henri regnault - léon denis e a experiência espírita

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  • 8/14/2019 Henri Regnault - Lon Denis e a Experincia Esprita

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    www.autoresespiritasclassicos.com

    Henri Regnault

    Lon Denis

    E a Experincia Esprita

    Do Original Francs

    Lon Denis et IExprience Spirite

    1928

    Eugne Bodin

    Barcos na Praia da Mar Baixa

    Contedo resumido

    Exemplos atuais e conselhos oportunos sobre a formao degrupos medinicos. A obra prope-se a analisar a atividadeesprita de Lon Denis, no campo experimental e, junto a ela,

    http://www.autoresespiritasclassicos.com/http://www.autoresespiritasclassicos.com/
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    adicionar conselhos oportunos sobre a formao de grupos, nosquais ressaltada a necessidade da "disciplina, pacincia,perseverana e regularidade, alm do carter mental".

    Sumrio

    Prefcio Guisa de PrefcioCaptulo I - As Experincias de Lon DenisCaptulo II - As Qualidades do Experimentador

    Captulo III - Como Formar os GruposCaptulo IV - Como se Tornar-se MdiumCaptulo V - Como Experimentar

    PREFCIO

    Henri Regnault foi contemporneo de Leon Denis.Escreveu este livro,ao que parece em cima da morte doMestre, provavelmente tangido por uma forte emoo.

    Seu trabalho se prope analisar a atividade esprita deLeon Denis, notadamente no campo experimental e junto aela, adicionar exemplos vividos e conselhos oportunos sobre

    a formao de grupos, onde ressaltada a necessidade dadisciplina, pacincia, perseverana, e regularidade, alm docarter mental

    Regnault, ainda em outros captulos, aborda os temas:Como experimentar, como tornar-se mdium e quais asqualidades do experimentador.

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    Todos os conselhos esto calcados nas obras de Denis,notadamente em No Invisvel, de onde o autor tira a maiorparte das citaes, alias bem lembradas.

    Sentimos, porem, a falta dos textos enxutos e limpos deaparatos que Denis emprega em seu livro Espritos eMdiuns

    Nesta importante obra, embora Denis fale somente umpouco de suas experincias, ele o faz muito bem, no CaptuloV - A Anlise da Mediunidade.

    Ali ele nos diz de notvel experincia em que umamdium desconhecida, que o visitava pela primeira vez,recebe Jernimo de Praga e a Senhora Forget.

    Nesta mesma sesso, outro mdium, usando dapsicografia, registra a presena de um suicida, que d provasde sua identificao, como sendo o pai de uma pessoapresente reunio e que, alis, pela primeira vez, participavade urna sesso esprita.

    Enfim, "Espritos e Mdiuns" poderia ter contribudo, e

    muito, para o enriquecimento das observaes do livro deHenri Regnault.Reconhecemos que se trata de excelente esforo, em

    torno das atividades medinicas de Lon Denis e que nosinduz, a ns os Leondenisianos, a pesquisar ainda mais.

    Altivo C. PamphiroRJ, set-1992

    GUISA DE PREFCIO

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    Estudando a obra de Lon Denis, em meu livro "A Morteno Existe", tive a ocasio, por vrias vezes, de assinalar as provas pelas quais os espritas tm o direito de afirmar,

    simultaneamente, a sobrevivncia dos mortos e aspossibilidades que eles tm de se comunicar com os vivos.Um autor, que se tornou acadmico, e por isso mesmo

    "imortal", Abel Hermant, fez em "Coutras Soldat", umaobservao que passo a transcrever:

    "No aceitamos, espontaneamente, escreveu ele, quenossos amigos no sejam to infelizes quanto ns e comons: devemos am-los.

    Nossos males no nos parecem suportveis, a no ser queestejam igualmente experimentados pelos que nos so maiscaros, ou, pelo menos, pelo maior nmero possvel depessoas: e a morte, entre outras coisas, se tornaria bem maiscompreensvel, se estivssemos seguros de que o mundoacaba conosco."

    H, segundo creio, um meio muito mais seguro de tornar

    a morte compreensvel; saber, exatamente, o objetivo denossa passagem pela Terra, de procurar o que acontececonosco aps a morte.

    Para ser precisamente esclarecido, no haver melhormeio do que ler as obras de Lon Denis, portanto estudandoo Espiritismo.

    Poder-se-, assim, conhecer a morte, conseqentementeno tem-la, pois se ter a certeza de que ela simplesmudana de estado, que em nada modifica nosso "eu" real.

    Certamente, Abel Hermant parece ter observado justamente que os egostas teriam um maldoso prazer emcomunicar a seus amigos que eram tambm to infelizesquanto eles, mas isso no lhes evitaria quaisquer sofrimentos

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    pessoais e no lhes faria conhecer a finalidade de suas provasterrenas, nem a utilidade de saber suport-las com resignaoativa. (*)

    (*) Ver Henri Regnault - "Tu Revivers", pginas 23, 175 e seguintes.

    Mas os espritas so altrustas e no egostas; aobservao do autor de "Coutras Soldat" no se dirige,portanto a eles.

    Len Denis mostra a seus leitores o que o Espiritismo,quais so as provas reais em que se apia e como ele paraos humanos um excelente meio de consolao e quais sosuas conseqncias morais.

    Tendo estudado sua obra sob seus diferentes aspectos, julguei til pesquisar em seus escritos como Lon Denishavia adquirido pessoalmente a prova da realidade de suasafirmativas; para repetir a feliz expresso colocada por meuamigo Gaston Luce, no ttulo de sua interessante biografiado Mestre, "O Apstolo do Espiritismo", contentou-se eleem apresent-lo como doutrinador, afirmando que outros,

    dignos de f, o haviam assim denominado.Ao contrrio, esteve ele pessoalmente preocupado com omaravilhoso problema da morte?

    Teria ele feito pesquisas? Suas experincias foramconcludentes?

    Essas questes deviam ser propostas no aos leitoreshabituais de Lon Denis; estes conhecem bem a conscinciado patriarca do Espiritismo; eles leram, por vezes, em seus

    livros a descrio de uma ou de outra experincia esprita,realizada por ele; conhecem tal resultado obtido nos gruposque ele freqentava.

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    Certamente, j tm a certeza de que Lon Denis foi umexperimentador sagaz, habilidoso, prevenido, prudente e,para eles, a questo no interessava.

    Entretanto, ficariam talvez satisfeitos em encontrar, numnico lugar, os ensinamentos esparsos atravs daconsidervel obra do Mestre.

    Todavia, para todos os que eu desejaria lessem a obracompleta de Lon Denis; para os que ainda no tomaramconhecimento da magia de seu estilo; para os que, tendo lidoum ou alguns de seus livros, seria talvez til propor-lhes asquestes relativas experimentao pessoal de Lon Denis;seria talvez necessrio tentar resolv-las.

    17 de Julho 1928

    CAPTULO I

    AS EXPERINCIAS DE LON DNIS

    Para pesquisar como Lon Denis experimentava e quaisprovas pessoais pde obter, fiz novas incurses por toda aobra do Mestre. O estudo foi longo, mas de um interesseapaixonante.

    H, com efeito, muito a se aprender, quando se busca amaneira pela qual um homem como Lon Denis pdeconstatar, por si s, a realidade dos fenmenos espritas e acerteza da comunicao entre os vivos e os mortos.

    E essa busca era necessria, porque Lon Denis, sobreesse assunto, como tambm em tantos outros, pari ns ummaravilhoso exemplo a ser seguido.

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    No Congresso Esprita Internacional de 1925, que obtevena imprensa um grande sucesso, Lon Denis apresentou uminteressante trabalho sobre as sesses espritas feitas em

    Tours, cidade na qual passou quase toda a sua vida.Teria podido me contentar comentar essa narrativa, bemcompleta por si mesma, porm, preferi me servir delasimplesmente como base.

    Em 1862, Lon Denis tinha 16 anos. Segundo ele, aindaera muito jovem naquele momento e, principalmente,possua uma condio bem modesta para pretender entrar noGrupo Esprita fundado pelo Dr. Chauvet.

    O Espiritismo tem feito reais progressos; conheoespritas, de situao modesta, que no hesitam em fazerdessa Doutrina a base da prpria educao de seus filhos.Lon Denis s teria 2 anos mais para se ocupar com oEspiritismo.

    , realmente, com a idade de 18 anos, portanto em 1864,que, numa livraria de Tours, situada numa das grandes ruas

    dessa cidade - deve ser a Rua Nationale - ele encontrou umaobra cujo ttulo o atraiu. Era "O Livro dos Espritos", deAllan Kardec. Comprou-o, leu-o, s escondidas de sua me, porque receava que essa leitura lhe seria desagradvel,porm descobriu, com grande espanto, que ela mesma, tendoachado essa obra no quarto de Lon, desejou igualmente l-la, talvez em segredo e sem diz-lo a seu filho.

    "O Livro dos Espritos" levou Lon Denis a pensar queexiste no Espiritismo algo de plausvel.

    Com a seqncia de suas reflexes, decidiu fundar umgrupo. Esse grupo teve sua sede na Rua do Cygne.

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    A propsito, curioso notar que, no curso de minhasviagens, quando paro em Tours, deso justamente no Hotelde Cygne, situado na Rua do Cygne.

    Os resultados obtidos por Lon Denis e seus amigos, nodecorrer das experincias efetuadas na Rua do Cygne, foramverdadeiramente medocres.

    Houve mesmo alguns casos de obsesso.O grande apstolo do Espiritismo no foi favorecido

    desde o incio.Em 1867, Lon Denis travou conhecimento com Allan

    Kardec, que viera fazer uma conferncia em Tours, que,alis, no pde ser efetuada no salo pblico onde havia sidoanunciada e teve que se realizar, quase de improviso, emSpirito-Villa.

    Puseram jovens porta do local onde deveria ocorrer conferncia, avisando s pessoas: "Dirijam-se a Spirito-Villa".

    Esse retrospecto nos permite avaliar como somos

    favorecidos, ns que podemos, atualmente, anunciar nossasreunies espritas sem receios.Entretanto, alguns se o