História do Brasil - Pré-Vestibular - Resumo

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<p>RESUMO HISTRIA DO BRASILA transio da Idade Mdia para a Idade ModernaA partir da Segunda metade do sculo XV, o mundo europeu sofreu grandes transformaes polticas, econmicas, sociais e culturais. Estas transformaes, que marcam o fim da Idade Mdia e o incio dos Tempos Modernos, trouxeram como conseqncia a expanso comercial europia e levaram aos Descobrimentos Martimos. No campo poltico, houve o fortalecimento e centralizao do poder real; Na economia, o comrcio tornou-se mais importante; Na sociedade, surgiu e se fortaleceu uma nova classe social: a burguesia; No campo cultural, houve o Renascimento artstico; Nas cincias, houve o progresso tcnico e cientfico; No campo religioso, o Cristianismo foi divulgado em outros continentes. As rotas comerciais que ligavam Europa, sia e frica tinham como centro de convergncia o Mar Mediterrneo.</p> <p>O Comrcio das EspeciariasEspeciarias eram produtos raros, vindos principalmente do oriente, que passaram a ser consumidos em larga escala pelos europeus desde a poca das Cruzadas (Idade Mdia). Exemplos: pimentas, canela, cravo, seda, marfim, cnfora, ns moscada, gengibre, ales, incenso, sndalo, perfumes e produtos aromticos. Constantinopla, cidade pela qual as especiarias orientais chegavam Europa, onde eram distribudas com grandes lucros, pelos navios das repblicas de Gnova e Veneza, foi conquistada pelos turcos otomanos, em 1453. Importante: O comrcio das especiarias do Oriente fez desenvolver o Capitalismo europeu na sua fase mercantilista. Favoreceram Portugal e Espanha a se lanarem nas Grandes Navegaes: a posio geogrfica privilegiada, a tradio martima (atividade pesqueira) e a centralizao poltica pioneira, devido "Reconquista" (luta dos cristos contra os rabes). Dois foram os principais ciclos de navegao: leste ou oriental (ciclo dos Portugueses) e oeste ou ocidental (ciclo dos Espanhis).</p> <p>Ciclo PortugusO ciclo oriental ou portugus visava a contornar o litoral da frica para chegar s ndias (oriente). O grande impulso para os descobrimentos portugueses foi a criao do Centro de Geografia e Nutica, localizado em Sagres (sul de Portugal), pelo Infante Dom Henrique("O Navegador"). O Estado financiava as pesquisas e reservava para si a exclusividade das viagens. A tomada de Celta, em 1415, no norte da frica, marcou o incio das conquistas de alm-mar.</p> <p>Ciclo EspanholO ciclo ocidental ou espanhol objetivava chegar ao Oriente (ndias) viajando pelo ocidente ("El Ocidente por el poniente"), segundo os planos do navegador Cristvo Colombo, natural de Gnova (Itlia), que acreditava na esfericidade ou redondeza da terra. Recebeu apoio dos "Reis Catlicos" que governavam a Espanha: Ferno (rei de Arago) e Isabel (rainha de Castela). Suas caravelas eram: Santa Maria (nau capitnia), Pinta e Nina.</p> <p>O Tratado de TordesilhasO descobrimento da Amrica quase levou Portugal a declarar guerra Espanha pois o rei daquele pas julgava-se lesado em seus direitos. Para solucionar o problema da partilha (diviso) das terras descobertas, o Papa Alexandre VI, a pedido dos "Reis Catlicos", por intermdio da Bula Intercoetera (1493) estabeleceu os limites das terras entre Portugal e Espanha, atravs de um meridiano imaginrio que seria contado a partir de 100 lguas a oeste das Ilhas de Cabo Verde e Aores, o que no foi aceito por Portugal. Os pases ibricos chegaram a um acordo atravs do Tratado de Tordesilhas ou de participao do Mar Oceano, assinado em 1494. Ficou estabelecido que as terras e Ilhas a leste do meridiano, a contar de 370 lguas das Ilhas de Cabo Verde, pertenceriam a Portugal e, as que ficassem a oeste da mesma linha, pertenceriam Espanha. Conseqncias da expanso martima e comercial europia: surgimento de Imprios Coloniais regidos pela poltica mercantilista; oceano Atlntico passou a ser o principal centro comercial; propagaram-se os conhecimentos geogrficos e astronmicos e os das cincias naturais; baixou o preo de custo das especiarias e drogas; surgiram as companhias de comrcio; a burguesia passou a ter maior importncia social e influncia poltica.</p> <p>O Descobrimento do BrasilAps o descobrimento do caminho martimo para as ndias, o rei de Portugal,Dom Manuel I, "O Venturoso", (da dinastia de vis) organizou poderosa esquadra com objetivo de fundar feitorias no Oriente (Calicute). Esta expedio, que foi chefiada pelo fidalgo Pedro lvares Cabral, senhor de Bel Monte e Alcaide - Mor de Azurara, descobriu o Brasil no dia 22 de abril de 1500. Denominamos perodo pr-colonial a fase transcorrida entre a chegada da esquadra de Pedro lvares Cabral e o primeiro projeto nitidamente colonizador empreendido por Martim Afonso de Souza em 1531. Durante esse perodo, a regio conhecida como Amrica portuguesa teve um papel secundrio na economia de Portugal, no momento em que o comrcio com as ndias Orientais monopolizava os interesses mercantins do Imprio.</p> <p>Apesar da importncia secundaria, era inegvel a preocupao estatal com o reconhecimento e a proteo desse territrio. Diversas expedies foram para procurar no Brasil riquezas que pudessem ser exploradas e ao mesmo tempo combater invasores estrangeiros (principalmente espanhis e franceses). Essas expedies no conseguiram descobrir os to sonhados metais preciosos, que s foram encontrados no final do sculo XVII (no podemos nos esquecer que uma das bases do sistema mercantil era o metalismo). No entanto, localizaram nos litorais brasileiros um produto de importncia menor que viabilizou o surgimento de um incipiente comrcio: o do pau-brasil. A explorao dessa madeira, que era utilizada na tintura de tecidos europeus, tornouse a principal atividade econmica do perodo pr-colonial. Esse comrcio tornou-se vivel graas ao escambo com os indgenas e ao surgimento de algumas poucas feitorias no litoral.</p> <p>Chegada da Esquadra de Pedro lvares CabralPedro Alvars Cabral partiu de Portugal para encontrar terras alm-Atlntico, as ndias. Sua frota era composta por dez naus e 3 caravelas, chefiadas pelos navegadores Bartolomeu Dias, Nicolau Coelho, Duarte Pacheco Pereira e pelo fidalgo Sancho de Tovar. Sua expedio contava com cerca de 1500 homens esua misso era feitorias nas ndias e criar bases comerciais permanentes na sia. Iniciou sua viagem em 9 de maro de 1500, com sua sada do Porto de Restelo. Em 22 de maro chega ao arquiplago de Cabo Verde e l desaparece a nau de Vasco Atade.Em documento escrito por Duarte Pacheco Pereira, existe um indicador de que o rumo tomado era proposital, a mando de D. Manuel I, que queria se certificar da existncia de terras alm do Atlntico das quais poderia tomar posse, conforme determinado no Tratado de Tordesilhas. Em sua chegada, em 22 de abril, avistou a nova terra e os novos habitantes, os ndios (foram chamados de ndios pois os portugueses acharam estar nas ndias).</p> <p>Explorao de Pau - BrasilA primeira riqueza explorada pelo europeu em terras brasileiras foi o pau-brasil (caesalpinia echinata),rvore que existia com relativa abundncia em largas faixas da</p> <p>costa brasileira. O interesse comercial nessa madeira decorria da possibilidade de extrair-se dela uma substncia corante, comumente utilizada para tingir tecidos. Antes da conquista da Amrica indstria europia de tintas comprava o pau-brasil trazido do Oriente pelos mercadores que atuavam nas rotas tradicionais do comrcio indiano. Aps a conquista do Brasil, tornava-se mais lucrativo extra-lo diretamente de nossas matas litorneas. O rei de Portugal no demorou a declarar a explorao do pau-brasil um monoplio da coroa portuguesa. Oficialmente, ningum poderia retir-lo de nossas matas sem prvia concesso da coroa e o pagamento do correspondente tributo. A primeira concesso para explorar o pau-brasil foi fornecida a Ferno de Noronha, em 1501, que estava associada a vrios comerciantes judeus. Os Franceses, que no reconheciam a legitimidade do Tratado de Tordesilhas, agiam intensamente no litoral brasileiro, extraindo a madeira sem pagar os tributos exigidos pela coroa portuguesa. O esquema montado para a extrao do pau-brasil contava ,essencialmente , com a importante participao do indgena. S as tripulaes dos navios que efetuam o trfico no dariam conta, a no ser de forma muito limitada , da rdua tarefa de cortar rvores de grande porte como o pau-brasil , que alcana um metro de dimetro na base do tronco e 10 a 15m de altura. A princpio , o trabalho do ndio era conseguido "amigavelmente" com o escambo. Este consistia , basicamente , em derrubar as grandes rvores , cort-las em pequenas toras , transport-las at a praia e , da, aos locais onde estavam ancorados os navios.</p> <p>Notas: Escambo - troca de bens e servios sem a intermediao do dinheiro. Logo aps a chegada dos portugueses no Brasil, o escambo foi intensamente empregado nas relaes entre europeus e amerndios para carregamento do pau-brasil. Os ndios cortavam a madeira e a deixavam na praia, para ser colocada nos navios, em troca recebiam facas, espelhos e burgigangas de fabricao europia. Feitorias - estruturas comerciais, em geral fortificadas e situados no litoral, que serviam de entrepostos com o interior da colnias</p> <p>A Viagem de CabralNa viagem, durante a travessia do Atlntico desgarrou-se a nau (barco) de Vasco de Atade. O primeiro ponto avistado foi o Monte Pascoal, no dia 22 de abril de 1500. Aps o contato inicial amistoso com os ndios, a esquadra fundeou na atual baia de Cabrlia ("Porto Seguro"). Tendo Gaspar de Lemos retornado a Portugal levando cartas relativas ao descobrimento, a esquadra prosseguiu viagem para as ndias, aps deixar no Brasil dois degredados. Denominou-se "Semana de Vera Cruz" ao perodo em que a esquadra de Cabral esteve no Brasil. Documentos sobre a descoberta Os principais documentos sobre o descobrimento so:</p> <p>Carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal Dom Manuel I; Carta do Mestre Joo ao mesmo rei; Relao do piloto Annimo; Carta de Dom Manuel I aos reis Catlicos. Nomes dados terra Cabral chamou-a de Terra de Vera Cruz, enquanto Caminha denominou-a Ilha de Vera Cruz. Nome Brasil foi devido abundncia de madeira tintorial (Ibirapitanga), que os europeus chamavam de pau-brasil. Teorias do Descobrimento As duas teorias que surgiram para explicar o Descobrimento do Brasil so: intencionalidade (mais aceita) e casualidade (acaso).</p> <p>II - A COLONIZAOMercantilismo e colonizao A colonizao na poca moderna aparece como um desdobramento da expanso martima e comercial europia, que assinala o inicio dos Tempos Modernos. O sistema de colonizao que a poltica mercantilista visa a desenvolver, subordina se ao Mercantilismo: a funo da Colnia seria completar a economia metropolitana. A histria colonial do Brasil est vinculada expanso comercial e colonial da Europa. O sistema colonial o conjunto de relaes entre as metrpoles e suas respectivas colnias em uma determinada poca histrica. Colnias de povoamento e de explorao Colnias de povoamento. Nos termos caractersticos do sistema colonial mercantilista, elas podem ser consideradas um foco de desajuste. Toda sua organizao econmica no est montada para a metrpole, no se constituindo desse modo como economia complementar. A produo feita para o consumo interno, caracterizando-se pela diversificao de seus produtos. A pequena propriedade o tipo predominante, normalmente localizadas em reas de clima temperado. Colnias de explorao. Podem ser consideradas como as mais tpicas da colonizao europia. Toda organizao econmica est em funo do mercado externo. Coerentemente, a grande propriedade, a monocultura e o trabalho escravo so os pilares dessas economias complementares. A que particularmente nos interessa a Amrica portuguesa, que pode ser definida como colnia de explorao. Perodo pr - colonial (1500 - 1530)</p> <p>Corresponde fase da explorao do pau-brasil. Neste perodo o rei de Portugal tomou as seguintes providncias: enviou expedies exploradoras, arrendou o Brasil e enviou expedies guarda-costas. As expedies de Gaspar de Lemos (1501) e de Gonalo Coelho (1503) vieram fazer o reconhecimento do litoral brasileiro.</p> <p>Portugal arrendou o Brasil a um grupo de cristos novos (judeus) chefiados por Ferno de Noronha. Este tambm recebeu a primeira Capitania Hereditria (1504): a ilha de So Joo ou da Quaresma, hoje integrantes do arquiplago de Fernando de Noronha. Pelo arrendamento, era permitido extrair pau-brasil e estabelecia a obrigatoriedade de fundar feitorias (armazns fortificados). Para reprimir (combater) o contrabando do pau-brasil, realizado principalmente por corsrios franceses, foram enviadas duas expedies policiadoras (guarda-costas) de 1516 e 1526, chefiadas por Cristvo Jacques. Neste perodo, a atitude de Portugal em relao ao Brasil de desinteresse pois o comrcio oriental (das especiarias) o foco central do comrcio externo portugus. Alm disso, o que a colnia recm descoberta poderia oferecer? No h nenhum produto que possa atrair a poltica mercantilista portuguesa. Em outras palavras, qualquer tentativa de aproveitamento da terra implicaria em gastos para a metrpole. Extrao do pau-brasil</p> <p>O pau-brasil existia com abundncia na orla litornea, desde o Rio Grande do Norte at a regio fluminense (Cabo Frio). A viagem da nau Bretoa est ligada a um grande carregamento desta madeira. Conhecido pelos ndios como "Ibirapitanga" e batizado pelos europeus como paubrasil, teve fcil aceitao na Europa como material colorante, prprio para tingir tecidos. Descoberto o produto, foi imediatamente declarado monoplio da Coroa e sua explorao feita pela iniciativa privada (particular), tendo a frente Ferno de Noronha. No perodo pr - colonizador (1500 - 1530), a extrao do pau - brasil constituiu-se na mais importante atividade econmica. O grande nmero de indgenas existente na costa permitiu aos portugueses que a explorao dessa madeira tintorial (pau - brasil) fosse realizada com facilidade, atravs da utilizao da mo de obra indgena sob a forma de Escambo ou comrcio de troca. Conseqncias da extrao do pau - brasil: ocasionou o surgimento de feitorias. Estas no chegaram a fixar o colono europeu ao solo; influenciou na substituio do nome de Terra de Santa Cruz pelo de Brasil. claro que, desde a descoberta, a metrpole reserva para si a exclusividade da explorao do pau - brasil. Assim, a Coroa passa a ter controle sobre o produto, inserindo-o do mesmo sistema comercial que vigorava no Oriente, isto , o Estanco: a metrpole pode fazer concesses a particulares mediante pagamento de direitos. Toda a explorao feita com o consentimento do rei de Portugal. Importante: Em relao a nossa colonizao, a explorao do pau - brasil no favoreceu a criao de ncleos fixos de povoamento, pois era uma atividade nmade. A colonizao: Esta fase tem incio em 1530 quando Portugal toma providncias visando a ocupao sistemtica (efetiva) do litoral brasileiro. Principais medidas: expedio colonizadora de Martim Afonso de Souza (1530/ 32), diviso do Brasil em Capitanias Hereditrias e instituio do Governo geral.</p> <p>As razes da colonizao podem ser assim resumidas: comrcio portugus das especiarias nas ndias (Oriente) estava em decadncia; Portugal corria o risco de perder o Bra...</p>