história antiga oriental em busca das primeiras civilizações

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  • Histria Antiga Oriental Em busca das primeiras civilizaes
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  • DO ORIENTE AO OCIDENTE DO ORIENTE AO OCIDENTE Mais do que uma delimitao geogrfica, uma definio cultural Civilizao Durante muito tempo os povos conquistados pelos europeus aps as grandes navegaes do sculo XIV foram considerados incivilizados, como se apresentassem um grau inferior de cultura. Nos dias atuais, o termo perdeu seu sentido evolucionista, de um estgio superior aos demais estgios culturais. comum utilizarmos o termo como a representao de sociedades citadinas, com regras estabelecidas, organizao poltica formal, administrao centralizada, burocracia, funcionrios pblicos, uma religio oficial e um sistema de escrita. Assim, as primeiras civilizaes seriam aquelas comunidades que possuam todos esses elementos, agrupando-se em torno dos grandes rios da frica e do Crescente Frtil, como o Nilo, o Tigres, o Eufrates, o Jordo, entre outros. Mas importante ressaltar que ao falarmos de civilizaes antigas, vamos nos restringir a aquelas que de alguma forma influenciaram nossa prpria cultura. Mais que uma delimitao geogrfica, trata-se aqui de uma definio cultural. Assim, ao fazermos parte da chamada cultura crist ocidental moderna, estamos de alguma forma vinculados a histria cultural das civilizaes do oriente prximo (Egito, Mesopotmia, Prsia, Fencia e Palestina dos Hebreus), sem falar nas duas grandes civilizaes ocidentais da antiguidade: Grcia e Roma.
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  • Egito Antigo FORMAO: PERODO PR-DINSTICO Comunidades instaladas prximas ao Nilo desde o neoltico. Cheias, transbordamento das guas e fertilidade da terra aps a vazante. Organizao em nomos. Construes de obras hidrulicas, como diques e canais para controle das cheias e cultivo agrcola. Expanso da atividade agrcola devido as obras de irrigao e drenagem. Formao de cidades e mais tarde de dois reinos - 3500 C: Alto Egito ao sul e Baixo Egito ao norte. Unificao dos dois reinos sob o comando do primeiro Fara, Mens (Narmer ou Men). Transformao dos nomarcas em funcionrios do estado centralizado. Propriedade nominal da terra do Egito pelo Fara, um Deus vivo, a prpria personificao do Estado (monarquia teocrtica). Identidade do Egito: aldeias, nomos e nobres. Viam a si mesmos como um mesmo povo (homens), sob domnio do Fara, reencarnao de Hors, filho de Osris e sis. Modo de Produo Significa a forma como uma sociedade se organiza em torno das relaes de produo da riqueza, eminentemente vinculada ao poder, a organizao do trabalho e a hierarquia social. Assim, cada sociedade na histria teria um modo de produo especfico. No Egito e na Mesopotmia o modo de produo caracterstico seria o asitico ou tributrio, baseado no regime da servido coletiva, em que os membros de comunidades locais servem ao Estado por meio de trabalho e tributos em gros.
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  • HISTRIA POLTICA E ORGANIZAO SOCIAL Antigo Imprio (3200-2300 C): Capital em Mnfis, entre o vale e o delta do Nilo. Isolamento cultural e escravido insipiente. Trabalho servil nas terras do Fara e construo de obras pblicas monumentais, como as grandes pirmides de Gis. Relativa estabilidade. Crise em 2300 C com a diminuio das enchentes do Nilo. Ao final do perodo, fragmentao do poder e fortalecimento dos nomarcas. Mdio Imprio (2000-1580 C): Capital em Tebas, aps a restaurao do poder promovida pelo fara Mentuhotep II (XXI C). Nova centralizao sob a liderana dos Faras. Construo de templos e tumbas. Ao final, penetrao estrangeira do Egito pelos hicsos, povos heterogneos asiticos que tinham cavalos, bronze e carros de guerra. Chegada dos hebreus ao Egito. Ao final de dois sculos, expulso dos hicsos. Novo Imprio (1580-1085 C): Capital em Tebas aps a expulso dos hicsos e escravizao dos hebreus. Apogeu da civilizao egpcia e expanso territorial. Advento do monotesmo egpcio sob Amenfis IV, o Akhenaton. Fortalecimento do Imprio egpcio sob Tutms III e Ramss II. O xodo dos hebreus pode ter ocorrido no reinado do ltimo. Fara Familiares Sacerdotes Nobres (antigos nomarcas) Escribas (burocratas) Camponeses (fel) Escravos
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  • O EGITO E SEU LEGADO CULTURAL As pirmides de Quops, Qufren e Miquerinos, construdas no Antigo Imprio ainda permanecem como uma das grandes maravilhas da humanidade. Abu Simbel Karnak Pirmides de Gis A religio egpcia estava vinculada ao estado. O fara, como um deus na terra era a reencarnao de uma das muitas divindades idolatradas. Deuses comuns eram Amon- R, Osris, Isis, Set, Hrus, Anbis, pis. Os egpcios acreditavam na vida aps a morte. Por tal motivo mumificavam seus corpos e deixavam nos junto de seus pertences para que a alma, ao retornar,pudesse encontr-los. Sua arquitetura era monumental, como atestado pelas pirmides e templos em homenagem aos deuses. Possuam uma escrita bastante sofisticada, desenvolvida em trs formas: Hieroglfica (tmulos e templos), hiertica (papiros) e demtica (uso popular).
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  • Mesopotmia de muitos povos Situada no Crescente Frtil a Mesopotmia ganhou esse nome pelos dois rios que a circundam, o Tigres e o Eufrates (meso = meio e potamos = gua). Ao contrrio do Egito trata-se de plancies abertas (sul) e montanhas (norte), tendo mais contatos entre os povos ocasionando mais instabilidade poltico-social do que no reino dos Faras. As cheias dos rios so mais fortes do que no Egito. Diferentemente do Egito, os povos da Mesopotmia se agrupavam em cidades independentes que em algumas ocasies se expandiam militarmente, tornando-se capitais de Imprios. A servido coletiva tambm existia, mas o comrcio era mais efetivo que no Egito, podendo existir propriedade privada da terra. Sumrios e Acdios : Os sumrios, oriundos do vizinho planalto do Ir estabeleceram cidades-estados aos sul da Mesopotmia, por volta de 4000 C. Uruk, Ur, Nipur, Lagash eram centros urbanos independentes que possuam elementos culturais comuns, como a escrita cuneiforme (composta de smbolos fonticos em forma de cunha) e suas grandes torres, os zigurates. Por volta de 2400 C o rei da cidade de Acad, Sargo I submeteu os sumrios, incorporando sua cultura. Era o Imprio Acdio que desapareceria por volta de 2100 C. Aps breve perodo de retorno da independncia dos sumrios, esses foram incorporados ao Imprio dos Babilnicos. Primeiro Imprio Babilnico : Os amorirtas da cidade da Babilnia, mais ao norte foram responsveis pelo advento do primeiro grande Imprio mesopotmico. O rei Hamurbi (1728 1686 C) unificou a regio, fundando o I Imprio Babilnico. Sua cidade transformou-se num dos maiores centros urbanos da Antiguidade, com seu zigurate ao centro, denominada na Bblia de Torre de Babel. Alm de colocar o deus Marduk acima dos demais deuses mesopotmicos, Hamurbi organizou um dos primeiros cdigos de leis escritas conhecidos, o Cdigo de Hamurbi. Esse cdigo apresentava numerosas penas para delitos domsticos, comerciais, ligados aos dotes, ao comrcio, a herana e a escravido, sem falar nas punies baseadas na lei de Talio. Aps a morte do rei, mais as invases de povos da sia Menor como hititas e cassitas, o Imprio entrou em colapso, sendo mais tarde substitudo pelo Imprio dos Assrios.
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  • Imprio Assrio: estabelecidos ao norte da Mesopotmia desde 3000 C os assrios organizaram ao final do segundo milnio um estado militarizado. Utilizavam cavalos e carros de guerra, alm de ferro em suas armas, superiores aos demais povos da regio. Sua capital era Assur, nome de seu principal deus. Logo, expandiram seu domnio sobre os povos vizinhos, cobrando tributos e escravizando-os. Era comum torturarem os dominados, demonstrando as caractersticas de seu poder. Alguns historiadores afirmam que foi o primeiro povo antigo a possuir um exrcito permanente com recrutamento obrigatrio, alm de utilizarem-se de mquinas de guerra como aretes e catapultas. Seu auge foi com os reis Senaqueribe e Assurbanipal, ambos do sculo VII C aos quais, de sua cidade, Nnive, conquistaram o Egito (671 C) e parte da Palestina. Em 612 C os assrios caram para os caldeus que deram origem ao segundo Imprio Babilnico. Segundo Imprio Babilnico: A Babilnia voltaria a ser a capital de um Imprio, cujo apogeu seria sob o reinado de Nabucodonosor (sculo VI C). Foi ele quem construiu os grande palcios da cidade, alm dos famosos Jardins Suspensos da Babilnia. Foi esse rei tambm quem capturou os hebreus aps saquear Jerusalm, um evento conhecido na Bblia como O Cativeiro da Babilnia. Com a morte do rei, o Imprio caiu ante as foras de Ciro I da Prsia, no ano de 539 C. Economia e sociedade na Mesopotmia A agricultura era a principal atividade exercida pela populao, submetida a servido coletiva. Os governos eram despticos, controlados por fundamentos teocrticos. Os reis eram chamados de lugal (rei) patesi (servidor), denominao sumria incorporada a cultura geral mesopotmica. Os governantes eram vistos pelo povo como representantes dos deuses e no como deuses vivos, tal como no Egito. O comrcio tinha maior preponderncia devido aos contatos com o exterior. Por sua vez, a escravido era bastante expressiva, principalmente durante o domnio assrio. A hierarquia social: *Governante. Rei servidor (lugal patesi). *Nobres, guerreiros e sacerdotes (funcionrios). *Comerciantes e camponeses. Alguns com propriedade imvel (terras), outros com propriedade mvel (escravos). *Escravos por dvidas ou por guerras. Economia e sociedade na Mesopotmia A agricultura era a principal atividade exercida pela populao, submetida a servido coletiva. Os governos eram despticos, controlados por fundamentos teocrticos. Os reis eram chamados de lugal (rei) patesi (servidor), denominao sumria incorporada a cultura geral mesopotmica. Os governantes eram vistos pelo povo como representantes dos deuses e no como deuses vivos, tal como no Egito. O comrcio tinha maior preponderncia devido aos contatos com o exterior. Por sua vez, a escravido era bast

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