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  • PRÉ-VESTIBULAR LIVRO DO PROFESSOR

    HISTÓRIA

    Esse material é parte integrante do Aulas Particulares on-line do IESDE BRASIL S/A, mais informações www.aulasparticularesiesde.com.br

  • © 2006-2008 – IESDE Brasil S.A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorização por escrito dos autores e do detentor dos direitos autorais.

    Produção Projeto e Desenvolvimento Pedagógico

    Disciplinas Autores

    Língua Portuguesa Francis Madeira da S. Sales Márcio F. Santiago Calixto Rita de Fátima Bezerra Literatura Fábio D’Ávila Danton Pedro dos Santos Matemática Feres Fares Haroldo Costa Silva Filho Jayme Andrade Neto Renato Caldas Madeira Rodrigo Piracicaba Costa Física Cleber Ribeiro Marco Antonio Noronha Vitor M. Saquette Química Edson Costa P. da Cruz Fernanda Barbosa Biologia Fernando Pimentel Hélio Apostolo Rogério Fernandes História Jefferson dos Santos da Silva Marcelo Piccinini Rafael F. de Menezes Rogério de Sousa Gonçalves Vanessa Silva Geografia Duarte A. R. Vieira Enilson F. Venâncio Felipe Silveira de Souza Fernando Mousquer

    I229 IESDE Brasil S.A. / Pré-vestibular / IESDE Brasil S.A. — Curitiba : IESDE Brasil S.A., 2008. [Livro do Professor]

    696 p.

    ISBN: 978-85-387-0574-1

    1. Pré-vestibular. 2. Educação. 3. Estudo e Ensino. I. Título.

    CDD 370.71

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    O populismo brasileiro

    Após a Segunda Guerra Mundial surgiu um fenômeno político latino-americano conhecido com “Populismo”, que teve como seus principais expoen- tes Getúlio Vargas no Brasil e o presidente argentino Domingos Perón. O populismo é resultado da crise das políticas oligárquicas e do deslocamento do eixo econômico do campo para a cidade, graças ao desen- volvimento urbano das primeiras décadas do século XX, mesmo sem a intenção dos governos aristocratas. Desta maneira, o populismo agregou, pelo menos no discurso, os interesses destas classes atendendo- -os em parte por meio de legislações de proteção ao trabalhador e políticas industrializantes.

    Na verdade, em muitos momentos estes dois grupos foram manipulados pela iniciativa dos presi- dentes populistas, consolidando a base política que sustentaria o regime por longos anos. A propaganda oficial do Estado assim como o carisma dos gover- nantes faziam parte da política populista, com uma fachada democrática estimulada pela derrota do fascismo após a Segunda Guerra Mundial e a vitória do liberalismo. A principal característica do populis- mo é o apoio do líder político nas massas populares, vinculadas diretamente a ele, geralmente com laços de afetividade.

    Após a Segunda Guerra Mundial o mundo se en- contra dividido em dois blocos, um constituído pelas nações capitalistas e outro pelas nações coligadas à União Soviética, e o mundo de uma maneira geral acabou se alinhando a uma dessas duas ideologias; é o período conhecido como Guerra Fria. Em linhas gerais, foi o conflito ideológico entre estas nações, e é neste contexto que o Brasil, por meio de um Tratado de Assistência Mútua de 1947, se vinculou aos EUA. Como consequência desta vinculação o Brasil rompeu ligações diplomáticas com a União Soviética (URSS) e decretou novamente ilegalidade do Partido Comunis- ta Brasileiro, sendo que seus representantes, eleitos em 1946, perdem seus mandatos.

    O governo Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)

    Durante o governo de Eurico Gaspar Dutra uma nova constituição foi elaborada em 1946, em substituição a Constituição “Polaca” de 1937. A Constituição de 1946 retomava em partes as liberda- des legadas pela constituição de 1934 e suprimidas pela de 1937; ela representa a vinculação do Brasil ao liberalismo vencedor da Segunda Guerra Mundial. Liberalismo que colocou o PCB na clandestinidade mais uma vez, considerado uma organização “es- trangeira” implantada no Brasil e que se opunha à democracia ao defender a instalação da ditadura do proletariado.

    Eurico Gaspar Dutra.

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    Entre as principais características da Consti- tuição de 1946 podemos destacar:

    manutenção do federalismo e do presiden- • cialismo, e do equilíbrio entre os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário);

    mandato presidencial de cinco anos; •

    formação de Comissões Parlamentares de • Inquérito (CPI), para investigar autoridades governistas;

    igualdade de todos perante a lei; •

    fim da censura; •

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    liberdade religiosa; •

    proibição de qualquer organização contrária • à democracia;

    liberdade de manifestação de pensamento • sem censura, a não ser em espetáculos e diversões públicas.

    No governo Dutra, implantou-se no Brasil uma política econômica liberal que se efetivou com a en- trada maciça de capitais e bens de consumo não-du- ráveis estrangeiros, ou seja, uma completa abertura econômica que provocou déficit na balança comercial brasileira. Consequentemente o Brasil conheceu fa- lências, desempregos, dívida externa e inflação.

    A intervenção do Estado na economia era restri- ta apenas aos setores considerados essenciais – saú- de, alimentação, transporte e energia, concretizada no Plano SALTE de 1947. O plano apresentou, de concreto, a pavimentação da rodovia Rio-São Paulo, (atual Via Dutra), a abertura da rodovia Rio-Bahia e a instalação da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf). A abertura ao capital estrangeiro e aos bens de consumo importados quase esgotou as divisas brasileiras obtidas com o comércio durante a Segunda Guerra Mundial.

    Os anos após a Segunda Guerra Mundial foram marcados pelo crescimento da produção mundial (“capital internacional”) e expansão em direção de novos mercados, entre eles o Brasil. A economia brasileira, antes protegida pela intervenção do Es- tado, passa gradativamente a se inserir no mercado mundial.

    PLANO SALTE

    Saúde

    Alimentação

    Transporte

    Energia

    O governo democrático de Getúlio Vargas (1951-1954)

    Com o término do mandato do general Eurico Gaspar Dutra novas eleições foram convocadas, da qual Vargas sagrou-se vitorioso graças ao apoio dos trabalhadores.

    Diferentemente de seu antecessor, Vargas promoveu o nacionalismo econômico, que tinha como principais medidas a restrição às importações, limites aos investimentos estrangeiros e à remessa de divisas para o exterior. Uma das primeiras medi- das deste projeto foi a criação do Banco de Desen- volvimento Econômico (BNDE) para incentivar a indústria nacional.

    Porém, a ação que mais chamou atenção no governo de Vargas foi a campanha “O Petróleo é Nosso” que resultou na criação da Petrobras, em 1953. Esta companhia estatal possuía o monopólio da extração e do refino do petróleo, para ampliar a rede energética brasileira.

    Refinaria da Petrobras em Duque de Caxias no Rio de Janeiro.

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    João Goulart foi nomeado para o Ministério do Trabalho, aproximando-se dos movimentos trabalhis- tas por meio da duplicação do salário mínimo. Esta medida fez com que João Goulart, popularmente conhecido como Jango, fosse visto como o sucessor político de Vargas pelos trabalhadores.

    No entanto, esta atitude nacionalista não agra- dou a alguns setores tanto de dentro como fora do país. Neste período, os Estados Unidos cancelaram o acordo de desenvolvimento entre Brasil e os EUA, por intermédio do então presidente norte-americano

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    Dwight Eisenhower. Além da oposição das empre- sas estrangeiras e grupos petrolíferos contrários à Petrobras, Vargas contou ainda com a oposição de muitos oficiais das Forças Armadas, preocupados com a mobilização popular e com as medidas nacio- nalistas no Brasil. A UDN também foi um dos centros de oposição a Vargas, representando a voz da elite liberal brasileira, interessada na reabertura da eco- nomia. O comando da oposição udenista pertencia ao jornalista Carlos Lacerda, que com seu jornal Tribuna da Imprensa, lançava ofensas pessoais a Vargas, procurando desarticular um dos pilares da política varquista: a imagem.

    No dia 5 de agosto de 1954, ocorreu um aten- tado contra Carlos Lacerda que vitimou o major da Aeronáutica Rubens Vaz. Investigações posteriores apontaram o envolvimento do tenente Gregório For- tunato (o “Anjo Negro”), chefe da guarda pess