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observação de aves

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  • Macedo de Cavaleiros

    Guia de Observao de Avestudo o que precisa de saber para se iniciar na observao de aves

    Jos Paulo Carvalho Pereira

    Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo Trs - os - Montes Nordeste Transmontano Macedo de Cavaleiros Portugal.

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    O crescente interesse na observao de aves, e asinmeras questes levantadas, quer pessoalmente, queratravs de e-mail nos ltimos tempos, foram a motivao paraa elaborao desta sebenta. Longe de ser uma obra completae acabada, smente, um guia de iniciao, que se pretendeque seja til, ao principiante nesta actividade de contemplaoda natureza.

    Setembro de 2006

    Jos Paulo Carvalho Pereira

    Introduo

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    1. O Equipamento

    A obse rvao de aves uma ac t iv idade que r eque r mu i to poucoinves t imen to , a no se r que dese je f aze r da o rn i to log ia a sua p ro f i s so .O m a t e r i a l b s i c o p a r a a i n i c i a o a m a d o r a n e s t a a c t i v i d a d e , pe r f e i t amen te aces s ve l a qua lque r bo l sa .

    Ut i l i z e r o u p a s com q u e s e s i n t a c m o d o el e v e , e q u e s i m u l t a n e a m e n t e l h e p e r m i t a ml iberdade de movimentos . Deve te r em a tenoa p o c a d o a n o , e d e p r e f e r n c i a u t i l i z eroupas r e s i s t en te s gua , p r inc ipa lmen te oc a l a d o , q u e d e v e t a m b m p e r m i t i r u m aboa ade rnc ia ao t e r r eno .

    As co re s be r r an te s e mu i to v ivas no sd e n u n c i a m a sua p r e s e n a c o m o t a m b ma s s u s t a m a s a v e s p e l o q u e d e v e m s e rev i t adas .U t i l i ze ves tu r io de co re s d i sc re t a sq u e s e c o n f u n d a m c o m a v e g e t a oc i r cundan te . Leve sempre cons igo um chapuque o p ro t e j a do so l , do f r i o , ou da chuva .

    Pode r even tua lmen te s e r neces s r io umpequeno saco , ou moch i l a , pa ra l eva rcons igo o Cade rno de Campo , o Gu ia deAves , a merenda , uma ga r r a fa degua , e po rque no o p ro t ec to r so l a r.

    1.1. O Vestur io

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    1.2. Auxiliares pticos

    Exi s t em do i s t i pos de aux i l i a r e s p t i cos pa ra a obse rvao de aves : ob incu lo e o t e l e scp io .

    O Bincu lo

    O b incu lo o g rande aux i l i a r do obse rvador de aves , po i s pe rmi teaumen ta r o s eu a l cance v i sua l , f undamen ta l pa ra a i den t i f i cao dase s p c i e s . p o r t a n t o e s s e n c i a l c o n h e c e r a s c a r a c t e r s t i c a s m a i simpor t an t e s de um b incu lo , an t e s de o adqu i r i rmos . Ex i s t em vendamode los mu i to pa rec idos com g rande d i f e r ena de p reo , po r exemplo ,um b incu lo de 50 eu ros pode t e r um aspec to ex t e r io r pa rec ido comum de 250 eu ros ou ma i s . A d i f e r ena e s t a r na qua l idade p t i ca del e n t e s e p r i s m a s , n o s t r a t a m e n t o s a n t i - r e f l e x o , r o b u s t e z m e c n i c a ,r eves t imen tos , e t c . So de ev i t a r b incu los s em marca , ou de marcad e s c o n h e c i d a , o u s e m r e f e r n c i a a o s e u g r a u d e a m p l i a o el u m i n o s i d a d e . P r e o s e x t r e m o s , t a n t o m u i t o b a r a t o s p o r q u einev i t ave lmen te a qua l idade se r ba ixa , como mui to ca ros po rque a ad i f e r ena de p reo ma i s a l t a que o r e spec t ivo ganho de qua l idade ,so t ambm de ev i t a r.

    As p r inc ipa i s ca r ac t e r s t i c a s de um b incu lo s o : o s eu g rau deampl iao , e a sua luminos idade . Es tas ca rac te r s t i cas vm ass ina ladasno b incu lo sob a fo rma a r i tm t i ca de , po r exemplo , 10X50 , 8X30 ,7X32

    O p r i m e i r o n m e r o r e p r e s e n t a g r a u d e a m p l i a o . N o p r i m e i r ocaso , 10X50 o g rau de ampl i ao de 10 vezes , no segundo 8X 30 , og rau de ampl i ao de 8 vezes , e no t e r ce i ro 7X 32 , de 7 vezes .

    P a r a u m b i n c u l o q u e s e s e g u r a n a m o r e c o m e n d a - s e g r a u sa m p l i a o e n t r e 7 a 1 5 v e z e s j q u e q u a n t o m a i o r f o r o g r a u d eampl i ao , ma i s pesado o b incu lo , o que ge ra t r emuras nas mos ,q u e p o r s u a v e z f a z t r e m e r a i m a g e m , t o r n a n d o a o b s e r v a oex t remamente desconfor tve l . Do mesmo modo quan to maior fo r o g raude ampl i ao ma i s e s t r e i t o s e t o rna o campo v i sua l , o que to rna d i f c i ll oca l i za r da ave a t r avs do b incu lo .

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    O segundo nmero (10X50 , 8X30 , 7X32) des igna o d i me t ro daob jec t i va em mi l me t ro s . Quan to ma io r fo r o d i me t ro da ob j ec t i vam a i s l u m i n o s a a o b j e c t i v a , e c o n s e q u e n t e m e n t e m a i o r n i t i d e z epo rmenor s o poss ve i s de ob te r.

    Tipos de BinculoE m c a d a u m d o s d o i s t u b o s d e u m b i n c u l o , a l u z e n t r a p e l a

    ob jec t iva e va i a t ocu la r pas sando po r um s i s t ema de p r i smas . Osdo i s s i s t emas ma i s hab i tua i s s o os de p r i smas t i po Por ro e o s deTec to , o r ig inando do i s t i pos de b incu los .

    Binculo de Prismas de Tecto

    No b incu lo de p r i smas det ec to , t ambm conhec ido comob incu lo de p r i smas pa ra l e lo s ,a ocu la r e a ob jec t iva e s t o nom e s m o a l i n h a m e n t o . A s u ac o n s t r u o c o m p a c t a , t e mb o a l u m i n o s i d a d e , e s of a c i l m e n t e m a n i p u l a d o s . E s t et i po de b incu lo ge ra lmen tem a i s c a r o q u e o d e p r i s m a d eP o r r o .

    Binculo de Prismas de Porro

    E s t e t i p o d e b i n c u l oca rac t e r i za - se po r a ocu la r e aob jec t iva no es ta rem a l inhadosn o m e s m o e i x o , e x i s t i n d o u md e s v i o n o s t u b o s d o b i n c u l o ,o que se re f l ec te v i sua lmente nos e u d e s i g n . E s t e t i p o d econs t ruo pe rmi t e ma i s opes

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    de g raus de ampl i ao e d i me t ros de ob jec t ivas . So ge ra lmen te ma i spesados que o b incu lo de p r i smas de t ec to .

    O Telescpio

    O te l e scp io poss ib i l i t a um g rau de ampl i ao en t r e a s 20 e a s 60v e z e s , c o m u m a i l u m i n a o e u md e t a l h e a p r e c i v e i s . R e q u e r e au t i l i zao de t r i p . No subs t i t u i ob i n c u l o n e m p e r m i t e d e m o d oef icaz a observao de aves em voo .O seu e l evado p reo , na o rdem dosmi lha re s de eu ros , e d i f i cu ldade de m a n o b r a l i d a d e o p e r a c i o n a l emanuseamen to em campo , no soa e sco lha ce r t a pa ra a i n i c i ao naobse rvao de aves .

    Como Ut i l i zar e Ajus tar o B incu lo

    1. Obse rve o b incu lo e l oca l i ze oAne l de Focagem (1 ) e o Ane l deAjus t e de Diop t r i a s ( 2 ) , l oca l i zadona ocu la r. Obse rve a f i gu ra .

    2 . Co loque o b incu lo em pos i of ron ta l e encos t e -os aos o lhos , eve r i f i que se v s uma imagem. Seas s im no acon tece r, p r e s s ione l en t amen te o s t ubos dob incu lo , l a t e r a lmen te um con t r a o ou t ro a t ve r uma s imagemci rcu la r.

    (1)(2)

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    3 . Feche o o lho d i r e i t o , e obse rve um ob jec to a t r avs do b incu los com o o lho e sque rdo , que se encon t r e a ma i s de 10 me t ros .Rode o Ane l de Focagem (1 ) a t que ve j a o ob jec to com to t a lni t idez .

    4 . Feche ago ra o o lho e sque rdo e ab ra o o lho d i r e i t o , obse rvandoa t r avs do b incu lo , o r e f e r ido ob jec to , s com o o lho d i r e i t o .Rode o Ane l de A jus t e de D iop t r i a s (2 ) , l oca l i zado na ocu la r,a t que ve j a o ob jec to com to t a l n i t i dez .

    5 . F ixe a pos i o em que se encon t r a o Ane l de Ajus t e deDiop t r i a s (2 ) , pa ra que em caso de e l e s e mover, o possaco loca r novamen te nes sa pos i o sem t e r de r epe t i r t odo e s t ep roces so desde o i n c io .

    O s i s t ema de l en t e s do b incu lo co r r ige p rob lemas como o damiop ia , mas no o e s t i gma t i smo , pe lo que se u t i l i za cu los pa raco r r ig i r e s t e p rob lema , deve r u t i l i za r t ambm os cu los quandoobse rva a t r avs do b incu lo .

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    1.3. O Guia de Campo

    a t r avs das consu l t a s ao gu ia de campo que iden t i f i camos aespc i e de ave que e s t amos a obse rva r. um aux i l i a r i nd i spensve ldo qua l nos devemos f aze r s empre acompanha r.

    O gu ia de campo uma e spc i e de l i v ro de bo l so de ca rc t e renc i c lopd ico e de f c i l consu l t a . Apre sen t a i l u s t r aes da s aves(os gu ia s com fo tog ra f i a s no so aconse lhve i s ) com os p r inc ipa i st i p o s d e p l u m a g e m , c o m a i n d i c a o s e a a v e a d u l t a , i m a t u r a ,j uven i l , macho ou f mea , e s e possu i p lumagem de Inve