história do brasil: ditadura militar (1964-1985)

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  • www.historiasdomedeiros.blogspot.com

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  • Introduo

    - Com o Golpe de Estado dos militares, foi criado o

    SUPREMO COMANDO REVOLUCIONRIO, formado pelo general Arthur da Costa e

    Silva, pelo brigadeiro Francisco Correia de Mello e pelo vice-almirante Augusto

    Rademaker.

    - O Supremo Comando Revolucionrio decretou o Ato Institucional N1 (AI-1):

    eleies diretas suspensas e poderes ampliados ao Presidente da Repblica,

    inclusive de suspender mandatos legislativos e outros cargos.

  • Os Atos Institucionais ... foram decretos emitidos durante os anos aps o golpe militar de 1964 no Brasil. Serviram como mecanismos de legitimao e legalizao das aes polticas dos militares, estabelecendo para eles prprios diversos poderes extra constitucionais. Os Atos Institucionais eram mecanismos jurdicos para manter na legalidade o domnio dos militares. Sem estes mecanismos, a Constituio de 1946 tornaria inexecutvel o regime militar, da a necessidade de substitu-la por decretos mandados cumprir. Entre 1964 a 1969 foram decretados 17 atos institucionais regulamentados por 104 atos complementares. O governo divulgou que seu objetivo era combater a "corrupo e a subverso".

  • Introduo

    - Imediatamente inmeras entidades civis sofreram interveno e seus principais

    dirigentes foram presos.

    - Estima-se que cerca de 50 mil pessoas tenham sido presas durante os primeiros

    meses do governo militar.

    - Entre o militares haviam dois grupos: os da linha dura (defendiam um regime

    bastante rgido) e os intelectuais (defendiam um regime de transio).

  • Nascimento: Messejana

    (Fortaleza)-CE,

    Profisso: Militar

    (Marechal)

    Perodo de Governo:

    15.04.1964 a 15.03.1967

    Tipo de eleio:

    indireta

    Votos recebidos: 361

    Posse: 15.04.1964, em

    sesso conjunta do

    Congresso Nacional,

    presidida pelo Senador

    Auro Soares Moura

    Andrade, a fim de

    completar o quinqunio

    a terminar em

    31.01.1966 (depois foi

    prorrogado).

    Humberto de Alencar

    Castello Branco, Marechal

  • Mal. Castelo Branco (1964-1967)

    - Em 1965 decretou o AI-2 (vlido at 1979), que retoma as decises do AI-1 e

    acabou com o pluripartidarismo, instituindo o bipartidarismo (ARENA e MDB).

    O Bipartidarismo:

    ARENA (situao): apia o governo, polticos da UDN, PSD e PSP; MDB (oposio consentida): composta pelo PSD, PTB, PCB (extinto a sigla, mas havia os polticos), era uma oposio comportada que no colocava obstculos ao governo. Obs.: - ARENA: Delfim Neto, Marco Maciel, ACM, Frederico Campos, Jlio Campos, Paulo Maluf... Surge da o PDSPFLDEM; - MDB: Itamar Franco, FHC, Mrio Covas, Brizola, Miguel Arraes, ris Resende, Dante de Oliveira, Bezerra... O PMDB e o PSDB surgem da.

  • - Criou o Servio Nacional de Informaes (SNI).

    - Elaborou o Plano de Ao Econmica do Governo (PAEG), para eliminar a inflao, melhorar a imagem (econmica) externa e

    estimular o crescimento econmico.

    - Substituio da estabilidade no emprego, que foi substitudo pelo regime do Fundo de

    Garantia por Tempo de Servio (FGTS).

    Mal. Castelo Branco (1964-1967)

  • - O AI-2 imps eleies indiretas para Governadores/Vice-Governadores

    (eleitos pela Assembleias Legislativas);

    - Os lugares onde a Arena ganhou os candidatos continuam no poder, mas

    alguns eleitos pelo MDB so cassados e no puderam assumir os cargos;

    - Os prefeitos das capitais e das cidades de

    Segurana Nacional passaram a ser escolhidos pelos governadores (AI-3);

    Mal. Castelo Branco (1964-1967)

  • - Em 1967 institui-se o AI-4, convocando uma Assembleia Nacional Constituinte,

    dominada pelos polticos da Arena e pelos militares;

    - A Constituio de 1967 saiu da maneira

    que os militares queriam, mas o Congresso conseguiu inserir duas ressalvas: proibio de fechar o Congresso e criou-se a Imunidade Parlamentar.

    Mal. Castelo Branco (1964-1967)

  • Charge de Hilde Weber, de 1967; ex-presidente

    Castelo Branco cobre o Congresso Nacional

  • Nascimento: Taquari-RS, em 03.10.1902 Perodo de Governo: 15.03.1967 a 31.08.1969 Tipo de eleio: indireta Votos recebidos: 294 Posse: 15.03.1967, em sesso conjunta do Congresso Nacional, presidida pelo Senador Auro Soares Moura Andrade.

    Arthur da Costa e

    Silva, Marechal

  • - Eclodem mobilizaes sociais em todo Brasil contra a Ditadura Militar. Forma-se a Frente

    Ampla com alguns polticos tradicionais.

    - Ocorrem passeatas em diversos locais, greves em Osasco e Contagem, manifestao

    da UNE (Unio Nacional dos Estudantes).

    - No Rio de Janeiro, em 1968, ocorreu a morte de um estudante nessa manifestao, Edson

    Lus, isso gerou mais revoltas.

    - Em Ibina, a UNE tenta organizar um Congresso, mas seu participantes so presos.

    Mal. Artur da Costa e Silva (1967-1969)

  • A Morte de

    Edson Lus

  • Igreja da Candelria cercada durante missa de stimo dia de Edson Luis.

  • Padres defendem estudantes da polcia aps missa de stimo dia.

  • O

    Congresso

    da UNE de

    Ibina-SP.

  • A Passeata

    dos Cem

    Mil

    Rio de

    Janeiro

    26 de Julho

    de 1968

  • Concentrao em frente Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

  • Ala dos intelectuais, com Clarice Lispector, Oscar Niemayer, Milton Nascimento, etc.

  • Ala dos artistas, com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Edu

    Lobo, entre outros.

  • - As manifestaes eram legais, desde que fossem pacficas;

    - O deputado federal, Mrcio Moreira

    Alves, fez um discurso contra a Ditadura, discurso esquerdista (MDB). Os militares queriam prend-lo, mas o deputado tinha

    imunidade parlamentar, portanto para cass-lo tinha que ser aprovado pelo

    Congresso. Sua imunidade foi garantida e o exrcito cerca o Congresso com tanques;

    Mal. Artur da Costa e Silva (1967-1969)

  • Discurso de Mrcio Moreira Alves

    Senhor presidente, senhores deputados,

    Todos reconhecem ou dizem reconhecer que a maioria das foras armadas no compactua com a cpula militarista que perpetra violncias e mantm este pas sob regime de opresso. Creio ter chegado, aps os acontecimen-

    tos de Braslia, o grande momento da unio pela democracia. Este tambm o momento do boicote. As mes brasileiras j se manifestaram. Todas as classes sociais clamam por este repdio polcia. No entanto, isto no basta.

    preciso que se estabelea, sobretudo por parte das mulheres, como j comeou a se estabelecer nesta Casa, por parte das mulheres parlamentares da Arena, o boicote ao militarismo. Vem a o 7 de setembro.

    As cpulas militaristas procuram explorar o sentimento profundo de patriotismo do povo e pediro aos colgios que desfilem junto com os algozes dos estudantes. (...)

    02/Setembro/1968

  • Seria necessrio que cada pai, cada me, se compenetrasse de que a presena dos seus filhos nesse desfile o auxlio aos carrascos que os espancam e os metralham nas ruas. Portanto, que cada um boicote esse desfile.

    Esse boicote pode passar tambm, sempre falando de mulheres, s moas. Aquelas que danam com cadetes e namoram jovens oficiais. Seria preciso fazer hoje, no Brasil, que as mulheres de 1968 repetissem as paulistas da Guerra dos Emboabas e recusas-sem a entrada porta de sua casa queles que vilipendiam-nas.

    Recusassem aceitar aqueles que silenciam e, portanto, se acumpliciam. Discordar em silncio pouco adianta. Necessrio se torna agir contra os que abusam das foras armadas, falando e agindo em seu nome. Creia-me senhor presidente, que possvel resolver esta farsa, esta democratura, este falso impedimento pelo boicote. Enquanto no se pronunciarem os silenciosos, todo e qualquer contato entre os civis e militares deve cessar, porque s assim conseguiremos fazer com que este pas volte democracia.

    S assim conseguiremos fazer com que os silenciosos que no compactuam com os desmandos de seus chefes, sigam o magnfico exemplo dos 14 oficiais de Crates que tiveram a coragem e a hombridade de, publicamente, se manifestarem contra um ato ilegal e arbitrrio dos seus superiores.

  • - Institui-se, ento, em 13/12/1968 o AI-5. Iniciava-se os anos de chumbo;

    - A alegao dos militares para instituir o AI-5 foi o discurso do Mrcio Alves

    (MDB) e a garantia de sua imunidade;

    - Mas o interesse maior era conter as mobilizaes sociais contra a Ditadura;

    Mal. Artur da Costa e Silva (1967-1969)

    O PERODO MAIS TRISTE

    DA HISTRIA BRASILEIRA!

  • O AI-5 foi um golpe dentro do golpe, a linha-dura que instituiu, passa por cima da

    Constituio de 1967, pois ocorre:

    O fechamento do Congresso por tempo indeterminado;

    Cassao de mandatos e direitos polticos;

    Estado de Stio Permanente (direitos civis suspensos): suspenso dos direitos

    civis e suspenso do habeas corpus; Ampliao da Censura.

    Mal. Artur da Costa e Silva (1967-1969)

  • Os militares alegavam que era para garantir a moralizao do pas, mas era

    para impedir a difuso de ideias de esquerda.

    O AI-5 tentou impedir os movimentos

    sociais legtimos, mas como resposta teve o surgimento da luta armada, atravs de

    guerrilhas urbanas e rurais;

    O AI-5 durou at 1979 (1968-1979);

    Mal. Artur da Costa e Silva (1967-1969)

  • Em

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