História De Mato Grosso

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<p>Histria de Mato Grosso</p> <p>Histria de Mato GrossoO PROCESSO DE COLONIZAO DE MATO GROSSO </p> <p>Introduo</p> <p>Sabe-se que antes de ser o Estado de Mato Grosso, essa grande rea j foi adentrada por aventureiros espanhis desde 1520, quando pertencia coroa espanhola. Em 1525, o portugus Aleixo Garcia com uma expedio de aproximadamente mil homens,descobriu-se muito ouro, em expedies ao longo dos rios Paraguai e Paran chegando ate a Bolvia, depois por bandeirantes paulistas a partir de 1673. Em 1526, foi vez de Sebastio Caboto que subindo o Paraguai chegou at as aldeias dos guaranis onde diz ter feito uma relao de amizade, (ndios Umutina?). Desde 1932 se tm notcias das Bandeiras paulistas, que partindo de So Vicente, traziam consigo grande contingente de brancos, uma maioria de mamelucos e ndios escravizados, cujo objetivo eram aprisionar ndios para escraviz-los nos cafezais paulistas e outras lides rurais. No esquecer que os alvos eram as Misses jesutas onde o ndio j era civilizado, caso esse disputado tambm por espanhis, j que pelo Tratado de Tordesilhas, Mato Grosso pertencia Espanha. A partir de 1640 a normalizao do trfico de negros que antes foi controlada pelos holandeses, desviando para o nordeste, deu a captura de ndios um comrcio bem lucrativo. Assim, como a regio continuava disputada tambm pelos espanhis, em 1682 vamos encontrar Bartolomeu Bueno da Silva, no local denominado So Gonalo, s margens do Rio Cuiab em busca de ndios e de certa forma tomando posse da regio para a Coroa portuguesa. Manoel de Campos Bicudo e seu filho Antnio Pires de Campos, de 1650 a 1700, reforaram como bandeirantes colonizadores e capturadores de ndios. Entre 1717 a 1718, o paulista Antnio Pires levou para So Paulo uma grande quantidade de ndios coxipons. No trajeto encontra-se com a expedio de Pascoal Moreira Cabral que recebe ntimas informaes, assim ao atingir o rio coxip encontra ouro de aluvio, ali decidiu acampar, fundando o arraial da Forquilha. Ali redigiu tambm uma carta-ata, como Capito-mor, dando posse do Territrio Sua Majestade o Rei de Portugal, era 1719. Em 1722, j residindo e cultivando lavouras de subsistncia, o acompanhante da Bandeira de Pascoal, Miguel Sutil, de sua roa, envia escravos ndios carijs para procurar mel de abelhas, e ao adentrar os campos, encontra pepitas de ouro, as margens ou prximos ao atual Crrego Prainha, centro de Cuiab. Esse local chamou-se Lavras do Sutil e foi apontado como a maior reserva que se teria achado em todo o Brasil. De acordo com o historiador Humboldt, equivaleu a mais da metade da produo aurfera de toda a Amrica na poca. A descoberta desse veio provocou enorme migrao para a Regio. O povoamento de Cuiab se deu por esse fato. Para abastecer os mineradores, surgiram fazendas e roas no chamado Rio Abaixo (Santo Antonio de Leverger) e Serra acima (Chapada dos Guimares), onde eram cultivados; arroz, feijo, milho, mandioca. Os produtos como medicamentos, roupas, ferramentas, bebidas, chegavam das chamadas mones, vindas de So Paulo por vias fluviais. Essas expedies fluviais vinham a Mato Grosso duas vezes por ano, demorando de quatro a seis meses de viagem. As embarcaes eram esculpidas num tronco de rvore, de formato indgena e conduzidas por pilotos conhecedores do trajeto e prticos. Alm das dificuldades oferecidas pela mata, como cobras, mosquitos da malria e bernes, carrapatos, onas, corredeiras e cachoeiras, havia os ndios guaicurus, excelentes cavaleiros, e os paiagus, grandes guerreiros, que no se deixavam aprisionar. Assim que a expedio alcanava o Pantanal, os guaicurus atacavam e depois, rio acima, o paiagus, hbeis no ataque de canoas dentro dgua, se transformavam nos mais temveis.Havia tambm as mones por terra, transportado por mulas, cavalos e carro de boi e ou nas costas de escravos e contratados. Esse material era geralmente carne seca, o que contribuiu por desenvolver tanto em So Paulo e Nordeste a Pecuria e posteriormente ajudou a fixar o colono em Mato Grosso, portanto nossa colonizao (MT) tem muita a ver com o p do boi, pois o garimpeiro ia-se embora, mas o fazendeiro ficava, da surgia o Arraial e o Povoado.Em 1726 com a chegada do Governador da Capitania de So Paulo, Rodrigo Csar de Menezes, transformou Cuiab na sede da Capitania (de So Paulo), em 10 de janeiro de 1727, elevando esse Arraial categoria de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiab. Agora a Vila passou a ter um aspecto do jeito portugus de administrar; com casa do Governador, construo do Pelourinho, (local numa praa ou jardim com um tronco e uma cobertura arredondada para castigarem negros), Senado da Cmara, da Igreja Matriz, etc. Na vinda, trouxe consigo 3000 pessoas em 308 embarcaes fluviais, cuja viagem durou em torno de cinco meses. Em seu governo, foi criado o Regimento e a Intendncia das Minas, com leis de cobrana do quinto (20%) para o governo metropolitano era: - O ouro deveria ser quitado na Casa de Fundio de So Paulo.- Para cuidar das finanas criou os cargos de Provedor da Fazenda Real e Provedor dos Quintos.- Para cuidar da Justia criou o cargo de Ouvidor Geral das Minas de Cuiab.Com o tempo o ouro foi minguando e ajudado pelos altos impostos, a populao foi migrando para Gois, retornaram para So Paulo ou para as terras dos Parecis, (atualmente a Chapada dos Parecis) onde agora se fixavam e tomaram posses de grandes reas de terras para a criao de gado e plantio de lavouras como arroz de sequeiro, milho etc. Com isso o governo brasileiro passou a tomar posse definitiva das terrasdeMatorosso.A origem do nome Mato Grosso</p> <p>Em 1734 a Vila Real do Senhor do Bom Jesus de Cuiab estava quase despovoada, foi que os irmos Fernando e Artur Paes de Barros, em busca dos ndios Parecis, descobriram um veio aurfero nas margens do rio Galera, no vale do Guapor onde deram o nome de Minas do Mato Grosso por ter uma rea de mata fechada grossa como era chamada na poca. Nas margens desse rio e pela regio surgiram diversos arraiais de mineradores, os chamados garimpos. </p> <p>Criao da Capitania de Mato Grosso</p> <p>A descoberta do ouro trouxe para c um governo metropolitano (de Portugal), a migrao da populao para outros locais e capitanias, bem como as constantes invases dos espanhis, foraram a criao da Capitania de Mato Grosso, desmembrando, portanto da Capitania de So Paulo em 09 de maio de 1748 e para govern-lo foi nomeado o fidalgo portugus, Antonio Rolim de Moura, sendo o primeiro capito-general dessa capitania. </p> <p>A Sociedade Mato-grossense na poca</p> <p>Era formada por homens livres e escravos. Os livres estavam subdivididos em Primeira Classe; Ricos (fazendeiros, grandes comerciantes, e altos funcionrios do Estado Portugus), Classe mdia (formada por profissionais liberais, professores, pequenos comerciantes, militares de mdia patente e etc.), a Terceira Classe os Pobres, era formada por homens livres pobres, soldados, mineiros e pequenos agricultores. Os desclassificados, os escravos eram formados por negros africanos e ndios que trabalhavam nos servios urbanos e rurais. s vezes fugiam e formavam quilombos, como o quilombo do Piolho ou Quariter no Guapor no Sculo XVIII, composto por negros, ndios Cabixis e pelos cafuzos caburs. A forma de governo era a monarquia, cujo poder pertencia rainha Teresa de Benguela. A economia do quilombo era voltada para a subsistncia, com o plantio do milho, mandioca e de animais domsticos. Alm desses quilombos, podemos citar o do Rio Manso, o Mutuca, Pindaituba e o do Rio Seputuba, o Mata-cavalo e outros. (*) </p> <p>Fim do Perodo Colonial</p> <p>Com a chegada de D. Joo VI ao Brasil em 1808, a decadncia do ouro em Vila Bela da Santssima Trindade ento capital da Provncia e as dificuldades diversas, fez os moradores mudarem-se para Cuiab. Para isso foi nomeado o novo governador; Joo Carlos Oeynhausen, que preferiu morar em Cuiab considerado um bom governador na poca. Entre seus feitos; criou o Curso Superior de Anatomia, Companhia de Minerao e Escola de Aprendizes de Marinheiros. O ltimo Capito General foi Francisco de Paula Magessi de Carvalho que ao preferir morar tambm em Cuiab causou descontentamento na populao de Vila Bela, que destituram Magessi, Cuiab passou a ser governada por uma Junta Governista, e o mesmo ocorrendo em Vila Bela, assim Mato Grosso passou a ter dois governos. Movido por interesse econmico, D. Pedro I, decidiu que Cuiab seria de fato a capital de Mato Grosso (antes era Vila Bela da Santssima Trindade).</p> <p>Economia de Mato Grosso</p> <p>Produziam do Ouro de aluvio e da Cana-de-acar que era produzidas em engenhos feitos de madeira e movidos a trao animal, com baixa produtividade. A mo-de-obra era escrava. Fabricavam acar, rapadura e aguardente e se localizavam principalmente ao longo do rio Cuiab. Plantavam pequenas lavouras de subsistncia, como mandioca para o uso natural, fabricao de farinha, polvilho para tapioca beijus, bolos, plantio de feijes. No sculo XIX surgem as usinas, com mquinas acar, aguardente e lcool, e continuando ao longo do rio Cuiab e agora tambm na regio de Cceres. Essa economia entra em decadncia em 1930 com as dificuldades de transportes, falta de tcnicos e de mquinas e a perseguio das oligarquias pelos revolucionrios e etc. A Erva-mate foi tambm uma grande fonte de renda no perodo imperial, que ao arrendar terras para um estrangeiro argentino que fundou a Companhia Matte Laranjeira, que monopolizou a extrao da erva-mate no estado, adquirindo uma enorme fortuna. Possua controle sobre as terras arrendadas, sobre os produtos colhidos e industrializadas, pelo menos construiu portos, estradas e ferrovias. A produo era industrializada na Argentina. A Poaia era encontrada no meio da mata fechada ao longo dos rios Paraguai, Bugres, Rio Branco, e vrios afluentes. Era exportada para a Europa onde era usada na fabrico de medicamentos. A planta consiste numa formao herbcea, achada em reboleiras, donde se retiravam as razes. A borracha extrada nas regies das bacias do Paraguai e Amazonas, consiste na retirada do ltex da casca da rvore e levadas para grandes centros e ou exportadas para a fabricao de pneus e etc. Desde o perodo colonial at o sculo XX. A Pecuria. Surgida no sculo XVIII como atividade subsidiria s tarefas mineradoras, dos campos cuiabanos se alastrou pelo Pantanal e Pocon desenvolvendo uma grande indstria do charque, comercializado no pas e exportado. A primeira charquearia instalou-se em Cceres no local chamado Descalvado. O bovino mais usado era da raa caracu ou zebu. (Bos taurus).Outros produtos agrcolas considerados de subsistncia, j mencionados foram o arroz, milho, mandioca, frutas e caf.Com o governo de Getlio Vargas a parti de 1930, articulas-se o rompimento do grande isolamento do estado e a idia de construir um mercado consumidor dos produtos industriais. Para isso comea uma poltica de colonizao, e em1950 so criados as colnias agrcolas de Dourados, (MS), Taquari-Mirim e Joo Alberto (Nova Xavantina), MT. Em 1960 acelerada a colonizao e a populao passa de 348.657em 1930 para 910.262 habitantes. Em 1960 o governo por meio de incentivos fiscais e crditos financeiros facilitam e permitem a instalao de grandes latifndios, onde hoje MS, principalmente de empresrios do Centro-Sul. Cria a SUDECO - Superintendncia do Centro-Oeste e SUDAM - Superintendncia do Desenvolvimento da Amaznia, e os fazendeiros passam a desmatar o cerrado e as matas, com o uso de tratores e alta tecnologia no preparo, plantio e colheita para o cultivo do arroz e criao pecuria de raa, principalmente a nelore, e em seguida o plantio racional da soja na dcada de 70. Mato Grosso entra na era da modernizao da agricultura e consolida seu papel de periferia da indstria nacional. Nesse nterim foram abertas grandes rodovias de integrao, como a BR 364 e a Cuiab-Santarm, dando suporte financeiro para instalaes de Bancos como o Banco da Amaznia e o Banco do Brasil, com linhas de financiamentos com diversas facilidades de pagamentos, instalaram-se rgos de Assistncia Tcnicas ao agro pecuarista; nos escritrios da EMATER - Empresa de Assistncia Tcnica e Extenso Rural, hoje EMPAER enfim, Mato Grosso passou a ser visto pelos governos Federais com bons olhos e no como desprezo de antes. Em 1977, Mato Grosso dividido e ficando o sul do estado com o nome de Mato Grosso do Sul. Como a colonizado pela metrpole comeou por l bem como a proximidade de So Paulo e outros maiores centros, aliados a um solo de alta e mdia fertilidade, deixou este estado em melhores condies financeiras, que ajudou e perdura at hoje seu destaque econmico em relao a Mato Grosso. Mas com o sistema poltico-educacional que se implantam atualmente, no tardaremos em ultrapass-lo, at mesmo por que o estado tem maior rea territorial. pesquisas bibliogrficas a respeito, para uma melhor compreenso dos assuntos nas pautas. CEFAPRO - Tangar da Serra, 02 de junho de 2007. Prof. Felisberto Pereira da Cruz</p> <p>A histria de Mato Grosso, no perodo "colonial" importantssima, porque durante esses 9 governos o Brasil defendeu o seu perfil territorial e consolidou a sua propriedade e posse at os limites do rio Guapor e Mamor. Foram assim contidas as aspiraes espanholas de domnio desse imenso territrio. Proclamada a nossa independncia, os governos imperiais de D. Pedro I e das Regncias ( 1 Imprio) nomearam para Mato Grosso cinco governantes e os fatos mais importantes ocorridos nesses anos ( 7/9/1822 a 23/7/1840) foram a oficializao da Capital da Provncia para Cuiab (lei n 19 de 28/8/1835) e a "Rusga" (movimento nativista de matana de portugueses, a 30/05/1834). Proclamada a 23 de julho de 1840 a maioridade de Dom Pedro II, Mato Grosso foi governado por 28 presidentes nomeados pelo Imperador, at Proclamao de Repblica, ocorrida a 15/11/1889. Durante o Segundo Imprio (governo de Dom Pedro II), o fato mais importante que ocorreu foi a Guerra da Trplice Aliana, movida pela Repblica do Paraguai contra o Brasil, Argentina e Uruguai, iniciada a 27/12/1864 e terminada a 01/03/0870 com a morte do Presidente do Paraguai, Marechal Francisco Solano Lopez, em Cerro-Cor. Os episdios mais notveis ocorridos em terras matogrossenses durante os 5 anos dessa guerra foram: a) o incio da invaso de Mato Grosso pelas tropas paraguaias, pelas vias fluvial e terrestre; b) a herica defesa do Forte de Coimbra.; c) o sacrifcio de Antnio Joo Ribeiro e seus comandados no posto militar de Dourados. d) a evacuao de Corumb; e) os preparativos para a defesa de Cuiab e a ao do Baro de Melgao; f) a expulso dos inimigos do sul de Mato Grosso e a retirada da Laguna; g) a retomada de Corumb; h) o combate do Alegre; Pela via fluvial vieram 4.200 homens sob o comando do Coronel Vicente Barrios, que encontrou a herica resistncia de Coimbra ocupado por uma guarnio de apenas 115 homens, sob o comando do Tte. Cel. Hermenegildo de Albuquerque Portocarrero. Pela via terrestre vieram 2.500 homens sob o comando do Cel. Isidoro Rasquin, que no posto militar de Dourados encontrou a bravura do Tte. Antnio Joo Ribeiro e mais 15 brasileiros que se recusaram a rendio, respondendo com uma descarga de fuz...</p>

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