História Geral - Apostila Pré-Vestibular Vetor

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<p>Pr-Vestibular Comunitrio Vetor Calendrio das aulas de Histria Geral em 2006: 1a Parte do Curso - Aulas com durao de uma hora: Aula no. 0 - Apresentao e reflexo sobre o vestibular Aula no. 1 - O feudalismo e a crise do feudalismo na Europa ocidental Paixo de Cristo Aula no. 2 - A Formao dos estados nacionais, enfoque sobre o caso de Portugal Aula no. 3 - O Estado moderno: absolutismo e mercantilismo Aula no. 4 - O Renascimento Semana Santa Primeira aula especial: Passeio pelo centro histrico do Rio de Janeiro Aula no. 5 - A Amrica pr-colombiana Aula no. 6 - A colonizao da Amrica Aula no. 7 - As reformas religiosas na Europa Corpus Christi Aula no. 8 - As revolues inglesas Aula no. 9 - A Revoluo cientfica e o Iluminismo do sculo XVIII Aula no. 10 - O Despotismo esclarecido Segunda aula especial: Vdeo Aula no. 11 - A Independncia dos Estados Unidos Aula no. 12 - A Revoluo industrial, aula 1: as causas da Revoluo industrial Aula no. 13 - A Revoluo industrial, aula 2: a revoluo e suas conseqncias Aula no. 14 - A Revoluo francesa, aula 1: causas da Revoluo Francesa Aula no. 15 - A Revoluo francesa, aula 2: as eras das instituies e das antecipaes 2a parte do curso - aulas com durao de duas horas: Aula no. 16 - O Imprio napolenico e a independncia dos pases latino-americanos Aula no. 17 - As revoltas e revolues, idias e ideologias da Europa do sculo XIX Aula no. 18 - A industrializao da Europa continental e unificaes italiana e alem Terceira aula especial: Msica e Histria Aula no. 19 - A guerra de Secesso americana e expansionismo dos EUA Aula no. 20 - O imperialismo na frica e na sia Aula no. 21 - A Amrica Latina no sculo XIX e a Revoluo Mexicana Aula no. 22 - A primeira guerra mundial Aula no. 23 - A revoluo russa Aula no. 24 - A crise de 1929 e a depresso dos anos 30 Aula no. 25 - Os fascismos e a segunda guerra mundial Aula no. 26 - A Guerra fria Aula no. 27 - A revoluo chinesa Aula no. 28 - As lutas de libertao nacional na frica e na sia Aula no. 29 - A Amrica Latina contempornea Aula no. 30 - O Oriente Mdio contemporneo e o mundo rabe Aula no. 31 - O fim da URSS e a nova ordem mundial</p> <p>Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 1 - O feudalismo e crise do feudalismo na Europa ocidental 1. O Feudalismo, conceituao: . O que foi: Feudalismo foi o modo de organizao da sociedade na Idade Mdia (sculos V ao XV) na Europa. Sua caracterstica maior a servido, relao social de produo onde h dependncia e explorao entre o senhor e o servo. Basicamente, o servo trabalhava nas terras do senhor e o senhor tinha que defender o servo. Vejamos outras caractersticas do feudalismo. . Descentralizao poltica: Apesar de haver reis e reinos com grandes territrios, quem realmente tinha o controle das diversas regies da Europa eram os senhores feudais, cada um tendo controle sobre o pequeno senhorio, estando a Europa dividida, portanto, em pequenssimos estados, cada um com o seu senhor. . Produo para o consumo: Diferentemente do capitalismo, no regime feudal produziam-se bens essencialmente para o consumo dos habitantes do prprio senhorio. Assim, produzia-se apenas o po que iria ser consumido no senhorio e no mais do que isso, a produo no era feita em funo do comrcio, apenas o excedente de produo era vendido para o mercado. . Pequeno comrcio e pouca movimentao de pessoas: O comrcio entre as diversas regies da Europa era pequeno assim como a movimentao das populaes, principalmente na primeira parte da Idade Mdia, a Alta Idade Mdia (sculos V ao X). O comrcio e a urbanizao aumentaram na Baixa Idade Mdia (XI-XV). . Trs ordens sociais: A sociedade medieval poderia ser dividida em trs ordens ou grupos. Os que lavram, os camponeses que eram servos; os que guerreiam, a nobreza feudal que lutava nas guerras; e os que oram, o clero, membros da Igreja que, nesse perodo tinham grande prestgio. Tanto a nobreza os cavaleiros como o clero eram proprietrios de terra e, portanto, senhores feudais. . Predomnio da Igreja romana e teocentrismo: A Igreja catlica era muito poderosa nesse tempo, podendo ser considerada a maior fora da Idade Mdia, mais que os reis e senhores feudais. Tudo nesse perodo era explicado atravs da religio, de Deus e a superstio era muito forte entre todas as pessoas. . Condenao do lucro e da usura (juros) pela Igreja: Um ponto importante da doutrina da Igreja nesse perodo era a condenao do lucro e da usura, que se tornaram empecilhos para o crescimento do artesanato e comrcio, tornando-se um ponto de conflito entre a Igreja e a burguesia que estava surgindo na Baixa Idade Mdia. Essa condenao do lucro e o fato de a produo no ser voltada para o comrcio eram empecilhos para o desenvolvimento da burguesia. 2. Crise e queda do feudalismo: . A Baixa Idade Mdia (XI-XV): Aps o fim das invases brbaras da Alta Idade Mdia, a populao na Europa comea a crescer, levando em seguida expanso do comrcio e ao surgimento das cidades, o que iria trazer grandes mudanas para a Europa. . Expanso do feudalismo: As inovaes tcnicas, o aumento da mo-de-obra e o fim das invases permitiram a produo de um excedente da produo nos senhorios que era vendido. Isso cria um certo comrcio e uma classe mercantil, que transportava e comercializava essa produo. Novas terras comeam a ser exploradas e o feudalismo se expande, surgindo grandes movimentos mercantis como o comrcio martimo e as Cruzadas, expanso do feudalismo europeu para o Oriente. . Feiras e burgos: Com o aumento do comrcio, surgem as feiras, lugar onde se vendia o excedente de produo dos senhorios. Elas logo cresceram e deixaram de ser temporrias para serem permanentes, virando cidades ou burgos. Os comerciantes e artesos que se estabeleciam nessa regio compravam as terras dos senhores e faziam burgos livres dos senhores feudais. Para l fugiriam os servos, reforando a produo dessas cidades. . Burguesia: O artesanato nas cidades se organizava atravs das corporaes de ofcio, que eram as unies hierarquizadas de artesos que faziam um mesmo produto. Os chefes dessas corporaes, mestres de ofcio, e os comerciantes se enquadram no perfil da nova classe que estava surgindo, a burguesia. . Crise do sculo XIV: Nesse sculo, uma grande crise de fome, peste e guerras assola a Europa matando um tero da sua populao. Essa crise ir acentuar as modificaes que j vinham ocorrendo no campo e, principalmente, ir acentuar a fuga de camponeses para as cidades. . Crise final do sistema: Com a fuga de servos para as cidades, a revolta de outros e a morte de mais camponeses com a peste e a fome, os senhores feudais entram em crise e muitos vo perder seus postos. As relaes no campo na Europa Ocidental no vo mais se basear na servido. Era a decadncia do feudalismo e o fim da Idade Mdia.</p> <p>Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 2 - A formao dos estados nacionais, enfoque sobre Portugal 1. A formao dos estados nacionais, caractersticas gerais: . Acordo entre nobreza, clero e burguesia: Com o enfraquecimento da classe feudal os senhores de terra , as monarquias vo conseguir se fortalecer no panorama europeu. As novas monarquias so chamadas de absolutas, caractersticas da Era Moderna na Europa (sculos XV-XVIII). Essa monarquia onde aparentemente o rei tem todo o poder do Estado , na verdade, um Estado com a preponderncia do clero e da nobreza, tendo tambm a presena importante da burguesia. . Mercado nacional unificado: Interessa ao comrcio e produo dos burgos um estado nacional onde no se precise pagar taxas para atravessar os senhorios (como acontecia na Idade Mdia), onde os pesos e medidas sejam os mesmos em todo o territrio nacional e a moeda seja a mesma em todo o reino. Tudo isso cumprido no novo estado que est surgindo. O mercado nacional unificado pelos interesses do comrcio e da produo da burguesia. . Lngua nacional: nesse mesmo perodo que surgem as lnguas nacionais europias. Elas so importantes para que todos no pas se entendam na fala e na escrita e o Estado se faa presente em todo o territrio com uma lngua comum. O surgimento das lnguas nacionais marcado pela publicao de grandes obras literrias nacionais. . Reduo do poder da Igreja e do papa: Se durante a Idade Mdia, o poder do papa se fazia presente em toda a Europa fragmentada em pequenos senhorios, agora na Era Moderna, o poder papal encontrar dificuldade de se impor diante de poderosos estados nacionais. H diversos conflitos entre a Igreja e os Estados recm-surgidos. . Casos particulares: Apesar de haver caractersticas gerais ao surgimento dessa nova forma de organizao poltica, o estado nacional, cada pas se unificou em condies especficas: A Espanha se unificou pela luta de vrias casas de nobreza contra os muulmanos na pennsula ibrica, a chamada guerra de Reconquista. No final do conflito, o rei de Arago se casou com a rainha de Castela unificando o territrio; a Frana fortaleceu a sua monarquia e o seu exrcito com a guerra dos cem anos contra a Inglaterra; a Inglaterra teve a especificidade de manter forte os poderes regionais atravs do parlamento durante a Idade Mdia, que no era completamente submisso ao rei; Itlia e Alemanha no conseguiram se unificar, s o fazendo no sculo XIX, j no contexto das revolues burguesas. 2. A unificao de Portugal: . Uma regio voltada para o mar: Tambm dominada pelos mouros muulmanos ibricos assim como a Espanha, Portugal surgiu na luta de Reconquista contra os mouros, que chegaram na pennsula no sculo VIII. Desde cedo, Portugal mostrou uma forte tendncia para a pesca e o comrcio, visto que era o entreposto martimo entre as duas principais regies de comrcio da Europa, as cidades italianas e Flandres. Assim, conseguiu se organizar facilmente para a expulso dos mouros. No sculo XII, todos j tinham sido expulsos da regio, diferentemente da Espanha que s expulsou os ltimos muulmanos do seu territrio em 1492. . Feudalismo diferente, centralizado: O condado Portucalense surge como um estado vassalo de Castela, tornando-se independente em 1139. Portugal se caracterizava no incio por ter um feudalismo muito centralizado, diferente de outros feudalismos na Europa. O rei tinha mais poder do que em outras regies da Europa, o feudalismo iria acabar no pas com a Revoluo de Avis de 1385. . Decadncia do feudalismo em Portugal: O rei era forte em Portugal e, opondo-se aos senhores feudais, faz um amplo incentivo fuga dos servos e tambm a criao das feiras de comrcio. Os senhores feudais vo se enfraquecer e desesperadamente tentam se aliar a Castela para manter o poder sobre os senhorios. Isso detona a guerra que trar a formao do moderno estado portugus, a chamada Revoluo de Avis. . Revoluo de Avis: Em uma disputa dinstica, dois postulantes ao trono se confrontam em uma guerra. A casa de Borgonha era aliada aos senhores feudais portugueses e ao poderoso reino de Castela. Do outro lado, Dom Joo da casa de Avis, aliado dos comerciantes portugueses, dos pescadores e mestres de ofcio. A vitria de Dom Joo I e marca o fim do feudalismo em Portugal e o incio do estado nacional monrquico portugus. Com essa unificao adiantada do pas, os lusitanos sero o primeiro povo a navegar pelos oceanos em busca de riqueza. Nesse momento, Portugal uma das regies mais avanadas comercialmente da Europa, sendo o primeiro Estado a se unificar de fato.</p> <p>Pr-vestibular comunitrio Vetor Histria Geral - Aula no 3 - O Estado moderno: absolutismo e mercantilismo 1. Apresentao: A poca moderna um perodo de transio entre o feudalismo medieval para o capitalismo contemporneo. Apesar de formas de trabalho semelhantes servido continuarem comuns no campo, existe uma burguesia mercantil e manufatureira com certo poder. Em funo desse quadro social complexo em que coexistem burguesia e nobreza, existe uma forma prpria de Estado, o estado absolutista e uma teoria e poltica econmica de forte interveno do Estado tambm restrita a esse perodo histrico, o mercantilismo. 2. O Absolutismo: . Conceituao: O nome absolutismo d a falsa idia de que o rei tem poderes absolutos, totais. Na verdade, o rei serve como um ponto de equilbrio entre os conflitos existentes entre as classes sociais daquela sociedade burguesia, nobreza e campesinato. Em funo desse quadro contrastante, o rei representava o poder que terminaria com todos os conflitos. Na verdade, o rei tinha que jogar com as presses desses grupos sociais. A classe hegemnica daquele meio, no entanto, era a classe que se sustentava a partir do controle da terra, ou melhor, a nobreza e o clero. .Antigo regime: o nome dado ao regime absolutista pelos iluministas do sculo XVIII de uma forma pejorativa. Na histria sinnimo de monarquia absoluta ou absolutismo. . Tericos do absolutismo: O poder absoluto era legitimado atravs de discursos. Esses discursos foram importantssimos para que o regime se consolidasse e fosse aceito por todos. As principais teorias so: . O Direito divino dos reis: Le Bret, Bodin e Bossuet so tericos franceses que afirmam que os reis tm uma origem divina e por isso tm a legitimidade para governar. Essa a principal base de sustentao terica do regime absolutista. Portanto, a figura do rei nos tempos modernos sagrada. . O Leviat: Hobbes afirma que o homem o lobo do homem e sem um governo forte e coercitivo, o homem pode se destruir. Diante dessa animalidade humana, necessrio um governo forte na mo de um rei. . Maquiavel: Esse autor escreveu o livro O Prncipe mostrando como os reis italianos de seu tempo agiam, como eram anti-ticos e arbitrrios, mostra como eram os regimes absolutistas de seu tempo. 3. Mercantilismo . O que : a teoria e a prtica econmica dos estados modernos, das monarquias absolutas. Tem como caracterstica fundamental a interveno do Estado na economia para o fomento da riqueza nacional. Pressupe que a riqueza no se reproduz, ela limitada na natureza, por isso os estados europeus vo ter longas e numerosas guerras para ter essa riqueza. Essas medidas tm o objetivo tambm de fortalecer o poder dos ainda fracos Estados nascentes. Existem ainda aspectos especficos do mercantilismo: . Metalismo ou bulionismo: o fator maior do sistema mercantilista que vai explicar todas as outras caractersticas desse sistema. Pensava-se na poca que toda a riqueza do mundo estava nas pedras preciosas e outras riquezas naturais, principalmente o ouro e a prata. A riqueza de um pas media em quanto ouro e prata havia em seu territrio. Diante disso, os pases europeus restringem a sada de ouro e prata dos seus territrios, tentando trazer o mximo desses metais para dentro se suas fronteiras. . Balana comercial favorvel: Os pases europeus traaram vrias formas de se conseguir essa riqueza em metais. Com a balana comercial favorvel, exportando-se mais do que se importava, o reina adquiria metais de outros reinos. Todos os pases europeus tentavam manter esse saldo positivo na balana. . Colonialismo: Consistia na aquisio matrias-primas de alto valor, ouro e prata nas colnias no ultramar e a venda de produtos manufaturados para estas regies. Era mais uma forma de enriquecimento. . Industrialismo: Era o fomento da prod...</p>