habitus e territorialidade na composi†ƒo da din‚mica

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  • 1

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CINCAS HUMANAS, LETRAS E ARTES

    PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM CINCIAS SOCIAIS DOUTORADO

    GILENE MOURA CAVALCANTE DE MEDEIROS

    HABITUS E TERRITORIALIDADE NA COMPOSIO DA

    DINMICA IMOBILIRIA EM NATAL/RN

    Prof. Dr. Mrcio Moraes Valena

    Orientador

    NATAL/RN

    2011

  • 2

    GILENE MOURA CAVALCANTE DE MEDEIROS

    HABITUS E TERRITORIALIDADE NA COMPOSIO DA

    DINMICA IMOBILIRIA EM NATAL/RN

    Tese de doutorado apresentada ao

    Programa de Ps-Graduao em

    Cincias Sociais, da Universidade

    Federal do Rio Grande do Norte, como

    requisito para obteno do ttulo de

    doutora em Cincias Sociais.

    Prof. Dr. Mrcio Moraes Valena

    Orientador

    NATAL/RN

    2011

  • 3

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CINCAS HUMANAS, LETRAS E ARTES

    PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM CINCIAS SOCIAIS DOUTORADO

    FOLHA DE APROVAO

    A tese intitulada Habitus e territorialidade na composio da

    dinmica imobiliria em Natal/RN, apresentada por Gilene Moura

    Cavalcante de Medeiros, foi aprovada e aceita como requisito para obteno

    do grau de doutora em Cincias Sociais.

    BANCA EXAMINADORA

    ______________________________________________________

    Prof. Dr. Mrcio Moraes Valena/UFRN

    Orientador

    _______________________________________________________

    Prof. Dra. Suely Maria Ribeiro Leal/UFPE

    Examinadora externa

    _______________________________________________________

    Prof. Dra. Camilla Maria Loffredo D'ottaviano/USP

    Examinadora externa

    _______________________________________________________

    Prof. Dra. Maria do Livramento Miranda Clementino/UFRN

    Examinadora

    _______________________________________________________

    Prof. Dra. Rita de Cssia da Conceio Gomes/UFRN

    Examinadora

    Natal, 7 de outubro de 2011

  • 4

    AGRADECIMENTOS

    Bem, parece que terminei. Eu tenho, ento, muitos agradecimentos e algumas

    reflexes a fazer. Primeiramente, gostaria de dizer: que bom que acredito tanto em

    Deus. Que maravilhas o meu Deus fez em minha vida. Nas horas de desespero ele

    acalmava o meu esprito e me dava inspirao para continuar. Obrigada meu Deus

    por tudo. Gostaria de destacar em seguida que tenho uma famlia que sempre me

    apoiou e acreditou em mim, em especial a minha me, a quem dedico, de todo meu

    corao, esta tese. Agradeo muito a minha me, meu pai e meus irmos pela fora

    que me deram e por terem me suportado to bem, nos momentos em que lhes faltei,

    por estar angustiada com a tese. Agradeo tambm, de maneira especial, ao meu

    esposo, pessoa muito querida, que deu preciosas contribuies, com crticas

    oportunas e noites insones, em apoio a mim, nessa rdua tarefa. Sem ele teria sido

    insuportvel.

    Dedico um espao muito importante, nestes agradecimentos, para falar de algum

    cujo papel em minha vida foi fundamental, o professor Mrcio Moraes Valena.

    Obrigada, Mrcio, por ter acreditado em mim, por ter investido seus esforos, sua

    pacincia e dedicao; Talvez o senhor no tenha a dimenso do significado que

    teve para a minha formao acadmica e pessoal, mas acredite que foi

    imprescindvel. Nesse momento passa um filme em minha cabea, de tudo que

    aconteceu nesses, aproximados, dez anos de convivncia acadmica. Neste filme,

    vejo que em todas as cenas importantes o senhor estava l. A sua disponibilidade e

    abnegao comigo me ajudaram a alar muitos vos e por isso estou aqui,

    escrevendo os agradecimentos em minha tese de doutorado. Imagine, justamente eu,

    aquela jovem impaciente, ansiosa e insegura, conseguiu, levada por suas mos,

    chegar a esse patamar. Por tudo isso, deixo aqui o meu mais sincero agradecimento

    ao senhor, professor Mrcio.

    No posso encerrar esse trabalho sem agradecer aos meus companheiros de base

    de pesquisa, que tanto me ajudaram, em especial a Thereza Cristina Viana e a Felipe

    Fernandes, assim como aos demais colegas que j passaram ou ainda esto por

    aqui, como gueda, Vaneska, Ana Cndida, Camilla, Ivana, Sara, Daniela, Ana Lcia,

    Carmem, Mariana, Duarte, Willian, Rochelle e demais colegas, cujo nome possa ter

    me faltado no momento. Aos meus amigos e amigas Klevesson, Marjorie, Valdlia,

    Joadete, Jaime, Aristotelina, Adriana e todos os demais, obrigada pelo apoio e pela

    confiana. Agradeo tambm aos professores(as) Ademir Costa (DGE), Maria do

    Livramento (DPP), Rita de Cssia Gomes (DGE), Alpio Sousa Filho (DCS), Edmilson

    Lopes (DCS) e demais professores dos departamentos de Geografia e Cincias

    Sociais da UFRN, por terem me ajudado, de alguma maneira, a desenvolver esse

    trabalho. Agradeo, por fim, a Capes, ao CNPq e Universidade Federal do Rio

    Grande do Norte, pelo suporte financeiro e logstico durante a elaborao da tese. A

    todos(as) muito obrigada.

  • 5

    LISTAS DE ILUSTRAES

    LISTA DE QUADROS

    Quadro 1 - Agentes institucionais ligados ao setor pblico 74

    Quadro 2 Agentes institucionais ligados ao setor privado 75

    Quadro 3 Classificao dos bairros e das regies administrativas por

    renda 115

    Quadro 4 Classificao geral dos imveis por tipo de uso 116

    LISTA DE TABELAS

    Tabela 1 Domiclios permanentes e populao residente nos

    bairros selecionados no EIVI 104

    Tabela 2 Condies habitacionais nos bairros selecionados no EIVI 106

    Tabela 3 Responsveis pelos domiclios por grupos de anos de

    estudo 107

    Tabela 4 Populao residente alfabetizada, de 5 anos ou mais de

    idade 111

    Tabela 5 Rendimento mensal 112

    Tabela 6 Moradores em domiclios por classe de rendimento (em

    salrios mnimos s/m). 114

    Tabela 7 Atividade empresarial 115

    Tabela 8 Condio de ocupao do domiclio nos bairros

    pesquisados 118

    LISTA DE FIGURAS

    Figura 1 Eixo de Investimentos e Valorizao Imobiliria EIVI 78

    Figura 2 Aspectos da legislao urbanstica do bairro de Ponta

    Negra 81

    Figura 3 Bairro de Capim Macio 84

    Figura 4 ZPA 1 Bairro da Candelria e ZPA 01 86

    Figura 5 AEIS Nova descoberta 88

  • 6

    Figura 6 Bairro do Tirol e Zona de Controle de Gabarito 92

    Figura 7 Bairro de Petrpolis 94

    Figura 8 Bairro da Ribeira e ZEPH 97

    Figura 9 Bairro das Rocas e ZEPH 100

    Figura 10 Organizao esquemtica de processos espaciais 144

    Figura 11 Organizao esquemtica conceitual 161

    LISTA DE FOTOGRAFIAS

    Fotografia 1 Ponta Negra: diversidade na produo imobiliria 80

    Fotografia 2 Ponta Negra: diversidade na produo imobiliria 80

    Fotografia 3 infra-estrutura precria em Capim Macio 83

    Fotografia 4 infra-estrutura precria em Capim Macio 83

    Fotografia 5 vista de rea urbanizada da Candelria e do

    prolongamento da Avenida Prudente de Morais 85

    Fotografia 6 vista de rea urbanizada da Candelria e do

    prolongamento da Avenida Prudente de Morais 85

    Fotografia 7 Vista do bairro de Lagoa Nova 89

    Fotografia 8 Vista do bairro de Lagoa Nova 89

    Fotografia 9 Urbanizao e verticalizao no eixo

    Tirol/Petrpolis 91

    Fotografia 10 Urbanizao e verticalizao no eixo

    Tirol/Petrpolis 91

    Fotografia 11 Prdios da Avenida Getlio Vargas Petrpolis 95

    Fotografia 12 Renovao urbana da Ribeira: antiga estao

    rodoviria 96

    Fotografia 13 Renovao urbana da Ribeira: antiga estao

    rodoviria 96

    Fotografia 14 empreendimentos de alto padro no Alto da

    Ribeira: Mirante Joo Olmpio Filho 98

    Fotografia 15 empreendimentos de alto padro no Alto da

    Ribeira: Mirante Joo Olmpio Filho 98

    Fotografia 16 Mercado Pblico das Rocas e Comunidade do

    Maruim 101

    Fotografia 17 Mercado Pblico das Rocas e Comunidade do

    Maruim 101

  • 7

    LISTA DE GRFICOS

    Grfico 1 Ponta Negra: pessoas responsveis pelos domiclios

    particulares permanentes por anos de estudo 108

    Grfico 2 Nova descoberta Pessoas responsveis pelos domiclios

    particulares permanentes por anos de estudo 109

    Grfico 3 Rocas - Pessoas responsveis pelos domiclios particulares

    permanentes por anos de estudo 109

    Grfico 4 Ponta Negra Percentual de moradores em domiclios por

    classe de rendimento em salrios mnimos (s/m). 112

    Grfico 5 Nova Descoberta Percentual de moradores em domiclios por

    classe de rendimento em salrios mnimos (s/m). 113

    Grfico 6 Rocas Percentual de moradores em domiclios por classe de

    rendimento (em salrios mnimos (s/m). 113

    Grfico 7 Ponta Negra Condio de ocupao do domiclio 119

    Grfico 8 Nova Descoberta Condio de ocupao do domiclio 119

    Grfico 9 Rocas Condio de ocupao do domiclio 119

  • 8

    RESUMO

    A busca pela compreenso dos processos espaciais, originados a partir da dinmica imobiliria, tem levado pesquisadores a buscar novas categorias de anlise, que possam dar conta de esclarecer os aspectos menos evidentes destes processos. A discusso da produo do espao tem sido o caminho mais perseguido nessa investigao. Por considerar que somente esse vis no d conta de explicar a complexa realidade imobiliria urbana, buscou-se analisar, nesse trabalho, como o mercado imobilirio engendra, em Natal/RN, os meios materiais para a sua acumulao. A pesquisa teve por base metodolgica a anlise do discurso, visando compreender, a partir das posturas dos agentes institucionais entrevistado