História da Arte - Pré-história e Antiguidade

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Material sobre Histria da Arte: - Pr-histria; - Idade Antiga (Mesopotmia, Sumria, etc); - Idade Antiga Clssica (Grcia e Roma).

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1. Breve Histria da arte 2. Pr-Histria (~ 5.000.000 a.C 3.500 a.c) 3. Caractersticas Consideramos como arte pr-histrica todas as manifestaes que se desenvolveram antes do surgimento das primeiras civilizaes e portanto antes da escrita. No entanto isso pressupe uma grande variedade de produo, por povos diferentes, em locais diferentes, mas com algumas caractersticas comuns. 4. Caractersticas As manifestaes artsticas mais antigas foram encontradas na Europa, em especial na Espanha, sul da Frana e sul da Itlia e datam de aproximadamente de 25.000 a.C., portanto no perodo paleoltico. Na Frana encontramos o maior nmero de obras pr-histricas e at hoje em bom estado de conservao, como as cavernas de Altamira, Lascaux e Castilho. 5. Bison Caverna de Altamira A caverna se localiza ao norte da Espanha. Foi descoberta por Marcelino Sanz de Sautuola (18311888), quando explorava as cavernas com sua filha, Maria, que percebeu os desenhos de bois pintados na parede. 6. Pintura na Caverna de Lascaux, Frana Descoberta em 1940 por 4 jovens, as pinturas datam de, aproximadamente 17.800 anos atrs. 7. Diviso da Pr-Histria: Paleoltico PALEOLTICO INFERIOR aproximadamente 5.000.000 a 25.000 a.C.; primeiros homindios; caa e coleta; controle do fogo; e instrumentos de pedra e pedra lascada, madeira e ossos: facas, machados. PALEOLTICO SUPERIOR instrumentos de marfim, ossos, madeira e pedra: machado, arco e flecha, lanador de dardos, anzol e linha; e desenvolvimento da pintura e da escultura. Neoltico NEOLTICO aproximadamente 10.000 a 5.000 a.C. instrumentos de pedra polida, enxada e tear; incio do cultivo dos campos; artesanato: cermica e tecidos; construo de pedra; e primeiros arquitetos do mundo. IDADE DOS METAIS aproximadamente 5.000 a 3.500 a.C. aparecimento de metalurgia; aparecimento das cidades; inveno da roda; inveno da escrita; e arado de bois. 8. Paleoltico O Inciom deste perodo era nmade. A principal caracterstica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada o naturalismo. Utilizavam as pinturas rupestres, isto , feitas em rochedos e paredes de cavernas. O artista pintava um animal do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista captava. Atualmente, a explicao mais aceita que essa arte era realizada por caadores, e que fazia parte do processo de magia por meio do qual procurava-se interferir na captura de animais, ou seja, supunha que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido mortalmente num desenho. Os artistas do Paleoltico Superior realizaram tambm trabalhos em escultura. Mas, tanto na pintura quanto na escultura, nota-se a ausncia de figuras masculinas. Predominam figuras femininas, com a cabea surgindo como prolongamento do pescoo, seios volumosos, ventre saltado e grandes ndegas. 9. Vnus de Willendorf Escultura do perodo Paleoltico Superior (~ 15.000 a.C.) 10. Neoltico A fixao do Inciom da Idade da Pedra Polida, garantida pelo cultivo da terra e pela manuteno de manadas, ocasionou um aumento rpido da populao e o desenvolvimento das primeiras instituies, como famlia e a diviso do trabalho. Assim, o Inciom do Neoltico desenvolveu a tcnica de tecer panos, de fabricar cermicas e construiu as primeiras moradias, constituindo-se os primeiros arquitetos do mundo. Conseguiu ainda, produzir o fogo atravs do atrito e deu incio ao trabalho com metais. Todas essas conquistas tcnicas tiveram um forte reflexo na arte. O Inciom, que se tornara um campons, no precisava mais ter os sentidos apurados do caador do Paleoltico, e o seu poder de observao foi substitudo pela abstrao e racionalizao. Como conseqncia surge um estilo simplificador e geometrizante, sinais e figuras mais que sugerem do que reproduzem os seres. Os prprios temas da arte mudaram: comearam as representaes da vida coletiva. Alm de desenhos e pinturas, o artista do Neoltico produziu uma cermica que revela sua preocupao com a beleza e no apenas com a utilidade do objeto, tambm esculturas de metal. Desse perodo temos as construes denominadas dolmens. Consistem em duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no cho, como se fossem paredes, e uma grande pedra era colocada horizontalmente sobre elas, parecendo um teto. E o menir que era monumento megaltico que consiste num nico bloco de pedra fincado no solo em sentido vertical. 11. Vaso com ala. Estilo Late Kansu, China 1 milnio a.C. 12. Urna funerria. Kansu Yang-shao, China Cerca de 2.500 a.C 13. A Dama e o Corne Encontrada em Lausell, Frana 14. Mscara sorridente, um exemplo verdadeiramente incrvel de Arte Pr-histrica esculpida sobre uma superfcie triangular usando tcnicas identificadas em trabalhos encontrados no norte da Venezuela e em certas ilhas do Caribe. Mascar - Amrica 15. Moai Ilha de Pscoa, Pacfico Ilha vulcnica pertence ao Chile, Rano Raraku. Recebeu o nome pois foi encontrada por uma expedio Europia em 1722 em um domingo de Pscoa. Os moai mediam em torno de 5 metros de altura e 15 toneladas. Algumas esttuas possuiam cerca de 10 metros de altura e chega a pesar 270 toneladas. 16. Stonehenge, Inglaterra Santurio de Stonehenge, no sul da Inglaterra, pode ser considerado uma das primeiras obras da arquitetura que a Histria registra. Ele apresenta um enorme crculo de pedras erguidas a intervalos regulares, que sustentam traves horizontais rodeando outros dois crculos interiores. No centro do ltimo est um bloco semelhante a um altar. O conjunto est orientado para o ponto do horizonte onde nasce o Sol no dia do solstcio de vero, indcio de que se destinava s prticas rituais de um culto solar. Lembrando que as pedras eram colocadas umas sobre as outras sem a unio de nenhuma argamassa. 17. Stonehenge, Wiltshire - Inglaterra 18. ATIVIDADE 19. Referencias 20. Referencias 21. Referencias 22. isso 23. Arte Antiga e Clssica 24. Arte da Antiguidade A arte antiga pode subdividir-se nos seguintes grupos: Arte mesopotmica: Arte sumria Arte assria Arte babilnica Arte persa Arte egpcia Arte celta Arte fencia Arte egeia Arte cicldica Arte minica Arte micnica Antiguidade Clssica Arte etrusca Arte grega Arte romana Arte paleocrist A termo arte antiga refere-se arte desenvolvida pelas civilizaes antigas aps a descoberta da escrita e que se estende at queda do imprio romano do ocidente, em 476 d.C., aquando das invases brbaras. 25. Mesopotmia Perodo Pr-histrico (de 7000 a 3500 a.C.) antes da escrita, foi totalmente desenvolvido. Sumria (de 3000 a 2340 a.C) Os sumrios desenvolveram cermica e jias. Um novo tipo de construo foi introduzido - centros de cidades-estados desta poca so Ur, Umma, Lagash, Kish, e Eshnunna. Perodo Acdio (final do sculo 24 a.C) Sob Sargo I, uniram toda a Mesopotmia. Arte acadiano pouco resta. Significativas inovaes acadiano foram aqueles dos cortadores de selo. As cidades so acadiano Sippar, Assur, Eshnuna, Tell Brak, e Akkad. Periodo Neo-Sumrio (de 2112-2004 a.C) O Imprio acadiano caiu com Guti, que no centralizou seu poder, permitindo s cidades sumrias de Uruk, Ur e Lagash restabelecer seu poder. Perodo Babilnico Antigo (cerca de 2000-1600 a.C) A terra foi mais uma vez unida por governantes semitas. O governante mais importante foi Hamurabi da Babilnia. A arte mais original do perodo babilnico veio de Mari. Imprio Assrio (de a.C. 1700-100 a.C) Ela mostra diferentes tradies estabelecidas pela esttica babolnica, tanto em temas religiosos e temas seculares. O perodo Neo-assrios, 1000-612 a.C. um tempo de grandes construtores. Reis adornavam palcios com relevos magnficos. Gesso alabastro, foi mais facilmente do que as pedras esculpidas rgido usado pelos Sumrios e Acdios. Perodo Neo-Babilnico (626-539 aC) Os babilnios derrotaram os assrios em 612 aC e saquearam Nimrud e Nnive. Eles no estabelecem um novo estilo ou iconografia. A criatividade manifestou-se arquitetonicamente na capital Babilnia. 26. Mesopotmia A arte da Mesopotmia desenvolveu-se ao longo de muitos sculos e de diferentes civilizaes, no sendo, portanto, muito coesa em suas manifestaes. A arquitetura era a mais desenvolvida das artes, apesar de no ser to notvel quanto a egpcia. Caracterizou- se pelo exibicionismo e pelo luxo. Construram templos e palcios, que eram considerados cpias dos existentes nos cus. Por ser escassa a pedra na regio, utilizava-se tijolos de argila. O zigurate, torre de vrios andares, foi a construo caracterstica das cidades-estados sumrias. Nas construes, empregavam argila, ladrilhos e tijolos. 27. Sumria Arte da antiga Sumria (sul da antiga Babilnia, hoje sul do Iraque), teve lugar no local onde se desenvolveu uma civilizao de cidades- Estados durante o III milnio a.C.. Os sumrios apresentaram uma das mais ricas e variadas tradies artsticas do mundo antigo, a base sobre a qual se desenvolveu a arte dos assrios e babilnios. Grande parte do que conhecemos da arte sumria procede das escavaes das cidades de Ur e Erech. O aspecto dominante da arquitectura das grandes cidades era o templo-torre (zigurate). As fachadas com colunas tinham decorao de lpis-lazli, conchas e madreprola. Tambm eram produzidas jias do mais delicado trabalho em ouro e prata, esculturas de cobre, cermica, gravuras e selos. Os sumrios trabalhavam bem a pedra e a madeira, e foram pioneiros na utilizao de veculos com rodas. 28. Arte Sumria A partir de 4000 a.C. na zona de confluncia do rio Tigre com o rio Eufrates. Palcios, templos (zigurate), cmaras funerrias (abbada e arco). Adobe, madeira, tijolo colorido para decorao. Figuras religiosas de alabastro (hierarquia por altura e tamanho dos olhos). Formas geomtricas e esquemticas baseadas no cone e no cilindro. Influncia na arte da Assria e da Babilnia. 29. Esttuas de Gudeia, Principie de Lagash, cerca de 2130 a. C. 30. Zigurate Um zigurate (mais corretamente, deveria dizer- se em portugus uma zigurate, pois o substantivo feminino nas antigas lnguas do Prximo Oriente) uma forma de templo, comum aos sumrios, babilnios e assrios, pertinente poca do antigo vale da Mesopotmia e construdo na forma de pirmides terraplanadas. O formato era o de vrios andares construdos um sobre o outro, com o diferencial de cada andar possuir rea menor que a plataforma inferior sobre a qual foi construdo as plataformas poderiam ser retangulares, ovais ou quadradas, e seu nmero variava de dois a sete. 31. O centro do zigurate era feito de tijolos cozidos ao sol, enquanto o exterior da construo mostrava adornos de tijolos queimados. Os adornos normalmente eram envidraados em cores diferentes, possivelmente contendo significao cosmolgica. O acesso ao templo, situado no topo do zigurate, fazia-se por uma srie de rampas construdas no flanco da construo ou por uma rampa espiralada que se estendia desde a base at o cume do edifcio. Os exemplos mais antigos de zigurates datam do final do terceiro milnio a.C., enquanto os mais tardios, do sculo VI a.C., e alguns dos exemplos mais notveis dessas estruturas incluem as runas na cidade de Ur e de Khorsabad na Mesopotmia. Com a descrio supracitada pode-se formular uma imagem, ainda que bsica, de com que se parece um zigurate. A ideia que se tem de que serviam como lugar de idolatria ou cerimnias pblicas, contudo, no correcta. Na Mesopotmia acreditava-se que eram a morada dos deuses. Atravs dos zigurates as divindades colocariam-se perto da humanidade, razo pela qual cada cidade adorava seu prprio deus ou deusa. Alm disso, apenas aos sacerdotes era permitida a entrada ao zigurate, e era deles a responsabilidade de cuidar da adorao aos deuses e fazer com que atendessem as necessidades da comunidade. Naturalmente os sacerdotes gozavam de uma reputao especial na sociedade sumria. 32. Dur-Untash, ou Choqa Zanbil, construdo no sc. 13 a.C. por Untash Napirisha e localizado perto de Susa, Iro um dos mais preservados zigurates do mundo. 33. Zigurate de Ur 34. Arte da Assria A arte da Assria, desenvolveu-se no reino (situado onde hoje est o Iraque) que estabeleceu um dos maiores imprios do antigo Prximo Oriente. No incio de sua histria, os assrios parecem ter sido dominados pelas civilizaes mais poderosas da Babilnia e da Sumria. O imprio alcanou seu apogeu no governo de Senaqueribe (705-681 a.C.), que reconstruiu a antiga Nnive, trazendo gua das montanhas para dentro da cidade atravs de um elaborado sistema de canais, e criando uma rede de ruas e praas. As escavaes comprovam que as construes eram grandiosas e fartamente adornadas com pinturas e esculturas. Apenas fragmentos das pinturas foram preservados, mas uma considervel quantidade de esculturas sobrevive. Os assrios foram um povo guerreiro e na arte dedicaram-se a glorificar os seus reis e exrcitos; o tipo de trabalho mais caracterstico era uma sequncia de painis de pedra esculpidos com baixos-relevos representando cenas militares ou de caa. Este tipo de relevo narrativo, disposto em torno de sales governamentais ou ptios, uma inveno assria e constitui a sua maior contribuio para o mundo da arte. A outra forma especfica de escultura assria era o Lamassu, um colossal animal alado, com cabea humana, utilizado aos pares para flanquear a entrada de palcios. A civilizao assria sucumbiu quando sua capital, Nnive, foi capturada pelos babilnios e medas em 612 a.C. 35. Arte Assria Inicialmente na zona norte do rio Tigre, posteriormente estende-se a imprio de grandes dimenses. Auge entre c. 1000 e 612 a.C. Templos e zigurates monumentais. Tijolo, tambm pedra nas entradas das cidades e salas. Escultura monumental (demnios guardies), baixo-relevo narrativo em grande escala. Crnicas reais na batalha e na caa foram relatados em faixas horizontais com textos cuneiformes. s vezes, figuras mitolgicas so retratados. Escultores estavam em seu melhor em cenas de caa. A arte do falecido cortador de selo assrio uma combinao de realismo e mitologia. Influncia da arte da Sumria. 36. Palcio de Khorsabad - Nnive capital da Assria 37. Baixo-relevo originalmente colocado entrada do palcio Dur Sharrukin. 38. Baixo-relevo assrio. Assurbanipal (668-629 aC) numa caa aos lees. 39. Arte Babilnica A arte da Babilnia desenvolveu-se no reino antigo do Oriente Prximo; sua capital era Babilnia, cujas runas esto prximas da cidade de Al Hillah, no Iraque. Provavelmente, a cidade foi fundada no IV milnio a.C., tornando-se o centro de um vasto imprio no sculo 18 a.C., sob o reinado de Hamurabi. O povo babilnio mais antigo era herdeiro direto da civilizao sumria, que inspirou a arte da sua primeira dinastia. A partir do sculo 17 a.C., a Babilnia foi dominada por outros povos e de 722 a 626 a.C.. esteve sob o controle da Assria. A Babilnia atingiu seu perodo de apogeu e prestgio depois de ter colaborado para a derrota dos assrios. Nabucodonosor II, cujo reinado se estendeu de 605 a 562 a.C., reconstruiu a capital como uma das maiores cidades da Antiguidade e foi, provavelmente, o responsvel pelos famosos jardins suspensos da Babilnia, dispostos de forma engenhosa em terraos elevados, irrigados por canais provenientes do rio Eufrates. A melhor viso do esplendor da arquitetura babilnica pode ser obtida atravs da Porta de Ishtar (575 a.C.) uma luxuosa estrutura de tijolos esmaltados reconstruda no Museu Staatliche, na antiga Berlim Oriental. 40. Arte Babilnica Cidade da Babilnia. 1 perodo com fundador da dinastia babilnica, Hamurabi. 2 perodo de destaque entre 612-539 a.C. com Nabucodonosor (Torre de Babel, Jardins suspensos da Babilnia). Tijolo vidrado colorido para decorao de superfcies arquitetnicas. Representao da figura animal. 41. Jardimsuspenso e Torre de Babel (ao fundo) A gravura do sculo 16, coloridas mo do "Jardins Suspensos da Babilnia" do artista holands Martin Heemskerck, 42. Porta de Ishtar (575 a.C.) A Porta de Istar (ou de Ishtar) era originalmente uma das 8 portas monumentais (14 metros de altura por 10 de largura) da muralha interior de Babilonia, atravs da qual se acesso ao templo de Marduk. 43. Arte Persa Inicialmente a oriente da Mesopotmia (atual Ir), local de passagem de tribos nmades. Arte nmade ornamental (armas, taas, vasos) em madeira, osso, metal. Estilo animalista, abstrao figurativa e orgnica. Posterior povo herdeiro do imprio assrio, conquista da babilnia em 539 a.C.. Palcios colossais (vrias influncias, ambiente cerimonial e repetitivo), ausncia de arquitetura religiosa. Escultura associada arquitetura. 44. A arte egpcia Arte do vale do Nilo Mscara funerria de Tutankhamon, c. 1400 a.C. 45. Arte egpcia Refere-se arte desenvolvida e aplicada pela civilizao do antigo Egito, localizada no vale do rio Nilo no Norte de frica. Esta manifestao artstica teve a sua supremacia na regio durante um longo perodo de tempo, estendendo-se aproximadamente pelos ltimos 3000 anos antes de Cristo e demarcando diferentes pocas que auxiliam na clarificao das diferentes variedades estilsticas adotadas: Perodo Arcaico, Imprio Antigo, Imprio Mdio, Imprio Novo, poca Baixa, Perodo Ptolomaico e vrios perodos intermdios, mais ou menos curtos, que separam as grandes pocas, e que se denotam pela turbulncia e obscuridade, tanto social e poltica como artstica. Mas embora sejam reais estes diferentes momentos da histria, a verdade que incutem somente pequenas nuances na manifestao artstica que, de um modo geral, segue sempre uma vincada continuidade e homogeneidade. 46. Pedra de Roseta Um bloco de granito negro (muitas vezes identificado incorretamente como "basalto") que proporcionou aos investigadores um mesmo texto escrito em egpcio demtico, grego e em hierglifos egpcios. Como o grego era uma lngua bem conhecida, a pedra serviu de chave para Jean-Franois Champollion decifrar os hierglifos, em 1822 e por Thomas Young, em 1823. 47. Motivao e objetivos A arte do antigo Egito serve acima de tudo para objetivos polticos e religiosos. Para compreender a que nvel se expressam estes objetivos necessrio ter em mente a figura do soberano absoluto, o fara. Ele o representante de deus na Terra e este seu aspecto divino que vai guiar profundamente a manifestao artstica. Deste modo a arte representa, exalta e homenageia constantemente o fara e as diversas divindades da mitologia egpcia, sendo aplicada principalmente a peas ou espaos relacionados com o culto dos mortos, isto porque a transio da vida morte vista, antecipada e preparada como um momento de passagem da vida terrena vida aps a morte, vida eterna e suprema. O fara imortal e todos seus familiares e altos representantes da sociedade tm o privilgio de poder tambm ter acesso outra vida. Os tmulos so, por isto, os marcos mais representativos da arte egpcia. Ali eram depositados a mmia (corpo fsico que acolhe posteriormente a alma, ka) e todos os bens fsicos do quotidiano que lhe sero necessrios existncia aps a morte. 48. Tribunal de siris Livro dos Mortos, papiro. 49. Estilo e normas A arte egpcia profundamente simblica. Todas as representaes esto repletas de significados que ajudam a caracterizar figuras, a estabelecer nveis hierrquicos e a descrever situaes. Do mesmo modo a simbologia serve estruturao, simplificao e clarificao da mensagem transmitida criando um forte sentido de ordem e racionalidade extremamente importantes. A harmonia e o equilbrio devem ser mantidos, qualquer perturbao neste sistema , consequentemente, um distrbio na vida aps a morte. Para atingir este objetivo de harmonia so utilizadas linhas simples, formas estilizadas, nveis retilneos de estruturao de espaos, manchas de cores uniformes que transmitem limpidez e s quais se atribuem significados prprios. A hierarquia social e religiosa traduz-se, na representao artstica, na atribuio de diferentes tamanhos s diferentes personagens, consoante a sua importncia. Refora-se assim o sentido simblico, em que no a noo de perspectiva (dos diferentes nveis de profundidade fsica), mas o poder e a importncia que determinam a dimenso. 50. As cores A arte egpcia, semelhana da arte grega, apreciava muito as cores. As esttuas, o interior do templos e dos tmulos eram profusamente coloridos. Porm, a passagem do tempo fez com que se perdessem as cores originais que cobriam as superfcies dos objetos e das estruturas. As cores no cumpriam apenas a sua funo primria decorativa, mas encontravam-se carregadas de simbolismo: Preto (kem): era obtido a partir do carvo de madeira ou de pirolusite (xido de mangansio do deserto do Sinai). Estava associado noite e morte, mas tambm poderia representar a fertilidade e a regenerao. Este ltimo aspecto encontra-se relacionado com as inundaes anuais do Nilo, que trazia uma terra que fertilizava o solo (por esto razo, os Egpcios chamavam Khemet, "A Negra", sua terra). Na arte o preto era utilizado nas sobrancelhas, perucas, olhos e bocas. O deus Osris era muitas vez representado com a pele negra, assim como a rainha deificada Ahms-Nefertari. Branco (hedj): obtido a partir da cal ou do gesso, era a cor da pureza e da verdade. Como tal era utilizado artisticamente nas vestes dos sacerdotes e nos objetos rituais. As casas, as flores e os templos eram tambm pintados a branco. 51. As cores Vermelho (decher): obtido a partir de ocres. O seu significado era ambivalente: por um lado representava a energia, o poder e a sexualidade, por outro lado estava associado ao malfico deus Set, cujos olhos e cabelo eram pintados a vermelho, bem como ao deserto, local que os Egpcios evitavam. Era a vermelho que se pintava a pele dos homens. Amarelo (ketj): para criarem o amarelo, os Egpcios recorriam ao xido de ferro hidratado (limonite). Dado que o sol e o ouro eram amarelos, os Egpcios associaram esta cor eternidade. As esttuas dos deuses eram feitas a ouro, assim como os objetos funerrios do fara, como as mscaras. Verde (uadj): era produzido a partir da malaquite do Sinai. Simboliza a regenerao e a vida; a pele do deus Osris poderia ser tambm pintada a verde. Azul (khesebedj): obtido a partir da azurite (carbonato de cobre) ou recorrendo-se ao xido de cobalto. Estava associado ao rio Nilo e ao cu. 52. Cena de Caa Tumba de Nebamun 1400 a.C. Pintura de parede 31cm British Museum, London 53. Lei da Frontalidade Embora seja uma arte estilizada tambm uma arte de ateno ao pormenor, de detalhe realista, que tenta apresentar o aspecto mais revelador de determinada entidade, embora com restritos ngulos de viso. Para esta representao so s possveis trs pontos de vista pela parte do observador: de frente, de perfil e de cima, e que cunham o estilo de um forte componente esttica, de uma imobilidade solene. O corpo humano, especialmente o de figuras importantes, representado utilizando dois pontos de vista simultneos, os que oferecem maior informao e favorecem a dignidade da personagem: os olhos, ombros e peito representam-se vistos de frente; a cabea e as pernas representam- se vistos de lado. O fato de, ao longo de tanto tempo, esta arte pouco ter variado e se terem verificado poucas inovaes, deve-se aos rgidos cnones e normas a que os artistas deveriam obedecer e que, de certo modo, impunham barreiras ao esprito criativo individual. A conjugao de todos estes elementos marca uma arte robusta, slida, solene, criada para a eternidade. 54. Caracterstica A Lei da Frontalidade funda-se no princpio de valorizar o aspecto que mais caracteriza cada elemento do corpo humano. Desenhado de perfil, o rosto mostrado ao mximo. De frente, se resume a uma oval. No rosto de perfil, o olho representado de frente, por ser este seu aspecto mais caracterstico e revelador. O trax tambm apresenta-se de frente, e as pernas e os ps, onde apenas se v o dedo grande, so vistos de perfil. 55. Mastabas Uma mastaba um tmulo egpcio, cujo centro nevrlgico era uma capela, com a forma de um tronco de pirmide (paredes inclinadas em direo a um topo plano de menores dimenses que a base), cujo comprimento era aproximadamente quatro vezes a sua largura. Comearam-se a construir desde a primeira era dinstica (cerca de 3500 a.C.) e foi o gnero de edifcio que precedeu e preparou as pirmides. Quando estas comearam a ser construdas, mais exigentes do ponto de vista tcnico e econmico, a mastaba permaneceu a sua mais simples alternativa. Eram construdas com tijolo de barro e/ou pedra (geralmente, calcrio) talhada com uma ligeira inclinao para o interior, o que vai ao encontro da etimologia da palavra. Etimologicamente, a palavra provm do rabe maabba = banco de pedra (ou lama, segundo alguns autores), do aramaico misubb, talvez com origem persa ou grega. Efetivamente, vistos de longe, estes edifcios assemelham-se a bancos de lama, terra ou pedra. 56. Diagrama de uma mastaba Azul: a capela funerria com a porta fictcia ao fundo. Vermelho: o poo que parte do topo da mastaba e se afunda a partir da. Verde: a cmara morturia e o seu sarcfago. Cinzento: o tijolo de adobe que ocupa, de facto, uma grande parte da mastaba. Medidas mdias de uma mastaba: Comprimento 30 m, Largura 15 m, Altura 6 m 57. Pirmides As pirmides so estruturas monumentais construdas em pedra e tm uma base rectangular e quatro faces triangulares (por vezes trapezoidais) que convergem para um vrtice. As pirmides do Egipto Antigo eram edifcios funerrios, embora alguns especialistas acreditem que alm de servirem de mausolu eram tambm templos religiosos. Foram construdas h cerca de 2.700 anos, desde o incio do antigo reinado at perto do perodo ptolomaico. A poca do seu apogeu foi entre a III dinastia e a VI dinastia (2686-2345 a.C.). No eram consideradas estruturas isoladas mas integradas num complexo arquitectnico. Foram encontradas cerca de 80 pirmides no Egito mas a maior parte delas esto reduzidas a montculos de terra. A construo das pirmides sofreu uma evoluo, desde o monte de areia de forma rectangular que cobria a sepultura do fara, na fase pr-dinstica, passando pela mastaba, uma forma de tmulo conhecida no incio da era dinstica. Foi Djoser, o fundador da III dinastia, quem mandou edificar uma mastaba inteiramente de pedra. Tinha 61 m de altura e 6 degraus em toda a volta, 109 m de norte a sul e 125 m de este a oeste. As pirmides tm uma estrutura subterrnea complexa, composta de corredores e salas onde a sala funerria cavada no solo. Depois da IV dinastia, as pirmides entram na sua fase clssica com a construo da ampla e maravilhosa necrpole de Giz, na margem esquerda do Nilo, no longe do Cairo. 58. O Passo do Complexo da Pirmide de Netjerikhet Vista area de Saqqara North, mostrando a posio dominante do passo da pirmide de Netjerikhet e complexo circundante. 59. Mapa do Complexo de Netjerikhet 60. A pirmide de degraus de Horus Netjerikhet. 61. Desenho 3D da estrutura da pirmide - Esquerda: vista da posio relativa da estrutura na pirmide. - Direita: Planta da estrutura. Fonte: Lehner, Complete Pyramids, p. 87. 62. N 63. Pirmides de Giz, Egito Estas trs majestosas pirmides foram construdas como tumbas reais para os reis Kufu (ou Quops), Qufren, e Menkaure (ou Miquerinos) - pai, filho e neto. A maior delas, com 147 m de altura (49 andares), chamada Grande Pirmide, e foi construda cerca de 2.550 a.C. para Kufu, no auge do antigo reinado do Egipto. 64. Complexo de Giz 65. Quops 66. Abou Simbel, Templo de Ramss. 67. Arte Egpcia Durante 3000 anos at conquista por Alexandre, o Grande no sculo IV a.C.. Arquitectura monumental (pedra), templos, arte funerria, (pirmides, mastabas). Relevos e pinturas murais associados arquitectura, escultura de vulto e colossal, artes decorativas e mobilirio. Carcter solene com base em cnones rgidos de representao, simbolismo, lei da frontalidade. 68. Esculturas 69. Arte celta Estilo caracterstico dos povos de lngua celta, na Europa (continente e, em especial, ilhas - Inglaterra, Irlanda) que se desenvolve j desde a pr-Histria, Idade do Bronze at Idade Mdia. 70. Distribuio dos Celtas na Europa. A rea verde sugere a possvel extenso da rea (proto-)cltica por volta de 1000 a.C.. A rea laranja indica a regio de nascimento da cultura La Tne e a rea vermelha indica a possvel regio sob influncia cltica por volta de 400 a.C... 71. Arte Celta Os celtas eram povos antigos da Europa Central e Ocidental; no perodo pr- romano habitavam grande parte da Europa, inclusive Inglaterra, Glia, partes da Espanha, Alemanha, Repblica Checa e Eslovquia. Um tipo diferente de arte cltica baptizada em homenagem a La Tne, na Sua, desenvolveu-se primeiro no sculo V a.C., basicamente em trabalhos de metal, um campo no qual os celtas mostraram extraordinria habilidade. Os celtas ornavam objectos de uso comum, como armas, armaduras, canecas e jarras, e faziam tambm algumas jias, trabalhando principalmente em bronze e ouro e empregando sofisticadas tcnicas de incrustao. Os motivos vinham de diversas fontes, mas foram transformados pela criatividade celta, que se deliciava com desenhos geomtricos e espirais, muitas vezes combinados com formas animais estilizadas, em elementos abstractos. As figuras humanas eram raras e sempre representadas de maneira um tanto abstracta. A conquista romana tendeu a converter as formas nativas num classicismo provincial, fazendo com que a tradio celta sobrevivesse com mais fora nas reas extremas da Europa, de modo especial na Irlanda, fora do Imprio Romano. 72. Arte egeia Arte cicldica Arquiplago das Cclades, Idade do bronze (2500-1600 a.C.). Objectos em cermica (vasos, clices, etc) de decorao geomtrica (linhas, curvas, espirais). Pequenos dolos em mrmore de linhas sintticas com nariz destacado em relevo. Kykladenidol - Exemplo de produo artstica das Ilhas Cclades. 73. Arte cicldica Arte cicldica denominao dada s artes relacionadas cultura das Ilhas Cclades. A arte cicldica ainda hoje envolta de muitos mistrios, pois dela pouco restou alm de modestas sepulturas em pedra e alguns outros vestgios menos significantes. Em relao produo artstica das Ilhas Cclades podemos destacar a cermica decorada com os parmetros geomtricos linear, espiral e curvilneo. Outro destaque da produo artstica so os dolos esculpidos em mrmore que vo de poucos centmetros ao tamanho natural, com uma caracterstica abstracta onde a cabea um ovide e o nico relevo o nariz. Aparecem tambm pequenas figuras de homens tocando lira ou flauta e mulheres segurando crianas. A arte cicldica foi desenvolvida na Idade do Bronze e um dos trs ramos da arte egeia. 74. dolo das Cclades, Bronze Final. 75. Arte minica A arte minica ou arte da antiga Creta desenvolveu-se entre cerca de 3.000 e 1.100 a.C. A civilizao minica teve sua vida administrativa, poltica, religiosa e cultural centrada nos palcios. Dois deles, Cnossos e Festus, so exemplos marcantes dessa organizao. Os palcios tinham projectos complexos; cada um dispunha de um amplo ptio interno central, vrias escadarias, pequenos jardins e recintos reservados para cultos religiosos. Magnficos frescos adornavam as paredes. Trabalhos em metal, entalhe em pedras preciosas, selos de pedras e joalharia atingiram altos padres artsticos. A cermica, por vezes apenas um pouco mais espessa do que a casca de um ovo, era adornada com desenhos florais que, embora convencionais, revelavam grande efeito em fundo colorido ou preto. 76. rea de expanso cultural minica 77. Fresco, II milnio a.C., Palcio de Cnossos, Creta. 78. Arte minica - Arte cretense (Ilha de Creta), Idade do bronze (2300-100 a.C.). - Pintura mural decorativa de harmonia e movimento, cores vivas e vista frontal associada arquitectura palaciana (de estrutura informal e prtica). - Peas de cermica, pouca escultura (pequenas figuras em argila e terracota, vasilhas). - Temticas do quotidiano, mundo animal (martimo), religio (votiva e ritual). 79. Arte micnica A arte micnica refere-se arte dos aqueus, um povo que se estabelece na costa sudoeste da Grcia entre aproximadamente 1600 e 1100 a.C., no perodo final da Idade do Bronze. Os seus habitantes formam vrios ncleos agrupados em torno de palcios, sendo o centro mais importante o de Micenas, nome que cunha a civilizao micnica. A sua produo artstica recebe diversas influncias sendo a da civilizao minica (Creta) a mais evidenciada. Do Antigo Egipto recebem tambm influncia relacionada com o culto dos mortos, nomeadamente no que diz respeito construo de cmaras funerrias em pedra. Deste perodo so de referir o primoroso trabalho em metal e a joalharia que recebem grande herana minica no tratamento formal e na tcnica, se que no tero mesmo sido produzidos por artesos vindos de Creta. Os mais relevantes achados arqueolgicos originam das cmaras funerrias descobertas em 1876 em Micenas por Heinrich Schliemann, onde se englobam punhais com incrustaes, ornamentos para indumentria, diademas e as famosas mscaras funerrias em ouro que serviam para cobrir o rosto do falecido. 80. No repertrio formal dominam, em geral, cenas de caa e a representao de animais como golfinhos, cobras, pssaros, touros e principalmente felinos (leo, leopardo, etc.) onde regra aparecerem com as patas dianteiras e traseiras esticadas, smbolo de movimento. Tambm so comuns elementos da flora martima e a espiral, elemento decorativo muito usado, mesmo associado arquitectura. A escultura no comum, sendo possvel que alguma produo em madeira tenha desaparecido com o tempo. No entanto so conhecidas terracotas representando deusas do lar (phi e psi). A escultura pode tambm aparecer associada arquitectura, como no caso da Porta dos Lees em Micenas, onde se vm dois lees virados para uma coluna micnica inseridos na muralha defensiva. Neste exemplo so notrias semelhanas com a tradio da escultura mesopotmica pela imponncia e severidade formal. Contrariamente arquitectura minica, a micnica possui um forte sentido militar onde se observam fortalezas rodeadas de muralhas edificadas em pedra com grande preciso. O palcio divide-se em trs reas simples; um prtico com duas colunas leva antecmara que antecede a grande sala de audincias, rectangular e com quatro colunas a envolver uma lareira central circular. 81. Jarra Micnica 1200-1100 A. de C. 82. Arte micnica - Aqueus estabelecidos em territrio grego, Idade do bronze. - Principal centro em Micenas, influncia da arte minica. - Arquitectura monumental, pintura sem leveza da arte cretense, temtica militar e narrativa. Arte egeia 83. Arte fencia - Os fencios eram um povo de origem semita que colonizou a sul da pennsula itlica, Siclia, sul da pennsula ibrica e norte de frica. A sua arte conheceu o apogeu entre c. 1000 a.C. e 800 a.C.. - Dedicados principalmente ao artesanato (objectos utilitrios), comrcio e navegao na zona do Mediterrneo. - Influncia da arte egpcia, egeia, micnica, mesopotmica e grega. 84. A arte fencia refere-se expresso artstica dos Fencios um povo semita do mundo antigo. Sua origem desconhecida, mas estabeleceu-se na Fencia (regio mediterrnea correspondente ao Lbano, Sria e Israel) por volta de 3000 a.C. Os Fencios eram altamente civilizados (inventaram um sistema de escrita anterior ao alfabeto moderno) e hbeis comerciantes martimos, chegando a fundar colnias atravs do Mediterrneo, principalmente Cartago. Atingiram o auge do poderio entre 1200 e 800 a.C. e foram conquistados pelos Persas no sculo VI a.C.. A sua arte mais tpica representada nos escaravelhos de jaspe verde, encontrados principalmente nos cemitrios cartagineses da Sardenha e de Ibiza. No perodo helenstico, destacaram-se na confeco de sofisticados sarcfagos de mrmore e ficaram famosos como artistas e artesos, mas poucos trabalhos em larga escala sobreviveram at nossos dias. No entanto, graas sua actividade mercantil, os pequenos artefactos chegaram a difundir- se pelo mundo mediterrneo, muitos deles encontrados em escavaes. Sobressaram-se tambm na confeco de objectos de luxo, como jias, estatuetas, garrafas de vidro e alabastro, caixas de marfim e recipientes de bronze. 85. Arte etrusca - Povo etrusco, regio da Toscana, sculos VIII a II a.C.. - Arte funerria, cmaras tumulares com pintura mural, urnas, escultura em sarcfagos (jacentes), bustos. - Peas decorativas em bronze e terracota, joalharia. - Influncia da arte arcaica grega. Arte da Antiguidade Clssica 86. ARTE GREGA Enquanto a arte egpcia uma arte ligada ao esprito, a arte grega liga-se razo. A arte grega focada na busca do prazer pelo homem, ao contrrio do que era praticado nas civilizaes da Antiguidade Oriental, os gregos buscavam o Antropocentrismo, ou seja todas as respostas so buscadas no homem e no na f. So as principais caractersticas da arte grega: o racionalismo; a valorizao do belo; do corpo humano e tambm de cenas da mitologia. 87. Da segunda quinzena de agosto a primeira de setembro de 776 a.C. at 393 d.C. (Teodsio) (S reaparecendo em 1896) Jogos 88. Olmpicos = Zeus Pticos = Apolo Istmicos = Posseidon 89. Atletismo Luta Boxe Corrida de cavalo Pentatlo ( luta, corrida, salto em distncia, arremesso de dardo e de disco) 90. Cultura 91. Arquitetura Grega As edificaes que despertaram maior interesse so os templos. A caracterstica mais evidente dos templos gregos a simetria entre o prtico de entrada e o dos fundos. O templo era construdo sobre uma base de trs degraus. As colunas eram construdas segundo os modelos drico, jnico e corntio. Estilo Drico - era simples e macia. O capitel era uma almofada de pedra. Sendo a mais antiga das ordens arquitetnicas gregas, a ordem drica, por sua simplicidade e severidade, empresta uma idia de solidez e imponncia Estilo Jnico - representava a graa e o feminino. O capitel era formado por duas espirais unidas por duas curvas. A ordem drica traduz a forma do homem e a ordem jnica traduz a forma da mulher. Estilo Corntia - o capitel era formado com folhas de acanto e quatro espirais simtricas, muito usado no lugar do capitel jnico, de um modo a variar e enriquecer aquela ordem. Sugere luxo e ostentao. 92. Colunas Drica, Jnica e Corntia 93. DRICO JNICO CORNTIO Drico Jnico Corntio 94. Acrpolis de Atenas 95. Partenon 96. Escultura Carctersticas principais: Antropomorfismo (representao das formas humanas); Antropocentrismo (valorizao do homem nas artes); Equilbrio das formas Sensao de Movimento No Perodo Arcaico os gregos comearam a esculpir, em mrmores, grandes figuras de homens. Primeiramente aparecem esculturas simtricas, em rigorosa posio frontal, com o peso do corpo igualmente distribudo sobre as duas pernas. Esse tipo de esttua chamado Kouros (palavra grega: homem jovem). No Perodo Clssico passou-se a procurar movimento nas esttuas, para isto, se comeou a usar o bronze que era mais resistente do que o mrmore, podendo fixar o movimento sem se quebrar. Surge o nu feminino, pois no perodo arcaico, as figuras de mulher eram esculpidas sempre vestidas. Perodo Helenstico podemos observar o crescente naturalismo: os seres humanos no eram representados apenas de acordo com a idade e a personalidade, mas tambm segundo as emoo. 97. Hermes de Praxteles 98. Pintura A pintura grega encontra-se na arte cermica. Alm de servir para rituais religiosos, esses vasos eram usados para armazenar, entre outras coisas, gua, vinho, azeite e mantimentos. As pinturas dos vasos representavam pessoas em suas atividades dirias e cenas da mitologia grega. O maior pintor de figuras negras foi Exquias. A pintura grega se divide em trs grupos: 1) figuras negras sobre o fundo vermelho 2) figuras vermelhas sobre o fundo negro 3) figuras vermelhas sobre o fundo branco 99. Representao de um banquete pintado em um vaso 100. ARTE ROMANA A arte romana, referente poca artstica do Imprio romano do ocidente, foi muito influenciada pela cultura da grcia antiga e estende-se do sculo VIII a.C ao sculo IV d.C. difundindo-se por diversas expresses artsticas desde a construo de diversas tipologias de edifcios pblicos, pintura afresco escultura, etc 101. Representao de uma batalha em uma fonte romana 102. ARQUITETURA As construo eram de cinco espcies, de acordo com as funes: 1) Religio 2) Comrcio e civismo 3) Higiene 4) Divertimentos 5) Monumentos decorativos 103. RELIGIO:TEMPLOS Pouco se conhece deles. Os mais conhecidos so o templo de Jpiter , o de Saturno, o da Concrdia e o de Csar. O Panteo, construdo em Roma durante o reinado do Imperador Adriano foi planejado para reunir a grande variedade de deuses existentes em todo o Imprio, esse templo romano, com sua planta circular fechada por uma cpula, cria um local isolado do exterior onde o povo se reunia para o culto. 104. Templos de Jpiter e de Saturno 105. Panteo Romano 106. COMRCIO E CIVISMO: BASLICA A princpio destinada a operaes comerciais e a atos judicirios, a BASLICAservia para reunies da bolsa, para tribunal e leitura de editos. Mais tarde, j com o Cristianismo, passou a designar uma igreja com certos privilgios. A baslica apresenta uma caracterstica inconfundvel: a planta retangular, (de quatro a cinco mil metros) dividida em vrias colunatas. Para citar uma, a baslica Julia, iniciada no governo de Jlio Csar, foi concluda no Imprio de Otvio Augusto. 107. Baslica Jlia 108. Higiene: Termas Constitudas de ginsio, piscina, prticos e jardins, as termas eram o centro social de Roma. As mais famosas so as termas de Caracala que, alm de casas de banho, eram centro de reunies sociais e esportes. 109. Termas Termas romanas em Bath (palavra inglesa para banhos), Inglaterra. E runas de Termas na cidade de Roma. 110. Divertimentos: Circo Teatro Anfiteatro 111. Circus Maximus 112. Teatro Romano 113. Anfiteatro: Coliseu 114. ELEMENTOS DECORATIVOS Arco de Triunfo: prtico monumental feito em homenagem aos imperadores e generais vitoriosos. O mais famoso deles o arco de Tito, todo em mrmore, construdo no Forum Romano para comemorar a tomada de Jerusalm. b) Coluna Triunfal: a mais famosa a coluna de Trajano, com seu caracterstico friso em espiral que possui a narrativa histrica dos feitos do Imperador em baixos-relevos no fuste. Foi erguida por ordem do Senado para comemorar a vitria de Trajano sobre os dcios e os partos. 115. Arco do Triunfo Romano 116. PINTURA O Mosaico foi muito utilizado na decorao dos muros e pisos da arquitetura em geral. A maior parte das pinturas romanas que conhecemos hoje provm das cidades de Pompia e Herculano, que foram soterradas pela erupo do Vesvio em 79 a.C. Os estudiosos da pintura existente em Pompia classificam a decorao das paredes internas dos edifcios em quatro estilos. Primeiro estilo: recobrir as paredes de uma sala com uma camada de gesso pintado; que dava impresso de placas de mrmore. Segundo estilo: Os artistas comearam ento a pintar painis que criavam a iluso de janelas abertas por onde eram vistas paisagens com animais, aves e pessoas, formando um grande mural. Terceiro estilo: representaes fiis da realidade e valorizou a delicadeza dos pequenos detalhes. Quarto estilo: um painel de fundo vermelho, tendo ao centro uma pintura, geralmente cpia de obra grega, imitando um cenrio teatral. 117. ESCULTURA Os romanos eram grandes admiradores da arte grega, mas por temperamento, eram muito diferentes dos gregos. Por serem realistas e prticos, suas esculturas so uma representao fiel das pessoas e no a de um ideal de beleza humana, como fizeram os gregos. Retratavam os imperadores e os homens da sociedade. Mais realista que idealista, a estaturia romana teve seu maior xito nos retratos. Com a invaso dos brbaros as preocupaes com as artes diminuram e poucos monumentos foram realizados pelo Estado. Era o comeo da decadncia do Imprio Romano que, no sc. V - precisamente no ano de 476 - perde o domnio do seu vasto territrio do Ocidente para os invasores germnicos. 118. MOSAICO Partidrios de um profundo respeito pelo ambiente arquitetnico, adotando solues de clara matriz decorativa, os mosastas chegaram a resultados onde existe uma certa parte de estudo direto da natureza. As cores vivas e a possibilidade de colocao sobre qualquer superfcie e a durao dos materiais levaram a que os mosaicos viessem a prevalecer sobre a pintura. Nos sculos seguintes, tornar-se-o essenciais para medir a ampliao das primeiras igrejas crists.