historia dos bairros

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  • 1Prof.Nilton Figueiredo de Almeida

  • 2Este Livro foi organizado por Nilton Figueiredo deAlmeida, graas aos detalhes publicaddos por ELIANEBARBOSA, em 28/07/2010 na Internet.

    Capa :Sonia Miraci Figueiredo Sampaio

    Reviso: Celia Caccavo Figueiredo de Almeida

    Rio de Janeiro, 7 de setembro de 2010

  • 3INTRODUO

    Ogrande fillogo Julio Ribeiro dizia que Aqueleque se sabe servir da pena, que pode publicar oque escreve e que no diz a Verdade, deixa decumprir um dever, comete um crime de covardia, mau cidado.

    Tendo possibilidade de divulgar os detalhes queidentificam os Bairros da Cidade do Rio deJaneiro ocorreu-me perpetuar neste livro asinformaes colhidas na Internet onde asinformaes vo longe instantaneamente, masdesaparecem no universo quando deixam de sermaterializadas atravs a palavra grafada.

    Esta publicao pretende resguardar, perpetuar ehomenagear todos aqueles que pesquisaram etornaram possvel este trabalho final.

  • 4Abolio

    O nome do bairro da Abolio provavelmente tem sua origem noantigo nome da rua da Abolio, 13 de maio, dia da abolio dosescravos no Brasil. Inicialmente eram as populaes ligadas s la-vouras e ao comrcio desses produtos, sendo o bairro cortado pelaantiga Estrada Real de Santa Cruz, que depois passou a ter o nome deAv. Suburbana e atualmente Av. Dom Helder Cmara.

    Depois no sculo XIX vieram algumas fbricas (no vizinho bairro doEngenho de Dentro) e as estradas de ferro, que serviam s localida-des mais ao norte, mas que levaram ocupao lindeira aos trilhos, oque posteriormente se espraiou e alcanou a rea atualmente delimi-tada como o bairro da Abolio.

    Os primeiros registros de loteamentos de grandes terrenos junto ruada Abolio so de 1917 e, em 1930, essa via aberta como umaAv.Projetada. A partir de 1930, o Estado passa a apoiar a atividademanufatureira, sendo as reas servidas pelas ferrovias, o entorno pr-ximo, escolhidas para a instalao de muitas delas. De l para c obairro adensou, consolidando-se como um bairro residencial. Partedele foi atravessado pela via expressa Linha Amarela, inauguradaem 1997.

  • 5AcariO nome do bairro de Acari provavelmente vem do rio Acari ( umtipo de peixe) que corta suas terras e faz divisa com o vizinhobairro Parque Colmbia. Acari um bairro da rea Norte da cidadedo Rio de Janeiro.

    A comunidade foi batizada com o mesmo nome do rio que passa nasproximidades da regio, que hoje chamada de Favela de Acari eque, na verdade, a juno do Conjunto Amarelinho, construdo nofinal dos anos 50 na beira da Avenida Brasil, e mais quatro localida-des: Parque (Proletrio)Acari, Vila Rica de Iraj, Coroado e Vila Es-perana. O ComplexoAcari iniciou seu processo de ocupao no anode 1946 apresenta um dos maiores ndices de pobreza no Estado doRio de Janeiro.

    O bairro confunde-se com a Fazenda Botafogo, conjunto de edifcioshabitacionais construdos nos anos 70, nos mesmos moldes da Cida-de de Deus, na zona oeste. Faz limite, tambm, com Coelho Neto. Narea hoje delimitada como bairro deAcari, primeiro era formado pe-las grandes fazendas, depois, os engenhos que cultivavam, dentreoutros produtos, a cana de acar.

    A regio at o sculo XIX tinha ocupao predominantemente rural.A partir de 1875, implantada a estrada de Ferro Rio dOuro, poronde corre hoje a linha 2 do metr, e no entorno da mesma foramsurgindo pequenos ncleos urbanos que levaram no incio do sculoXIX a novos loteamentos.

    A Vila Nazar entre a Av. Automvel Clube e a rua Acuru data de1938. Em 1946, inaugurada aAv. Brasil, que outra divisa do atualbairro de Acari, levando implantao de muitas indstrias e a umadensamento junto nova via. Ocupaes informais tm lugar, e hojeparte do bairro constitudo pelas favelas de ParqueAcari, Vila Ricade Iraj e Vila Esperana.

    Com a implantao da Linha 2 do Metr, ganhou a estao Acari-Fazenda Botafogo. Nele foi construdo o Hospital MunicipalRonaldo Gazolla, conhecido como Hospital de Acari, o segundomaior do municpio.

  • 6Agua Santa

    O nome do bairro de gua Santa vem de uma gua mineral que jorra-va de fonte localizada nessa rea. A gua da fonte era engarrafada evendida a quem se interessasse. Inicialmente, onde hoje o bairro,eram as terras altas de fazendas e engenhos.

    Em meados do sculo XIX tem-se notcia de que na vertente voltadapara gua Santa teria existido um quilombo, o que teria originado onome da encosta como Serra dos Pretos Forros. Das terrasdesmembradas das fazendas, teria existido no incio do sculo XIX,uma grande chcara que ia da estao do Engenho de Dentro at omorro dos Pretos Forros.

    Os primeiros registros de loteamento so de 1917, promovendo-semais tarde o Jardim gua Santa que se estima tenha ocorrido porvolta de 1946. De l para c, a regio foi se desenvolvendo na esteirado crescimento do Grande Mier.

    Recentemente a rea foi cortada pela Linha Amarela, o que mudousobremaneira a paisagem, inaugurada em 1997, l estando a sua pra-a de pedgio e o acesso ao tnel engenheiro Raymundo de PaulaSoares, ou tnel da Covanca, um dos maiores tneis urbanos domun-do, com extenso de 2.187 metros.

    Nota: A denominao; delimitao e codificao do Bairro foiestabelecida pelo Decreto N 3158, de 23 de julho de 1981 com alte-raes do Decreto N 5280, de 23 de agosto de 1985.

  • 7Alto da Boa Vista

    D. Pedro II determinou o reflorestamento dasmatas da regio daTijucainiciada em 1861, durando 13 anos, e conduzida sob a direo doMajor Manuel Gomes Archer e do administrador Thoms Nogueirada Gama, plantando cerca de 80 mil mudas de espcies variadas dervores, nativas e exticas. Thoms Nogueira da Gama recuperoudurante 25 anos as matas do Sumar e das Paineiras, plantando maisde 20 mil mudas de rvores. Alm disso, melhorou as trilhas e aces-sos regio, possibilitando o aumento do nmero de visitantes. Aofinal, estava reflorestado o maior parque urbano do mundo, inaugu-rando uma nova atrao no Rio de Janeiro e tornando a regio pio-neira sob mais esse aspecto: os inovadores passeios tursticos aoAltoda Boa Vista, onde a populao da Cidade fazia piqueniques desfru-tando das belezas da Mata Atlntica e do maravilhoso panorama daBaa de Guanabara.

    O pintor Nicolas Taunay (1755-1839), considerado a figura de mai-or importncia da Misso de 1816, lecionou pintura na AcademiaImperial das Belas Artes, deixando diversas pinturas de paisagens eretratos. Construindo uma cabana noAlto da Boa Vista, local conhe-cido at hoje como Cascatinha de Taunay, na estrada do Imperador,tornou-se assim o seu primeiro morador. A estrada do Alto da BoaVista, hoje avenida Edison Passos, ampliada e pavimentada, tendoos principais mirantes reformados e ganhando uma praa com core-to, a praaAfonso Vizeu, prxima Cascatinha Taunay, consolidan-do o local como bairro.

    O nome do bairro Alto da Boa Vista tem origem na bela paisagemque se admira das suas encostas. No incio era a serra, depois vieramas plantaes de caf que desmataram os morros e alteraram a vazode rios da regio, influindo no abastecimento dos bairros da plancie.D. Pedro II determinou ento o reflorestamento de toda rea, emprei-tada iniciada em 1861 pelo MajorArcher. Aps o plantio de cerca de100.000 mudas de rvores, nascia o maior parque urbano do mundo,o que inaugurou um programa pioneiro na cidade, fazer piqueniquesdesfrutando das belezas da MataAtlntica e do maravilhoso panora-ma da Baa de Guanabara.

  • 8Depois de ocupado por alguns hotis e tendo abrigado residnciade alguns membros da elite, o bairro consolidou-se como parqueurbano e suas florestas so objetos de permanente esforo parasua preservao, incluindo a Floresta da Tijuca e a serra da Cario-ca, no Alto da Boa Vista se situam dois setores do Parque Nacio-nal da Tijuca.

    Nota: A denominao; delimitao e codificao do Bairro foiestabelecida pelo Decreto N 3158, de 23 de julho de 1981 comalteraes do Decreto N 5280, de 23 de agosto de 1985.

  • 9Anchieta

    As terras do atual bairro de Anchieta pertenciam ao Engenho NossaSenhora de Nazar e seu clima ameno fez Dom Pedro II cogitar loca-lizar nele um hospital para tuberculosos. O Vigrio de Realengo, Pa-dre Miguel, mais tarde instalou na regio capela abrigando a imagemsecular, de grande valor artstico, venerandoNossa Senhora deNazar.O capito Bento de Oliveira Braga era o senhor dessa propriedade,alm do Engenho Novo da Piedade, herdados por sua famlia. O pa-dre Wander Tavares iniciou a construo da Matriz atual, estabele-cendo seu nome na praa principal do bairro, onde chegava o Cami-nho do Engenho Velho, depois do rio do Pau (avenida CrisstomoPimentel de Oliveira), oriundo da Pavuna.

    Anchieta pertenceu ao Municpio de Nova Iguau at o incio do s-culo XX, juntamente com Nilpolis, sendo atualmente uma das prin-cipais portas de entrada para o Rio de quem vem da BaixadaFluminense. Com a implantao da Estrada de Ferro Dom Pedro II,depois Central do Brasil, a estao deAnchieta foi inaugurada em 1de outubro de 1896, nome dado em homenagem ao padre Jos deAnchieta, religioso catequizador de ndios nos primrdios do Brasilcolonial. O prdio da estao atual foi inaugurado em 1989, servindohoje aos trens metropolitanos do ramal de Japeri.

    A ocupao inicial, junto ferrovia, se expandiu com o aparecimentodos primeiros loteamentos, em 1916, e os projetos de arruamentosnos terrenos da famlia Luiz Borges. Surgiram as ruas: Clara Borges,Ernesto Vieira, Leopoldina Borges, Arnaldo Murineli, AdalbertoTanajura, entre outras. Na regio da praa Itanhomi, havia, h scu-los, um cemitrio indgena de grande extenso, que deu origem aosnomes da maior parte das ruas da chamada Vila Maripolis, comoas ruas Ger,Aiac,Aiba, Jarup, Juarana, Cracituba etc. Na dcadade 1940 e da em diante at os anos 1970, o restante do bairro foiloteado, fazendo surgir o Parque Anchieta, depois desmembrado deAnchieta, cujo decreto de criao data de 23 de julho de 1981.

    Um dos maiores assentamentos de sem tetos do Rio de Janeiro foi