HIGIENIZAÇÃO DO AMBIENTE PARA O IDOSO Prof. Marlon Santos CURSO DE CUIDADOR DE IDOSOS

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<ul><li> Slide 1 </li> <li> HIGIENIZAO DO AMBIENTE PARA O IDOSO Prof. Marlon Santos CURSO DE CUIDADOR DE IDOSOS </li> <li> Slide 2 </li> <li> INTRODUO A limpeza e higiene so, nos dias atuais, considerada prioritrias pelos profissionais de sade. Estudos tm apontado que quando adequadamente realizada favorece a eficincia do atendimento dando conforto e bem estar ao paciente e aos profissionais em todos os aspectos. O servio de limpeza em uma residncia tem particular importncia no controle das infeces, por garantir a higiene das reas e artigos, reduzindo assim as infeces cruzadas. Na medida em que as infeces podem ser a conseqncias da exposio do ambiente contaminado, atravs da poeira mobiliria, equipamentos e outros, uma higiene ambiental eficiente fundamental para a diminuio das infeces. </li> <li> Slide 3 </li> <li> Slide 4 </li> <li> CONCEITO Uma casa bem higienizada, tem com objetivo executar e garantir a qualidade da limpeza e desinfeco, proporcionando bem-estar, conforto e segurana aos pacientes e ao cuidador, alem de manter o ambiente adequado execuo das atividades de sade. </li> <li> Slide 5 </li> <li> O QUE SO MICROORGANISMOS? </li> <li> Slide 6 </li> <li> Os microorganismos ou micrbios so organismos unicelulares (ou acelulares, os vrus) que s podem ser vistos ao microscpio. Incluem os vrus, as bactrias, os protozorios, as algas unicelulares e algumas formas de fungos (as leveduras). Esta designao no tem valor taxonmico, uma vez que engloba organismos de diferentes reinos, mas utilizada na cincia e na tecnologia (como no fabrico de alimentos fermentados). A disciplina que estuda os microorganismos a microbiologia. Muitos microorganismos so agentes patognicos, mas muitos so benficos para outras espcies, vivendo como simbiontes, ou para o meio ambiente, como as bactrias que decompem a matria orgnica dentro do ciclo biogeoqumico. Podem encontrar- se microorganismos em todos os habitats, desde o fundo dos oceanos, passando pelo solo terrestre, e at na atmosfera. </li> <li> Slide 7 </li> <li> Vrus Os vrus so partculas formadas por uma cpsula protica que protege o material gentico (DNA ou RNA); s no interior de uma clula viva, so capazes de realizar o metabolismo e a reproduo, por isso no so considerados seres vivos por alguns autores, embora mostrem uma evoluo gentica e sejam, em muitos casos, capazes de reconhecer o seu hospedeiro. Os vrus so partculas formadas por uma cpsula protica que protege o material gentico (DNA ou RNA); s no interior de uma clula viva, so capazes de realizar o metabolismo e a reproduo, por isso no so considerados seres vivos por alguns autores, embora mostrem uma evoluo gentica e sejam, em muitos casos, capazes de reconhecer o seu hospedeiro. </li> <li> Slide 8 </li> <li> Uma vez que eles parasitam um ser vivo, so normalmente patognicos, matando as clulas onde se reproduzem, para libertar as novas partculas virais. Vrus so responsveis por doenas do ser humano como a dengue, o sarampo e o AIDS. Nos animais, so responsveis por epidemias como a peste suna, a febre aftosa dos bovinos e a doena de Newcastle, que ataca aves. Devido sua rpida reproduo, algumas espcies de vrus tm sido usados em estudos de gentica e de biologia molecular, incluindo a produo de organismos geneticamente modificados. Devido sua rpida reproduo, algumas espcies de vrus tm sido usados em estudos de gentica e de biologia molecular, incluindo a produo de organismos geneticamente modificados. </li> <li> Slide 9 </li> <li> Bactrias As bactrias so organismos unicelulares que no possuem carioteca, ou seja, um ncleo celular organizado (procariontes). Podem encontrar-se no fundo dos oceanos, no sistema digestivo de muitos animais, incluindo o do ser humano, e no sistema radicular de vrias espcies de plantas. As bactrias so organismos unicelulares que no possuem carioteca, ou seja, um ncleo celular organizado (procariontes). Podem encontrar-se no fundo dos oceanos, no sistema digestivo de muitos animais, incluindo o do ser humano, e no sistema radicular de vrias espcies de plantas. Estes microorganismos tm uma grande importncia para a biosfera, uma vez que so os principais responsveis pela reciclagem de nutrientes, em especial do nitrognio e do enxofre. Estes microorganismos tm uma grande importncia para a biosfera, uma vez que so os principais responsveis pela reciclagem de nutrientes, em especial do nitrognio e do enxofre. </li> <li> Slide 10 </li> <li> Alm disso, muitas espcies animais e vegetais dependem das bactrias para a sua sobrevivncia: os mamferos ruminantes e outros animais s podem alimentar-se exclusivamente de vegetais graas a bactrias simbiontes no tubo digestivo; mesmo o ser humano alberga no intestino vrias espcies de bactrias, umas comensais, outras simbiticas, como os lactobacilos que produzem a enzima beta galactase que facilita a digesto da lactose do leite e as bifidobactrias, que podem inibir a atividade de outras bactrias deletrias para o organismo. </li> <li> Slide 11 </li> <li> Fungos Os fungos so organismos heterotrficos, ou seja, alimentam-se de matria orgnica e, por isso, existem vrias espcies parasitas de animais e plantas; podem encontrar-se em vrios tipos de habitats, desde que a umidade e quantidade de matria orgnica sejam adequadas. Os fungos so organismos heterotrficos, ou seja, alimentam-se de matria orgnica e, por isso, existem vrias espcies parasitas de animais e plantas; podem encontrar-se em vrios tipos de habitats, desde que a umidade e quantidade de matria orgnica sejam adequadas. Entre os fungos unicelulares com importncia econmica deve mencionar-se a levedura-da-cerveja, Saccharomyces cerevisae, utilizada no s na fermentao da cerveja e outras bebidas alcolicas (converte o acar existente na matria prima em lcool), mas tambm no fabrico de po. Entre os fungos unicelulares com importncia econmica deve mencionar-se a levedura-da-cerveja, Saccharomyces cerevisae, utilizada no s na fermentao da cerveja e outras bebidas alcolicas (converte o acar existente na matria prima em lcool), mas tambm no fabrico de po. </li> <li> Slide 12 </li> <li> Protozorios Os protozorios so microorganismos heterotrficos, tpicos dos ecossistemas aquticos. Algumas espcies de protozorios so agentes de doenas infecciosas, como a malria, causada pelos plasmdios, e a disenteria ambica, causada pela Entamoeba histolytica. Algumas espcies de protozorios so agentes de doenas infecciosas, como a malria, causada pelos plasmdios, e a disenteria ambica, causada pela Entamoeba histolytica. </li> <li> Slide 13 </li> <li> CONTATO COM OS SERES HUMANOS </li> <li> Slide 14 </li> <li> Qualidade da gua Os problemas relacionados qualidade da gua so muitos em todo o mundo. A Organizao Mundial de Sade (OMS) estima que 25 milhes de pessoas no mundo morrem por ano devido a doenas transmitidas pela gua, como clera e diarrias. A OMS indica que nos pases em desenvolvimento 70% da populao rural e 25% da populao urbana no dispem de abastecimento adequado de gua potvel. No Brasil, os servios de gua e esgoto so ainda precrios, o que poderia explicar o ressurgimento de enfermidades e a incidncia de bitos provocados por doenas de veiculao hdrica. Dados de 1995 indicam que 76% dos domiclios existentes no pas esto conectados a rede de abastecimento de gua, sendo a cobertura mais elevada na regio sudeste. Cerca de 50% do volume da gua utilizada no pas proveniente de rios e 30% advm de lagos, lagoas e audes. Em diversas localidades, a qualidade da gua produzida no atende ao padro de portabilidade vigente no pas. </li> <li> Slide 15 </li> <li> Contaminao de alimentos Os alimentos so excelentes substratos onde se desenvolvem numerosas espcies e variedades de microrganismos, por vrios fatores ambientais. De todos os micro-organismos as bactrias so as de maior participao nos processos de contaminaes de alimentos, pois atuam sob numerosos tipos de substratos, sob diferentes faixas de temperatura e de PH, bem como de condies do meio ambiente. </li> <li> Slide 16 </li> <li> A contaminao microbiana do alimento acontece direta ou indiretamente. Na forma direta ela ocorre no tecido animal ou vegetal vivo, antes do abate ou colheita, j na forma indireta, acontece depois do abate ou colheita dos alimentos, por mecanismo cruzado ou no. A higiene pessoal dos manipuladores de alimentos, higiene do ambiente de trabalho e de utenslios utilizados para o preparo de alimentos, so itens imprescindveis para o cuidado de uma alimentao sem contaminao e de boa qualidade. </li> <li> Slide 17 </li> <li> Pasteurizao Pasteurizao o processo usado em alimentos para destruir microrganismos patognicos ali existentes. Foi criado em 1864, levando o nome do qumico francs que o criou: Louis Pasteur. A pasteurizao consiste, basicamente, no aquecimento do alimento a uma determinada temperatura, e por determinado tempo, de forma a eliminar os microrganismos ali presentes. Posteriormente, tais alimentos so selados hermeticamente por questes de segurana, evitando assim uma nova contaminao. O avano cientfico de Pasteur melhorou a qualidade de vida dos humanos permitindo que produtos, como por exemplo o leite, pudessem ser transportados sem sofrerem decomposio. </li> <li> Slide 18 </li> <li> LAVAGEM DAS MOS </li> <li> Slide 19 </li> <li> O QUE HIGIENIZAO DAS MOS? a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagao das infeces relacionadas assistncia sade. Recentemente, o termo lavagem das mos foi substitudo por higienizao das mos devido maior abrangncia deste procedimento. O termo engloba a higienizao simples, a higienizao anti-sptica, a frico anti-sptica e a anti-sepsia cirrgica das mos, que sero abordadas mais adiante. </li> <li> Slide 20 </li> <li> POR QUE FAZER? As mos constituem a principal via de transmisso de microrganismos durante a assistncia prestada aos pacientes, pois a pele um possvel reservatrio de diversos microrganismos, que podem se transferir de uma superfcie para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, atravs do contato com objetos e superfcies contaminados. A pele das mos alberga, principalmente, duas populaes de microrganismos: os pertencentes microbiota residente e microbiota transitria. A microbiota residente constituda por microrganismos de baixa virulncia, como estafilococos, corinebactrias e micrococos, pouco associados s infeces veiculadas pelas mos. mais difcil de ser removida pela higienizao das mos com gua e sabo, uma vez que coloniza as camadas mais internas da pele. </li> <li> Slide 21 </li> <li> PARA QUE HIGIENIZAR AS MOS? A higienizao das mos apresenta as seguintes finalidades: Remoo de sujidade, suor, oleosidade, plos, clulas descamativas e da microbiota da pele, interrompendo a transmisso de infeces veiculadas ao contato; Remoo de sujidade, suor, oleosidade, plos, clulas descamativas e da microbiota da pele, interrompendo a transmisso de infeces veiculadas ao contato; Preveno e reduo das infeces causadas pelas transmisses cruzadas. Preveno e reduo das infeces causadas pelas transmisses cruzadas. </li> <li> Slide 22 </li> <li> QUEM DEVE HIGIENIZAR AS MOS? Devem higienizar as mos todos os profissionais que trabalham em servios de sade, que mantm contato direto ou indireto com os pacientes, que atuam na manipulao de medicamentos, alimentos e material estril ou contaminado. </li> <li> Slide 23 </li> <li> COMO FAZER? QUANDO FAZER? As mos dos profissionais que atuam em servios de sade podem ser higienizadas utilizando-se: gua e sabo, preparao alcolica e anti-sptico. A utilizao de um determinado produto depende das indicaes descritas a seguir. </li> <li> Slide 24 </li> <li> USO DE GUA E SABOIndicao: Quando as mos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais. Quando as mos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais. Ao iniciar o turno de trabalho. Ao iniciar o turno de trabalho. Aps ir ao banheiro. Aps ir ao banheiro. Antes e depois das refeies. Antes e depois das refeies. Antes de preparo de alimentos. Antes de preparo de alimentos. Antes de preparo e manipulao de medicamentos. Antes de preparo e manipulao de medicamentos. Nas situaes descritas a seguir para preparao alcolica. </li> <li> Slide 25 </li> <li> USO DE PREPARAO ALCOLICA Indicao Higienizar as mos com preparao alcolica quando estas no estiverem visivelmente sujas, em todas as situaes descritas a seguir: Antes de contato com o paciente Objetivo: proteo do paciente, evitando a transmisso de microrganismos oriundos das mos do profissional de sade. Exemplos: exames fsicos (determinao do pulso, da presso arterial, da temperatura corporal); contato fsico direto (aplicao de massagem, realizao de higiene corporal); e gestos de cortesia e conforto. </li> <li> Slide 26 </li> <li> Aps contato com o paciente Objetivo: proteo do profissional e das superfcies e objetos imediatamente prxi mos ao paciente, evitando a transmisso de microrganismos do prprio paciente. Aps risco de exposio a fluidos corporais Objetivo: proteo do profissional e das superfcies e objetos imediatamente prximos ao paciente, evitando a transmisso de microrganismos do paciente a outros profissionais ou pacientes. </li> <li> Slide 27 </li> <li> USO DE ANTI-SPTICOS Estes produtos associam detergentes com anti-spticos e se destinam higienizao anti-sptica das mos e degermao da pele. Indicao: Higienizao anti-sptica das mos Nos casos de precauo de contato recomendados para pacientes portadores de microrganismos multirresistentes. Nos casos de surtos. Degermao da pele No pr-operatrio, antes de qualquer procedimento cirrgico (indicado para toda equipe cirrgica). Antes da realizao de procedimentos invasivos. Exemplos: insero de cateter intravascular central, punes, drenagens de cavidades, instalao de dilise, pequenas suturas, endoscopias e outros. </li> <li> Slide 28 </li> <li> DEFINIES DE LIMPEZA </li> <li> Slide 29 </li> <li> ASSEPSIA o conjunto de medidas que utilizamos para impedir a penetrao de microorganismos num ambiente que logicamente no os tem, logo um ambiente assptico aquele que est livre de infeco </li> <li> Slide 30 </li> <li> ANTISSEPSIA o conjunto de medidas propostas para inibir o crescimento de microorganismos ou remov- los de um determinado ambiente, podendo ou no destru-los e para tal fim utilizamos antisspticos ou desinfetantes. </li> <li> Slide 31 </li> <li> DEGERMAO Vem do ingls degermation, ou desinquimao, e significa a diminuio do nmero de microorganismos patognicos ou no, aps a escovao da pele com gua e sabo. </li> <li> Slide 32 </li> <li> DESINFECO o processo pelo qual se destroem particularmente os germes patognicos e/ou se inativa sua toxina ou se inibe o seu desenvolvimento. Os esporos no so necessariamente destrudos. </li> <li> Slide 33 </li> <li> ESTERILIZAO processo de destruio de todas as formas de vida microbiana (bactrias nas formas vegetativas e esporuladas, fungos e vrus) mediante a aplicao de agentes fsicos e ou qumicos, Toda esterilizao deve ser precedida de lavagem e enxaguadura do artigo para...</li></ul>