História do Brasil - Pré-Vestibular - 1842 - Revoltas Liberais

Download História do Brasil - Pré-Vestibular - 1842 - Revoltas Liberais

Post on 06-Jun-2015

6.006 views

Category:

Documents

13 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

<p>Conflitos na Histria do Brasil - Imprio Segundo Reinado Revoltas Liberais: 1842A "Revoluo Liberal de 1842" foi um dos movimentos sediciosos que agitaram o Brasil durante o Imprio. Causas No estavam ainda inteiramente resolvidas as agitaes nas Provncias do Maranho (Balaiada) e Rio Grande do Sul {Guerra dos Farrapos) quando, em 1840 o jovem imperador Pedro II assumiu o trono. O Ministrio constitudo, dominado pelos conservadores, adotou uma srie de medidas centralizadores, provocando nos liberais intensa agitao. Na cidade paulista de Sorocaba o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (1795-1857), que havia presidido a provncia em duas ocasies (de 1831 a 1835 e de 1840 a 1841) e detinha alta popularidade, iniciou um movimento revolucionrio que, dali, rapidamente espalhou-se para outras cidades da Provncia at algumas cidades de Minas Gerais. A Revolta Sob o comando militar de Tobias Aguiar, foi constituda a chamada Coluna Libertadora, com cerca de mil e quinhentos homens, a fim de marchar at a capital paulista onde iriam depor o Presidente da Provncia, Baro de Monte Alegre. Tobias de Aguiar fora, ento, nomeado "Presidente Interino" pelos revoltosos. A 15 de maio de 1842 Sorocaba foi declarada a capital provisria do estado, contando com a adeso de diversas vilas interioranas, a exemplo de Itu, Itapetininga e Capivari. Tendo obtido sucesso na pacificao dos maranhenses, o ento Baro de Caxias, brigadeiro Lus Alves de Lima e Silva, foi encarregado de dar-lhe combate. As batalhas em So Paulo deram-se prximo cidade de Campinas, onde o exrcito rebelde era comandado pelo capito ituano Boaventura do Amaral (que morreu no combate da Venda Grande) e logo Caxias toma Sorocaba, onde aprisiona o Padre Feij, envolvido na propagao da revolta. Em Minas Gerais, Tefilo Ottoni foi vencido em Barbacena, onde estava centralizado o comando das cidades sublevadas. Anistia Apesar dos conflitos armados, o Imperador concedeu, em 1844, anistia aos envolvidos. Um ministrio liberal foi constitudo, neste ano. Sobre esta postura do Imperador, assinala o historiador Joo Ribeiro (in: Histria do Brasil, S. Paulo, 1935): "O Imperador, em regra, concedia anistia ampla aos rebeldes, julgando que "as guerras civis e revoltas no passavam de equivocaes sanveis com o tempo e com a generosidade do governo""</p> <p>Caxias e Feij Vilhena de Morais, em sua obra "Caxias em So Paulo", traz o seguinte registro: "Ao rebentar a revoluo de 1842, Feij, que estava em Campinas, veio para Sorocaba, aderindo ao movimento e a redigiu o Paulista, jornal dos revolucionrios. Quando Caxias entrou na cidade, encontrou o grande ex-regente do imprio gravemente enfermo, quase paraltico. Pouco depois o governo obrigava Feij a seguir para Vitria (Esprito Santo), donde ainda veio ao Senado, para defender-se. Vejamos, porm, o que ocorreu antes. Quando marchava com sua coluna, rumo a Sorocaba, o ento baro de Caxias recebeu de Feij uma carta, em que se referia ao "vilipndio que tem feito o governo aos paulistas e s leis anticonstitucionais da Assemblia", e lhe lembrava condies para "acomodao honrosa"; "estaria em campo com minha espingarda, se no estivesse moribundo: mas fao o que posso", escreveu; e propunha que fosse dada anistia a todos sem exceo, "embora seja eu s o excetuado e se descarregue sobre mim todo o castigo". A carta do enrgico ex-regente se iniciava com estas palavras: "Quem diria que, em qualquer tempo, o Sr. Lus Alves de Lima seria obrigado a combater o padre Feij? Tais so as coisas deste mundo..." Caxias respondeu logo, escrevendo: "Quando pensaria eu, em algum tempo, que teria de usar da fora para chamar ordem o Sr. Diogo Antnio Feij? Tais as coisas do mundo: as ordens que recebi de S. M. o Imperador so em tudo semelhantes s que me deu o Ministro da Justia em nome da Regncia, nos dias 3 e 7 de abril de 1832, isto , que levasse a ferro e fogo todos os grupos armados que encontrasse, e da mesma maneira que ento as cumpri, as cumprirei agora". Entrando em Sorocaba, Caxias conservou Feij em sua prpria casa, sob a custdia dum oficial, o 1 tenente Tristo Pio dos Santos. Mais tarde o presidente Baro de Monte Alegre mando que Feij seguisse para So Paulo; e Caxias, para por "a salvo de qualquer insulto que ousassem fazer-lhe", incumbiu de acompanh-lo o mais graduado oficial de seu exrcito, o coronel Jos Leite Pacheco. Outras verses existem sobre o encontro entre Caxias e Feij, dando-lhe uma feio dramtica, que no se confirma."</p>