava pela mo invisvel da economia, a lei a oferta e da demanda. Assim, a liberdade econmica geraria a prosperidade.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 10 - O Absolutismo ilustrado ou despotismo esclarecido 1. Aspectos gerais: . Conceituao: Foi a prtica poltica de alguns reis da periferia europia na segunda metade do sculo XVIII de utilizar em seus governos idias e ideais iluministas, com o objetivo de dinamizar e modernizar a estrutura do Estado alm de dar uma imagem mais progressista ao reino. . Objetivos: O objetivo dessa prtica que estes pases se tornassem to desenvolvidos quanto as potncias europias do perodo: Inglaterra e Frana. Pretendia fomentar a burguesia nacional e reafirmar o poder monrquico. Apesar de esclarecido, o absolutismo persiste e os objetivos, em geral, no foram atingidos. . Como: O mtodo para se atingir esse fim era o reforo do mercantilismo. Assim, fiscalismo, balana favorvel, metalismo, fomento do comrcio so caractersticas das prticas dos dspotas esclarecidos. . Traos gerais: Apesar de se diferenciar razoavelmente de pas para pas, o absolutismo ilustrado tinha certas caractersticas gerais, que eram: a racionalizao da administrao pblica, os conflitos com a Igreja Catlica no caso da Rssia com a Igreja ortodoxa , a modernizao do exrcito, o fomento da economia atravs de prticas mercantilistas e o aumento das liberdades individuais, com muitos limites. 2. Casos particulares: . A importncia dos casos particulares: importante conhecer os casos isolados, pois estas reformas trouxeram grandes mudanas a estes pases e s suas colnias. Por exemplo, as reformas bourbnicas na Espanha vo ser importantssimas para o processo de independncia das colnias hispano-americanas e as reformas pombalinas em Portugal vo transformar a colonizao na Amrica portuguesa. . Prssia: As reformas ocorreram, sobretudo, com Frederico II (1740-1786) que imps as seguintes medidas: concedeu liberdade de expresso populao, liberdade religiosa e, principalmente, instituiu uma ampla rede escolar na Prssia, que fez do pas um dos melhores do mundo em termos de educao bsica. Essa escolarizao vai ser muito importante no futuro, na industrializao alem, pois o pas vai ter disponvel uma ampla mo-de-obra especializada. A escolarizao tambm ser importante para o exrcito prussiano o mais organizado, eficiente e nacionalista da Europa que ao longo do sculo XIX ir unificar a Alemanha. Vale lembrar que as medidas de liberdade podiam ser e foram revogadas de acordo com o interesse do monarca. Portanto, os benefcios de liberdade individual no se estenderam por muito tempo. . ustria: Jos II (1780-90) imps uma forte centralizao administrativa, acabou com a servido em seu pas, deu liberdade religiosa e igualdade jurdica aos cidados, expulsando ainda os jesutas do territrio austraco. O resultado disto tudo foi um enorme aumento do poder real. Novamente, as reformas eram revogveis e no uma conquista perptua da populao, mas um simples exerccio provisrio do poder real. . Rssia: Pedro, o Grande na primeira metade do sculo XVIII j pode ser considerado um monarca absoluto ilustrado por suas reformas modernizantes, mas Catarina II (1762-94) quem empreende as maiores reformas iluministas bem maneira particular russa. Ao contrrio de Jos II, ela no acaba com a servido, mas a reafirma, nacionaliza e doa as terras da Igreja ortodoxa russa aos nobres e incentiva-os a manter o trabalho servil, sobretaxa os servos e camponeses livres e expande territorialmente o Imprio Russo. Isso tudo vai criar o enorme e arcaico Imprio servil que chega a ir da Polnia ao Alasca. A servido se manter at 1861. . Espanha: No reinado de Carlos III (1759-1788), o ministro Aranda teve grande peso no que ficaram conhecidas como as reformas bourbnicas. Assim como Portugal, o grande foco das reformas foi a colonizao na Amrica, esta foi completamente reformulada. Os jesutas foram expulsos da Espanha e da Amrica espanhola. Novas medidas fiscalistas conseguiram diminuir bastante o contrabando, que era gigantesco antes das reformas. Isso atrapalhou a vida dos colonos que tinham vantagens em comerciar ilegalmente com os britnicos e outras medidas endureceram a colonizao, desagradando as elites criollas no Novo mundo. Isso vai levar a um carter de revolta dessas elites, que comeam a formular as independncias. . Portugal: Durante o reinado de Jos I (1750-77) o ministro Marqus de Pombal ganha uma projeo nacional muito forte e se torna uma figura central na administrao do Estado, principalmente a partir da reconstruo de Lisboa, abalada pelo terremoto de 1755. Assim como a Espanha, ele vai reformular a colonizao portuguesa no ultramar. A capital do Brasil muda em 1763 de Salvador para o Rio de Janeiro, mais prximo das minas de ouro. Os jesutas so expulsos da metrpole e da colnia em 1759. O fiscalismo aumenta de modo absurdo, instituindo-se a derrama, que vai ser o motivo maior para a Inconfidncia mineira. Assim, os primeiros projetos de independncia na colnia vo surgir aps esse enrijecimento do colonialismo.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 11 - A independncia dos Estados Unidos da Amrica 1. Apresentao: A primeira coisa a se refletir sobre esse assunto a forma como ele geralmente exposto. Chama-se geralmente esse tema de Revoluo americana, h a um erro. No se trata de uma revoluo, pois este termo pressupe que haja uma mudana profunda na estrutura social existente com modificaes na economia, na poltica e cultura, o que no ocorre. O que h a independncia de uma regio da Amrica que se tinha tentado estabelecer um pacto colonial tardiamente. O novo pas cria uma forma relativamente nova de poder, baseada nos ideais iluministas. Tratava-se, porm, de uma democracia fortemente reduzida, com o predomnio dos grandes fazendeiros e sem o voto feminino e o voto dos escravos. Estes ltimos continuaram a existir aps a independncia. 2. A situao da Inglaterra e das colnias inglesas na Amrica: . A colonizao inglesa na Amrica: A Inglaterra s se estabelece no sculo XVII na Amrica, depois das outras potncias europias. So fundadas treze colnias na Amrica do Norte, a colnia da Jamaica e outras de menor importncia. A Jamaica e a regio Sul das treze colnias so colonizados nos moldes do colonialismo moderno. O Norte das treze colnias ficou como um espao livre para perseguidos religiosos e polticos ingleses e europeus. H terra livre para esses colonos e no h interferncia da Coroa britnica na regio. . As treze colnias nos sculos XVII e XVIII: Enquanto o Sul do territrio era colonizado nos moldes do colonialismo, com grandes plantations escravistas que produziam tabaco, arroz e acar para a exportao, o Norte recebia grande leva de perseguidos europeus. Essa regio ia desenvolver uma forte ordem de pequenas propriedades policultoras com trabalho livre e com certa urbanizao e comrcio. No incio do sculo XVIII no havia mais terras para os imigrantes. . A ruptura do no-pacto: No havia uma fiscalizao muito rgida em relao colnia por parte da metrpole e os impostos tambm eram poucos e baixos. No entanto, aps a Guerra dos Sete anos (1756-1763) entre a Inglaterra e a Frana, a Coroa britnica, fortemente endividada, passa a arrochar a situao da colnia. Ela estabelece um aparato fiscalista digno do colonialismo no Norte e no Sul. Essa ruptura de um no-pacto colonial cria revolta em toda a colnia. Eram as leis coercitivas como a lei do selo que previa o uso de selo real em todos os documentos que transitavam na colnia, a lei do acar que taxava o comrcio de acar das treze colnias com colnias no-britnicas, leis que impediam o contrabando e a interdio do avano das pequenas propriedades do Norte da colnia para reas mais adentro do territrio ou para o Canad. 3. A independncia e a organizao do novo Estado: . A organizao da resistncia: Desde as primeiras dcadas da colonizao, as questes pblicas dos cidados apenas os homens livres da colnia eram decididas em assemblias, isso um ponto importantssimo para a escolha posterior do regime republicano. A partir da dcada de 1760, organizam-se os Congressos continentais, reunies com representantes de cada uma das treze colnias. Com a consecuo das diversas leis coercitivas, a situao se radicaliza e os colonos decidem pela ruptura. Em 1776 declarada a independncia dos Estados Unidos da Amrica, o que d incio guerra de independncia. . A guerra: A Inglaterra envia tropas s treze colnias, mas os colonos contavam com a ajuda de uma coalizo que reunia Frana, Espanha, Rssia, Holanda, Dinamarca e Sucia. As tropas rebeldes, ento, vencem as tropas leais. assinado o tratado de Paris em 1783, onde a Gr-Bretanha admite a independncia dos EUA. . A formao do novo governo: A independncia no faz esconder os conflitos de idias que existiam entre sulistas e nortistas. Os nortistas desejavam um governo mais centralizado e os sulistas uma confederao, como nos tempos da guerra. Forma-se um pacto, cria-se uma federao presidencialista, onde cada Estado tem a sua Constituio prpria tendo que respeitar uma Constituio da Unio criada em 1787 com um lder mximo da nao, o presidente da Repblica. A organizao do poder se baseia nas idias de Montesquieu. A escravido mantida. No entanto, logo adiante o conflito entre Norte e Sul se tornar intolervel e ser decidido em uma guerra civil (1861-5) onde dois modelos de pas estaro em disputa.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aulas no 12 e 13 - A Revoluo industrial inglesa 1. Introduo: . O que foi: A Revoluo industrial foi a generalizao do modelo fabril pela Inglaterra que ocorreu no perodo de 1780 a 1840. Esse modelo fabril caracterizado pela conjugao do trabalho humano coletivo com o uso de mquinas. Diferentemente das manufaturas, onde as ferramentas pertenciam aos prprios trabalhadores, nas fbricas as mquinas pertencem ao industrial que emprega a mo-de-obra em regime assalariado. Mais importante que os avanos tcnicos desta revoluo so as conseqncias sociais que ela trouxe. . Conseqncias: A principal conseqncia da Revoluo Industrial , talvez, o surgimento da classe operria. Essa classe operria formada por ex-camponeses expulsos do campo pelo processo de capitalizao do campo ingls e tambm por ex-artesos que no podem mais competir com a produo dessas novas indstrias. Esses homens vo vender o nico bem que lhes resta, sua fora de trabalho ficando dependente de quem possui a fbrica e as mquinas, o industrial. Existe uma parcela de trabalho que no paga ao operrio, a mais-valia. . Expanso da Revoluo Industrial: Em diferentes dimenses, a Revoluo tcnica e social que se inicia na indstria txtil inglesa se estender a todos os campos. Primeiramente, outras indstrias e empresas na Inglaterra adotaro o modelo e a tecnologia das primeiras indstrias. A agricultura tambm passar por uma modernizao em decorrncia das mudanas nas fbricas. Ainda, a industrializao no ficar restrita Inglaterra, ela se espalha para outros pases no sculo XIX. 2. Por que a Revoluo Industrial correu na Inglaterra? . Transformaes no campo: As mudanas no campo ingls ocorridas principalmente do sculo XVI ao XVIII que levam concentrao das propriedades rurais em poucas mos e consolidao das figuras do arrendatrio e do assalariado rural vo ser determinantes para a Revoluo Industrial. Por um lado, aumentase a produo agrcola permitindo o aumento da populao. Ainda, gera-se uma classe rural consumidora dos bens produzidos nas cidades e liberada uma mo-de-obra do campo para as cidades no interior da Inglaterra. . Mercado interno e externo: S se criariam mquinas que fazem muito mais produtos que as pessoas em um modo de produo artesanal podem consumir porque havia uma forte demanda. Os tecidos de algodo tinham uma grande procura tanto na sociedade inglesa como em toda Europa e Amrica. Montou-se uma poderosa produo de algodo no Sul dos Estados Unidos que serviram de base para essa indstria. Os produtos de algodo produzidos industrialmente eram baratos, podendo ser consumidos por qualquer trabalhador livre. Tanto o mercado interno como o externo foram importantes para criar essa enorme demanda. . Onde: As indstrias no surgem na cidade de Londres, mas no interior da Inglaterra, onde h depsitos de carvo e ferro usados nas indstrias e onde h a populao que sai do campo sem emprego. . As mquinas: As mquinas da Revoluo Industrial so muito simples, utilizando-se de conhecimentos adquiridos no sculo XVII. Apenas em meados do sculo XIX, a produo cientfica ser voltada diretamente para a criao de tcnicas e tecnologia industriais. . A energia: Inicialmente as fbricas vo utilizar energia da combusto do carvo e energia hidrulica que, na verdade, no eram novidades. O carvo e o ferro sero explorados como nunca no interior do pas. 3. As conseqncias da Revoluo Industrial: . As idias: Em funo de uma nova nao industrial, surgir a escola clssica de economia que defende a no-interveno do Estado na economia e a liberalizao do comrcio atravs das baixas taxas de alfndega. So os liberais como Smith, Malthus e Ricardo. Ora, em um momento em que a Inglaterra a oficina do mundo, muito favorvel a este pas uma poltica universal de no interveno na economia e baixas taxas alfandegrias, o que abriria todos os mercados para os produtos industriais ingleses. Assim, a Gr-Bretanha permaneceria sendo a nica nao industrializada do planeta. De fato, neste momento toma forma a Diviso Internacional do Trabalho, onde alguns pases so especializados na produo de bens industriais neste momento apenas a Inglaterra e outros se especializam na produo de bens primrios. . A emergncia do capital industrial: Com a consolidao das fbricas, fortalecem-se os industriais tambm chamados de burguesia industrial , logo superando em riqueza e poder as classes proprietrias deterras e os grandes comerciantes. Eles formaro a classe hegemnica da sociedade inglesa e, logo, iro dominar a poltica daquele pas. . As condies de trabalho: Os trabalhadores nas indstrias e minas viviam em condies de superexplorao. No havia qualquer regulamentao por parte do governo, o que levava ao trabalho infantil, o trabalho com alta periculosidade, sem frias, nos sete dias por semana, por mais de dez horas dirias, com salrios irrisrios etc. Alguns presos e vagabundos entenda-se, desempregados eram obrigados a trabalhar nas fbricas. . A resistncia operria, os luditas e cartistas: Os operrios no aceitaram quietos essa situao. Reuniram-se e organizaram-se. Primeiramente, puseram a culpa nas mquinas, eram os luditas que quebravam mquinas e eram duramente perseguidos pela polcia. Para estes, as mquinas eram as culpadas por suas pssimas situaes. Depois, houve uma mudana de estratgia e decidiu-se pela paralisao do trabalho, as greves, com uma carta com reivindicaes trabalhistas e polticas, j que essas classes no tinham nenhum direito poltico. Eram os cartistas, que mostraram mais sucesso, apesar das sucessivas represses patronais e da polcia. Este deu origem ao moderno sindicalismo.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 14 e 15 - A Revoluo Francesa 1. Introduo: .O que foi: Foi a grande revoluo que ps fim ao Antigo Regime na Frana, destruindo as estruturas sociais daquele regime e levando a burguesia ao poder. Apesar dos principais eventos terem ocorrido em Paris e no interior do pas, ela se espalhou por toda a Europa e influenciou todo o mundo no sculo XIX. . A sociedade francesa: O estado monrquico francs dividia a sociedade em trs estados, que na verdade no correspondiam realidade scio-econmica daquele pas. O primeiro estado constitudo por todos membros do clero. O segundo, pelos nobres, tanto do interior como da Corte. O terceiro estado era o resto da sociedade e era o nico que pagava impostos, sendo que muitas vezes o 1o e 2o estados eram sustentados por esses tributos. . Subproduo e fome: Apesar de a economia francesa ter se desenvolvido bastante no sculo XVIII, nos anos imediatamente anteriores Revoluo, assistiu-se a uma grande seca no campo, que levou fome no pas. Isso vai ser um dos fatores imediatos para a Revoluo. . Crise financeira da Coroa: As freqentes guerras e a extravagante corte tinham deixado o Estado francs extremamente endividado, levando a uma srie crise financeira da Coroa. Lus XVI, o rei francs do perodo, tentou fazer uma reforma tributria onde o 1o e 2o estado pagassem impostos, mas esta foi barrada por estes. D-se uma crise poltica que leva o Rei a convocar os Estados Gerais, rgo consultivo do rei que era dividido entre os trs estados, com um voto para cada um. A deciso final, no entanto, seria sempre do monarca. . Diviso cronolgica da Revoluo: A Revoluo Francesa dividida geralmente em trs perodos. A Era das Instituies (1789-92), onde a burguesia chega ao poder; a Era das Antecipaes (1792-4), onde so antecipadas prticas polticas igualitrias; e a Era das Consolidaes (1794-1815), onde a alta burguesia se consolida no Estado. 2. A Era das Instituies: . A Assemblia Constituinte: Em maio de 1789, so convocados os Estados Gerais. Tudo o que o terceiro estado propunha era barrado pelo clero e pela nobreza. O Terceiro Estado se isola e declara-se Assemblia Constituinte, dando um golpe no poder da nobreza e do clero, a chamada Revoluo dos Advogados. . A tomada da Bastilha: Como o rei e os dois primeiros estados, desconfiados, colocam o exrcito de prontido, a populao de Paris, apoiando a Assemblia, toma a priso da Bastilha. Nessa priso havia armas, com as quais a populao se armou para defender a Assemblia Constituinte. . O grande Medo: Enquanto isso, em algumas partes do interior da Frana, os camponeses ocupam as terras dos senhores (clero e nobreza) e queimam seus ttulos de propriedade em um sentido de destruir a ordem senhorial no campo. Eles fazem uma diviso da terra entre eles, o Grande Medo. . Constituio jurada: Em agosto do mesmo ano, promulgada a Declarao dos Direitos Humanos. Os bens da Igreja so confiscados e no final do ano, promulga-se uma Constituio que o Rei obrigado a assinar. Institucionaliza-se uma monarquia constitucional. . Guerra: As monarquias vizinhas Frana, preocupadas com a agitao no pas, resolvem invadir o pas para restituir Lus XVI ao seu cargo. O exrcito francs, liderado por um general leal ao Imperador, sofre sucessivas derrotas, deixando a populao desconfiada. Descobre-se um acordo entre o rei e os exrcitos estrangeiros, levando condenao de Lus XVI guilhotina em 1792. Tem fim a monarquia constitucional, d-se a Repblica. 3. A Era das Antecipaes: . A nova Assemblia: Uma nova assemblia constituda por sufrgio universal com uma diviso clara entre os girondinos compostos pela alta burguesia direita e os jacobinos compostos pela populao mdia e pobre de Paris esquerda, alm da plancie, no centro. . Golpe jacobino: Diante das tropas estrangeiras porta de Paris, os jacobinos do um golpe de Estado estabelecendo medidas emergenciais: tabelam os alimentos a preos baixos, empreendem uma ampla reforma agrria no campo, criam um novo exrcito composto por voluntrios para combater na frente, acabam com a escravido nas colnias. Alm disso, os jacobinos, para se manter no poder, perseguiam duramente seus adversrios polticos, mandando-os para a guilhotina, assim, morreram quase todos girondinos. o chamado Terror.. Nove Termidor: Os exrcitos revolucionrios conseguem sucessivas vitrias e conseguem expulsar os invasores para alm da fronteira original francesa. Com a reverso da situao de emergncia, os jacobinos levam um golpe de Estado dado pelos termidorianos compostos pela alta burguesia sendo levados guilhotina em sua maioria. 4. A Era das Consolidaes: . O Diretrio: Os termidorianos estabelecem o seu governo, revertendo as medidas dos jacobinos. Eles restabelecem o sufrgio censitrio, liberalizam os preos dos alimentos prejudicando as classes pobres das cidades francesas e fazem uma rdua proteo da propriedade, principalmente no campo. Com a vitria inicial dos exrcitos revolucionrios, a Frana comea uma grande expanso militar com certa estabilidade interna. .Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 16 - O Imprio Napolenico e o Congresso de Viena 1. O governo de Napoleo: . Dezoito Brumrio: Mesmo com o sufrgio censitrio, os termidorianos ainda sofrem com uma oposio dentro da Assemblia e decidem ento pelo golpe militar. Chamam o jovem general Napoleo Bonaparte para dar esse golpe. Em 1799 dado o golpe, consolidando o governo da alta burguesia com uma ditadura. . O Imprio napolenico, plano interno: O governo de Napoleo dividido em dois perodos, o Consulado que vai at 1804 e o Imprio, at 1815. Internamente, Napoleo executou uma srie de reformas que beneficiavam a burguesia: reformulou o sistema bancrio criando uma moeda nacional francesa, o franco, e o Banco da Frana; criou as escolas normais, com ensino laico por toda a Frana; criou o Cdigo Civil; tentou retornar a escravido nas colnias, no conseguindo e perdendo a colnia do Haiti; fez ainda um amplo incentivo indstria e o comrcio nacional da Frana. . O Imprio napolenico, plano externo: Por volta de 1805, Napoleo tinha subjugado toda a Europa continental, tendo reinos controlados por parentes seus e outros subordinados Frana. Napoleo, no entanto, no conseguia vencer a Inglaterra por no ter uma marinha capaz de derrotar a frota britnica. . Bloqueio Continental: Napoleo criou em 1806 o Bloqueio Continental que proibia qualquer pas do continente europeu de comerciar com a Gr-Bretanha. Isso visava fomentar a indstria francesa, provendo o continente de produtos industrializados e tambm visava liquidar o poderio industrial e naval ingls. Porm, a indstria francesa no dava conta de suprir todo o continente como a Inglaterra supria. Alm disso, as ilhas britnicas eram grandes compradoras de cereais e outros produtos primrios da Europa continental, o que a Frana no era, pois era auto-suficiente na produo agrcola. Isso desagrada fortemente os pases que eram antigos exportadores de produtos primrios para a Inglaterra. Alguns pases vo renunciar ao Bloqueio, sofrendo a conseqente invaso francesa, o caso de Portugal em 1807 e da Rssia em 1812. A famlia real portuguesa transfere a sede do Estado portugus para o Rio de Janeiro, fugindo das tropas francesas. . A campanha da Rssia: No entanto, na Rssia, Napoleo sofre srias perdas humanas e militares, levando quase total destruio do exrcito napolenico devido s estratgias do exrcito russo e ao rigoroso inverno daquele pas. Em 1814, forma-se um exrcito conjunto europeu para destruir o exrcito francs, liquidando Napoleo e seu Imprio. . O restabelecimento do Antigo Regime na Frana: Em 1815, Lus XVIII posto no trono francs pelas tropas vencedoras das guerras. A Frana ficar sob ocupao militar at 1820 e as questes territoriais europias sero resolvidas no Congresso de Viena. O Antigo Regime na Frana tem vida curta, visto que suas bases sociais tinham sido destrudas. 2. O Congresso de Viena e a Santa Aliana: . O Congresso de Viena: Os lderes europeus se reuniram em 1815 em Viena para decidir o que fazer do mapa geopoltico europeu. Quem dava as cartas no encontro eram a ustria, a Prssia, a Rssia e Inglaterra, os vencedores das guerras napolenicas. Todos esses quatro pases vo anexar territrios e crescer no cenrio europeu. A Rssia que tinha o maior exrcito da Europa e vrios planos expansionistas para o Ocidente, anexa vrios territrios na Europa Oriental. Tambm, a ustria e a Prssia vo anexar amplas regies, criando a semente para os grandes imprios centrais, o Alemo e o Austro-Hngaro, existentes na Europa no final do sculo XIX. . A Santa Aliana: uma aliana militar constituda inicialmente por ustria, Prssia e Rssia e depois, por Inglaterra e Frana que visa a represso de movimentos radicais tais como a Revoluo Francesa. Essa aliana foi ativa nas revolues de 1820, porm teve fim durante as revolues de 1830 devido a discordncias entre seus membros, no atingindo seus objetivos.Pr-vestibular solidrio Vetor Aula de Histria Geral - Aula no 16 - Independncia das colnias da Amrica Latina 1. Introduo: As colnias da Amrica espanhola chegaram s suas independncias na mesma poca e no mesmo contexto histrico, com poucas excees como Cuba, por exemplo. No entanto, nesse incio do sculo XIX no se pode falar ainda das naes latino-americanas, estas se formam ao longo do sculo XIX e apesar da emancipao poltica, esses pases recm-surgidos no so independentes economicamente da Europa. A independncia do Haiti: A colnia francesa do Haiti teve uma independncia diferente de todas as outras regies da Amrica. L, houve um processo revolucionrio, uma independncia que surge de uma revolta escrava que ps fim escravido. A revolta e o processo de independncia comeam em 1791 e esta se consolida em 1804, com aa aceitao da independncia pela Frana. 2. As reformas bourbnicas: . Quadro geral: As reformas bourbnicas de fins do sculo XVIII so anlogas s reformas de Pombal no Imprio portugus, apesar de haver pequenas diferenas entre as duas. Trata-se de uma ampla mudana no Estado espanhol no sentido de dinamizar e modernizar esse Estado. Elas eram, sobretudo, dirigidas s colnias e reforavam o colonialismo com uma explorao maior das reas coloniais. Enquadram-se no chamado absolutismo ilustrado que um recrudescimento das prticas mercantilistas e absolutistas. . Pontos fundamentais da reforma: As reformas bourbnicas visavam, sobretudo, fortalecer o Estado espanhol e aumentar a arrecadao atravs da racionalizao da administrao e do endurecimento fiscal. Algumas medidas importantes foram a expulso dos jesutas das colnias o que leva a um srio problema educacional na regio , a fiscalizao ostensiva que fez diminuir significativamente o contrabando e ainda o incentivo s manufaturas do reino, para que a Espanha no precisasse mais importar manufaturados inglesas e francesas e pudesse sozinha abastecer de manufaturados a Amrica. As medidas tiveram certo xito para o Estado espanhol e os grandes comerciantes, mas feriu fortemente os interesses das elites coloniais. . Contestao da colonizao: A partir da implementao das reformas, surgem os movimentos de contestao da colonizao espanhola e no apenas das reformas bourbnicas defendendo a independncia de regies na Amrica. o caso, por exemplo, do movimento indigenista de Tupac Amaru no Peru. . Os criollos: A elite colonial era formada pelos criollos, filhos de espanhis nascidos na Amrica que eram ou grandes comerciantes ou grandes fazendeiros, tendo interesses a defender. Esse criollos foram feridos em seus interesses com a poltica bourbnica. Eles queriam o livre comrcio com outros pases europeus e sero muito importantes para os processos de independncia na Amrica hispnica, sendo os principais interessados na emancipao. 3. O processo de independncia: . A deposio de Fernando VII: Napoleo invadiu a pennsula ibrica em 1807 e destronou o rei espanhol Fernando VII, colocando outro rei em seu lugar. As colnias espanholas se auto-organizaram a partir dos cabildos as cmaras municipais da Hispano-Amrica e rejeitaram o rei escolhido por Napoleo como o novo rei espanhol. Ps-se em prtica o livre comrcio com os outros pases europeus, sobretudo a Inglaterra. . O interesse ingls: Os capitalistas ingleses, muito prejudicados com o Bloqueio Continental, estavam interessados na aplicao do livre comrcio na Amrica ibrica e o Estado ingls passou a apoiar os movimentos de independncia desses pases a partir de 1810. . A retomada do colonialismo e as guerras de independncia: Em uma regio perifrica da Espanha, criou-se uma resistncia invaso francesa. Essa resistncia pretendia manter ainda os laos com a Amrica espanhola. Aps o fim das guerras napolenicas e com a volta do absolutismo na Espanha, tenta-se repor em prtica o antigo colonialismo. As elites criollas que estavam desfrutando do livre comrcio e da autoorganizao rejeitam essa tentativa de recolonizao. Os generais San Martin e Simon Bolvar lideram as tropas que libertaro quase toda a Amrica do Sul espanhola at 1824. . A organizao dos estados: Diversas repblicas foram criadas ao contrrio do sonho do lder Bolvar, que idealizava uma grande confederao unindo toda a antiga Hispano-Amrica. O projeto no foi adiante pela inexistncia de um poderoso grupo capaz de faz-lo e tambm pela antipatia da Inglaterra ao projeto. . A Amrica para os americanos: No incio dos anos vinte do XIX, os EUA adotaram a chamada doutrina Monroe, que era o apoio s independncias dos pases latino-americanos, o que era conveniente para os comerciantes norte-americanos que poderia comercializar livremente com os pases nascentes.Pr-vestibular solidrio Vetor Aula de Histria Geral - Aula no 17 - Doutrinas sociais do sculo XIX 1. A base material para o surgimento das idias: Surgiram na Europa do sculo XIX diversas doutrinas sociais, idias e ideologias. Por que tantas surgiram naquele contexto? No existiam condies materiais que faziam o homem pensar vrias coisas novas? Havia. Essas novas idias tm tudo a ver com o novo contexto vivido na Europa e algumas partes do mundo. A industrializao, a urbanizao, a grande desigualdade social, a misria em meio a abundncia e outras novidades trazidas pela sociedade capitalista ou sociedade burguesa fizeram nascer algumas formas de pensar que legitimassem as mudanas e outras que confrontassem essas mudanas. Essas idias no se restringem ao pensamento poltico, mas tambm a todo o pensamento cientfico, social, econmico, artstico e filosfico. 2. As doutrinas sociais: . Liberalismo: Pensamento essencialmente burgus, existe em vrias vertentes: poltica, econmica e outras, mas todas tm caractersticas comuns. Defende a propriedade privada e sua permanncia como um direito absoluto e reformas sociais graduais que nunca interfiram no regime de propriedade. Defende ardorosamente as liberdades civis e de mercado, como a livre iniciativa. Condena a interferncia forte do Estado na vida das pessoas e na economia. Associa-se ao darwinismo, afirmando uma natureza humana desigual, o que explica a desigualdade na propriedade. . Romantismo: Ponto de oposio ao Iluminismo e ao Liberalismo, no se restringe apenas s artes. um movimento muito heterogneo que critica a nova sociedade capitalista e louva caractersticas da sociedade do Antigo Regime e da Idade Mdia como a vida rural. Condena o racionalismo iluminista e tende para um sentimentalismo, em oposio ao racionalismo crescente daquelas sociedades. . Nacionalismo: Princpio burgus de defesa dos interesses de uma elite local sobre uma dada regio nao , revestida de traos de unio de um povo comum. Muitas vezes vem associado ao romantismo na crtica do liberalismo. Defende que para cada povo haja uma nao. A nao seria constituda por uma lngua, uma religio e cultura comuns. Defende os interesses do comrcio e da indstria nacionais protecionismo e louva os smbolos e a cultura nacional frente aos das outras naes. . Socialismo utpico: De carter romntico, defende a transformao da sociedade em uma mais igualitria e solidria, mudando o regime de propriedade. Fizeram-se diversas experincias de comunidades socialistas que nunca deram completamente certo e no tinham possibilidade de mudar toda a sociedade. No h uma elaborao muito profunda nem uma crtica sistemtica sociedade capitalista. . Socialismo cientfico: Muitas vezes usado como sinnimo de marxismo e comunismo, foi criado pelos filsofos alemes Karl Marx e Friederich Engels, vai ser o mais importante movimento anti-capitalista. Ao contrrio do socialismo utpico, no defendia uma sociedade ideal baseada em temas medievais. Tentava entender as contradies da sociedade capitalista para super-la, constituindo uma sociedade socialista moderna, posterior ao capitalismo, com o primado da igualdade. Uma filosofia extremamente complexa que via as sociedades constitudas por classes sociais e as idias vinculadas intimamente vida social. Foi de extrema importncia para as revolues do sculo XX. . Sindicalismo: Tem, de certa forma, como origem o cartismo dos operrios ingleses. Visa a unio dos trabalhadores para aquisio de direitos polticos, trabalhistas e tambm a transformao da sociedade e do regime de propriedade. H diferenas em seu seio. H os reformistas que defendem a negociao e a mudana gradual e h os radicais, que defendem a mudana rpida, com o uso da violncia em ltima instncia. . Anarquismo: Uma radicalizao total do liberalismo, defende o fim do Estado, da propriedade e de toda forma de poder. Afirma que todos os males sociais vm dessas formas de poder. A sociedade deveria se organizar atravs da livre iniciativa e da livre associao. Alguns grupos anarquistas defendem atos extremos contra o Estado, como atentados. . Doutrina social da Igreja: Diante das mudanas sociais na Europa, das pssimas condies de vida dos trabalhadores e da radicalizao dos movimentos sociais, a Igreja tambm se posicionou em relao s questes sociais, criando uma doutrina, o catolicismo social. No defendia a luta, mas o entendimento entre os grupos opostos, a unio entre as classes sociais, a melhoria das condies dos trabalhadores e a caridade. No questionava o sistema de propriedade vigente.Pr-vestibular solidrio Vetor Aula de Histria Geral - Aula no 17 - Revoltas e revolues na Europa do sculo XIX 1. Terreno comum: . Burguesia almejando o poder: Apesar de as revoltas e revolues na Europa do sculo XIX serem muitas, elas tm caractersticas comuns. Trata-se da tentativa de tomada de poder pela burguesia e da reao das foras do Antigo Regime. Assim, os grupos sociais do progresso, a burguesia, medem foras contra o grupo social antigo, da reao, a nobreza e o clero, classes dirigentes no Estado absolutista. . Crises de fome e crises econmicas: Apesar do motivo essencial nessas revolues ser a mudana de poder da antiga nobreza para a burguesia emergente, fatores imediatos tambm foram importantes para se entender esses movimentos, como as constantes fomes e as crises econmicas. As fomes, por exemplo, levavam a populao pobre a se rebelar, o que era usado muitas vezes pela burguesia, culpando o velho regime pela fome, para se fazer uma tomada de poder. . A industrializao e as lutas operrias: Se a industrializao vai fortalecer as burguesias nacionais para que essas possam tomar o poder, tambm vai criar um operariado que, em pssimas condies de trabalho, vai lutar pelos seus direitos contra a burguesia. Assim, em vrias revoltas, o proletariado tambm vai fazer suas reivindicaes parte. Se em alguns momentos, haver uma aliana entre o operariado e a burguesia contra a nobreza e o clero, essa aliana no vai ser duradoura. . Socialismo: um elemento novo que surge nas ltimas revoltas do sculo, nas revolues de 1848 e na Comuna de Paris, de 1871. O socialismo no uma ideologia burguesa, mas operria. Ou melhor, no caracteriza mais a vontade da burguesia, mas a vontade do proletariado, de igualdade e mudana no regime de propriedade. 2. As revolues: . Revolues de 1820: Em 1820, d-se o primeiro ciclo de revoltas e revolues burguesas na Europa que atingem Portugal, Espanha e outras regies da Europa. A maioria delas massacrada pela Santa Aliana. . Revolues de 1830: Comearam na Frana e se espalharam por toda a Europa, o liberalismo e o nacionalismo guiaram essas revoltas. Assim, as lutas centrais eram pelas liberdades individuais e por governos eleitos, mesmo que no por voto universal. Na Frana, instaurou-se uma monarquia constitucional. A Blgica ficou independente da Holanda, a Grcia tambm conseguiu sua independncia do Imprio Otomano e outras revoltas nacionalistas explodiram na Itlia, Alemanha e Polnia, mas foram todas massacradas. . Revolues de 1848: As revolues de 1848 foram mais marcadas ainda pelo nacionalismo. Cada povo lutava pela sua independncia frente aos grandes imprios europeus. Ainda, surge pela primeira vez e de forma ainda tmida o socialismo, com destaque para a publicao do Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels neste ano. A dinastia Bourbon teve fim na Frana com a proclamao da Repblica. No Imprio austraco, eclodiram diversos movimentos nacionalistas, todos esmagados pelo exrcito austraco com a ajuda do exrcito russo. Ainda, revoltas nacionalistas na Itlia e na Alemanha demonstraram o que iria acontecer logo, a unificao das duas regies em Estados Nacionais. . Comuna de Paris: Durante dois meses de 1871 em Paris ocorreu a primeira experincia socialista da Histria. Depois da derrota do exrcito francs na guerra franco-prussiana, guardas locais se organizam para a resistncia nas cidades francesas. O governo francs assina um armistcio e a guarda de Paris, composta pela populao pobre urbana, passa a governar a cidade. Instaurou-se um novo governo, popular, onde o exrcito seria composto pelas camadas pobres da populao, o Estado seria separado da Igreja, o sufrgio seria universal e as indstrias teriam como donos e administradores os prprios operrios. A comuna foi massacrada pelo exrcito prussiano a pedido do governo francs. Trinta mil pessoas foram mortas, muitas outras presas e deportadas. . Lutas operrias na Inglaterra: Apesar de a Inglaterra j no ter um antigo regime na poltica nacional, a histria nacional do pas no sculo XIX tambm foi bem violenta. Prevaleciam os conflitos entre os numerosos operrios ingleses contra os industriais do pas. A legislao liberal proibia greves, sindicatos, reunies etc. Com bastante luta e insistncia, as organizaes clandestinas inicialmente desses operrios foram conquistando direitos trabalhistas bsicos e polticos, j que esses operrios no tinham direito de voto ou de se eleger. Os sindicatos serviram, portanto, tambm para as exigncias polticas dos trabalhadores, que queriam direito ao voto, assalariamento dos cargos polticos e liberdade para formar seus prprios partidos.Pr-vestibular solidrio Vetor Histria Geral - Aula no 18 - A industrializao europia no sculo XIX 1. As mudanas na indstria: . Segunda Revoluo Industrial ou revoluo tecnolgica: Um conceito muito utilizado para definir o tema desta aula o de Segunda revoluo industrial, porm ele no correto. A Revoluo industrial (inglesa de fins do sculo XVIII) teve como inovao maior a generalizao da relao assalariada entre os empresrios e os trabalhadores. Na chamada segunda revoluo industrial do sculo XIX no houve mudana nessa relao de produo, houve sim um nmero tremendo de inovaes tecnolgicas, uma nova organizao do capital com a sua concentrao e a diversificao geogrfica dessa indstria. Assim, o que temos uma inovao tecnolgica, puxada por novas formas de produo e novas fontes de energia. . As ferrovias, uma grande mudana: O invento da locomotiva e das estradas de ferro no incio do sculo XIX trouxe uma grande mudana tanto para o mundo como para a prpria organizao do capitalismo. A construo dessas ferrovias necessitava um grande montante de dinheiro, o que faz concentrar o capital, aproxima mercados distantes, dinamiza a produo, dentre outras conseqncias. . A nova organizao do capital: A concentrao dos capitais em poucas mos uma caracterstica do capitalismo nesse perodo. Os bancos ganharam uma importncia decisiva, visto que eles eram os grandes investidores nos grandes empreendimentos, como as ferrovias. A unio entre o capital bancrio e o capital industrial forma o capital financeiro, onde os bancos tm preponderncia sobre a indstria. Surgem ainda grandes complexos empresarias dominados pelo capital financeiro ou capital monopolista como os trustes, cartis, holdings. . Novas fontes de energia: O carvo e a fora hidrulica simples, fontes de energia da Primeira Revoluo Industrial vo passar a conviver com novas fontes de energia. A fora hidrulica passa a ser usada de forma extensa, como nas grandes hidreltricas. A eletricidade, descoberta h pouco tempo, passa a ser utilizada industrialmente. E o petrleo vai ser utilizado largamente para a gerao de fora por combusto. . Inovaes tecnolgicas e invenes: O perodo conhecido pelas inovaes na indstria, no surgimento de novos ramos industriais e nas invenes. Assim, alguns exemplos so os novos mtodos para se fazer o ao, agora produzido industrialmente. A indstria qumica surge com os seus sintticos, dispensando o uso de algumas matrias-primas outrora usadas, como o anil, o acar de cana, a seda do bicho-da-seda, etc. As invenes so muitas, como o automvel, a lmpada, o dirigvel e a mquina de escrever. Os transportes tambm ganham um grande impulso com navios mais rpidos e os grandes canais de Suez (1869) e Panam (1915). 2. A diversificao geogrfica da indstria e as crises de superproduo: . Novas reas industrializadas: Se no incio do sculo XIX, a nica nao do mundo industrializada a Inglaterra, durante o XIX, alguns pases vo entrar nesse clube privilegiado. Assim, a Blgica se industrializar a partir de 1830, a Frana a partir de 1860, a Alemanha no mesmo perodo e principalmente depois de sua unificao (1871), os EUA aps a guerra civil (1865), a Rssia no ltimo quartel do sculo XIX, o Japo a partir da Revoluo Meiji (1868) e a Itlia precariamente a partir da sua unificao (1870). . Origens da industrializao da Europa continental: Alguns fatores importantes, mas no decisivos, para a criao da uma pequena indstria em algumas regies da Europa continental foram as reformas napolenicas e o Bloqueio Continental. Este ltimo travando o acesso desses pases aos produtos ingleses fez nascer uma pequena indstria. Assim, surgiram as sementes para estes processos de industrializao. . Protecionismo: O ponto decisivo para a criao de uma indstria nesses pases foi a atitude anti-liberal do protecionismo econmico, adotado por estes pases. O protecionismo era a defesa da produo nacional ante os produtos importados especialmente da Inglaterra industrial atravs das altas taxas de importao. Assim, na segunda metade do sculo XIX, todos os pases mencionados acima impuseram altas taxas de importao aos produtos industrializados vindos do exterior, incentivando a indstria nacional. Sem essa ajuda do Estado, no poderia haver a industrializao. Em alguns pases, como a Prssia, o Estado no s fez altas taxas como participou ativamente da industrializao, comprando produtos e educando os operrios. . As crises de superproduo: Com toda essa industrializao, no havia um mercado forte para absorver uma produo to alta, visto que os operrios no ganhavam o suficiente para consumir o que produziam. Assim, havia as crises de superproduo de mercadorias ou melhor, a produo alm da capacidade de consumo , como a grandiosa de 1873, que levou os pases europeus a buscarem mercados em outros lugares do mundo no que ficou conhecido como Imperialismo.Pr-vestibular solidrio Vetor Histria Geral - Aula no 18 - As unificaes italiana e alem 1. Aspecto comum e unificao italiana: . Uma dominao: Na verdade, as chamadas unificaes no passaram de dominaes de uma regio interessada em ter sob seu domnio outras regies e mercados. Assim, foi o mais industrializado Piemonte que unificou a Itlia e, principalmente, foi a poderosa Prssia que conquistou os pequenos reinos alemes. Ambas as unificaes se deram com o uso do discurso nacionalista, onde os ocupados apoiavam a unificao. . Carter da unio italiana: A unificao italiana foi menos autoritria do que a alem , tambm, foi feita com maior dificuldade do que aquela. Em todas as regies anexadas por Piemonte, houve plebiscitos de aceitao ou no da anexao, ganhas facilmente a favor, visto que havia um forte discurso nacionalista que lembrava os tempos do Imprio Romano. Paralelo ao processo de unificao, houve tambm lutas populares pela melhoria das condies de vida do povo pobre. . A situao em 1815: O que viria a ser a Itlia era dividida em vrios reinos. No Norte havia o reino livre de Piemonte-Sardenha e outros pequenos reinos subordinados ao Imprio austraco. No centro, havia reinos ligados ao papa e no Sul o reino das duas Siclias, de carter francamente absolutista. . As revolues de 1830 e 1848: Nessas duas revolues, o lder Mazzini lutou pela unio da Itlia. Em ambas revoltas, a ustria interviu sufocando o movimento. . Guerra de Piemonte com a ustria: Em 1859, o reino de Piemonte se alia Frana conta a ustria, anexando um territrio no Norte e no Centro do pas e entregando uma parte do territrio de Piemonte para a Frana. o incio do processo de unificao, sendo que Veneza continuava nas mos da ustria. . Campanha de Garibaldi: O republicano Garibaldi, lder dos camisas vermelhas inicia uma marcha no Sul em 1860 e derrota a monarquia da regio, unindo o Sul ao territrio de Piemonte. . Fim da unificao: Em 1866 com a guerra austro-prussiana, a Itlia se alia Prssia e toma Veneza e em 1870 invade Roma, que era posse da Igreja, concluindo o processo. O papa no aceita a invaso e estabelecese a questo romana resolvida apenas em 1929 com a criao do Estado do Vaticano. . Conseqncias da unificao: O norte do pas se industrializou depois da unificao e o Sul continuou miservel, com grandes crises de fome, criando levas de imigrao para a Amrica e dando origem s mfias. 2. A unificao alem: . Carter geral: Diferentemente da Itlia, a unio alem foi mais autoritria e deu-se atravs de trs guerras, dando origem a um forte e industrializado pas. Um personagem importante para unificao foi o primeiro-ministro Otto von Binsmarck que articulou a poltica externa da unificao, forjando as guerras. . Origens: No Congresso de Viena, ficou decidida a criao da Confederao Alem, formada pela ustria, a Prssia e uma srie de pequenos reinos que existiam na regio do atual territrio alemo. Ainda, a Prssia anexa a rica regio do Reno e comea a disputa com a ustria pela anexao dos pequenos reinos. . A Prssia: O estado prussiano era centralizado e tinha um poderoso exrcito. H uma aliana entre uma classe de proprietrios, os junkers com a burguesia nacional, aliana esta em proveito do desenvolvimento do pas. . O Zollverein e as ferrovias: Em 1834, a Prssia e os pequenos estados alemes fazem um pacto criando um mercado comum, o Zollverein. Esse mercado seria consolidado com uma ampla rede de ferrovias ligando suas regies, o que facilitar a integrao econmica e a movimentao das tropas nas guerras de unificao. . Guerra com a Dinamarca: Sob desculpa de que o Sul da Dinamarca continha uma populao germnica, em 1864, Prssia e ustria invadem o pas e dividem o tal territrio em dois, um pedao para cada. . Guerra contra a ustria: Alegando que a administrao austraca na regio dinamarquesa ocupada era mal feita, a Prssia declara guerra ustria, tomando a regio dinamarquesa e os reinos do Norte. . Guerra com a Frana: Como a Frana no permitia a anexao prussiana de reinos independentes da Confederao Germnica, a Prssia inventa outro argumento estapafrdio para fazer a guerra com aquele pas, obtendo outra fcil e rpida vitria. Toma os reinos ao Sul da Alemanha, a Alscia e a Lorena da Frana e ainda uma pesada indenizao de guerra, trazendo a humilhao da nao francesa. . Conseqncias: Em 1871 a Alemanha totalmente unificada pela Prssia. Tem continuao um processo extremamente rpido de industrializao, a mais rpida e voraz da Europa. Porm, a Alemanha no dispe de uma poderosa marinha, o que atrapalhar sua expanso no Imperialismo e fica temendo o revanchismo francs, fazendo diversas alianas contra aquele pas. A guerra franco-prussiana vai ser uma das mais importantes causas da Primeira Guerra Mundial.Pr-vestibular comunitrio Vetor Aula de Histria Geral - Aula no 19 - A Guerra de Secesso e o expansionismo norte-americano 1. Quadro geral dos EUA antes da guerra: . Herana colonial: At 1861, incio da guerra civil, a sociedade norte-americana no tinha modificado muito as suas estruturas sociais da poca da colonizao, apesar do grande desenvolvimento do pas desde ento. Ficava ainda ntida a diferena entre as sociedades do Norte e do Sul. . Norte: A colonizao nesta regio se deu com pequenas propriedades usando trabalho livre de forma geral. Isso criou um mercado na regio que foi se dinamizando com o tempo. Antes da guerra civil, tratava-se de uma economia quase industrial, com muitas manufaturas e ferrovias ligando as suas diversas localidades. . Sul: Essa regio teve uma colonizao diferente, com grandes propriedades usando mo-de-obra escrava produzindo produtos para exportao. Isso teve continuidade aps a independncia com a cultura do algodo, em que a maior parte era exportada para a Inglaterra, suprindo as fbricas britnicas desde o incio da Revoluo Industrial, e tambm uma certa parte ia para as manufaturas do Norte. . Oeste: As terras conseguidas a Oeste dos treze estados originais atravs de guerras e compras eram disputados por grandes proprietrios sulistas e capitalistas nortistas. Cada um defendia um modelo de colonizao da regio. Os nortistas desejavam um regime de terra livre ou barata que levasse imigrantes para a regio suprindo o Norte de produtos bsicos e comprando dos mesmos os seus produtos manufaturados. O Sul defendia que as terras tivessem preo alto para que s grandes proprietrios pudessem comprar e que fosse permitido o trabalho escravo na regio. Aconteceu que diferentes estados do Oeste seguiram os modelos do Norte e do Sul. O Texas, por exemplo, segue o modelo do Sul e o estado de Michigan o modelo do Norte. 2. Causas da guerra: . A escravido: So vrias as causas da guerra diretas ou indiretas, mas uma diferena fundamental entre as sociedades do Norte e do Sul explica todas essas causas: a escravido. Tratava-se de duas sociedades diferentes, uma escravista e outra capitalista, por causa dessa contradio fundamental houve a guerra. . A balana comercial: O Norte desejava defender a sua indstria, por isso defendia altas taxas de importao. Enquanto isso, o Sul defendia baixas taxas de importao, pois queriam comprar os manufaturados ingleses por um preo baixo, j que no h indstrias no Sul. . Terras no Oeste e equilbrio no Congresso: As brigas pelo trabalho livre ou escravo no Oeste criaram grandes discusses no Senado e na Cmara, que geralmente tinham em certa igualdade de representao entre nortistas e sulistas. Esse equilbrio, s vsperas da guerra, estava se desfazendo em favor do Norte, o que criou a ira do Sul. . Arrecadao e investimentos: O Sul se dizia preterido nos investimentos da Unio, j que a exportao de algodo era uma das maiores receitas do Estado norte-americano. Eles queriam que esses recursos ficassem preferencialmente nos estados sulistas, por isso defendiam uma Confederao onde as arrecadaes locais ficassem majoritariamente nos Estados. 3. A guerra e o ps-guerra: . A criao da Confederao: Devido a todos os motivos acima expostos, os estados escravistas dos EUA em 1860 se declararam uma Confederao livre da Unio. Como resposta, os estados nortistas declaram guerra Confederao. Deu-se incio guerra de secesso. . A vitria do Norte: A estratgia da Confederao era de apenas defender a sua independncia do Norte. A Unio, mais equipada e adiantada, vence com relativa facilidade. Morreram 620 mil pessoas na guerra que dura at 1865. O presidente Lincoln assassinado por um radical cinco dias aps o trmino da guerra. . A vitria de um modelo: O modelo nortista de sociedade foi imposto a todo o territrio nacional. A partir desse momento, os EUA do sua arrancada para a industrializao. Ferrovias seriam construdas no pas ligando costa a costa, iriam emergir os grandes grupos financeiros e as terras passariam a se concentrar cada vez mais. As taxas de importao passam a ser protetoras da indstria nacional, passando de 20% para 47%. . A situao dos libertos: Em 1863, Lincoln decretou o fim da escravido no pas, o que s ocorreu de fato com o fim da guerra. Um grupo de congressistas radicais defendia a reforma agrria, dando as terras dos grandes senhores escravistas para os libertos, mas essa reforma foi barrada no Congresso. Poucos libertos ganham terra e muitos fogem para o Norte, fugindo do regime de excluso social que eles iriam viver em seguida no Sul, sem direito a voto e com discriminaes legais, era o apartheid.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 20 - O Imperialismo na frica 1. Imperialismo (1870-1914), uma definio: o movimento do grande capital financeiro europeu em busca de novos mercados tanto na sia, frica e na Amrica Latina. Os Estados europeus eram o grande instrumento desse movimento, em que em alguns casos, houve ocupao militar e em outros, apenas entrada de capitais. O Imperialismo teve a sua arrancada com a crise e superproduo de 1873, que leva o grande capital europeu a buscar novos mercados, matriasprimas e escoadouros para o excesso de capital na Europa. No toa que a presena das empresas maior que a dos governos nas colnias imperialistas. 2. O Imperialismo na frica: . Quadro geral da frica antes do Imperialismo: O continente diverso antes das incurses europias. Na regio mediterrnea, existia o grande e decadente Imprio turco-otomano. Outras regies litorneas da frica foram colonizadas desde os tempos do velho colonialismo, como Angola e frica do Sul. Mas a maior parte da frica no tinha qualquer dominao estrangeira, tendo a sua lgica geopoltica e social prpria. . Justificativa ideolgica do Imperialismo: Os pases europeus davam vrias desculpas para legitimar e explicar a invaso dessas regies. As principais eram: a misso civilizatria feita por povos civilizados sobre os povos brbaros, a diviso das riquezas materiais do mundo, a evangelizao crist de povos que no conheciam a verdadeira religio e a superioridade racial dos povos brancos sobre os povos preto e amarelo. . A diviso da frica: Na colonizao da frica, feita antes da asitica, apenas os povos europeus participaram. Os principais certamente eram Inglaterra e Frana, que dominavam a maior parte do continente. A Alemanha, tambm importante, chegou atrasada na corrida imperialista, por isso, no conseguiu muitos e bons territrios. Portugal e Itlia foram convidados pela Inglaterra a participar da corrida para que a Frana no dominasse regies muito vastas e para constiturem estados-tampes entre territrios britnicos e franceses, grandes rivais na corrida imperialista. . Rivalidades entre europeus na conquista: Apesar do constante dilogo, dos estados-tampes e dos congressos como o de Berlim em 1885 que tentava resolver os problemas na dominao na frica subsaariana , houve uma srie de pontos de confronto entre os europeus na frica e na sia tambm, o que constitui a principal causa da Primeira Grande Guerra. Alguns deles so: a Inglaterra desejava construir uma ferrovia ligando a sua colnia do Egito frica do Sul, o que era barrado pela Alemanha; a Frana queria construir uma ferrovia cortando todo o Saara, o que foi barrado pela Inglaterra que dominava o Egito e o Sudo; Frana e Inglaterra brigavam pelo controle do canal de Suez e pelo controle do Egito e do Sudo. 3. Conseqncias e resistncias dominao: . Conseqncias da dominao para os africanos: Os povos da frica foram deslocados de suas terras para dar lugar a minas e plantations exportadoras, onde ainda tinham que trabalhar em condies lastimveis e, muitas vezes, em regimes compulsrios. A produo de alimentos em todo o continente foi completamente desorganizada, dando incio aos srios problemas de fome que remetem s fomes vividas hoje em dia. Os europeus ainda cobravam impostos em dinheiro dos africanos em economias no-monetrias, obrigando os africanos a trabalharem, muitas vezes para os europeus, para poderem pagar os impostos. As culturas africanas foram consideradas inferiores e cultura e lnguas europias foram impostas aos povos dominados. Havia, ainda, em muitas regies um sistema de discriminao racial, o apartheid como na frica do Sul que considerava os africanos seres humanos de segunda classe. . Resistncias e revoltas: Em todo o continente, durante e depois da ocupao, explodiram revoltas e movimentos de resistncia contra a invaso e as medidas colonizatrias. Houve revoltas prpria chegada dos europeus como a revolta zulu no Sul da frica ou revoltas acontecidas depois da instalao dos europeus, como a sudanesa e a etope, que conseguiram criar por determinados perodos pases livres do jugo europeu. 4. O Imperialismo na Amrica Latina: Alm da frica e da sia, onde houve colonizao com invaso militar, houve tambm presena imperialista na Amrica Latina, s que sem uso de foras militares. Eram exportaes de capitais para esta regio, que transformavam aquelas economias em dependentes das economias europias. As economias latino-americanas eram especializadas na produo e exportao de artigos primrios e importavam produtos industrializados e capitais europeus, sob a forma de emprstimos, construo de ferrovias, telgrafos etc.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 20 - O Imperialismo na sia 1. Parmetros do Imperialismo na sia: Assim como na frica, o Imperialismo na sia tinha o mesmo motivo e objetivo. Era o extravasamento dos grandes capitais saturados do mercado europeu. Diferentemente da dominao econmica na Amrica Latina na mesma poca, aquela dominao na sia acontecia muitas vezes acompanhada de dominao poltico-militar. Mais do que a frica - que no tinha um grande mercado consumidor, mas sim muitas matrias-primas , a sia era o principal objetivo da expanso europia, j que l havia um grande mercado consumidor, com uma populao muito grande e economias mais complexas do que as africanas. 2. A presena na sia: . Os pases imperialistas na sia: As principais potncias europias que se encontravam na frica estavam tambm presentes na sia, como Inglaterra, Frana, Blgica e Alemanha. Mas outras potncias tambm estavam l: o caso da Holanda, que desde tempos do antigo colonialismo, domina a Indonsia; o Japo, que a partir da Guerra russo-japonesa de 1905 inicia a sua expanso imperialista; os EUA, que chegaram atrasados no Imperialismo em 1898 e s tinham territrios na sia; e ainda a Rssia, que exercia uma dominao que no se caracterizava muito bem como imperialista. . Japo: Na primeira metade do XIX, a impresso que se tinha era que o Japo poderia ser mais uma futura colnia imperialista dos europeus na sia. Sua sociedade era feudal e o pas era em geral mais atrasado do que a China. Os norte-americanos fizeram uma forte intimidao no pas, fazendo os chamados acordos desiguais de comrcio. A partir de 1868, inicia-se o fim do feudalismo no pas com a unificao do pas sob a liderana do imperador, que inicia um processo de modernizao do pas, a chamada Era Meiji era iluminada. As reformas que visam a ocidentalizao incluem uma reforma monetria, militar, o envio de jovens japoneses aos centros de estudo do Ocidente e um incentivo muito forte educao e industrializao. O Japo se moderniza e industrializa-se, ficando imune dominao ocidental. Em 1904-5, o Japo vence a guerra contra a Rssia e passa a dominar a Coria e o Sul da Manchria, na China, dando incio sua expanso imperialista. . Imperialismo norte-americano: Desde as primeiras dcadas do sculo XIX, os EUA mostravam interesse pela regio do Pacfico. Acabaram sendo os principais responsveis pela no diviso da China em protetorados, deixando-a livre para a penetrao de qualquer pas. A partir da vitria na guerra contra a Espanha em 1898, os EUA passam a dominar as Filipinas, tendo ento uma forte penetrao na sia. . Imperialismo russo: A dominao russa na sia bem anterior a das outras naes europias. A dominao russa na China, no Afeganisto, Coria, Prsia no caracterizam o Imperialismo praticado pelos outros pases. A Rssia era um pas mais atrasado e no tinha capitais para exportar para outras regies, ela mesmo era um escoadouro dos capitais da Europa Ocidental, principalmente o capital francs. Trata-se, portanto, de um Imperialismo menos sofisticado que os exercidos por Inglaterra, Frana, EUA e outros. . A ndia: A dominao inglesa na sia tem como principal colnia o continente indiano. Era essa na verdade, a principal colnia inglesa. Os ingleses para dominar essa vasta regio, antes dominada pelo frgil Imprio Mogol, aliando-se aos chefes locais. A dominao no foi feita de uma vez, mas foi fruto de um longo processo. A agricultura no pas, que antes era muito bem organizada, com alto grau de produtividade, foi desorganizada pelos colonizadores ingleses, com a introduo, por exemplo, de plantaes de pio com produo voltada para a China. Deram-se, por isso, as grandes crises de fome no pas. . A China: Antes da chegada dos europeus, os chineses viviam sob jugo da dinastia estrangeira Manchu. O fato de o pas viver sob o domnio de uma dinastia estrangeira explica em grande parte a fragilidade do pas dominao estrangeira. O Sul do pas, onde esto Macau, Canto e Hong Kong sempre foi ma regio mais aberta aos ocidentais, os quais os chineses em geral desprezavam, achando-os inferiores cultura chinesa. A abertura do pas se d fora com as duas guerras do pio, que opuseram o Imprio Celestial Inglaterra. A primeira (1839-42), com vitria inglesa, obriga os chineses a abrir os portos ao Ocidente e doar Hong Kong para os ingleses por algo como 150 anos. O pas deve pagar uma indenizao de guerra e os ingleses detm o controle das exportaes e importaes locais. A partir disso, todos os pases ocidentais vo investir e exportar produtos para a China. H a construo de vrias ferrovias, que desorganizam o espao chins, destruindo a agricultura de alguns lugares. Vrias so as revoltas contra os ocidentais e a dinastia estrangeira.Pr-vestibular solidrio Vetor Aula de Histria Geral - Aula no 21 - A Amrica Latina no sculo XIX 1. Introduo: A Amrica Latina no sculo XIX no teve uma histria feliz. Apesar do que acreditavam os latinoamericanos, a independncia no trouxe um mundo de prosperidade e auto-determinao para os recmcriados pases. As fronteiras no eram certas e logo vieram guerras civis, guerras entre pases do subcontinente e ainda invases estrangeiras. Os novos estados h pouco criados tambm no passaram por bons momentos logo aps a independncia. A situao da economia da regio era dramtica, com a perda momentnea da produo e do comrcio de exportao devido s guerras de independncia. 2. Misria, dependncia e guerras civis: . Separaes e guerras civis: Logo aps as independncias, formaram-se grandes pases na regio como a Gr-Colmbia que inclui o que hoje o Panam, a Colmbia e a Venezuela e o Mxico que ia do Oregon, estado norte-americano, at a fronteira Norte da Gr-Colmbia. Esses grandes pases no conseguiram sobreviver devido falta de grupos internos poderosos que pudesse unificar todo o territrio. Ainda, outros pases tambm enfrentaram guerras civis com desmembramento do seu territrio. . Dependncia econmica: As economias coloniais da Amrica Latina eram especializadas na produo para exportaes e dependiam da produo europia para conseguir os produtos manufaturados, j que poucas manufaturas existiam na Ibero-Amrica. Com as guerras de independncia, essas produes para exportao se desorganizaram e, muitas vezes, suas exportaes foram barradas pela marinha espanhola. Isso levou pobreza dessas regies e escassez dos manufaturados, inclusive os mais bsicos. A economia desses pases surgiu j em crise devido dependncia criada pelos mais de trezentos anos de colonizao. . Crise poltica: Junto s crises econmicas e de legitimidade do novo Estado no territrio, vm as crises polticas nacionais. Havia grande discusso sobre que estado seria formado, qual o seu carter. Havia uma oposio bsica entre conservadores e liberais em todos pases latino-americanos. Conservadores eram geralmente ligados Igreja e defendiam um unitarismo e centralizao. Enquanto isso, os liberais defendiam a autonomia local federalista. Ocorreram grande embates entre esses grupos e at guerras como no caso da Argentina em que as provncias se separaram de Buenos Aires por anos formando uma confederao. . Caudilhismo: Essa resistncia de uma localidade ante os interesses de uma rea central levou o nome de caudilhismo. O caudilho uma figura-smbolo dessa defesa da autonomia local. 3. Guerras e a consolidao dos pases latino-americanos: . Guerras externas: Alm das guerras civis internas desses pases, ocorreram tambm guerras entre pases latino-americanos como a Guerra do Paraguai e as Guerras do Pacfico e ainda a guerra que ops o Mxico aos EUA. A partir de meados do sculo, os pases latino-americanos comearam a se consolidar como pases independentes atravs da exportao de um produto valioso para o mercado internacional. . Guerra do Paraguai: Essa guerra ops o Paraguai Trplice Aliana, formada por Argentina, Brasil e Uruguai. Foi a disputa pelo controle fluvial do rio do Prata, que era pretendido pelo Paraguai para escoar sua produo para o mercado internacional. Trouxe grande misria para o Paraguai. . Guerras do Pacfico: As guerras do Pacfico opuseram o Chile Bolvia e ao Peru com a luta pelo controle da regio do Atacama. As duas guerras foram vencidas pelo Chile, que acabou anexando parte dos territrios dos dois pases, a regio do deserto do Atacama, muito rica em prata, guano e cobre. Com esse resultado, a Bolvia perdeu o seu acesso ao mar. . Guerra mexicano-americana: A regio do Texas, que pertencia ao Mxico, vinha sendo ocupada desde os anos 1820 por pecuaristas americanos ligados aos grandes produtores de algodo do Sul dos EUA. Esses pecuaristas usavam mo-de-obra escrava. O Mxico tinha abolido a escravido na poca de sua emancipao. Para poder ter escravido em seu territrio, os grandes pecuaristas criaram um movimento de independncia do Texas, destacando-se do Mxico em 1836. Em 1845, o Texas se anexa aos EUA criando a ira mexicana, que declara guerra aos EUA. Os mexicanos perdem a guerra e grande parte de seu territrio no Pacfico. . Consolidao das economias hispano-americanas: As economias latino-americanas s se estabilizaram a partir da metade do sculo XIX com a venda macia de produtos de exportao no mercado internacional. Cada pas teve seus prprios produtos e exportao e, com isso, essas economias mantiveram sua dependncia da economia europia oriunda do perodo colonial. Assim, Argentina e Uruguai se estabilizam economicamente com as exportaes de produtos da pecuria, o Brasil com o caf e o Chile com o guano.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 21 - A Revoluo Mexicana 1. Introduo: Acontecida em 1910, a Revoluo mexicana talvez seja a primeira grande revoluo amplamente popular dos tempos contemporneos. Foi uma revoluo basicamente rural e camponesa, com poucos focos de lutas nas cidades. Apesar de todo o ambiente progressista, um grupo nada revolucionrio que se dizia parte da revoluo chegou ao poder e instaurou uma longa ditadura unipartidria que s teve fim em 2000. 2. O Mxico pr-revolucionrio: . A dolorosa consolidao nacional: Aps ter encarado guerras civis, lutas regionais pela independncia, guerra com os EUA e invaso francesa, o Mxico, sem 2/3 do territrio original, consegue consolidar o seu estado e sua economia atravs da exportao de petrleo, metais preciosos e produtos tropicais. . Porfiriato (1876-1910): Os golpes de estado e as ditaduras no eram novidade na histria nacional mexicana, mas a ditadura de Porfrio Diaz foi a maior experimentada no pas at ento. Fruto de um golpe de estado de 1876, ela s terminou com a Revoluo mexicana. Trata-se de um governo fortemente liberal, ligado aos capitais nacionais com vnculos com o capital estrangeiro, sobretudo ingls. H um incentivo uma industrializao dependente dos capitais de exportao e de capitais estrangeiros, criando uma urbanizao no pas e tambm uma grande pobreza nas cidades. Ainda, o governo construiu algumas ferrovias ligando o pas. As terras dos indgenas e da Igreja, terras coletivas, eram vendidas pelo governo para dar lugar a latifndios exportadores, causando grandes danos sociais para a populao rural que iriam levar a revoltas. . Quadro geral do Mxico no fim do Porfiriato: O governo de Diaz fez a economia mexicana crescer de forma dependente e piorou muito a situao das classes pobres rurais do pas. No Norte do pas, havia grandes latifndios pecuaristas, minas de metais, alm de indstrias. As cidades, como a cidade do Mxico, cresceram muito nesse perodo com operrios que ganhavam muito mal e no tinham direitos trabalhistas. Havia ainda alguns intelectuais liberais e de esquerda nas cidades que eram crticos de Diaz. No Sul do pas se encontravam as terras coletivas, que se transformavam em latifndios para o capital exportador. 3. A Revoluo Mexicana: . Palavras iniciais: Por ser uma ditadura h 35 anos no poder que oprimia a populao pobre do pas e tambm era criticada por uma parte da elite por se vincular excessivamente aos capitais ingleses, quando ela derrubada, uma srie de movimentos antes calados se mostram e reivindicam seus direitos. Por isso, a Revoluo acontece em quatro frentes: no Norte rural, no Sul rural, nas cidades principalmente a capital e com os liberais radicais mais tardios , que triunfaro sobre todos os outros no final. . O golpe no Mxico: Porfirio Diaz leva um golpe em 1910 do grande proprietrio ligado aos capitalistas norte-americanos, Madero, que eleito presidente em 1911. Segue-se uma srie de golpes de estado at chegarem no poder os constitucionalistas, ligados a Villa e Zapata. Faz-se a constituio com Carranza eleito presidente em 1917. Carranza assassinado pelos liberais radicais, que empossam bregon. . Sul: Em uma regio indgena densamente povoada chamada Morelos, onde o porfiriato fora cruel com a instalao de grandes fazendas de cana-de-acar, inicia-se um movimento pela reforma agrria. Emiliano Zapata eleito lder desses indigenistas e uma invaso de uma dessas comunidades por hacienderos grandes fazendeiros dado como estopim para o incio da luta revolucionria. O grupo segue marchando tomando as grandes propriedades e transformando-as em terras comunais dos indo-descendentes. Chegam em 1914 cidade do Mxico onde so saudados pela classe intelectual urbana. . Norte: A regio de Chihuahua no Norte do pas terra de grandes pecuaristas. Vaqueiros desses proprietrios criam um movimento para tomar as suas terras tendo como lder Pancho Villa. Eles confiscam as terras e do ao Estado revolucionrio, no caso os generais de Villa. Esses generais depois sero contra o prosseguimento da luta, defendendo suas terras ganhas na Revoluo. . PRI: Surge um terceiro grupo revolucionrio no Noroeste do pas, ligado s firmas norte-americanas, so os liberais radicais. Eles tomam regies exportadoras do pas, conseguindo comprar armas no exterior com dinheiro das exportaes. Vencem os exrcitos de Villa e Zapata, matam os dois e tomam o poder. Fundam o Partido Revolucionrio Institucional que se manter no poder at o final dos anos 90. . Aps a revoluo: O PRI se diz herdeiro da Revoluo mexicana, de Villa e de Zapata. Em alguns momentos do sculo XX, de maneira populista, toma posies progressistas, fazendo a reforma agrria e implantando um direito trabalhista, mas nunca permite participao popular e democrtica no seu governo.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 22 - A primeira guerra mundial 1. Apresentao: A guerra mundial de 1914 a 1918 foi a maior guerra vivida pelo mundo at ento. Aps 100 anos de relativa paz na Europa, essa guerra chegou a matar quase 20 milhes de pessoas. Esses nmeros nunca antes vistos se devem, sobretudo, ao fato de essa guerra ser a primeira grande guerra entre sociedades industriais. A guerra se deu majoritariamente na Europa, mas chegou a envolver todos os continentes do mundo. 2. As causas da guerra: . Uma guerra imperialista: A diviso do mundo nos grandes imprios que havia no dizia mais respeito ao real poder econmico dos pases industrializados em 1914. A produo industrial inglesa j tinha sido ultrapassada pelas economias alem e norte-americana. Entretanto, Inglaterra e Frana tinham quase o total controle sobre os territrios colonizados na frica e na sia, enquanto os dois pases emergentes tinham pouqussimos territrios no ultramar. Isso era um entrave para a expanso das grandes empresas alems e, em menor escala, das norte-americanas. Esse vai ser o fator decisivo da guerra. . Conflitos europeus e imperialistas: No s o conflito de interesses entre Inglaterra e Alemanha levaram guerra. Entre os pases europeus, existiam uma srie de disputas de interesses, territrios e reas de influncia na Europa e nas reas coloniais. Isso vai levar a Europa a se dividir em duas grandes alianas. . O sistema de alianas e a paz armada: Duas alianas se formaram. A primeira era a Trplice Aliana, que juntava a Alemanha, o Imprio ustro-hngaro, a Itlia, o Imprio Turco-Otomano e a Bulgria. A Trplice Entente unia eminentemente a Inglaterra, a Frana e o Imprio Russo. Todos j estavam certos de que haveria guerra, levando grande produo de armamentos e o destacamento de soldados. Faltava apenas uma fasca para explodir aquele conflito. . O nacionalismo vence o internacionalismo: Em 1914, com o assassinato do herdeiro do trono do Imprio austro-hngaro, inicia-se a guerra. Os grupos socialistas, anarquistas e comunistas apelam para os soldados trabalhadores no lutarem contra outros soldados trabalhadores. O apelo no surte o efeito esperado. 3. A guerra: . Frente ocidental: A Alemanha, principal potncia da guerra, decide primeiro vencer a Frana e depois a Rssia. Eles, porm, ficam presos toda a guerra dentro do territrio francs na guerra de trincheiras, lutando contra franceses e ingleses. Os alemes tentaram diversas ofensivas que chegaram a beirar Paris, mas nunca conseguiram avanar por muito tempo. . Frente oriental: Com a frente ocidental paralisada, os alemes invadem a Rssia e obtm seguidas e fceis vitrias. Os soldados russos morrem aos montes, no tendo a tecnologia de guerra que tinham os alemes. Em 1917, os bolcheviques grupo revolucionrio socialista russo tomam o poder e fazem uma paz em separado com a Alemanha, retirando a Rssia da guerra. . Deciso norte-americana: Os EUA, neutros desde o incio da guerra, resolvem entrar na guerra para auxiliar os principais endividados de seus banqueiros, os aliados ingleses e franceses. Sua participao decisiva e eles derrotam o exrcito alemo. 4. Os tratados de paz e o ps-guerra: . Um tratado por pas e o novo mapa europeu: Cada pas europeu derrotado teve um tratado de paz especfico, impondo as condies da rendio incondicional s potncias centrais. Criou-se um novo mapa europeu, com o fim dos quatro grandes imprios, o russo, o alemo, o austro-hngaro e o Turco-Otomano. Todos derrotados tiveram seus territrios bem reduzidos, alm das duras condies impostas pelos tratados. . O Tratado de Versalhes: Esse tratado o tratado especfico da Alemanha. Vieram dos franceses os mais importantes elementos da construo desse tratado. O texto do tratado afirmava que a Alemanha era a nica culpada pela guerra. Impunha Alemanha perdas territoriais, a perda de todas as colnias, estrandosas indenizaes de guerra, ocupao militar provisria e restrio quase total formao de um exrcito, marinha e aeronutica. Este tratado, impossvel de ser completamente cumprido, tem em si os principais motivos que levaram segunda guerra mundial, como muitos j previam mesmo em 1918. . Liga das Naes: Foi criada a Liga das Naes, uma prvia da ONU, onde s participavam os pases vencedores. No teve grande importncia e, principalmente, no conseguiu atingir o seu principal fim, evitar outras guerras. Por isso, foi desfeita com a ecloso da Segunda Grande Guerra.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 23 - A revoluo Russa 1. Introduo: No meio da Grande Guerra, estoura na Rssia a mais importante revoluo do sculo XX, que iria marcar profundamente esse sculo. Essa Revoluo comunista mundial que inicia em 1917 tende a se espalhar para todo o mundo, levando um tero da Humanidade a viver em pases de governo socialista no incio da dcada de 50, apenas trinta anos apenas depois da Revoluo na Rssia. Trata-se da primeira grande revoluo operria da histria, que iria dar lugar ao primeiro regime socialista slido do mundo. 2. A Rssia antes da Revoluo e 1917: . A industrializao russa e a situao econmico-social do pas: Aps o fim da servido no pas em 1861, o governo russo investe na industrializao do pas. Feita de forma dependente, a industrializao aloca uma grande populao do campo para a cidade. Mesmo assim, s vsperas da primeira grande guerra, 80% da populao do pas vivia no campo. A situao dos camponeses era pssima e, na prtica, algumas prticas da servido continuavam existindo. Nas cidades, a situao dos trabalhadores urbanos e operrios tambm era lastimvel. Isso levava criao de diversos movimentos sociais reivindicatrios e utpicos no pas. . Movimentos sociais e partidos na Rssia: O pas tinha uma gama extensa de movimentos sociais e partidos das mais variadas tendncias. Havia liberais ocidentalizantes, socialistas utpicos, anarquistas dos mais diversos tipos e marxistas. Um partido importante que surge nos ltimos anos do XIX o PSDOR Partido Social Democrata Operrio Russo , que depois se divide entre mencheviques e bolcheviques, esses ltimos dominam o partido que iria organizar a Revoluo de outubro. . O ensaio geral para a revoluo: Em 1905, durante uma guerra desastrosa com o Japo, a situao da populao russa piorava. Faz-se em um domingo uma grande marcha pacfica na capital So Petesburgo pedindo po, paz, trabalho e terra. A manifestao violentamente massacrada pelas foras do czar, o que leva o povo a fazer diversas greves e revoltas. O czar, ltimo rei absolutista da Europa, v-se encurralado e abre o regime, permitindo a constituio de um Parlamento a Duma. Com a melhora da situao da economia do pas nos anos seguintes, o czar suprime a assemblia, voltando o regime a ser absolutista. . A guerra e a revoluo de fevereiro: Com a guerra mundial, novamente a situao geral da populao e dos militares piora e muito. As tropas no tinham armas suficientes, nem mantimentos, fazendo soldados morrerem aos montes na frente de combate. Para a populao urbana faltava comida em funo do envio de mantimentos para a frente de guerra. Em 1917, diversas greves paralisam as cidades do pas e o rei manda a sua guarda real os cossacos suprimir as greves e manifestaes. Os cossacos se recusam a abrir novamente fogo contra a populao e o czar abdica do trono. Liberais, liderados por Kerensky, tomam o poder em fevereiro e mantm a Rssia na guerra. . Os sovietes, os bolchevique e Outubro: Com o vazio de poder criado pela abdicao do monarca e a ainda no afirmao em todo o territrio do poder provisrio, criam-se em todo o pas os sovietes. Os sovietes eram assemblias democrticas e populares que administravam uma certa regio ou eram organizao de um certo grupo social. Os bolcheviques, bem reduzidos nesse momento, crescem rapidamente ao defender o fim imediato da guerra e que o poder fosse dado aos sovietes. Como esses eram os grandes anseios da maioria da populao, principalmente a urbana, eles se tornam um grande partido e tomam facilmente o poder em outubro ou novembro no calendrio ocidental. 3. A consolidao e a expanso da Revoluo: . Os primeiros movimentos: As primeiras medidas do novo governo so a paz em separado com a Alemanha e o reconhecimento dos sovietes como poder local. No pas, organiza-se um grupo de oposio ao novo regime, os russos brancos, que tinham auxlio dos pases capitalistas e que declaram guerra aos bolcheviques. Inicia-se a guerra civil entre russos brancos e os vermelhos pelo poder, que dura de 1918 a 1920. A guerra foi extremamente malfica para a populao com racionamento de alimentos e produtos bsicos. Teve no final a vitria do Exrcito Vermelho, apoiado pela grande massa de camponeses do pas. Em 1922 criada a Unio das Repblicas Socialistas Soviticas, a URSS. . As revolues pelo mundo: Por todo o mundo, diversas organizaes operrias e trabalhadoras sadam a Revoluo Russa. Com o fim da guerra na Europa no ano seguinte, explodem em vrios pontos dos pases derrotados, revolues socialistas massacradas pelos governos locais e tropas estrangeiras. Cria-se emMoscou a III Internacional Socialista o Komintern, uma espcie de partido comunista mundial que iria organizar as revolues pelo mundo. . A NEP: Com o fim da guerra civil, a economia do pas est completamente destruda. No resta nenhuma indstria do perodo imperial e a produo de alimentos e produtos bsicos est reduzida e desorganizada. Lenin bola a NEP, a Nova Poltica Econmica, onde os camponeses produziriam uma parcela para o Estado e outra para o mercado, um misto de capitalismo e socialismo. O plano d certo e a produo se estabiliza, voltando as cidades a serem normalmente abastecidas. D-se uma pequena e curta prosperidade no campo. Lenin morre em 1924. . A disputa pelo poder: Com a morte de Lenin, figura centralizadora da poltica nacional, comeam as disputas para ver quem lideraria o PCUS o Partido Comunista da Unio Sovitica que funciona como o Parlamento nacional. Trotsky, um dos principais nomes da Revoluo de outubro, um dos candidatos e defende a Revoluo mundial imediata. Stalin defende a revoluo primeiramente na Rssia e depois no resto do mundo. Stalin vence e transformar o sonho socialista em uma durssima ditadura. . Os planos qinqenais: Stalin estabelece um plano de desenvolvimento industrial e econmico para o pas, utilizando-se de planejamentos econmicos qinqenais de cinco em cinco anos. Houve uma coletivizao forada do campo, que levou a uma forte crise na produo agropecuria e a milhes de mortes pela perseguio do governo aos camponeses que no aceitavam a coletivizao. Deu-se a industrializao no pas, de uma forma autoritria e com grande explorao dos trabalhadores. O xito da rpida industrializao , entretanto, inegvel. . O terror dos anos 30: Stalin faz ainda diversas perseguies polticas, levando antigos revolucionrios, polticos e pessoas comuns para os campos de concentrao, a deportao e a morte. Milhes morreram e a marca ditatorial do regime permaneceu at os anos 1980. Trotsky deportado e assassinado em 1941.Pr-vestibular alternativo Vetor Histria Geral - Aula no 24 - A crise de 1929 e depresso dos anos 30 1. Apresentao: A crise de 29, ou Grande depresso dos anos 30, foi a maior crise econmica vivida pelo capitalismo em todos os tempos. Iniciou com a quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929 e se espalhou por todo o mundo nos anos seguintes, tendo quebrado milhares de empresas e levado milhes ao desemprego em todo o mundo capitalista. A crise representa a mudana da no interveno do Estado na economia para um capitalismo com intervencionismo do Estado na economia. 2. Causas profundas e imediatas da crise: . A economia americana no ps-1 Guerra: Aps a 1 Guerra Mundial, a economia norte-americana foi importantssima para garantir a recuperao da economia europia, fazendo diversos emprstimos a estas e entrando com investimentos na Europa. Tambm, a economia norte-americana supria as colnias europias na frica e na sia, visto que Inglaterra e Frana no conseguiam suprir suas colnias aps a guerra. Isso tudo leva a um grande crescimento da economia norte-americana, que passa a sair de seu relativo isolamento e vira uma economia internacionalizada. . A recuperao das economias europias: Com a prpria ajuda dos EUA, as economias da Europa Ocidental conseguem se reerguer e suas indstrias conseguem atender a demanda interna. Com o tempo, as economias europias tambm conseguem atender as necessidades de suas colnias, passando a rejeitar a ajuda americana neste quesito. O problema que a produo da economia americana era voltada antes para a demanda dos norte-americanos, dos europeus e das colnias. . A causa imediata da crise: Esse fechamento dos mercados coloniais pelas metrpoles em vista da recuperao daquelas economias a causa imediata da crise. Havia um hiperproduo nos EUA que atendia ao mundo inteiro e de um momento para o outro, rejeitada pelos europeus. . As causas profundas da crise: O capitalismo um sistema econmico que vive de crises cclicas. Nunca h um crescimento econmico para sempre porque no h a distribuio da riqueza gerada na produo. Parte da riqueza tirada do trabalhador e reinvestida no aumento da produo. A tendncia da produo capitalista de aumentar sempre. Acaba chegando uma hora em que a produo maior do que a demanda. Isso leva crise econmica. . A crise: A crise tem incio com a quebra de algumas empresas americanas em 1929 na Bolsa de Nova Iorque. D-se em seguida um quebra-quebra de empresas em todos os EUA e em todo o mundo capitalista. A verdadeira depresso econmica se d nos anos 30 e no em 1929 e a principal expresso dessa crise o desemprego generalizado. 3. Conseqncias da crise: . O New Deal: Em 1929, ocupava a presidncia americana um republicano liberal. Ele no tomou nenhuma medida para tentar resolver a crise, crendo que a economia se arrumaria por ela mesma. Isso s agravou a crise. Em 32, elegeu-se presidente o democrata Franklin Roosevelt defendendo a atuao do Estado na economia para resolver a crise. Ele ps em prtica o New Deal, plano de interveno na economia com o objetivo central de reverter os problemas do desemprego na sociedade. Vrios so os traos desse programa: planejamento da produo agrcola, grandes obras pblicas, direitos e assistncia trabalhista e outros. . Pases primrio-exportadores: Os pases que tinham como ncleo da economia as suas exportaes, tendo como exemplo todos os pases latino-americanos duramente atingidos pela crise j que os pases ricos passaram a comprar bem menos seus produtos. A crise econmica desses pases vai ser a causa imediata para golpes de estado. . Europa: As economias europias estavam fortemente endividadas dos americanos e com um grande montante de investimento desses. Isso levou a que essas economias sofressem seriamente tambm os efeitos da crise que se iniciou nos EUA. Isso foi mais grave na Alemanha, que tinha tido uma ligeira recuperao econmica de 1925 a 1929 com a ajuda norte-americana. Isso leva o pas maior hiperinflao de todos os tempos e um enorme desemprego, terreno frtil para a ascenso nazista. . A Unio Sovitica: Esse pas foi o que menos sofreu no mundo os efeitos da crise. Como o desenvolvimento planejado daquela economia tinha poucas relaes com outras economias, quase no houve efeitos da crise de 29 nesse pas. Os planos qinqenais continuaram e uma srie de cientistas e tcnicos ocidentais desempregados por causa da crise foram trabalhar na URSS no perodo.Pr-vestibular alternativo Vetor Histria Geral - Aula no 25 - O Fascismo e o Nazismo 1. A queda do liberalismo: . A descrena no liberalismo: A 1 Guerra Mundial e a Depresso dos anos 30 so dois golpes no liberalismo. A primeira acabou com a iluso de que as democracias liberais, por serem decididas pelo povo, evitariam qualquer tipo de guerra e a segunda abalou essas democracias e tambm a doutrina do liberalismo econmico. O que se v no perodo entre-guerras (1918-1939) a queda das democracias liberais em vrias partes do mundo. H uma descrena generalizada na democracia liberal e no liberalismo econmico. Parte das populaes ainda aclamava lderes autoritrios que diziam que iriam resolver os problemas do pas. Assim foi com Hitler e Mussolini, por exemplo. . A criao de um modelo de fascismo com Mussolini: A Itlia foi duramente humilhada com os tratados de paz de 1918. O que lhe fora prometido no foi cumprido em termos territoriais. Isso levou a um grande apelo nacionalista no pas que, junto com a crise econmica do ps-guerra, foi um terreno favorvel para a ascenso do radical de direita Benito Mussolini ao poder. Ele implantou no pas, a partir de 1922, o primeiro modelo de governo fascista do mundo, que em algumas caractersticas ou de forma generalizada, foi imitado depois por muitos governos direitistas no mundo inteiro. . A ascenso de Hitler e a expanso dos fascismos: Se em algumas caractersticas, as prticas polticas de Mussolini foram imitadas, o fascismo s ganhar projeo mundial com a ascenso de Adolf Hitler na Alemanha em 1933 por via eleitoral. Depois, o nomeado primeiro-ministro Hitler iria transformar a democracia alem em uma durssima ditadura. Hitler modificou alguns traos do fascismo de Mussolini, criando o nazismo, que tinha como grande inovao e relao s teses de Mussolini o racismo. a partir da Crise de 29 e da ascenso do nazismo na Alemanha que o fascismo e o nazismo ganharo uma projeo internacional maior. 3. Elementos do fascismo e do nazismo: . Geral: Os fascismos so vrios. Cada governo ou partido fez uma nova forma de fascismo ou pegou caractersticas esparsas de governos fascistas e ps em prtica. As caractersticas fundamentais dos fascismos que eles so anti-liberais, anti-comunistas e extremamente autoritrios. Crem em uma terceira via alm do liberalismo e do socialismo. . Mobilizao das massas: Como crtica organizao individualista das sociedades liberais, o fascismo faz atravs de um lder, uma grande mobilizao das massas. Essa mobilizao feita de forma autoritria e com um discurso demaggico e falacioso. Por exemplo, o nazismo criticava os judeus e dizia que eles eram os culpados por todos os problemas da Alemanha, direcionando a raiva dos alemes para os judeus. . Racismo e anti-semitismo: Essas caractersticas so exclusivas do nazismo, no dizem respeito ao fascismo italiano. Hitler condenava como raa inferior vrios povos, religies e condies sociais, como os judeus, as testemunhas de Jeov, os eslavos, os ciganos, os homossexuais, os deficientes mentais e outros. . Nacionalismo extremo: Essa uma caracterstica geral dos fascismos. Todos vem os interesses da nao acima de qualquer outra coisa. Criticam culturas estrangeiras e o internacionalismo comunista. No nazismo, o nacionalismo se une ao racismo, fala-se de uma raa alem superior s outras. . Tradicionalismo anti-modernista: Junto com o nacionalismo, vem uma explorao da memria nacional. Mussolini explorava o tema do Imprio Romano, Hitler o das tradies germnicas. Adota-se a arte clssica em oposio arte moderna, esta vista como arte degenerada ou bolchevique. . Revanchismo: Um dos motivos da ascenso de Mussolini e de Hitler e elemento de seus discursos era o revanchismo da 1 Guerra. Ambos prometiam reverter os resultados daquela guerra em proveito de suas naes. Dentro do discurso desses dois lderes est clara a Segunda Guerra Mundial. . Estado intervencionista: Todos os regimes fascistas, como anti-liberais que so, intervm duramente na economia. Hitler fez praticamente uma economia de guerra desde 1933 e Mussolini estatizou vrios ramos da economia italiana. . Represso s demandas trabalhistas: H uma forte represso dos movimentos reivindicativos de melhorias trabalhistas. O que se v na Alemanha, por exemplo, uma regresso dos direitos dos trabalhadores e de suas condies, alm do uso de trabalho escravo de judeus, comunistas e outros nos campos de concentrao.Pr-vestibular alternativo Vetor Histria Geral - Aula no 25 - A Segunda Guerra Mundial 1. Apresentao: A Segunda Guerra Mundial foi a maior guerra vivida pela Humanidade. Morreram nela aproximadamente 50 milhes de pessoas. Esse nmero gigantesco se explica porque se tratou de uma guerra entre sociedades industriais, agora no to limitada Europa como na Primeira Grande Guerra, trata-se verdadeiramente de uma guerra mundial. As mquinas das indstrias que produziam produtos para o consumo humano so direcionadas para produzir a morte, cada vez de forma mais eficiente. 2. As causas da guerra e a guerra: . As causas indiretas: O Tratado de Versalhes em suas clusulas, impossveis de serem completamente cumpridas, semeou outra guerra. A Crise de 29 piorou ainda mais a difcil situao da Europa, especialmente a da Alemanha, levando ascenso do nazismo naquele pas. Essas so as reais causas da guerra. . A consecuo dos fatos de 1933 at a guerra: Itlia, Alemanha e Japo insatisfeitos com a situao geopoltica do ps-guerra, partem em uma empreitada expansionista de 33 a 39, levando guerra. Eles estabelecem um pacto militar entre eles, o Eixo Roma-Berlim-Tquio. A Itlia invade a Etipia e a Albnia. O Japo, a Manchria e depois toda a China em 1937. A Alemanha toma a ustria, a Tchecoslovquia e a Polnia em 1939, fazendo estourar a guerra. Com essa ltima invaso, Frana e Inglaterra declaram guerra Alemanha e um tratado de no-agresso assinado entre os alemes e soviticos no mesmo ano. A invaso da URSS pela Alemanha e o ataque a Pearl Harbor pelos japoneses em 1941 mundializariam a guerra. . A frente ocidental: Os alemes vencem a Frana em 1940 e fazem com eles um acordo de paz, tomando ainda vrios pequenos pases da Europa Ocidental. A Inglaterra no invadida e no faz a paz com Hitler. . A frente oriental: Os Blcs so tomados por Hitler e em 1941 a URSS invadida. H sucessivas derrotas soviticas, visto que os principais lderes militares soviticos tinham sido presos por Stalin nos anos 30. As tropas soviticas lutam de forma muito desordenada. Em 1942, Stalin solta da priso esses militares, que passam a liderar as tropas russas. A partir da vitria russa na batalha de Stalingrado em 1943, os russos obtm sucessivas vitrias at chegar a Berlim em 1945. . Guerra no Pacfico: O Japo luta contra a China a partir de 1937 e contra as colnias francesas e inglesas a partir de 1939. Domina amplas reas do Sudeste asitico e ataca o Hava norte-americano em 1941. Os EUA vencem com certa facilidade o Japo e entram na guerra na Europa, sendo decisivos na frente ocidental contra os alemes. Com a desculpa de que os japoneses no queriam se render, os norte-americanos, querendo intimidar os soviticos, soltam bombas atmicas sobre o Japo. Este se rende logo em seguida. 3. O ps-guerra: . Os vitoriosos: Os grandes vitoriosos da guerra so os EUA e a URSS e, em bem menor escala, a GrBretanha. A diferena que a Unio Sovitica foi sistematicamente invadida ao longo da guerra, perdendo grande parte de sua populao, sua organizao agrcola e suas indstrias. Os soviticos s tinham ganhado fora poltica e militar com a guerra. J os EUA vo ser completamente vitoriosos com a guerra. Perderam relativamente poucos homens e enriqueceram-se muito com a guerra, tendo a economia do pas se beneficiado bastante com a ampla produo de armamentos, recuperando-se de fato da depresso dos anos 30. . Os encontros dos vitoriosos: Houve quatro encontros dos lderes dos vitoriosos desde 1943 quando a derrota do Eixo j estava clara at 1945 para resolver o futuro dos pases derrotados e das reas ocupadas. Houve reunies em Teer, Cairo, Yalta, Potsdam e outras localidades, vrias foram as decises. A URSS declararia guerra ao Japo e retomaria a ilha de Sacalina perdida na guerra russo-japonesa de 1905. A Coria seria dividida em duas regies, uma sob influncia sovitica, outra sob a influncia norte-americana. A Alemanha e a capital Berlim seria dividida em quatro regies de acordo com os vitoriosos na Europa: soviticos, americanos, ingleses e franceses. As reas da Europa oriental libertadas pelo Exrcito Vermelho teriam o destino decidido pela Unio Sovitica e a Europa Ocidental seria guardada pelos EUA. Todas essas decises criariam diversos conflitos durante a Guerra Fria (1945-91). Ainda, seria criada a Organizao das Naes Unidas ONU , um frum para discusso entre as naes e preveno de outra guerra mundial. . As origens da guerra fria: A aliana entre a Inglaterra, EUA e a URSS durante a guerra era condicional, dizia respeito apenas luta contra o nazismo. Durante esses encontros, ficaram claros os atritos entre os EUA e a Unio Sovitica que levariam guerra fria e o medo de uma outra guerra mundial.Pr-vestibular alternativo Vetor Histria Geral - Aula no 26 - A Guerra Fria 1. Introduo: Logo depois do fim da 2 Guerra, o antagonismo entre a Unio Sovitica e os EUA criaram o medo de uma terceira guerra mundial. Em 1945, apenas os EUA tinham a tecnologia da produo da bomba nuclear. Em 1949, a Unio Sovitica desenvolve a sua bomba atmica e em 1954, EUA e URSS desenvolvem a bomba de hidrognio, uma bomba atmica bem mais poderosa do que a bomba de Hiroshima. Ficava o medo de uma guerra nuclear que poderia levar as superpotncias a uma destruio total. Ao medo dessa guerra nuclear entre os dois pases e disputa pela hegemonia mundial d-se o nome de Guerra Fria. 2. Origens e caractersticas gerais da Guerra Fria: . Questes na Europa: Aps a Segunda Guerra, a Europa foi dividida em duas, uma sob a influncia norte-americana, outra sob a influncia sovitica. Uma srie de pequenos conflitos existiram em funo da disputa por territrios. Por exemplo, a briga por Berlim Ocidental, um territrio da Alemanha Ocidental no meio da Alemanha Oriental. A Europa Ocidental recebeu a ajuda financeira dos EUA, no que ficou conhecido como Plano Marshall. Assim, os EUA ajudavam aquelas economias a se reerguerem e afugentar o perigo comunista. . Disputa ideolgica e perseguies internas: Havia uma disputa ideolgica entre as duas superpotncias sobre qual seria o melhor sistema, o socialismo ou o capitalismo. Essa competio se mostrava em vrias reas como na disputa em qual economia era mais dinmica, como at nos jogos olmpicos e na corrida espacial, uma briga pela tecnologia mais avanada. Dentro dos dois pases, em alguns momentos, perseguiram-se os supostos inimigos do regime. Nos EUA, o senador MacArthur fez uma caa aos comunistas na sociedade americana nos anos 50. Na URSS a perseguio aos supostos contrarevolucionrios aconteceu at 1985, mas mais agudamente at a morte de Stalin em 1953. . O armamentismo, uma provocao americana: Havia uma acentuada corrida armamentista entre os dois pases, principalmente na tecnologia das ogivas nucleares. Os recursos destinados aos armamentos eram gigantescos e afetavam duramente o oramento das duas economias, mas mais ainda a da Unio Sovitica, que era mais fraca. Os EUA faziam provocaes Unio Sovitica, levando-a a gastar cada vez mais com armamentos. Assim, os EUA criaram a aliana militar OTAN em 1949 e a URSS o Pacto de Varsvia depois. . Dficits americanos: As duas superpotncias tinham gastos estrondosos com armamentos, atrapalhando o desenvolvimento econmico de ambos. A situao dos trabalhadores americanos no perodo era a melhor j vivida no pas. Isso acontecia para afugentar o perigo comunista dos movimentos de trabalhadores. Como a economia americana era mais robusta, agentou melhor os gastos com armas e com a seguridade social. . Apoio aos movimentos de libertao nacional: Ambos pases apoiavam grupos opostos nas colnias dos antigos Imprios coloniais que estavam se desfazendo. Isso levou a uma srie de guerras no Terceiro mundo. 3. Principais confrontos e conflitos da Guerra Fria: . Perodos quentes e convivncia pacfica: Soviticos e norte-americanos nunca se enfrentaram em um campo de batalha, mas vrios conflitos opunham aliados dos dois lados. Alm disso, houve alguns srios desentendimentos entre os dois pases que criaram um medo real de conflito. Existiram, portanto, perodos quentes e frios na Guerra Fria. De 1945 a 1962, foi um perodo quente com vrios confrontos. De 1962 a 1975 houve o que foi chamado de convivncia pacfica. De 1975 a 1985, a chamada Segunda Guerra Fria. . Guerra da Coria: Alm do j citado desentendimento sobre Berlim Ocidental, houve no incio da Guerra Fria a guerra das Corias. De 1950 a 53, coreanos do Sul e do Norte, apoiados por EUA e URSS, respectivamente, entraram em guerra pelo controle da pennsula. A guerra acabou empatada. . Cuba e a crise dos msseis: Em 1959, ocorre uma revoluo na semi-colnia americana Cuba contra seu ditador, liderada por Castro e Guevara. A revoluo de libertao nacional resiste a uma emboscada da CIA e, para sobreviver, declara-se socialista e alia-se URSS em 1961. No ano seguinte, os soviticos pem msseis com ogivas atmicas na ilha. Cria-se um ponto de confronto entre EUA e URSS resolvido diplomaticamente. . Guerra do Vietn: A colnia francesa da Indochina declara independncia em 1945, sofrendo a invaso das tropas francesas. Os vietnamitas vencem parcialmente a guerra e em 1954 divide-se o pas em Vietn do Norte, comunista e do Sul, apoiado pelos EUA. Os EUA entram com suas tropas na regio nos anos 60, reacendendo a guerra. Os vietnamitas do Norte vencem mesmo assim a guerra e os americanos fogem do pas em 1972. Em 1975, o pas se unifica sob controle do antigo Vietn do Norte.. Afeganisto: A Unio Sovitica tambm perde uma guerra. Invade o Afeganisto nos anos 80, mas impelido pelas tropas locais, a milcia Talib, que contava com armamentos norte-americanos. 4. Questes internas dos Estados Unidos: . O ps-guerra norte-americano: A economia norte-americana havia se recuperado de fato da crise de 1929 apenas com a imensa produo blica durante a 2a Guerra Mundial. A partir de ento, a economia daquele pas necessitar fazer muitos gastos em armamentos, com guerras peridicas, para no cair em uma grave crise econmica de superproduo. Por isso, logo aps a guerra, so construdas vrias bases norteamericanas pelo mundo e muitos recursos so investidos na produo de armas atmicas. H na dcada de 1950 grandes perseguies polticas no pas, o macarthismo. . O Governo Kennedy: Apesar de ter sido um governo curto, a gesto John Kennedy teve momentos e efeitos muito importantes. Ele acabou com o regime de apartheid no Sul do pas, fez uma poltica de confronto com a URSS, levando o mundo crise dos msseis e planejou golpes militares na Amrica Latina, temendo a expanso do comunismo na regio aps a Revoluo Cubana. . Reagan e a 2a Guerra Fria: O republicano Ronald Reagan fica oito anos no poder dos EUA na dcada de 1980 e reacende a Guerra Fria com a URSS, a qual ele chama de Imprio do Mal. Ele impe reformas neoliberais na economia norte-americana e prope o projeto Guerra nas Estrelas, segundo o qual criar-se-ia um escudo anti-msseis para defender os EUA de ataques atmicos soviticos. Isso uma grande provocao URSS, apesar de o projeto ser tecnicamente invivel. Essa e outras medidas armamentistas suas ajudam a derrubar a Unio Sovitica em 1991. 5. Questes internas da Unio Sovitica: . Os ltimos anos de Stalin na URSS: Antes de morrer em 1953, Josef Stalin promove mais uma de suas ondas de perseguies polticas com vrias vtimas. Os anos ps-guerra tambm so caracterizados pelo aumento estupendo do poder geopoltico e do imenso gasto militar da URSS, obcecada em conseguir produzir a bomba atmica. . Kruschev e a desestalinizao: Com a morte de Stalin, seu pupilo Nikita Kruschev emerge como lder no pas. Em 1956 no XX Congresso do PCUS, Kruschev denuncia os crimes de Stalin, denunciando todas as perseguies polticas e os campos de concentrao. Tem incio um limitado processo de desestalinizao do regime, com abertura poltica, melhora das relaes com os EUA e uma pequena democratizao do pas. Ele vira vtima da prpria abertura que promoveu e destitudo por outro grupo no PCUS em 1964. . Os anos Brejnev: Outro pupilo de Stalin, Lionid Brejnev, vira lder do Estado sovitico aps a destituio de Kruschev. Esse muito mais rgido, autoritrio e militarista do que Kruschev. Ele traz de volta caractersticas autoritrias dos tempos de Stalin, investe pesadamente em armamentos e deixa a produo de bens de consumo em segundo plano. A economia sovitica entra, ento, em estagnao.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 27 - A Revoluo Chinesa 1. Apresentao, para entender a China atual: A China atualmente o pas que tem a economia que mais cresce no mundo, ajudando inclusive o crescimento da economia brasileira nos ltimos anos. Trata-se tambm da nica potncia do mundo que pode se confrontar com os EUA no sculo XXI. Entretanto, trata-se de uma grande ditadura responsvel por 90% das penas de morte do mundo, de uma represso e violncia livre expresso de seus cidados. 2. O perodo imperialista (1840-1911): . As guerras do pio: As duas guerras do pio, de 1839 a 1842 e de 1856 a 1860 defrontam o antigo Imprio chins com o Imprio britnico e marcam o incio do Imperialismo na China. O motivo das duas guerras parte do desejo britnico de vender livremente o pio (uma droga) na China e da tentativa do governo chins de barrar essa ao. Ambas guerras tm a Inglaterra como vencedora e tem diversos benefcios a este pas e as potncias europias. Hong Kong, por exemplo, virou colnia inglesa aps a primeira guerra do pio. . reas de influncia: A China nunca virou de fato colnia, a no ser algumas localidades de seu territrio nos momentos de guerra com as invases estrangeiras. Isso se deve por um lado ao respeito que se tinha pelo pas e por outro pelo desejo norte-americano de manter o pas livre para quem quisesse explor-lo. O pas foi dividido em reas de influncia das potncias imperialistas no final do sculo XIX. . Resistncia: O imperialismo causa grandes transtornos para a populao chinesa. A produo agrcola desorganizada e os investimentos transformam a vida no pas. Diversos movimentos de contestao do Imperialismo e do debilitado Imprio chins surgem no pas. Ficaram conhecidos os Taiping, os Boxers e as revoltas rurais. O movimento mais organizado e exitoso o Kuomintang, o partido nacionalista chins. 3. O perodo republicano e a guerra revolucionria (1921-1949): . A queda do Imprio: Os republicanos chineses, liderados pelo partido nacionalista, tomam o poder em 1921 e pem fim ao Imprio. Sun Yat Sen o presidente da repblica chinesa, mas seu poder no levado a srio. De 1921 a 1945 dominam as diferentes reas do pas os senhores da guerra. . A fundao do Partido Comunista Chins (PCC): Em 1921 fundado o PCC por alguns membros do Kuomintang. O PCC na verdade inicialmente uma vertente do partido nacionalista. Com a morte de Sun Yat Sen em 1925, o partido nacionalista perde seu ponto de unio. Em 1927, o novo lder do Kuomintang, Chiang Kai Chek massacra uma revolta operria em Xangai. Os comunistas repudiam o ato e saem do partido nacionalista. Kai Chek os persegue e os comunistas fogem pelo territrio chins no que ficou conhecido como a Grande Marcha. . A Grande Marcha: Durante a grande marcha, Mao Tse Tung se torna um lder do PCC e pe em prtica as suas idias sobre o comunismo. Mao privilegia os camponeses e a formao de um exrcito. Assim, em toda comunidade rural que os comunistas chegavam, eles faziam uma reforma agrria, auxiliavam a produo agrcola e chamavam jovens para a causa da Revoluo. O apoio aos comunistas no campo foi macio. Apesar de os comunistas terem perdido muita gente na marcha, eles ganham uma boa imagem junto populao do pas. . A invaso japonesa: Em 1937 os japoneses invadem a China. Os comunistas e nacionalistas fazem uma trgua e os comunistas conseguem juntar muita gente contra os japoneses na Manchria, no norte do pas. Os comunistas saem muito fortalecidos dessa guerra. . A guerra civil (1945-9): Nesse perodo, o pas entra em uma ampla guerra civil entre comunistas e nacionalistas. Os comunistas vencem a guerra devido ao amplo apoio da populao e os nacionalistas fogem para a ilha de Taiwan, fundando ali a China nacionalista enquanto todo o continente se proclama em 1949 Repblica popular da China, ou China comunista. 4. A difcil construo do comunismo de 1949 at os dias atuais: . A aliana com a URSS: Em um primeiro momento, a China aliada fiel URSS de Stalin, sendo auxiliada por aquele pas com tecnologia, investimentos e tcnicos soviticos que passam a trabalhar na China, ajudando o desenvolvimento chins. Esse apoio foi eminente para a China se reorganizar aps a guerra contra o Japo. A Guerra da Coria: A China intervm na Guerra da Coria, quando a Coria do Norte comunista estava quase sendo derrotada pelas tropas sul-coreanas e norte-americanas. Mais de cem mil soldados chinesesvoluntrios vo lutar no pas junto com os norte-coreanos. A guerra malfica para a China pelas perdas humanas e econmicas. . O rompimento com a URSS: Em 1957, a China corta relaes com a URSS, desapontada com a desestalinizao de Kruschev e com a poltica de convivncia pacfica daquele pas com os EUA. Todos os tcnicos soviticos vo embora, assim como os investimentos e o auxlio tecnolgico sovitico, trazendo grande prejuzo para o pas. . O Grande Salto: Mao Tse Tung defende o Grande Salto para Frente em 1958, uma tentativa autoritria de industrializao e desenvolvimento rpido da China atravs da criao de pequenos fornos siderrgicos em reas rurais e uma reorganizao total da agricultura e da economia do pas. um grande desastre que acaba por desorganizar toda a produo chinesa e leva milhes fome e morte. . A Revoluo Cultural: Em 1965, Mao defende junto aos estudantes chineses a Revoluo Cultural, movimento que leva a um extremismo poltico no pas com vrias perseguies polticas e muitas mortes. Trata-se de outro desastre. . As Quatro modernizaes: Mao morre em 1976 junto com a Revoluo Cultural. O PCC, quase destrudo por aquela revoluo, reestrutura-se e em 1978 elege Deng Xiaoping para sua liderana. Ele defende as Quatro Modernizaes, onde se promove o desenvolvimento econmico do pas mesclando prticas capitalistas e socialistas e abrindo algumas cidades costeiras ao investimento estrangeiro. De certa forma, este modelo at hoje implantado. Desde ento, o pas no para de crescer e abrir-se economicamente, mantendo todos os traos de uma ditadura, com pouca abertura poltica.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 28 - Descolonizao da frica e da sia 1. Apresentao: A frica e todo o Sul da sia principalmente o continente indiano so hoje as regies mais pobres do mundo. H srias epidemias de SIDA (AIDS), tuberculose, lepra e outras vrias doenas j controladas nos pases desenvolvidos. H os maiores ndices de misria do mundo nessas regies e srios problemas de fome. Como se os problemas sociais desses pases no fossem enormes, os governos investem pesado em armas, como os pases africanos em guerra civil e o Paquisto e a ndia que tm projetos avanados de produo de armas atmicas. Mas a causa maior para as crises de misria e fome na regio est no sculo XIX e na primeira metade do sculo XX, no perodo imperialista. 2. No contexto da Guerra Fria: . A causa externa das independncias: Aps a Segunda Guerra Mundial, as antigas potncias imperialistas do sculo XIX, principalmente Inglaterra e Frana, vo entrar em franca decadncia e perder poder no cenrio internacional, agora dominado por Estados Unidos e Unio Sovitica. Alm das antigas potncias se enfraquecerem, tornando mais fcil o processo de independncia, as novas potncias da guerra fria vo incentivar grupos ideolgicos a fazerem a independncia. Assim, grupos pr-independncia socialistas recebero apoio da URSS e grupos ligados ao capital internacional, recebero apoio direto norte-americano. . A causa interna das libertaes nacionais: Se o peso da dominao se tornava cada vez maior, os grupos nacionais dispostos a por fim explorao estrangeira se amadureciam e fortaleciam-se. Por exemplo, o grupo de Gandhi e Nehru na ndia ganha grande apoio dos indianos no perodo logo anterior Segunda Guerra. Isso torna a colonizao inglesa mais complicada, visto que a populao local j apia um grupo definido disposto a se separar do Imprio britnico. . Os conflitos ps-independncia: No h como generalizar como se deu a independncia dos pases na frica e na sia, mas grande parte desses processos foi marcado em algum momento por uma forte violncia. Alm da luta contra a metrpole, os grupos locais entraram em conflito entre si em quase todos os pases independentes. Isso porque os imperialistas no respeitaram as fronteiras dos grupos locais e porque a Guerra Fria fortalecia grupos opostos que lutavam pela independncia. . A difcil construo da nao: A construo de uma prosperidade nesses pases foi muito difcil, tanto que nenhum desses pases hoje tem riqueza ou igualdade. Os novos governos tinham que reverter a herana imperialista, findar as lutas contra a metrpole e as lutas locais e criar um certo consenso sobre o rumo desses pases. importante lembrar que o Imperialismo deixou marcas fortes nesses pases. O campo, por exemplo, na poca imperialista foi invadido por plantations quase monocultoras para exportao com a terra controlada por estrangeiros. Essas plantations desgastam mais o solo do que o normal e levam a pragas e desastres naturais, como a reproduo descontrolada de gafanhotos e a seca e, conseqentemente, a fome. 3. Um caso especfico, a ndia: A independncia pacfica da ndia: O grupo do partido do Congresso, liderado por Gandhi e Nehru, lidera a partir dos anos 20 um processo pacfico de independncia da Inglaterra. Ganham grande apoio da populao, duramente castigada pela dominao imperialista, com sua poltica de no-cooperao pacfica. A Inglaterra, durante a Segunda Guerra, prope um acordo. Se os indianos lutassem na guerra na sia, os ingleses dariam a independncia ao pas aps a guerra. Os lderes do Partido do Congresso aceitam e os indianos participam da guerra. Aps a guerra, os ingleses insistem em no dar a independncia ao pas apesar do acordo, mas acabam sob presso tendo que aceitar a independncia do pas em 1947. O partido do Congresso organiza uma grande democracia no pas, mas muulmanos e hindus entram em diversos confrontos pelo pas e os muulmanos exigem a criao de um Estado para eles. criado o Paquisto, com territrios a Leste e a Oeste da ndia. Os muulmanos indianos tm que fugir para o Paquisto para no serem massacrados pelos hindus e os hindus que esto no territrio do Paquisto tm que fugir para a ndia para no serem massacrados pelos muulmanos. Segue uma ampla violncia entre os dois grupos e logo os pases entram em guerra. Desde ento, os dois pases entram em guerra trs vezes e desenvolvem armamentos nucleares para uma possvel nova guerra. Obviamente, a guerra extremamente malfica para ambos governos e para suas populaes, extremamente miserveis. Ainda, o conflito entre os dois tem a ver com a guerra fria at 1991. A ndia aliada da Unio Sovitica e o Paquisto, dos EUA. Na dcada de 70, o Paquisto oriental vira um pas independente sob o nome de Bangladesh.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 29 - A Amrica Latina contempornea 1. Apresentao: Quase toda a Amrica Latina hoje goza de democracias liberais como regimes polticos nacionais, pelo menos nos grandes pases, como Brasil, Mxico, Argentina, Chile, Venezuela e outros. Apesar do regime poltico livre, a situao econmica da regio de uma forma geral no vai bem. Enquanto pases emergentes na sia no param de receber investimentos estrangeiros e crescer economicamente, a situao da Amrica Latina de uma grande recesso desde a crise da dvida externa no incio da dcada de 80. Vejamos o porqu de tanta recesso econmica. 2. Perodo populista, 1930-1970: . Queda das oligarquias: Logo aps a crise de 1929, houve diversos golpes na Amrica Latina. Isso porque acabava o poderio supremo que as elites regionais primrio-exportadoras tinham no cenrio poltico nacional. Novos regimes, muitas vezes autoritrios, iriam surgir nos pases latino-americanos. . O populismo: O populismo, em sua face histrica, tem como caractersticas a existncia de lderes carismticos, o autoritarismo, o apelo junto s massas populares, a concesso de direitos trabalhistas aos trabalhadores conseguidos na verdade com ampla presso da classe trabalhadora , a manipulao dos trabalhadores com esses direitos e outros agrados e tambm um forte nacionalismo. Esse modelo vai ficar explcito no Brasil, Argentina e Mxico at os golpes militares nos dois primeiros pases. . Industrializao e direitos trabalhistas: O perodo em que prevaleceu o populismo na Amrica Latina diferente de pas para pas, mas dura at mais ou menos as dcadas de 60 e 70. No Brasil, por exemplo, o populismo foi interrompido em 1964 pelo golpe civil-militar. Esse perodo para os trs pases em questo foi um perodo de grande desenvolvimento industrial e econmico-social em geral. No Brasil, por exemplo, os trabalhadores conseguiram atravs da presso diversos direitos trabalhistas, esse avano na aquisio de direitos no Brasil vai se interromper em 1964. Os trs pases Brasil, Mxico e Argentina conseguiram montar uma indstria de base no perodo e ainda nacionalizaram vrias indstrias de setores estratgicos da economia. Os trs grandes da Amrica Latina vo ganhar autonomia econmica com a diversificao industrial adquirida neste perodo. . Multinacionais: Se os pases ganham um parque industrial completo nesse perodo, recebem tambm as multinacionais. O perodo a partir de 1945 caracterizado pela instalao de fbricas pelas multinacionais em vrios pases, inclusive nos subdesenvolvidos. o caso da Volkswagen que chega ao Brasil durante o governo Juscelino Kubischek. Se essas multinacionais ajudam na diversificao econmica desses pases, elas vo enviar remessas de lucros s suas matrizes e vo ser contra as reformas sociais profundas defendidas nesses pases, ajudando a instaurao de ditaduras na regio. . Guerra Fria: A partir de 1945 tambm tem incio a Guerra Fria. E a partir de 1961 com a adoo do socialismo por Cuba e a aliana desse pas Unio Sovitica, a Amrica Latina ser centro de combate. O governo cubano e revolucionrios como Che Guevara tentam revolues socialistas em outras regies da Amrica Latina e os EUA temem essa difuso do comunismo na regio. Temendo por governos populistas de esquerda e socialistas, os EUA vo incentivar golpes militares na Amrica Latina nas dcadas de 60 e 70. . Golpes militares: Os golpes militares no Brasil, Argentina, Chile e outros so dados por membros da elite industrial e financeira nacional, ligados ao capital multinacional e com o apoio do governo norteamericano. Em todos os casos, h um plano do que fazer com esses pases aps o golpe. No Brasil, por exemplo, um grupo de industriais e economistas bolam juntos os planos econmicos que sero impostos a partir de 1964. No Chile, depois do golpe de 1973, so impostas reformas neoliberais naquele pas. 3. Ditaduras e perodo democrtico (dcada de 80 at hoje): . As ditaduras e a dvida externa: As ditaduras foram planejadas pelas elites de cada pas, portanto visavam melhorar as condies econmicas dessas elites e no do povo em geral. Para isso, os governos e empresas privadas latino-americanas pegaram diversos emprstimos no mercado internacional e com a crise do petrleo de 1973, os juros desses emprstimos aumentam extraordinariamente. Esse o momento em que a dvida externa desses pases vai dar um grande salto. A represso tambm violentssima em todos pases. . Crise econmica: Com a imensa dvida externa e interna, esses pases limitam as contas governamentais para pagar as dvidas. A dvida causou hiperinflao, recesso e menor investimento nas reas sociais. Alguns pases ainda tentaram resolver o problema dolarizando a economia, tornando-a mais dependente ainda.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 30 O Oriente Mdio contemporneo e o mundo rabe 1. Apresentao: Segundo o discurso imperialista atual, o Oriente Mdio e o mundo islmico no tm jeito. Diversos polticos e analistas afirmam que o Ocidente superior culturalmente ao mundo muulmano e o presidente dos EUA diz que tem que fazer uma misso no local para acabar com as ditaduras sanguinrias e impor a democracia na regio. Vejamos se os rabes so realmente inferiores a ns ou se foi culpa do prprio Imperialismo e da ganncia capitalista pelo petrleo que faz com que a regio no tenha democracias. 2. O conflito rabe-israelense na Palestina: . A regio da Palestina: At o final da Primeira Guerra Mundial, a regio da Palestina, onde vivem os palestinos que so rabes e em franca maioria muulmanos, mas com alguns catlicos como era o caso de Yasser Arafat era territrio do Imprio turco-otomano. A partir de ento at a criao dos estados de Israel e Palestina pela ONU em 1947, a regio ser colnia britnica. A regio foi at 1880 habitada quase que unicamente pelos palestinos locais que, apesar de terem religies diferentes, no tinham conflitos internos. . O sionismo, uma primeira colonizao: A partir de 1880 surge na Europa Central o movimento do sionismo. Esse movimento defende a volta dos judeus para a terra santa ou Cana. Isso acontece devido aos massacres que os judeus recebiam na Europa Central e Oriental e ao anti-semitismo amplamente difundido pela Europa inteira. Banqueiros ingleses judeus financiam as viagens de judeus da Europa Central e Oriental para a Palestina. At 1933, os judeus convivem tranqilamente com os palestinos. . A fuga do nazismo e os primeiros conflitos (1933-39): Com a ascenso de Hitler na Alemanha, vrios judeus de uma s vez fogem para a Palestina. Como o nmero de judeus tinha ficado grande demais, comeam a surgir os primeiros conflitos, com grande violncia por parte dos judeus contra os palestinos. . A deciso da ONU e a guerra de independncia (1948-9): A ONU decide, aps o fim da Segunda Guerra e com os horrores do Holocausto publicados, criar um Estado judeu e um Estado palestino independentes. A diviso feita pela ONU beneficiava os judeus. Os britnicos se recusam a organizar a estruturao dos dois estados e Israel declara independncia. Os pases rabes saem em socorro dos palestinos, ocupam a faixa de Gaza e a Cisjordnia, mas perdem a guerra diante do exrcito israelense financiado por poderosos judeus de Nova York e Londres. . Guerra dos seis dias (1967): Nessa guerra que novamente ops Egito, Jordnia e Sria contra Israel, a vitria foi rpida e humilhante para os israelenses. Entretanto, o Egito conseguiu nacionalizar o canal de Suez. Nessa guerra, os israelenses tomam os territrios palestinos da faixa de Gaza e da Cisjordnia. Desde ento, essas regies de grande maioria palestina esto sob o controle israelense. . Guerra do Yom Kippur (1973): Outra guerra de vitria humilhante dos israelenses, mas onde os rabes mostraram organizao e cortaram o fornecimento de petrleo para Israel e aumentaram quatro vezes o preo do petrleo no mercado internacional, levando a uma grande crise no capitalismo mundial. . Um confronto entre desiguais: Enquanto Israel uma potncia blica que tem at bombas atmicas e tem amplo apoio dos EUA, os palestinos nem uma organizao estatal tm. Os israelenses expulsaram os palestinos da regio Norte do pas para o Lbano e foraram a fuga de vrios outros palestinos da Faixa de Gaza e Cisjordnia. Muitos palestinos esto presos por atividades polticas subversivas. Uma poltica que os israelenses fazem h muito tempo fundao de colnias judias dentro dos territrios palestinos e o controle sistemtico das escassas fontes de gua da regio. Uma tentativa de paz quase chegou a concretizar o sonho de um Estado palestino em 1993, mas o primeiro-ministro israelense Isaac Rabin foi morto por um extremista israelense. A ltima poltica do Estado de Israel a construo de um muro que diminui o tamanho do territrio palestino e isola-os do territrio ampliado dos israelenses. 3. Outros casos emblemticos no mundo rabe . O Nasserismo, o socialismo rabe: O oficial militar Abdul Nasser emerge como presidente do Egito em 1953 aps o golpe de Estado de 1952 que ps fim monarquia no pas. Ele ficaria como presidente do pas at 1970. Nasser lidera amplas reformas no pas, tirando o poder da antiga classe dos grandes proprietrios de terra exportadores de algodo que sustentavam a antiga monarquia. Ele faz uma ampla reforma agrria limitando o tamanho da terra e dando terra a um grande grupo de lavradores sem terra. Isso diminui imensamente a pobreza no pas. Nasser faz ainda nacionalizaes, como do canal do Suez britnico em 1967 econstri, com a ajuda sovitica, diversas indstrias pesadas dando autonomia economia do pas. Vira um modelo no mundo rabe, sendo o seguidor mais conhecido Muamar Kadafi, ditador da Lbia. . A Revoluo Iraniana: At 1979, imperava no Ir uma dura ditadura de direita liderada pelo x Reza Pahlevi, que era fielmente alinhada aos interesses norte-americanos. Neste ano, d-se a Revoluo islmica no pas com a derrubada de Pahlevi, a tomada da embaixada dos EUA em Teer e a instituio de uma democracia islmica, onde sobre a democracia existe um poder superior religioso, que fica nas mos do aiatol. O primeiro e mais importante aiatol, smbolo da Revoluo Iraniana foi Khomeini. Desde ento, EUA e Israel os quais os lderes polticos e religiosos iranianos chamam respectivamente de grande e pequeno sat tem srios desentendimentos com o pas. Primeiramente, os norte-americanos armaram o seu ento aliado, o ditador iraquiano Saddam Hussein, contra o pas na Guerra Ir-Iraque (1980-1988). Hoje em dia, o Ir faz parte do chamado Eixo do Mal, grupo de pases antipatizados por Bush. . Iraque: O pas foi aliado dos EUA durante a guerra Ir-Iraque, mas com a tomada do Kuwait pelo Iraque em 1991, o governo norte-americano cria uma coalizo internacional para conter a invaso iraquiana ao Kuwait, a Primeira Guerra do Golfo. Em uma segunda guerra, em 2003, os EUA invadem o pas sob a falsa desculpa de que o ditador iraquiano guardava armas de destruio em massa. A inteno de dominar a produo de petrleo iraquiano nesta guerra clara. . Afeganisto: Os norte-americanos tambm foram aliados da milcia extremista islmica talib, quando da invaso sovitica ao pas, de 1980 a 1989. Com o fim dessa guerra, estabelece-se um regime extremista religioso no pas com graves desrespeitos s liberdades individuais e s igualdades bsicas. Os EUA invadem o pas em 2001, como resposta aos ataques de 11/09/2001, afirmando que o Afeganisto era base do terrorismo internacional. O pas rico em petrleo e gs natural.Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 31 - A queda da URSS e a nova ordem mundial 1. Apresentao: Aps o colapso da Unio Sovitica, um discurso conservador emergiu no mundo afirmando que s o capitalismo era possvel e que o socialismo na prtica no funcionava. Esse pensamento vinha aliado de outros que afirmam que pagar a dvida externa mais importante do que alimentar a populao ou dar escola e sade s crianas. So os novos tempos, de uma hiperpotncia, do neoliberalismo e do terrorismo. 2. A queda da Unio Sovitica: . A limitao econmica do pas: Os Estados Unidos, desde o final da Segunda Guerra, lideram uma forte corrida armamentista contra a Unio Sovitica. Essa sempre tentou responder mesma altura, o que foi muito difcil e prejudicial ao pas. A economia sovitica tinha srios problemas de desabastecimento de alguns produtos bsicos para consumo de sua populao, mas tinha um espetacular sistema de msseis intercontinentais, alguns com vrias ogivas nucleares. Isso leva o pas a partir da dcada de 70, comear a parar de crescer economicamente e tentar fazer tratados com os EUA para diminuir o nmero de armas nucleares. . Os tempos Gorbatchev: Mikhail Gorbatchev emerge como lder do PCUS em 1985 propondo a perestroika, reestruturao econmica do pas e a glasnost, transparncia poltica. A reestruturao econmica do pas se mostra extremamente difcil e a glasnost anda muito rapidamente, os grupos locais comeam a reivindicar autonomia. So fundadas as 15 repblicas dentro da URSS, das quais a principal a Rssia. Diante de vrias manifestaes populares, Gorbatchev renuncia e pe fim URSS em 1991, emergindo as exrepblicas soviticas e a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), que no tem nenhum poder especial. . As ex-repblicas ps-1991: Todas ex-repblicas aparecem em um cenrio terrvel. Uma ampla crise econmica abate estes pases e h privatizaes em massa por parte do Estado. Surge a mfia russa que vende armamentos do exrcito e da indstria armamentista russa para grupos ilcitos no mundo inteiro e a corrupo aumenta tremendamente nesses pases. A democracia ainda est longe de estar consolidada nesses pases, como mostra o exemplo recente da Ucrnia. 3. A nova ordem mundial: . A hiperpotncia: Diante do fim da URSS, os EUA emergem como a nica hiperpotncia do mundo, pelo menos por enquanto. Isso permite ao pas invadir quase qualquer pas do mundo sem levar em conta nenhum outro pas ou a ONU, que perdeu a centralidade que tinha como frum mundial durante a guerra fria. A economia norte-americana tambm respirou aliviada com a reduo sistemtica dos gastos militares no pas, principalmente durante a era Clinton (1993-2000). . Neoliberalismo: Essa doutrina econmica j existia antes da queda do muro de Berlim. Foi posta em prtica na Gr-Bretanha e no Chile nos anos 70. Alguns elementos dela so: o Estado mnimo, ou melhor, a crena de que o Estado deve prover apenas as mnimas exigncias da populao e no necessariamente com qualidade; a perda dos direitos trabalhistas pelos trabalhadores, que a caracterstica dos novos tempos em que no h o perigo vermelho to forte dentro do movimento operrio; a responsabilidade fiscal, onde o Estado deve gastar apenas o que arrecada, no importa se pessoas vo passar fome, ficar sem escola ou hospitais, no se deve ser irresponsvel com as contas do governo e todas as dvidas do Estado devem ser pagas em dia, a dvida social menos importante que as dvidas com os banqueiros; mercantilizao de todas as coisas, todos os servios e deveres do Estado so vistos como mercadorias, por exemplo, a educao e a sade so, segundo a lgica neoliberal, mercadorias; abertura econmica, as economias devem ser plenamente abertas, setores estratgicos no podem ser protegidos. Essa ltima clusula da cartilha neoliberal s vigora na verdade em alguns pases subdesenvolvidos submissos como o Brasil. Os EUA, os pases europeus e a China no adotam essas medidas, visto que defendem diversos setores-chave das suas economias. O neoliberalismo pronunciado como se fosse o nico modelo possvel, o nico modo de se conduzir a economia. . Doutrina Bush: exatamente a doutrina da hiperpotncia intolerante. Segundo essa doutrina, os EUA podem fazer o que quiserem, no mediar o conflito rabe-israelense, no assinar o tratado ambiental de Kioto, nem prestar contas ONU. A realizao dessa doutrina levou grupos terroristas muulmanos a atacar os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001, o que acirrou mais ainda a radicalizao da doutrina Bush, inclusive com perda de direitos individuais bsicos dos cidados tirando, em geral, muitas caractersticas democrticas do pas.