Higienização das mãos como prática do cuidar: refl exão ... ?· A higienização das mãos (HM)…

Download Higienização das mãos como prática do cuidar: refl exão ... ?· A higienização das mãos (HM)…

Post on 21-Nov-2018

213 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • 461Rev Bras Enferm [Internet]. 2017 mar-abr;70(2):461-4. http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2016-0189

    Aline Santa Cruz Belela-AnacletoI, Maria Anglica Sorgini PeterliniI, Mavilde da Luz Gonalves PedreiraI

    I Universidade Federal de So Paulo, Escola Paulista de Enfermagem, Departamento de Enfermagem Peditrica. So Paulo-SP, Brasil.

    Como citar este artigo:Belela-Anacleto ASC, Peterlini MAS, Pedreira MLG. Hand hygiene as a caring practice: a reflection on professional responsibility. Rev Bras Enferm [Internet]. 2017;70(2):442-5. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2016-0189

    Submisso: 24-05-2016 Aprovao: 18-09-2016

    RESUMOA higienizao das mos (HM) representa uma prtica fundamental do cuidado de enfermagem e tradicionalmente considerada como a medida mais importante e efi caz na preveno e controle de infeces relacionadas assistncia sade. Entretanto, estudos apontam que a adeso ao procedimento insatisfatria em todo o mundo e evidenciam baixas taxas de adeso. Num contexto no qual a segurana do paciente destaca-se como prioridade, o texto traz refl exes acerca da responsabilidade profi ssional ao no aderir s prticas de HM e de aspectos ticos relacionados a essa conduta.Descritores: Higiene das Mos; Segurana do Paciente; Cuidados de Enfermagem; Conhecimentos, Atitudes e Prtica em Sade; Infeco Hospitalar.

    ABSTRACTHand hygiene represents a fundamental nursing care practice and is traditionally considered the most important and effective measure in the prevention and control of healthcare-related infections. However, studies indicate that adherence to the procedure is unsatisfactory throughout the world, and show low adherence rates. In a context in which patient safety stands out as a priority, this text submits refl ections about professional responsibility when not adhering to hand hygiene practices, and ethical aspects related to this conduct.Descriptors: Hand hygiene; Patient safety; Nursing care; Knowledge, Health Knowledge, Attitudes, Practice; Cross Infections.

    RESUMENLa higienizacin de las manos (HM) representa una prctica fundamental del cuidado de enfermera, y es tradicionalmente considerada como la medida ms importante y efi caz para la prevencin y control de infecciones relacionadas a la atencin de salud. No obstante, estudios expresan que la adhesin al procedimiento no es satisfactoria en todo el mundo y evidencian bajas tasas de adhesin. En un contexto en el cual la seguridad del paciente se destaca como prioridad, el texto refl exiona acerca de la responsabilidad profesional al no adherir a las prcticas de HM y sobre aspectos ticos relacionados a dicha conducta. Descriptores: Higiene de las Manos; Seguridad del Paciente; Atencin de Enfermera; Conocimientos, Actitudes y Prctica en Salud; Infeccin Hospitalaria.

    Higienizao das mos como prtica do cuidar: refl exo acerca da responsabilidade profi ssional

    Hand hygiene as a caring practice: a refl ection on professional responsibility

    Higienizacin de las manos como prctica del cuidar: refl exin acerca de la responsabilidad profesional

    REFLEXO

    Aline Santa Cruz Belela-Anacleto E-mail: aline.belela@unifesp.brAUTOR CORRESPONDENTE

  • Rev Bras Enferm [Internet]. 2017 mar-abr;70(2):461-4. 462

    Higienizao das mos como prtica do cuidar: reflexo acerca da responsabilidade profissionalBelela-Anacleto ASC, Peterlini MAS, Pedreira MLG.

    Desde Florence Nightingale, cuidados fundamentais para o atendimento s necessidades de sade representam ele-mentos que sustentam a prtica de enfermagem. Atividades como higienizao das mos (HM), higiene oral, mudana de decbito, cuidados com a pele e com cateteres so elementa-res no processo de cura, manuteno da sade, promoo de conforto e preveno de complicaes. Entretanto, ainda que a premissa hipocrtica no cause danos constitua requisito para todos os profissionais que prestam assistncia, evidn-cias revelam a existncia de uma ampla e perigosa lacuna en-tre o cuidado que o paciente deveria receber e aquele que efetivamente realizado, cenrio que se caracteriza pela ocor-rncia sucessiva de danos decorrentes desse atendimento(1-2).

    Apesar das estimativas imprecisas quanto extenso do problema, o conhecimento atual indica que milhes de pes-soas em todo o mundo sofrem leses incapacitantes ou mor-rem em decorrncia de falhas durante a prestao da assistn-cia sade, apontando a segurana do paciente como uma questo global e de sade pblica.

    As infeces relacionadas assistncia sade, estimadas em uma em cada 20 pacientes durante a hospitalizao, re-presentam o mais frequente tipo de evento adverso decorren-te do cuidado. Consideradas como resultado no pretendido da assistncia, so responsveis por altas taxas de morbidade e mortalidade, prolongamento do tempo de internao, au-mento da resistncia de microrganismos a antimicrobianos, geram incapacidades por longo prazo, gastos elevados para pacientes e famlias, bitos prevenveis, alm de terem grande impacto nos custos financeiros do sistema. Possuem causas multifacetadas, relacionadas s limitaes de estrutura, aos mltiplos processos intricados ao complexo sistema de sade e ao comportamento humano, esse condicionado, entre ou-tros, ao seu processo de educao(1,3).

    A HM, tradicionalmente considerada como a medida mais importante e eficaz na preveno e controle de tais eventos, caracteriza-se como uma interveno rotineira, padronizada, de baixo custo e com indicaes sustentadas por fundamenta-o cientfica slida. Entretanto, na era da prtica baseada em evidncias, a adeso ao procedimento ainda descrita como insuficiente em todo o mundo(1,4).

    Em recente reviso sistemtica de 16 ensaios clnicos con-duzidos entre 2009 e 2014, a adeso mdia HM foi de 34,1%, sendo de 56,9% a taxa mdia aps as intervenes(1). Nesse sentido, consenso a necessidade de implementao de um conjunto robusto e integrado de aes para que se promova a adeso ao procedimento. Pesquisas indicam que medidas individuais no so capazes de modificar e manter o comportamento de HM pelos profissionais de sade por tem-po prolongado, bem como enfatizam que a sustentao dessa mudana consiste em grande desafio(1,3-5).

    Desde 2005, a OMS prope como parte do primeiro Desafio Global para Segurana do Paciente a estratgia multimodal de-nominada Cuidado Limpo Cuidado Mais Seguro (Clean Care is Safer Care), para promover a adeso s prticas de HM em todo o mundo. A estratgia inclui mudanas do sistema, garantindo que os recursos para o procedimento estejam em fcil acesso no ponto de cuidado, educao e treinamento da equipe multidisciplinar,

    enfatizando os conceitos, a importncia do comportamento indi-vidual e a cultura de segurana, observao e retorno de desem-penho, uso de lembretes nos locais de trabalho e estabelecimento de clima de segurana a partir de comprometimento institucional. Na ltima dcada, diversos esforos tm sido empregados para implementao da referida estratgia, tornando-se prioridade de diversos programas de promoo da qualidade e da segurana do paciente em nvel mundial(1,5).

    No campo da segurana do paciente, os pressupostos da abordagem sistmica do erro so aceitos e aplicados para sua compreenso e preveno. Afirma-se que sistemas propensos ao erro constituem a causa raiz da maior parte das falhas ocor-ridas, sendo essas cometidas por profissionais competentes, motivados e esforados em realizar um cuidado seguro e de qualidade. Em tais circunstncias, um dos grandes desafios da temtica refere-se ao estabelecimento de uma cultura de segurana, caracterizada por um ambiente no punitivo, livre de culpa individual e que priorize a investigao detalhada dos fatos de forma a possibilitar desenvolvimento de estrat-gias que impeam sua recorrncia. Tem como premissa a fali-bilidade do ser humano, condio assumida como imutvel, o que requer alteraes de suas condies de trabalho para preveno desses eventos(1,6).

    Entretanto, ainda que os sistemas dos servios de sade se constituam em fonte bvia de fatores que conduzem ao erro, como ambientes incertos e dinmicos, atuao intensiva de profissionais recm-formados, sobrecarga de trabalho, aes com consequncias imediatas e mltiplas, situaes altamente influenciadas pela cultura organizacional, entre outros, argu-menta-se que questes ticas envolvendo direitos do paciente e deveres institucionais e profissionais estejam implicadas e sejam discutidas nesse contexto(1-5). A cultura de no punio preconi-zada na abordagem sistmica do erro humano no pode diver-gir a ateno da funo crtica dos profissionais no complexo sistema de sade, exigindo reflexo acerca dos deveres pessoais e organizacionais, e do equilbrio entre eles(5).

    Por definio, a tica est relacionada aos deveres de or-dem pblica e refere-se ao conjunto de princpios que visam estabelecer obrigaes por parte das pessoas contempladas, aqui remetendo-se ao regimento de atividades profissionais(6). Conceitualmente, estuda as relaes entre o indivduo e o contexto em que est situado(7).

    No campo da sade, os princpios ticos da autonomia, no maleficncia, beneficncia e justia devem ser norteadores de todas as aes, uma vez que qualificam o agir do indivduo no cuidar(8). Considerando que o referencial aplicado ao agir deter-mina o valor imposto ao, acredita-se ser pertinente estimular reflexo sobre o que pode ser considerado como moralmente justificvel no comportamento de HM apresentado por profis-sionais que tm o cuidado vida como objetivo primordial(6-8).

    Entre diversos conceitos, compreende-se por moral um

    sistema de normas, princpios e valores, segundo o qual so regulamentadas as relaes mtuas entre os indivduos ou entre estes com a comunidade de forma no coercitiva, sen-do dotadas de um carter histrico e social e acatadas de forma livre e por convico de foro ntimo(7).

  • Rev Bras Enferm [Internet]. 2017 mar-abr;70(2):461-4. 463

    Higienizao das mos como prtica do cuidar: reflexo acerca da responsabilidade profissionalBelela-Anacleto ASC, Peterlini MAS, Pedreira MLG.

    A moralidade pode ser entendida como a consulta ra-zo, de forma que agir moralmente baseia-se no encontro da melhor justificativa para faz-lo, devendo considerar os interesses de cada indivduo a ser afetado ao tomar determi-nada conduta(8).

    H mais de 150 anos existem evidncias de que as mos dos profissionais de sade constituem o principal vetor de transmisso de microrganismos patognicos e que higieni-z-las contribui significativamente para reduzir a incidncia de infeces(1,3-5). Apesar disso, nveis aceitveis de adeso s prticas recomendadas de HM so de difcil alcance e sustentao. Em circunstncias nas quais os requisitos bsi-cos para promover a execuo do procedimento so insti-tudos, questiona-se o princpio da responsabilidade moral e profissional dos indivduos ao no aderir s condutas pre-conizadas(5). A responsabilidade, como exigncia moral, implica em assumir, reconhecer e responder pelas conse-quncias dos prprios atos, estabelecendo uma relao equilibrada entre direitos e deveres(8).

    A reduo de eventos adversos relacionados assistncia requer no apenas o redesenho de um sistema imperfeito, mas tambm o reconhecimento da responsabilidade indivi-dual por aes capazes de enfraquec-lo ou desestrutur-lo. Se maiores taxas de adeso devem ser atingidas e sustenta-das alm das campanhas de promoo, mandatrio que a HM se torne hbito(1,5). No que se refere ao desempenho da melhor prtica, considerando que o sujeito moral sente-se obrigado a agir por determinadas regras, espera-se do pro-fissional de sade ateno pertinncia de suas decises e aes no exerccio de sua funo para o alcance do melhor resultado possvel(9-10).

    Ainda em relao ao indivduo, uma vez que estrutura e processos necessrios a determinada atividade estejam estabelecidos, a no adeso dos profissionais a ela deve ser ponderada no sentido de que sejam esclarecidos quais comportamentos so ou no aceitveis naquele contexto. imprescindvel que sejam institudos limites entre fragi-lidades esperadas do ser humano e nveis de desempenho abaixo dos padres profissionais previstos e, a partir des-ses, que intervenes sejam propostas. Atualmente, a falta de incentivo para cumprimento de regras e a ausncia de consequncias por no faz-lo consiste num ciclo vicioso considerado como problema adicional do sistema(1,5).

    Num ambiente que se caracteriza pela inter-relao de pessoas e tecnologias com funes especficas e comple-mentares, executando grande diversidade de tarefas dire-cionadas a indivduos vulnerveis em um contexto crtico e dinmico, afirma-se que erros podem ocorrer devido ao aspecto exploratrio inerente ao processo de aprendizagem relacionado ao trabalho clnico(5). Contudo, suscita-se que nessas circunstncias se faa distino entre erro, situaes nas quais no se aplica culpabilidade, e o que conside-rado como violao. Afirma-se que a baixa adeso HM constitua uma violao s normas prescritas(2,5).

    Na perspectiva de Runciman et al.(10), enquanto o erro tem origem na condio humana e sua preveno relaciona-se capacidade do sistema em evit-lo, violaes procedem do

    comportamento humano e da cultura. Essas se diferenciam por envolverem um elemento de escolha e implicarem em aes que se desviam de normas estabelecidas, incorrendo em riscos, ainda que sem inteno de dano.

    Nesse contexto, as violaes so classificadas em viola-o errnea (relacionada falta de conhecimento ou expe-rincia), violao excepcional (ocorrncia de circunstncias incomuns requerendo respostas excepcionais), violao si-tuacional (quando o ambiente dificulta a adeso), violao de rotina (caracterizada pela ocorrncia regular) e violao de otimizao (h inteno de aprimoramento de uma de-terminada situao)(11). O exemplo especfico da HM clas-sificado como violao de rotina, definida como aquela que ocorre na execuo das atividades dirias(5). Higienizar as mos com tcnica correta e em momento oportuno repre-senta obrigao de todos os profissionais, pois a violao desse padro bsico de cuidado no pode continuar a ser justificada como falha do sistema(5).

    Como conceito, a segurana do paciente apresenta de maneira implcita uma natureza fundamentalmente ti-ca. Na percepo do valor moral, envolve argumentos relacionados proteo e promoo da dignidade huma-na, caractersticas que devem ser imperativas na ao do indivduo(5,10-12).

    No Brasil, a dignidade da pessoa humana um princpio constitucional. No que tange enfermagem, inerente profisso o respeito pelos direitos do ser humano, incluindo direitos culturais, direito vida, escolha e dignidade. O cdigo de tica dos profissionais de Enfermagem traz entre seus princpios fundamentais que o profissional de Enferma-gem respeita a vida, a dignidade e os direitos humanos, em todas as suas dimenses, e exerce suas atividades com com-petncia para a promoo da sade do ser humano na sua integridade, de acordo com os princpios da tica e da bio-tica. Para Gastmans(12), a essncia tica da assistncia de en-fermagem pode ser definida como proviso do cuidado em resposta vulnerabilidade do ser humano, visando manter, proteger e promover sua dignidade ao mximo possvel.

    Sem entrar no mrito do complexo conceito de digni-dade humana, especialistas afirmam que determinado a partir do contexto cultural predominante de sua aplicao; nesse caso, a instituio de assistncia sade. Primaria-mente, o respeito dignidade se estabelece ao prevalecer o interesse do outro. Interaes estreitas do profissional com o paciente, famlia e equipe requerem tomadas de decises relacionadas ao cotidiano assistencial que, por sua vez, exi-gem que os princpios ticos sejam interpretados e aplica-dos no processo de execuo do cuidado. Nesse sentido, independentemente de definies didticas, consenso na literatura sobre a temtica ser urgente o resgate dos princ-pios referidos e do compromisso com o outro na realizao da assistncia beira do leito(12).

    Especificamente no que se refere enfermagem, afirma-se que a necessidade de tamanho esforo para superar as ad-versidades descritas, apesar de sua evoluo como cincia e prtica, representa um problema grave. A HM constitui ao fundamental do cuidado ao paciente, devendo ser realizada

  • Rev Bras Enferm [Internet]. 2017 mar-abr;70(2):461-4. 464

    Higienizao das mos como prtica do cuidar: reflexo acerca da responsabilidade profissionalBelela-Anacleto ASC, Peterlini MAS, Pedreira MLG.

    de maneira prioritria, rigorosa e regular. H necessidade de interveno iminente, sendo imprescindvel a retomada dos valores atribudos aos procedimentos considerados essenciais para a prtica do cuidar em sade. Assim, o comportamento de HM deve constituir, alm de ao tcnica, componente moral da prxis do profissional de enfermagem.

    Acreditamos ser imperativo que maior nfase seja dada s prticas de HM nos contextos poltico, assistencial e de

    pesquisa, a fim de que se realize um cuidado mais limpo, mais seguro, mais efetivo e com mais qualidade.

    FOMENTO

    Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Tec-nolgico CNPq, Processo nmero 4760881/2010-0 e Pro-cesso nmero 308281/2015-2.

    REFERNCIAS

    1. Kingston L, OConnell NH, Dunne CP. Hand hygiene-related clinical trials reported since 2010: a systematic review. J Hosp Infect[Internet]. 2016[cited 2016 May 10];92(4):309-20. Available from: http://www.journalofhospitalinfection.com/article/S0195-6701(15)00489-2/abstract

    2. Nascimento NB. Segurana do paciente: violao s normas e prescries em sade. [Tese] Rio de Janeiro: Fundao Oswaldo Cruz; 2010.

    3. Marra AR. Avanos no controle das infeces. Einstein[Internet]. 2016[cited 2016 May 10];14(1):108-9. Available from: http://www.scielo.br/pdf/eins/v14n1/pt_1679-4508-eins-14-1-0108.pdf

    4. Marra AR, Edmond MB. New technologies to monitor healthcare worker hand hygiene. Clin Microbiol Infect[Internet]. 2014[cited 2016 May 10];20:29-33. Available from: http://www.clinicalmicrobiologyandinfection.com/article/S1198-743X(14)60190-7/abstract

    5. Goldmann D. System failure versus personal accountability: the case for clean hands. N Engl J Med[Internet]. 2006[cited 2016 May 10];355:121-2. Available from: http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMp068118#t=article

    6. Taille YL. Moral e tica: uma leitura psicolgica. Psic: Teor Pesq[Internet]. 2010[cited 2016 May 10];26(n.esp):105-14. Available from: http://www.scielo.br/pdf/ptp/v26nspe/a09v26ns.pdf

    7. Figueiredo AM. ticas: origem e distino da moral. Sade, tica Jus[Internet]. 2008[cited 2016 May 10];13(1):1-9. Available from: http://www.revistas.usp.br/sej/article/view/44359/47980

    8. Bub MBC. tica e prtica profissional em sade. Texto Contexto Enferm[Internet]. 2005[cited 2016 May 10];14(1):65-74. Available from: http://www.scielo.br/pdf/tce/v14n1/a09v14n1.pdf

    9. Carvalho V. Ethics and values in health care practice: philosophical, educational, and political considerations. Rev Esc Enferm USP[Internet]. 2011[cited 2016 May 10];45(Esp.2):1797-802. Available from: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v45nspe2/en_28.pdf

    10. Runciman B, Merry A, Walton M. Safety and ethics in healthcare: a guide to getting it right. London: British Library; 2007.

    11. Catchpole K. Toward the modeling of safety violations in healthcare systems. BMJ Qual Saf[Internet]. 2013[cited 2016 May 10];22(9):705-9. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23580631

    12. Gastmans C. Dignity-enhancing nursing care: a foundational ethical framework. Nurs Ethics[Internet]. 2013[cited 2016 May 10];20(2):142-9. Available from: http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/0969733012473772

Recommended

View more >