Guia GPIAA A4 - cm-evora.pt ? 4 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM

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2 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA FICHA TCNICA ELABORAO: Corpo Tcnico Gabinete de Preveno e Investigao de Acidentes com Aeronaves IMPRESSO: Servios Grficos da Secretaria-Geral Ministrio das Obras Pblicas, Transportes e Comunicaes 3 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA 1 Prefcio 72 Introduo 83 O papel e os objectivos do GPIAA 84 Obrigaes do GPIAA na investigao acidentes e incidentes graves 95 Autoridade do GPIAA 96 Competncias legais de um Investigador de Acidentes Areos 97 A relao entre as investigaes do GPIAA e as investigaes das Autorida-des Judicirias e/ou Policiais 98 O que um Acidente Areo susceptvel de notificao 109 Reporte e Notificao de um Acidente com uma Aeronave 1010 O que o GPIAA necessita de saber 1111 A resposta do GPIAA 11 Grandes acidentes de aviao 12 Acidentes fatais ou incidentes graves 12 Outros acidentes na aviao geral e ultraleve 12 Pra-quedistas e pra-quedas motorizados 1312 Combate a incndios 1313 Salvamento de pessoas de um avio acidentado 14 Avio Civil 1514 Sobreviventes 1515 Guarda do local e aces iniciais das Autoridades Policiais 16 Aces a serem observadas pelas Autoridades Policiais para a segurana do local 1616 Segurana (safety) do local do acidente 1717 Organizao da Investigao 1818 Preservao das evidncias 18 Remoo das evidncias 19 Destroos na pista e taxiways 19 Testemunhas oculares 19 Questionrio aos passageiros 20 Documentos 20 Registadores de voo 2119 Os depoimentos das testemunhas 2220 Patologia 2221 Recuperao de destroos 2322 Remoo dos destroos 2423 Relao com a Comunicao Social 24 Anexos 25INDICE 4 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA Anexo A Competncias do Investigador 27 Anexo B Definies de um Acidente e Incidente Grave 29 Anexo C Fax de Notificao de um Acidente 33 Anexo D Questionrio ao passageiro 35 Anexo E Perigos no local do acidente 37 5 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA ANPC Autoridade Nacional de Proteco Civil CTA Controlo de Trfego Areo CVR Cockpit Voice Recorder (Gravador de Voz no Cockpit) Uma das Caixas negras EPP Equipamento de Proteco Pessoal CE Comunidade Econmica FDR Flight Data Recorder (Gravador dos Parmetros de Voo) Outra das Caixas negras GPIAA Gabinete de Preveno e Investigao de Acidentes com Aeronaves ICAO International Civil Aviation Organization (Organizao Internacional de Aviao Civil)INAC Instituto Nacional de Aviao Civil IR Investigador Responsvel IT Investigador Tcnico MOPTC Ministrio de Obras Pblicas, Transportes e Comunicaes SEAOPC Secretrio de Estado Adjunto, das Obras Pblicas e das Comunicaes ACRNIMOS 6 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA NOTA PRVIA O contedo deste documento deve ser considerado apenas como guia de carcter geral. O pessoal tcnico dos servios de emergncia dever adoptar os seus prprios procedimentos. O presente documento foi adaptado da Publicao Aircraft Accidents Guidance for the Police and Emergncy Services, editada pelo Air Accidents Investigation Branch (AAIB), do Reino Uni-do, a quem se agradece a devida autorizao. Edio 1 Janeiro 2009 7 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA 1. PREFCIO Os Servios de Emergncia, bem como as Autoridades Policiais, so normalmente os primeiros especialistas a chegar ao local de um acidente areo. Cabe-lhes a nobre tare-fa de providenciar a assistncia s vtimas de forma a resgat-las ou a minimizar nelas os efeitos nefastos que o fogo ou destroos causaram. A seguir ao complexo perodo de salvamento, de extrema importncia que as evidn-cias, relacionadas com os factores que contriburam para o acidente, sejam preserva-das, para que o estudo e anlise dos destroos venham a concorrer para a reduo de acidentes semelhantes e, consequentemente, a perda de outras vidas. no sentido de contribuir para esse sucesso que o Gabinete de Preveno e Investiga-o de Acidentes com Aeronaves (GPIAA), do Ministrio das Obras Pblicas, Transpor-tes e Comunicaes (MOPTC), elaborou este guia que tem, como finalidade, auxiliar o pessoal tcnico de Emergncia e Salvamento a compreender melhor os procedimentos essenciais a serem seguidos em caso de acidente com uma aeronave. Por outro lado, este documento tambm pormenoriza e alerta esses tcnicos para os riscos que existem no cenrio de um acidente areo. Sequncia dos acontecimentos Comecemos pela cronologia de um acidente de aviao: D-se o acidente; Os Servios de Emergncia e Salvamento avanam para o local; O acidente reportado ao GPIAA por qualquer uma das entidades aptas para o fazer (Servios de Trfego Areo (ATC), Autoridade Nacional de Proteco Civil (ANPC), Autoridades Policiais, Piloto, Operador, Directores de Aeroportos ou Aer-dromos ou, ainda, uma testemunha ocular); destacada uma equipa de Investigadores do GPIAA para o cenrio do acidente; As Autoridades Policiais tomam as aces prioritrias com o objectivo de criar a segurana do local do acidente, enquanto os Servios de Emergncia efectuam as suas tarefas de socorro; Aps o briefing fornecido no local pelas Autoridades Policiais, a equipa do GPIAA inicia o exame do local, da aeronave, da posio relativa dos seus destroos, recu-pera os registadores de voo (caixas negras), se existirem, e recolhe junto das Auto-ridades Policiais as declaraes das testemunhas que, entretanto, j entrevistaram; A Equipa do GPIAA prossegue a investigao que culminar num relatrio que ser, posteriormente, publicado. 8 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA 2. INTRODUO O GPIAA o Organismo independente, sob tutela do MOPTC, que responsvel pela investigao de acidentes e incidentes graves com aeronaves civis no territrio Portu-gus. O Director do GPIAA depende directamente do Secretrio de Estado Adjunto, das Obras Pblicas e das Comunicaes (SEAOPC). O GPIAA no faz parte da Autoridade Aeronutica Nacional (INAC). 3. O PAPEL E OS OBJECTIVOS DO GPIAA Face legislao nacional e em conformidade com a Conveno sobre a Aviao Civil Internacional assinada em Chicago a 07 de Dezembro de 1944 (Conveno de Chica-go), o GPIAA a entidade responsvel em Portugal pela investigao de acidentes e incidentes graves com aeronaves civis. Os documentos que o sustentam so os seguin-tes: Anexo 13 e Doc. 9756 da Organizao Internacional de Aviao Civil (ICAO); Directiva do Conselho n 94/56/EC, de 21 de Novembro de 1994; Decreto-Lei n 210/2006, de 27 de Outubro, que aprova a lei orgnica do MOPTC; Decreto-Lei n 149/2007, de 27 de Abril, que aprova a orgnica do GPIAA; Decreto-Lei n 318/99, de 11 de Agosto, que transpe a Directiva n 94/56/CE e estabelece os princpios reguladores da investigao de acidentes e incidentes com aeronaves civis. So objectivos do GPIAA: A investigao de acidentes e incidentes graves com aeronaves civis, com a finali-dade de determinar as suas causas e formular recomendaes que evitem a sua repetio; A participao em programas e polticas de preveno de acidentes e incidentes areos; Para os atingir, o GPIAA deve: Responder o mais rapidamente possvel aos acidentes e incidentes graves com aeronaves; Conduzir atempadamente as investigaes de acordo com os princpios de indepen-dncia e imparcialidade; Elaborar relatrios em linguagem clara e concisa, que incluam a anlise bem funda-mentada e em que as concluses dela resultante, aduzidas sem a inteno de apu-rar culpas ou determinar responsabilidades uma obrigao exarada na ICAO e legislaes nacional e europeia , sirvam de ensinamentos fundamentais que obviem repetio de eventos semelhantes; 9 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA Divulgar de imediato qualquer Recomendao de Segurana emitida num relatrio para que seja garantida a segurana dos passageiros. Fomentar e manter boas relaes de trabalho com as entidades de servios de emergncia nos locais dos acidentes e durante o perodo de investigao; Melhorar a segurana na aviao em geral pela via da formao, divulgando os ensi-namentos eduzidos da investigao dos acidentes; Verificar o cumprimento de Portugal nas obrigaes nacionais e internacionais esta-tudas para a investigao de acidentes e incidentes areos. 4. OBRIGAES DO GPIAA NA INVESTIGAO DE ACIDENTES E INCIDENTES GRAVES COM AERONAVES. Todos os acidentes ou incidentes graves com aeronaves, que sejam reportados e aos quais se apliquem os Regulamentos preceituados, sero obrigatoriamente objecto de investigao por parte do GPIAA. O Director do GPIAA pode, no entanto, decidir a inves-tigao de um incidente que, embora no seja classificado como grave, seja considera-do como susceptvel de fornecer importantes ensinamentos de segurana. ao Director do GPIAA que cabe, tambm, determinar a dimenso da investigao e os procedimentos a serem seguidos para a sua consecuo. 5. A AUTORIDADE DO GPIAA A autoridade para o GPIAA investigar acidentes e incidentes decorre da Conveno de Chicago e das legislaes europeia e nacional, em particular da Directiva 94/56/CE e do Decreto-Lei n 318/99, de 11 de Agosto. A legislao est acessvel no stio do GPIAA, em www.gpiaa.gov.pt. 6. COMPETNCIAS LEGAIS DE UM INVESTIGADOR DE ACIDENTES AREOS As competncias do Investigador Responsvel (IR) e dos Investigadores Tcnicos (IT) esto consignadas no Decreto-Lei n 318/99, de 11 de Agosto, na Directiva 94/56/CE e nas normas e recomendaes da ICAO. Estas competncias esto descritas no Anexo A. 7. A RELAO ENTRE AS INVESTIGAES DO GPIAA E AS INVESTIGAES DAS AUTORIDA-DES JUDICIRIAS E/OU POLICIAIS A legislao nacional sobre a investigao de acidentes e incidentes com aeronaves civis estabelece que a investigao tcnica independente da investigao das autori-dades judicirias. As medidas tomadas pelas autoridades judicirias no devem consti-tuir impedimento investigao tcnica e, quando tomadas pelo Investigador Respons-vel, tambm no devem constituir impedimento investigao criminal. 10 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA Compete aos investigadores tcnicos do GPIAA a prtica dos actos cautelares necess-rios e urgentes para assegurar os meios de prova que exijam especiais conhecimentos tcnicos. Se o Investigador Responsvel, no decurso da investigao tcnica, encontrar indcios de infraco criminal, deve proceder sua comunicao imediata. As autoridades judicirias e/ou policiais e os investigadores tcnicos devem actuar em colaborao mtua, no sentido de assegurarem a eficcia das respectivas averiguaes, para que no se verifique obstruo entre investigaes paralelas. 8. O QUE UM ACIDENTE AREO SUSCEPTVEL DE NOTIFICAO As definies de acidente e incidente grave esto previstas no Decreto-Lei n 318/99, de 11 de Agosto, que se transcrevem no Anexo B. De um modo sucinto, um acidente um acontecimento verificado durante o perodo de operao de um avio em que este sofre determinados danos ou do qual resulte vtimas mortais ou feridas gravemente Um incidente grave definido como um evento envolvendo circunstncias que indi-quem que um acidente esteve prestes a ocorrer. De um modo geral, no usual a envolvncia das Autoridades Policiais ou Servios de Emergncia neste tipo de aconte-cimentos. 9. REPORTE E NOTIFICAO DE UM ACIDENTE COM UMA AERONAVE A responsabilidade legal da notificao de um acidente ou de um incidente grave recai, em primeiro lugar, no comandante do avio ou, na sua falta ou incapacidade, no opera-dor da aeronave ou no seu proprietrio. Se o acidente ocorrer num aerdromo ou na sua rea adjacente, a autoridade do aerdromo a responsvel pela notificao do acidente. Na prtica, a primeira notificao ao GPIAA tem origem, geralmente, na Autoridade Nacional de Proteco Civil (ANPC), nas Autoridades Policiais que tomaram conta do evento, no Controlo de Trfego Areo (CTA), ou na Autoridade Aeroporturia. Qualquer pessoa que saiba da existncia de um acidente ou incidente grave de uma aeronave, dever comunic-lo ao GPIAA o mais cedo possvel, independentemente da aco das Autoridade Policiais ou dos Servios de Emergncia. O reporte inicial para o GPIAA deve ser feito para o telefone: Como recorrente de memria, marque 707 seguido das teclas do telefone/telemvel correspondentes palavra AVIOES 707 284 637707 AVI OES 11 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA A pessoa que comunica directamente um acidente ao GPIAA tambm o deve fazer junto das Autoridades Policiais, informando-as do local onde este ocorreu. As Autoridades Policiais, por sua vez, devem contactar imediatamente o GPIAA repor-tando o acidente, atravs da linha exclusiva para o efeito, e transmitir toda a informao disponvel na sua posse. Posteriormente, e logo que possvel, as entidades responsveis pela notificao do aci-dente ou incidente grave devero remeter a respectiva notificao para o GPIAA via on-line (www.gpiaa.gov.pt), por Fax (212 739 260) ou por e-mail para investigacao@gpiaa.gov.pt. No Anexo C reproduz-se um exemplar de Notificao por Fax. 10. O QUE O GPIAA NECESSITA DE SABER A notificao deve conter o mximo de informao possvel, designadamente: Tipo de aeronave; Registo da aeronave (letras e nmeros); Nome do proprietrio ou do operador; Nomes do piloto/tripulao e de qualquer outra pessoa a bordo; Data e hora do acidente; Local de partida e o destino da aeronave; Localizao do acidente, incluindo instrues para chegar ao local; Extenso de ferimentos dos ocupantes ou de outros; Natureza do acidente, isto , a fase de voo (descolagem, aterragem, etc.) e uma descrio resumida do ocorrido; Extenso dos danos da aeronave; A notificao deve ser enviada o mais brevemente possvel, mesmo que ainda se no conheam todos os pormenores. A informao inicial fundamental para que o GPIAA possa dar a resposta adequada em tempo til. 11. A RESPOSTA DO GPIAA O investigador de servio, em contacto com o Director do GPIAA, decide o tipo de res-posta a dar, a qual depende da localizao e das circunstncias do acidente ou inciden-te. Em caso de acidente, ou para a maioria dos incidentes graves, deslocada uma equipa de investigao que pode levar algumas horas a chegar ao local (nas deslocaes s Regies Autnomas a equipa fica sujeita aos horrios dos transportes areos). O GPIAA responde a uma notificao de um acidente de acordo com as seguintes linhas de orientao: 12 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA Grandes acidentes de aviao O GPIAA envia uma equipa de investigadores, liderada por um Investigador Responsvel; O GPIAA inicia a investigao do acidente e requisita peritos a fim de se reunirem equipa de inves-tigao; A equipa do GPIAA pode ser reforada com investigadores e peritos de outros pases, como representantes acreditados ou advisors, de acordo com os compromissos internacionais; O GPIAA prov peritos especialistas em segurana (safety) do local; O GPIAA, em regra, organiza a recolha dos destroos resultantes do acidente. Acidentes fatais ou incidentes graves Acidentes fatais e incidentes graves da aviao geral, que incluem os ultraleves , bem como os do trabalho areo, so investigados por uma equipa reduzida de investi-gadores do GPIAA. A hora de chegada ao local do acidente pode variar, dependendo da sua localizao em relao sede do GPIAA. Normalmente existem restries de trabalho em ambiente nocturno, pelo que a equipa poder chegar apenas no dia seguinte. Acidentes menores com avies ligeiros, ultraleves com ou sem motor, bales tripulados, dirigveis, planadores com ou sem motor e autogiros. Sempre que no haja vtimas fatais, feridos graves ou quando a tipologia e caractersti-cas do acidente com uma destas aeronaves no justificar a presena de uma equipa de investigadores do GPIAA, a investigao tcnica ser desenvolvida atravs de contactos efectuados por correspondncia postal, telefone, fax e e-mail. Nestes casos, O GPIAA informar as autoridades policiais, no mais curto espao de tempo, da dispensa de comparncia da equipa de investigadores no local. Local de um acidente 13 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA Pra-quedistas e pra-quedas motorizados Um pra-quedas no classificado como uma aeronave. Consequentemente, se um pra-quedista sofrer um acidente sero as Autoridades Policiais que se encarregaro da respectiva investigao. Assim, o GPIAA no abre processo de investigao a no ser que o pra-quedista tenha sido atingido pelo avio de onde saltou, ou por outra aeronave durante a sua descida. No entanto, alguns pra-quedas motorizados so classificados como aeronaves particu-larmente se o piloto tem um assento sobre um veculo com rodas empregue em desco-lagem e aterragem. Este tipo de ocorrncias que envolvem pra-quedas motorizados ser tratado como acidentes de aviao desportiva. 12. COMBATE A INCNDIOS fundamental que qualquer fogo seja extinto o mais rapidamente possvel. Aps finalizadas as aces de salvamento, os destroos devem ser alvo de um cuidado especial para que no sejam alteradas as suas posies relativas. Assim, o combate ao incndio e o respectivo rescaldo devem ser conduzidos de maneira a perseverar as evidncias. O uso preventivo de espuma poder esconder evidncias importantes e introduzir novos perigos. Assim, a utilizao preventiva de uma carpete de espuma dever ser efectuada apenas se existir um perigo real e significativo. Fogo numa aeronave 14 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA 13. SALVAMENTO DE PESSOAS DE UM AVIO ACIDENTADO Nota: Esta seco constitui apenas um guia. O pessoal dos servios de emergncia dever seguir os seus prprios procedimentos. O salvamento e tratamento dos sobreviventes constituem a primeira prioridade no local de um acidente areo. No resgate de sobreviventes do interior do avio, deve ser consi-derado o seguinte: Uso de extrema precauo na aproximao do veculo de salvamento aos destroos principais, sobretudo se for feita ao longo da linha-de-acidente, porque poder haver sobreviventes, ao longo do rasto dos destroos, que tenham sido cuspidos da aeronave, se a sua fuselagem se tiver fragmentado. Porm, o primeiro elemento da equipa de salvamento a chegar ao local do acidente poder no encontrar presentes os ocupantes da aeronave, ou porque saltaram de pra-quedas ou porque sobrevi-veram ao acidente e abandonaram o local procura de auxlio; A aproximao ao local deve ser feita com o vento a soprar pela retaguarda de modo a evitar a inalao de gases, vapores e fumos de matrias queimadas que podero ser perigosos e txicos; O sangue patognico. Fumo, poeira e fragmentos de material compsito podem estar presentes nos cenrios dos acidentes, sobretudo se se verificarem ferimentos ou queimaduras nos ocupantes da aeronave. Nestes casos, devem ser usadas medidas de controlo adequadas, incluindo o uso de Equipamento de Proteco Pes-soal (EPP); Olhar em volta da linha-do-acidente e manter uma observao clara do local e dos perigos associados; Logo que possvel, prestar os primeiros socorros e os cuidados necessrios aos sobreviventes, at chegada do pessoal mdico; Tentar contabilizar todos os ocupantes. A companhia area, o operador ou o Contro-lo de Trfego Areo (CTA) podem fornecer o nmero de passageiros a bordo. Tam-bm no local onde o avio se desintegrou, os destroos e vtimas podem estar dis-persos por uma vasta rea; Chamar a assistncia mdica, se necessrio, e controlar se a sua chegada se verifi-cou. Assegurar-se que as vtimas ainda presentes no local do acidente foram socor-ridas e colocadas a recato de quaisquer potenciais perigos existentes; Deslocar os sobreviventes para uma distncia segura do local se existir risco de alastramento de fogo ou a possibilidade de ocorrer uma exploso devido presena de combustveis ou de armamento. Se os sobreviventes se encontrarem contamina-dos com substncias perigosas pedir a sua evacuao imediata para instalaes hospitalares e proceder sua descontaminao, se possvel, antes de serem trans-feridos. Outros cuidados devero ser observados como, por exemplo, no que diz respeito a coletes salva-vidas que no foram inflados e que podero ainda conter pressurizadas as respectivas garrafas de gs. Este equipamento deve ser removido para fora do permetro do acidente e armazenado em lugar seguro; 15 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA Ter presente que, de um modo geral, as informaes relacionadas com o acesso, salvamento e abertura de portas e canopies esto, normalmente, inscritas no avio a cor vermelha, preta ou amarela. Avio civil A localizao do equipamento de emergncia do avio, o qual acessvel pelo exterior da aeronave, feita, geralmente, atravs de sinaltica acompanhada de uma descrio escrita. Um kit de primeiros socorros do avio est devidamente assinalado e pode ser encontrado junto ao painel de acesso ou de sada do avio. 14. SOBREVIVENTES A seguir ao acidente de um avio civil de transporte pode haver um nmero de sobrevi-ventes e de feridos na rea dos destroos. Os Servios de Emergncia devem assegu-rar que os feridos recebam tratamento mdico no local e que os mais graves sejam transportados para um hospital. Aqueles que tenham ferimentos menos graves podem ficar junto ao local, bem como os que tenham amigos ou familiares presos nos destro-os; os outros passageiros podero querer retirar-se. de toda a convenincia que os Servios de Emergncia verifiquem se esta aco foi realizada e procedam a um registo com nomes, moradas e o seu lugar no avio (se o passageiro souber). A experincia mostra que a comunicao social chegar rapidamente ao local do aci-dente. Alguns dos sobreviventes podem querer falar com a imprensa enquanto outros vo considerar a sua presena intrusiva, preferindo manter os reprteres distncia. Dependendo das circunstncias, mais conveniente que o controlo e proteco dos sobreviventes sejam realizados ou pela companhia area ou pelas autoridades locais. Um exemplar do questionrio do GPIAA para passageiros encontra-se no Anexo D. A sua distribuio aos passageiros sobreviventes, bem como o seu preenchimento, pode ser extremamente importante para o GPIAA determinar questes relacionadas com o uso de equipamento de segurana, sadas de emergncia e de sobrevivncia. rea de corte de emergncia na fuselagem de um avio rea de corte de emergncia e pega exterior de uma porta 16 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA 15. GUARDA DO LOCAL E ACES INICIAIS DAS AUTORIDADES POLICIAIS As Autoridades Policiais tm a responsabilidade de guardar os destroos e providenciar a segurana do stio do acidente. O permetro do local deve ser identificado e selado o mais cedo possvel. Apenas os elementos necessrios para o salvamento e combate a incndios devem ser autorizados a aceder ao local dos destroos. A peritagem aos destroos dos acidentes ocorridos durante a noite normalmente adia-da para as primeiras horas do alvorecer do dia seguinte. Quando forem localizados des-troos considerados significativos (instrumentos, partes mecnicas, etc.), o local deve ser assinalado e a informao deve ser transmitida ao Investigador Responsvel do GPIAA. Aps cumpridas as fases de salvamento e de combate a incndios, os Servios de Emergncia devem ter em linha de conta que o panorama de um acidente areo poder ter decorrido de um acto criminoso. O cenrio do acidente sempre uma zona abundan-te de evidncias forenses, pelo que se torna importante que o local seja preservado, tan-to quanto possvel, at chegada dos investigadores do GPIAA. O GPIAA esfora-se para que seja minimizado o tempo de guarda aeronave acidenta-da. No entanto, deve ser compreendido que a elaborao de um esquema do rastro dos destroos e a peritagem no local podero aumentar, significativamente, esse perodo de tempo, especialmente no caso de se tratar de um avio de grandes dimenses. As caractersticas do terreno e a dimenso do local do acidente so factores determinan-tes para a definio das medidas de proteco. Para se se assegurar que as evidncias so preservadas essencial que o nmero de pessoas em volta dos destroos seja reduzida ao mnimo. muito fcil a destruio de evidncias vitais por pessoas bem intencionadas mas que apagam marcas no terreno, tropeam no equipamento que se encontra no cho e alteram a posio de interruptores e controlos em relao sua posio original. A comunicao social desloca grande nmero de reprteres para cobrir o evento e provvel que seja necessrio algum esforo suplementar para manter os fotgrafos, operadores de cmaras e jornalistas a uma distncia conveniente dos destroos. Aces a serem observadas pelas Autoridades Policiais para a segurana do local: Registar, o mais cedo possvel, as posies dos destroos entre os quais foram assistidos sobreviventes do acidente; Deixar as vtimas mortais na sua posio original at chegada do patologista que as examinar, a no ser que a sua exposio perturbe o pblico ou os familiares das vtimas. Neste caso, devem ser retiradas do local, depois de a sua localizao e posies serem anotadas em etiquetas que sero presas aos respectivos corpos. Este procedimento, quando feito correctamente, essencial para a investigao do GPIAA; 17 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA Garantir a segurana dos destroos e isol-los, incluindo os que esto espalhados afastados do local principal do acidente, e guardar qualquer contedo ou papis do avio, a fim de evitar o seu desaparecimento ou dano posterior; Anotar os nomes, endereos, pormenores de contacto e inteno de movimentos de todas as testemunhas do acidente; Admitir apenas o acesso de pessoal devidamente autorizado ao local do acidente e manter os curiosos afastados da zona de segurana; Se possvel proteger das condies meteorolgicas adversas, com uma cobertura apropriada, as reas vitais tais como a cabine de pilotagem, pequenas peas de destroos e marcas no cho (Se no houver coberturas, fotografar ou registar em vdeo o cenrio do acidente, pois estas aces iro contribuir para a eficincia da investigao). 16. A SEGURANA (SAFETY) DO LOCAL DO ACIDENTE A segurana do pessoal um factor fundamental para as entidades envolvidas em ope-raes no local dos acidentes. Algumas aeronaves, pelas suas caractersticas ou con-cepo, podem encerrar perigos: Avies cargueiros transportando cargas especficas; Avies de passageiros, de grandes dimenses, transportando carga particular; Avies ligeiros equipados com dispositivos pirotcnicos para abertura de pra-quedas. A responsabilidade de segurana no local do acidente , normalmente, atribuda s autoridades de superviso e controlo, (Bombeiros, Autoridades Policiais ou GPIAA). No entanto, outras entidades que operam na zona dos acidentes so responsveis pela segurana quer do seu prprio pessoal quer de outros elementos que se encontrem sob sua orientao. Para assegurar um elevado nvel de segurana durante o tempo de operao no local do acidente, importante que essas entidades cooperem e coordenem as suas actividades. Assim, nos locais de grandes acidentes, ser constitudo um grupo de gesto de segu-rana com o fim de acautelar este processo. A criao e a gesto desse grupo podem ser da responsabilidade das autoridades de proteco civil locais. Os grupos devem incluir membros de coordenao de segurana oriundos das principais organizaes envolvidas, incluindo o GPIAA, Autoridades Policiais, Bombeiros, Proteco Civil, Agn-cias de Ambiente, prestadores de servios, etc. Com a concluso do combate ao fogo e da fase de salvamento, o GPIAA assume a res-ponsabilidade da investigao e operaes de recuperao a levar a cabo no local. Nes-ta fase, os investigadores do GPIAA procedem avaliao dos perigos de segurana que o avio acidentado representa, da sua carga, de edifcios e outras estruturas afec-tas, existentes no local. As recomendaes do Oficial Superior dos Bombeiros ou da 18 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA Polcia devem ser consideradas na informao sobre os perigos previamente identifica-dos. Nos locais de grandes acidentes, esta fase de avaliao decorre num perodo de tempo alargado, durante o qual as operaes so interrompidas. As medidas de controlo podem determinar a restrio de acesso a algumas reas especficas, at remoo ou neutralizao dos perigos, e a imposio do uso de vesturio de proteco. A extenso e durao de operaes especficas que os grandes acidentes requerem podem ter impacto na rotina diria das populaes locais. Experincias anteriores mos-traram que o envolvimento das Autoridades Locais e, particularmente, o do servio de Proteco Civil, so essenciais para a coordenao efectiva das actividades que no decorrem da investigao nos locais e nas reas envolventes de grandes acidentes. O GPIAA procurar manter uma ligao prxima com as Autoridades Locais e providenciar recomendaes e assistncia quando lhe for solicitado. Ver Anexo E para mais detalhes relacionados com os perigos de segurana no local de acidente. 17. ORGANIZAO DA INVESTIGAO Com o aumento da complexidade que envolve todo o ambiente da aviao, (operaes de voo, sistemas de aeronaves, controlo de trfego areo), necessrio que o GPIAA recorra a tcnicos estrangeiros especializados para fornecerem assistncia em campos especficos das investigaes. Estes especialistas podem ser recrutados entre os tcni-cos: Do operador areo envolvido; Dos fabricantes do avio, dos seus motores ou do seu equipamento; De outras agncias governamentais. Este pessoal tcnico distribudo em grupos de trabalho e fica sob a direco dos inves-tigadores do GPIAA. O nmero e mbito dos grupos dependem do local e da especifici-dade do acidente. Um Investigador Responsvel (IR), nomeado pelo Director do GPIAA, responde peran-te este pela organizao global, conduo e controlo da investigao do acidente. Cabe ao IR decidir o nmero de especialistas necessrios, coordenar e dirigir os traba-lhos desses grupos. O IR assegura ainda a manuteno da ligao entre o GPIAA, as Autoridades Policiais e os Servios de Emergncia. 18. A PRESERVAO DAS EVIDNCIAS. Os sistemas dos avies modernos so complexos e as evidncias vitais podem ser des-trudas por uma aco inadvertida dos Servios de Emergncia. Assim, para a sua pre-servao, devem ser estabelecidas as seguintes linhas de orientao: 19 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA Remoo das evidncias A segurana do local e a preservao das evidncias so fundamentais para a eficcia das investigaes pelo que, com excepo das aces necessrias sobrevivncia das pessoas, nada deve ser removido do local nem deve ser alterada a posio dos destro-os. A remoo das vtimas mortais presas nos restos da aeronave no deve ser inicia-da sem que primeiro se proceda anlise das situaes com o IR do GPIAA. Caso seja necessrio efectuar a retirada dos corpos antes da chegada dos investigadores, deve ser feito o registo, preferencialmente fotogrfico ou em vdeo, da posio das vtimas e dos destroos antes da remoo. Os registos devem cobrir a globalidade do local e pormenores dos destroos, especial-mente da cabine de pilotagem, bem como dos corpos. Destroos na pista de aterragem e taxiways No caso de acidentes e incidentes graves ocorrerem em aeroportos, pode haver corpos espalhados ao longo das pistas ou dos taxiways. Existem por vezes presses conside-rveis para limpar as reas pavimentadas para permitir a continuidade das operaes e o GPIAA no pretende causar atrasos desnecessrios. Em tais circunstncias e aps a autorizao do GPIAA, a distribuio dos destroos deve ser registada, preferencialmen-te em fotografia ou vdeo. Os destroos devem ento ser deslocados para a beira das reas pavimentadas, segundo uma direco em ngulo recto a partir da linha central e mantendo as suas posies relativas. Este procedimento ajudar os investigadores a reconstruir a sequncia do impacto. Testemunhas oculares As Autoridades Policiais podem auxiliar o GPIAA com a elaborao de uma lista de tes-temunhas, suas moradas e nmeros de telefone e recolherem os seus depoimentos ini-ciais. importante que os depoimentos se confinem apenas a um registo de factos observados pelas testemunhas. Embora as Autoridades Policiais possam precisar des-tes depoimentos para os seus prprios objectivos, importante que disponibilize cpias ao GPIAA. Nos casos em que fundamental avaliar e estabelecer a trajectria final do avio, o nmero de testemunhas e a rea coberta por eles podem ser mais importantes do que a qualidade individual da sua evidncia. Os especialistas em aviao sabem que no existe preciso da parte das testemunhas. habitual as testemunhas terem fotogra-fias ou vdeos do acidente, particularmente em exibies e festivais areos. Cpias des-tes registos (preferencialmente os originais) devem ser solicitadas s testemunhas que sero analisadas pelo GPIAA e restitudas posteriormente aos seus proprietrios. 20 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA Questionrio aos passageiros O Anexo D contm um Questionrio ao Passageiro que est disponvel no website do GPIAA. Deve ser pedido aos passageiros que respondam ao questionrio, preferencialmente com a ajuda das Autoridades Policiais ou elementos das entidades de socorro. Estes, por sua vez, devem assegurar a sua entrega ao investigador do GPIAA no local ou pro-mover o seu envio para a morada que se encontra inscrita na folha do questionrio. Documentos Um grande nmero de documentos e papis so transportados a bordo do avio pelo que a sua recolha e consequente preservao podem ser vitais. Todos os documentos relacionados com a aeronave acidentada devem ser recolhidos com cuidado e as amos-tras que estejam danificadas ou queimadas devem ser preservadas, evitando-se ao mximo o seu manuseamento. Se a cabine de pilotagem de um avio de transporte se encontrar intacta, o seu acesso deve ser restringido e os documentos no devem ser removidos, a no ser que haja ris-co de se danificarem ou de se perderem. Os documentos transportados so, normalmente: O Certificado de Navegabilidade; O Certificado de registo; O Certificado de manuteno; O Livro dos registos tcnicos de manuteno; As Folhas de Peso e Centragem; O Manifesto de Passageiros; O Manifesto de Carga; As Licenas da Tripulao; O Plano de Voo; Manuais de Operao do Avio; Mapas, cartas, apontamentos etc. O exame e a anlise informao contida nestes documentos podem fornecer evidn-cias vitais para os investigadores. 21 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA Registadores de voo Os registadores de dados de voo (FDR) e os registadores de comunicaes da cabine de pilotagem (CVR), normalmente conhecidos por Caixas Negras, a bordo dos avies de trans-porte, fornecem informao vital dos momentos finais do voo. Na realidade, estas Caixas no so negras mas sim de cor laranja florescen-tes e, embora sejam virtualmente indestrutveis, a informao contida pode ser corrompida ou mesmo perdida, a no ser que seja tratada por pessoal devidamente habili-tado. O seu manuseamento por pessoal no especia-lizado pode causar danos irreversveis no seu suporte magntico que levam perda de informao registada ou atrasar a sua anlise. A recolha destes registadores aps um acidente de importncia fundamental, mas os apare-lhos electromagnticos de deteco de metais no devem ser utilizados na procura destas cai-xas pois a energia electromagntica que emi-tem pode apagar a informao registada. Uma vez localizado o registador de voo, torna-se imperativo que a sua localizao seja assi-nalada e protegida. No entanto, se for necess-ria a sua deslocao, a caixa deve ser manu-seada o mnimo possvel at ser recolhida por especialistas do GPIAA. A superfcie exterior das Caixas Negras pode ficar danificada ou mesmo destruda num aci-dente, deixando apenas a superfcie de ao inoxidvel interior que reveste a informao registada. Se esta blindagem for submetida ao fogo ou imerso num qualquer fludo pode perder a sua cor original e assim ser de difcil identificao. A fotografia mostra um registador danificado com a respectiva blindagem interior, aps a sua superfcie exterior ter ficado parcialmente destruda. CVRFDR CVR danificado 22 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA 19. OS DEPOIMENTOS DAS TESTEMUNHAS O Decreto-Lei n 318/99, de 11 de Agosto, estabelece que o depoimento de testemu-nhas de qualquer acidente ou incidente com Aeronaves, no mbito da investigao tc-nica, confidencial quanto sua identidade e visa unicamente os objectivos da referida investigao. Os princpios estipulam que qualquer registo no deve ter outro fim que no seja o da investigao do acidente ou do incidente. No entanto, a legislao Portuguesa obriga a que os depoimentos sejam fornecidos aos tribunais, sempre que as autoridades judici-rias considerarem que esta informao se sobrepe aos efeitos adversos que possa causar ao processo de investigao. A definio de um registo relacionado com o acidente ou incidente encontra-se pre-vista no Anexo 13 da ICAO Procedimentos Internacionais e Prticas Recomendadas para a Investigao de Acidentes e Incidentes com Aeronaves. A definio inclui todos os depoimentos prestados pelas testemunhas s autoridades de investigao e durante a referida investigao. Neste contexto, a autoridade de investigao o GPIAA. Consequentemente, os inves-tigadores do GPIAA podem obter depoimentos formais das testemunhas mas no podem partilhar ou fornecer cpias destes depoimentos a terceiros. 20. PATOLOGIA O Decreto-Lei n 318/99, de 11 de Agosto estabelece que o investigador responsvel tem acesso aos relatrios das autpsias dos membros da tripulao que tenham fale-cido no acidente ou venham a falecer posteriormente como consequncia deste, bem como aos exames e aos resultados das colheitas de amostras, efectuadas nas pessoas envolvidas na operao da aeronave e nos corpos das vtimas. No local do acidente, as autoridades judicirias ou policiais e os investigadores tcnicos devem providenciar para que sejam tomadas imediatamente medidas pertinentes para a eficcia da investigao, sem prejuzo das operaes de salvamento, entre as quais se destaca a verificao, o exame, a recolha de vestgios e a identificao de provas nos corpos das vtimas antes da sua remoo. 23 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA 21. RECUPERAO DOS DESTROOS A recuperao dos destroos de uma aeronave civil de transporte areo , normalmente, acompanhada por investigadores do GPIAA. A recolha dos destroos de avies ligeiros e pequenos helicpteros pode tambm ser efectuada por empresas locais com a superviso do GPIAA. Em todos os acidentes, a preveno da poluio ou a posterior contaminao, quer da terra, dos cursos de gua, edifcios etc. devero ser preocupao constante desde a fase inicial do acidente. O GPIAA presta assistncia aos Servios de Emergncia, entidades ambientais, empre-sas pblicas etc. na autorizao de acesso ao local de modo a limitar quaisquer efeitos adversos. Em reas de grandes acidentes, as autoridades locais so provavelmente as entidades que actuam como rgo de assistncia e socorro neste tipo de operaes. Na maioria dos locais de acidente, os representantes do operador/seguradora esto tambm pre-sentes no local, na sua fase inicial, para avaliar as responsabilidades legais e planear as actividades de reparao/recuperao. Quando so necessrios trabalhos complexos, as seguradoras podem nomear agentes acompanhar o plano entretanto traado. Recuperao de destroos 24 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA 22. REMOO DOS DESTROOS Dependendo das circunstncias do acidente, os destroos podem ser: Removidos para um local pr-estabelecido para anlise ou; Libertados pelo GPIAA no local de acidente. Em qualquer caso, os destroos sob responsabilidade do Investigador do GPIAA podem ser libertados em qualquer outra altura que o investigador considere apropriada. 23. RELAO COM A COMUNICAO SOCIAL possvel que os reprteres cheguem ao local logo aps o acidente ter ocorrido. Neste caso, para sua prpria segurana e para evitar inadvertida alterao das evidncias, estes jornalistas devem permanecer fora do permetro de segurana. Os avies ou helicpteros dos rgos de comunicao social devem ser impedidos de sobrevoarem o local do acidente, ou parquearem nos seus arredores, e no devem ser autorizados a fotografarem os sobreviventes ou as vtimas mortais. O GPIAA procura providenciar, com a assistncia das Autoridades Policiais, o acesso ao local do acidente logo que seja praticvel e, em devido tempo, fornecer um pequeno briefing dos factos ocorridos. Os elementos das Autoridades Policiais e dos Servios de Emergncia, se solicitados pelos jornalistas a comentar o acidente, devem estar conscientes da necessidade de se confinarem sua rea tcnica, no fornecendo quaisquer dados para alm da sua de competncia. Tambm deve-se ter especial cuidado no uso de telemveis ou de rdios, devido possibilidade dos reprteres poderem interceptar as frequncias deste tipo de equipamentos. Embora os jornalistas tenham o direito informao precisa e atempada, devem, no entanto, cumprir a lei quando coligem informao, de forma a assegurar que o seu traba-lho no afecte a sade e a segurana de terceiros. Uma informao falsa pode causar grande angstia aos familiares e amigos daqueles que esto envolvidos no acidente. Assim, tambm no deve ser autorizado que faam fotografias dos sobreviventes e das vtimas mortais. O GPIAA no divulga, em caso algum, a identificao da tripulao e dos passageiros. A identificao das vtimas divulgada apenas e s depois de os seus parentes terem sido informados, competncia essa que cabe, normalmente, s autoridades policiais ou ao operador. Deve ser evitado, a qualquer custo, a especulao sobre o acidente. 25 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA 26 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA 27 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA ANEXO A COMPETNCIAS DO INVESTIGADOR Ao Investigador Responsvel compete (art. 14 e 22 do DL 318/99, de 11 de Agosto): a) Determinar as aces necessrias investigao tcnica; b) Comunicar autoridade judiciria competente a ocorrncia do acidente; c) Assegurar que a investigao tcnica conduzida de acordo com as normas e prticas recomendadas pela Organizao de Aviao Civil Internacional, adiante designada por OACI; d) Efectuar o levantamento imediato dos indcios e a recolha controlada de destroos ou componentes para fins de exame ou anlise, salvo deciso de autoridade judiciria em contrrio; e) Investigar todas as circunstncias em que ocorreu o acidente ou incidente, incluindo aquelas que podem no estar directamente a ele ligadas, mas que se entenda serem de particular importncia para a segurana do voo; f) Propor ao Director do GPIAA a colaborao de organizaes estrangeiras de investigao de acidentes ou outras organizaes especializadas; g) Requisitar Autoridade Judiciria competente os relatrios das autpsias dos membros da tripulao que tenham falecido no acidente ou venham a falecer posteriormente como consequncia deste, bem como os exames e os resultados das colheitas de amostras, efectuadas nas pessoas envolvidas na operao da aeronave e nos corpos das vtimas; h) Mandar proceder a testes de alcoolemia ou despistagem de estupefacientes nas pessoas envolvidas no acidente, sendo a recusa qualificada como crime de desobedincia qualifi-cada nos termos da lei penal; i) Solicitar s autoridades judicirias ou policiais a identificao das testemunhas j ouvidas por aqueles; j) Transmitir s autoridades judicirias os elementos que lhe forem solicitados; k) Determinar aos servios de controlo de trfego areo a cativao, durante o perodo de tempo necessrio investigao, das gravaes das comunicaes e dos registos radar e requerer a sua transcrio; l) Solicitar ao Instituto de Meteorologia a preparao de relatrio da situao meteorolgica e da informao meteorolgica disponvel na altura do acidente ou incidente; m) Solicitar Autoridade Aeronutica nacional toda a informao de que esta disponha sobre infra-estruturas, pessoal, material, operadores e procedimentos aeronuticos com interes-se para a investigao, incluindo os relativos a certificados e licenas, bem como qual-quer informao aeronutica relevante; 28 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA n) Solicitar s autoridades judicirias ou policiais, sem prejuzo da investigao judiciria, a conservao, custdia e vigilncia do local e da aeronave, contedo e destroos, e a autorizao para efectuar o mais rapidamente possvel os exames e estudos necessrios relativamente s pessoas e vestgios materiais de qualquer espcie, relacionados com o acidente; o) Ouvir depoimentos de pessoas envolvidas e de testemunhas de acidentes ou incidentes, podendo notific-las por escrito para comparecerem, sob pena de desobedincia, em caso de no comparncia injustificada; p) Decidir a libertao da aeronave, destroos ou componentes, quando j no se tornem necessrios investigao, aps prvia autorizao da Autoridade Judiciria No exerccio das suas competncias, o Investigador Responsvel tem acesso (art 15 do DL 318/99, de 11 de Agosto): a) Ao local do acidente ou incidente, bem como aeronave, seu contedo ou destroos; b) A qualquer local com interesse para a investigao; c) Ao contedo dos registadores de voo ou de quaisquer outros registos, assim como leitu-ra e anlise desses elementos; d) Aos resultados dos exames ou das colheitas de amostras efectuadas nas pessoas envol-vidas na explorao da aeronave e nas vtimas; e) A quaisquer informaes pertinentes na posse do proprietrio, do operador ou do constru-tor da aeronave e das entidades responsveis pela aviao civil, incluindo aeroportos e sistemas de apoio navegao area. No local do acidente ou incidente, os investigadores tcnicos devem providenciar, em colaborao com as autoridades judicirias ou policiais, para que sejam tomadas ime-diatamente, sem prejuzo das operaes de salvamento, as seguintes medidas (art. 21 do Decreto-Lei n 318/99, de 11 de Agosto): a) Isolamento e guarda do local do acidente; b) Afastamento de pessoas estranhas s investigaes; c) Identificao das testemunhas e recolha das primeiras declaraes prestadas voluntaria-mente, tendo em vista os objectivos da investigao tcnica; d) Verificao, exame, recolha de vestgios e identificao de provas nos destroos da aero-nave e nos corpos das vtimas antes da sua remoo. 29 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA ANEXO B DEFINIES DE UM ACIDENTE E INCIDENTE GRAVE (Extracto do Decreto-Lei n 318/99, de 11 de Agosto) 1. ACIDENTE Um acontecimento relacionado com a operao de uma aeronave ocorrido entre o momento em que uma pessoa embarca com a inteno de voar e o momento em que todas as pessoas que embarcaram com essa inteno tenham desembarcado e no qual se verifique o seguinte: a. Uma pessoa tenha sofrido leses mortais ou tenha ficado gravemente ferida, nas circunstncias seguintes: Encontrar-se na aeronave; Ter estado em contacto directo com qualquer parte da aeronave, incluindo partes que se tenham separado dessa aeronave; Ter estado directamente exposta ao fluxo dos reactores. As circunstncias atrs indicadas no procedem quando se trate de leses oca-sionadas por causas naturais, de ferimentos causados pelo prprio ou por tercei-ros ou sofridos por passageiros clandestinos escondidos fora das reas normal-mente reservadas aos passageiros e aos membros da tripulao; b. Uma aeronave tenha sofrido danos ou falha estrutural de que resulte: A alterao das suas caractersticas de resistncia estrutural, de desempenho, de comportamento ou de voo; A necessidade de uma reparao importante ou a substituio do componente afectado. As circunstncias atrs indicadas no procedem quando se trate de falhas ou ava-rias do motor, quando os danos se limitem ao motor, s suas capotagens ou acessrios, ou no caso de danos que se limitem s hlices, pontas das asas, antenas, pneus, traves, carenagens, pequenas amolgadelas ou furos no reves-timento da aeronave; c. Uma aeronave tenha desaparecido ou ficado totalmente inacessvel. Leso Mortal qualquer leso sofrida por uma pessoa, durante um acidente, que, de modo necessrio e directo, lhe provoque a morte imediatamente ou no prazo de 30 dias a contar da data desse acidente. Leso Grave qualquer leso sofrida por uma pessoa durante um acidente, de que resulte o seguinte: A sua hospitalizao por um perodo superior a quarenta e oito horas, com in-cio no prazo de sete dias a contar da data do ferimento; 30 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA Fracturas sseas, excepto fracturas simples de dedos ou do nariz; Laceraes que causem hemorragias graves ou leses nervosas, musculares ou tendinosas; A leso de qualquer rgo interno; Queimaduras de 2.o ou 3.o graus ou quaisquer queimaduras em mais de 5% da superfcie do corpo; A exposio comprovada a fontes de infeco ou radiaes nocivas; 2. INCIDENTE GRAVE Um incidente que envolva circunstncias que indiquem ter estado iminente a ocorrncia de um acidente. LISTA DE EXEMPLOS DE INCIDENTES GRAVES - Apresentam-se em seguida exemplos tpicos de incidentes graves. Trata-se de uma lista no exaustiva que apenas serve como orientao para a definio dos termos incidente grave: Uma quase coliso que tenha exigido uma manobra de desvio para evitar uma coliso ou uma situao perigosa; Um impacte no solo sem perda de controlo (CFIT) evitado por pouco; Uma descolagem interrompida numa pista fechada ou ocupada, ou uma descola-gem a partir de uma pista nessas circunstncias com uma estreita margem em relao aos obstculos; Uma aterragem ou uma tentativa de aterragem numa pista fechada ou ocupada; Degradao considervel de comportamento previsto durante a descolagem ou a subida inicial; Qualquer incndio ou fumo na cabina dos passageiros ou nos compartimentos de carga ou um incndio do motor, mesmo quando esse incndio tenha sido extinto mediante a utilizao de extintores; Qualquer acontecimento que exija a utilizao das reservas de oxignio de emer-gncia pela tripulao da aeronave; Uma falha estrutural da aeronave ou uma desintegrao do motor que no seja classificada como acidente; Disfunes mltiplas de um ou mais sistemas de bordo que afectem significativa-mente a operao da aeronave; Qualquer caso de incapacidade do pessoal navegante da tripulao durante o voo; 31 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA Qualquer situao relativa ao combustvel que exija que o piloto declare uma emergncia; Incidentes na descolagem ou na aterragem, tais como aterragem aqum do objec-tivo, aterragem para alm da pista ou sada lateral da pista; Falhas de sistemas, fenmenos meteorolgicos, operao fora da envolvente de voo aprovada ou quaisquer outras ocorrncias que possam ter dificultado o con-trolo da aeronave; Falha de mais de um sistema num sistema de redundncia, obrigatrio para a orientao dos voos e para a navegao. 3. INCIDENTE Um acontecimento, que no seja um acidente, relacionado com a operao de uma aeronave, que afecte ou possa afectar a segurana da explorao; 32 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA 33 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA ANEXO C FAX DE NOTIFICAO DE UM ACIDENTE 34 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA 35 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA ANEXO D QUESTIONRIO AO PASSAGEIRO QUESTIONRIO AO PASSAGEIRO O Gabinete de Preveno e Investigao de Acidentes com Aeronaves (GPIAA) responsvel pela a investigao de qualquer acidente e incidente areo ocorrido em Portugal. O objectivo proporcionar maior segurana do voo atravs da investigao que inclui a recolha de informa-o dos passageiros e das tripulaes envolvidas. Assim, agradece-se a sua ajuda investiga-o respondendo ao questionrio de um modo mais completo possvel. DDAADDOOSS PPEESSSSOOAAIISS Nome completo: Contactos: (Tel. Domiclio) (Tel. Trabalho/mvel) E-mail Idade: Sexo: DDAADDOOSS DDOO VVOOOO Data: do voo: Companhia Area: Tipo de avio: Origem: Destino: LLUUGGAARR NNOO AAVVIIOO Nmero da fila do assento: Letra do lugar: ou O assento onde se encontrava era o mesmo do carto de embarque? Classe rea da Cabine Assento Lado PRIMEIRA/NEGCIOS/ECONMICA FRENTE/CENTRO/RETAGUARDA COXIA/CENTRO/JANELA ESQUERDO/DIREITO Nome dos passageiros que viajavam consigo: Existia um assento sua esquerda: Ocupado: Idade Aprox. Existia um assento sua direita: Ocupado: Idade Aprox. DDEESSCCRRIIOO DDOO AACCOONNTTEECCIIMMEENNTTOO Como e quando percebeu que alguma coisa estava a correr mal? MASCULINO / FEMININONO ME RECORDO DO MEU LUGARSIM / NO SIM / NO SIM / NO H/ M SIM / NO SIM / NO H/ M 36 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA D uma breve explicao do que ouviu e/ou viu: AABBAANNDDOONNOO DDOO AAVVIIOO Ouviu qualquer anncio efectuado pela tripulao do avio? O anncio foi claro: Foi capaz de seguir as instrues? Foi iluminado algum dos seguintes avisos? LUZES DE CABINE APERTAR CINTOS LUZES DE SADA DE EMERGNCIA Indique como saiu do avio: PORTA SADA SOBRE A ASA ABERTURA NA FUSELAGEM ESCADAS MANGAS DE EVACUAO ESQ. DIR. FRENTE CENTRO ATRS Descreva as dificuldades encontradas: FERIMENTOS: Descreva brevemente os ferimentos sofridos e como ocorreram: FOGO: Descreva o tipo de fogo e/ou de fumo: COMENTRIOS: Existe qualquer outro pormenor que possa ajudar a investigao? O GPIAA agradece o seu apoio investigao. Entregue este questionrio ao Investigador do GPIAA, a um agente da autoridade ou envie-o para o seguinte endereo: GPIAA Gabinete de Preveno e Investigao de Acidentes com Aeronaves Pr. Duque de Saldanha, n 31 4 1050 094 LISBOA PORTUGAL Se tiver alguma dvida, ou qualquer outro assunto que deseje debater com o Investigador, escreva para o GPIAA, para o endereo acima referenciado, ou contacte atravs do telefone +351 212739230 ou fax +351 212739260 ou ainda geral@gpiaa.gov.pt Se desejar obter mais informao sobre o GPIAA pode consultar o stio www.gpiaa.gov.pt MMUUIITTOO OOBBRRIIGGAADDOO SIM / NO SIM / NO SIM / NO 37 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA ANEXO E PERIGOS NO LOCAL DO ACIDENTE Introduo Os acidentes areos podero expor potencialmente o pessoal de Socorro a uma varie-dade de perigos no que respeita a sade e segurana. Estes perigos, causados pelos destroos das estruturas do avio, sistemas, componentes e seu contedo, sero altamente aleatrios quanto sua natureza e sero influenciados por factores associa-dos com o cenrio do acidente (tipo e dimenso do avio, grau de destruio, local do acidente, condies atmosfricas, condies ambientais, segurana, etc.). Assim importante que o pessoal de socorro seja conhecedor dos riscos que corre no local dos acidentes e que tomem medidas apropriadas para reduzir a exposio a esses perigos. A seguinte lista, no exaustiva, fornece detalhes dos perigos geralmente associados aos acidentes areos. Informao posterior dos perigos e suporte na determinao do risco em acidentes especficos, particularmente nas etapas iniciais de resposta, pode ser fornecida atravs do contacto com o GPIAA. Substncias inflamveis. O combustvel o primeiro perigo na maioria dos acidentes areos: A gasolina de avio (AVGAS) usada em avies convencionais (pisto); A gasolina de Motor (MOGAS) o combustvel de veculos automveis tambm utilizado em alguns motores de avies; O combustvel de turbina de avio (JETFUEL) utilizado em avies a jacto ou tur-bo-hlice; O Diesel tambm utilizado, embora raramente. Os combustveis possuem caractersticas diferentes, com pontos de ignio variveis. No entanto, todo o tipo de combustveis apresenta perigos devido sua capacidade de inflamao e constitui um risco significativo em situaes de acidentes. Os combust-veis podem tambm acarretar riscos por inalao de vapores e por contacto com a pele. Deste modo, o controlo efectivo de medidas deve ser estabelecido para reduzir o risco de exposio atravs de todas estas vias. Genericamente, quanto maior for o avio, maior o volume de combustvel transportado. Estruturas danificadas Um avio acidentado apresenta uma variedade de perigos; superfcies afiadas e cor-tantes, estruturas fracas ou instveis e energia contida (componentes pressurizados, ou molas/extenses em unidades seladas). 38 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA Sistemas pressurizados e contentores Uma grande variedade de contentores pode ser utilizada para o transporte de fluidos e de gases comprimidos: fluidos hidrulicos; gases/fluidos/ps para extino de fogo, nitrognio, oxignio, ar, etc. As presses no seu interior podem atingir vrios milhares de psi/bar. A libertao rpida destas substncias pode criar perigos por impacto, absoro, inalao e fogo. Carga A carga pode variar em volume e tipo e est identificada como Matrias Perigosas ou No-Perigosas. No entanto, e independentemente da sua classificao, toda a carga sujeita aos efeitos de fogo ou impacto da aeronave potencialmente perigosa para o pessoal de socorro e para o ambiente. Em acidentes com aeronaves de transporte de carga importante que todas as entidades envolvidas coordenem esforos na identificao do tipo de car-ga e na determinao dos perigos, no mais curto espao de tempo possvel. De notar que, muitos dos grandes avies de transporte de passageiros podem tambm transpor-tar cargas considerveis. Microrganismos patognicos Os microrganismos patognicos, tanto pela sua variedade como pela sua natureza, constituem talvez um dos perigos associados a acidentes de transporte areos mais bem investigados. Os acidentes graves provocam grande nmero de vtimas. O impac-to a grande velocidade da aeronave com o solo causa srios danos que podem dificul-tar a recuperao dos sobreviventes ou a identificao das vtimas mortais. Nestes casos, as equipas de socorro e de resposta, conjuntamente com o GPIAA, devem estabelecer um sistema eficiente para que a exposio aos microrganismos patogni-cos seja anulada ou reduzida ao mximo. Sistemas de evacuao dos avies Alguns avies, que anteriormente pertenceram Fora Area, podem ter cadeiras de ejeco, explosivos para libertao das canopies e, ainda, sistemas de ejeco da tri-pulao. Todos estes factores representam risco acrescido nas causas de ferimentos ao pessoal de socorro. Deve ser usada extrema cautela no salvamento de pessoas deste tipo de aeronaves e, sempre que possvel, deve ser obtido aconselhamento e assistncia de pessoal devidamente treinado, antes de se tomar qualquer iniciativa neste tipo de salvamento. 39 GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES GUIA DE PROCEDIMENTOS DE SEGURANA PARA AS AUTORIDADES POLICIAIS & SERVIOS DE EMERGNCIA Sistemas de iniciao e activao Os avies podem transportar dispositivos de iniciao e activao rpida de certos sis-temas. Estes dispositivos libertam pequenas quantidades de gs que, por sua vez, vo libertar outros gases ou activar sistemas mecnicos. Estes dispositivos so frequente-mente usados em sistemas de extino de incndios, mangas de evacuao, guinchos e corta cabos, e trens insuflveis dos helicpteros. pouco provvel que a activao inesperada destes dispositivos provoque perigo. No entanto, a sua activao inespera-da pode apresentar certos riscos devido ao impacto ou exposio aos gases libertados. Pirotcnicos Material pirotcnico pode ser transportado no avio em forma de flare (chama) de sinais ou dispositivos para libertao de fumos. Estes materiais esto provavelmente associados ao equipamento de emergncia tais como barcos ou coletes salva-vidas. Alguns avies ligeiros podem tambm estar equipados com um foguete de activao balstica do sistema de pra-quedas (caso, por exemplo, dos ULM - ultraleves motori-zados). Fogo e impacto dos materiais danificados Muito dos materiais usados na construo de aeronaves podem produzir gases, vapo-res e partculas nocivos quando submetidos a aces extremas causadas por aciden-tes areos. MINISTRIO DAS OBRAS PBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAES GPIAA GABINETE DE PREVENO E INVESTIGAO DE ACIDENTES COM AERONAVES Praa Duque de Saldanha, 31 4 1050-094 Lisboa Telefone: 212739230 Fax: 212739260 www.gpiaa.gov.pt geral@gpiaa.gov.pt investigacao@gpiaa.gov.pt Reporte 24 Horas 707 284 637

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