guia elaboracao planos gestao residuos solidos mma

Download Guia Elaboracao Planos Gestao Residuos Solidos Mma

Post on 26-Nov-2015

29 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • MINISTRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA DE RECURSOS HDRICOS E AMBIENTE URBANO - SRHU/MMA

    Guia para elaborao dos Planos de Gesto de Resduos Slidos

    Braslia DF

    2011

  • Repblica Federativa do Brasil

    Ministrio do Meio Ambiente

    Secretaria de Recursos Hdricos e Ambiente Urbano

    Secretrio Nabil Georges Bonduki Chefe de Gabinete

    Srgio Antonio Gonalves Diretor de Ambiente Urbano

    Silvano Silvrio da Costa Gerentes

    Moacir Moreira da Assuno Ronaldo Hiplito Soares

    Saburo Takahashi Zilda Maria Faria Veloso

    Equipe MMA

    Ana Flvia Rodrigues Freire Claudia Monique Frank de Albuquerque Eduardo Rocha Dias Santos Hidely Grassi Rizzo Ingrid Pontes Barata Bohadana Ivana Marson Joo Geraldo Ferreira Neto Joaquim Antonio de Oliveira Josa Maria Barroso Loureiro Marcelo Chaves Moreira Rosngela de Assis Nicolau Slvia Cludia Semensato Povinelli Slvia Regina da Costa Gonalves Thas Brito de Oliveira Vinicios Hiczy do Nascimento

    Parceria Embaixada Britnica Braslia ICLEI Governos Locais para Sustentabilidade Equipe Florence Karine Lalo Gabriela Alem Appugliese Regina Bueno

    Elaborao I&T Gesto de Resduos Equipe Tarcsio de Paula Pinto (Coordenao) Luiz Alexandre Lara Augusto Azevedo da Silva Maria Stella Guimares Gomes

  • SUMRIO PARTE 1 ASPECTOS GERAIS 1. Quadro institucional geral 1.1 A Lei Federal de Saneamento Bsico

    1.2 Poltica Nacional sobre Mudana do Clima

    1.3 Lei Federal dos Consrcios Pblicos

    1.4 Poltica Nacional de Resduos Slidos

    2. A Lei e a Poltica Nacional de Resduos Slidos 3. O Plano Nacional de Resduos Slidos 4. O processo de planejamento PARTE 2 ORIENTAES PARA ELABORAO

    DOS PLANOS 1. Metodologia para elaborao dos planos 1.1 Processo participativo

    1.2 Organizao institucional do processo participativo

    1.3 Dos prazos, do horizonte temporal e das revises

    1.4 Contedo mnimo dos planos

    2. Elaborao do diagnstico e dos cenrios futuros 3. Definio das diretrizes e estratgias 4. Metas, programas e recursos necessrios 5. Implementao das aes

  • PARTE 3 ROTEIRO PARA ELABORAO DO PLA-NO ESTADUAL DE RESDUOS SLIDOS - PERS

    1. Introduo

    1.1 Objetivos do Plano Estadual de Resduos Slidos

    2. O processo de elaborao do PERS

    3. Diagnstico, estudos e plano de ao do PERS

    3.1 Mobilizao Social e Divulgao

    3.2 Panorama dos resduos slidos no Estado

    3.3 Estudo de Regionalizao e Proposio de Arranjos Intermunicipais

    3.4 Estudos de prospeco e escolha do cenrio de referncia

    3.5 Diretrizes e estratgias do PERS

    3.6 Metas, Programas, Projetos e Aes para a gesto dos resduos slidos

    3.7 Investimentos necessrios e fontes de recursos financeiros

    3.8 Sistemtica de acompanhamento, controle e avaliao da implementao do

    PERS

    3.9 Plano de gesto de resduos slidos e as mudanas do clima

  • PARTE 4 ROTEIRO PARA ELABORAO DO PLA-NO DE GESTO INTEGRADA DE RES-DUOS SLIDOS PGIRS

    1. Introduo 1.1 Objetivos do Plano de Gesto Integrada de Resduos Slidos

    1.2 Metodologia participativa Comit Diretor e Grupo de Sustentao

    2. Diagnstico Captulo I - Aspectos gerais I.1 Aspectos scio econmicos

    I.2 Situao do saneamento bsico

    I.3 Situao geral dos municpios da regio

    I.4 Legislao local em vigor

    I.5 Estrutura operacional, fiscalizatria e gerencial

    I.6 Iniciativas e capacidade de educao ambiental

    Captulo II Situao dos resduos slidos II.1 Dados gerais e caracterizao

    II.2 Gerao

    II.3 Coleta e transporte

    II.4 Destinao e disposio final

    II.5 Custos

    II.6 Competncias e responsabilidades

    II.7 Carncias e deficincias

  • II.8 Iniciativas relevantes

    II.9 Legislao e normas brasileiras aplicveis

    3. Planejamento das Aes Captulo III - Aspectos gerais III.1 Perspectivas para a gesto associada com municpios da regio

    III.2 Definio das responsabilidades pblicas e privadas

    Captulo IV Diretrizes, estratgias, programas, aes e metas para o manejo diferenciado dos resduos IV.1 Diretrizes especficas

    IV.2 Estratgias de implementao e redes de reas de manejo local ou regional

    IV.3 Metas quantitativas e prazos

    IV.4 Programas e aes agentes envolvidos e parcerias

    Captulo V Diretrizes, estratgias, programas, aes e metas para outros as-pectos do plano V.1 Definio de reas para disposio final

    V.2 Regramento dos planos de gerenciamento obrigatrios

    V.3 Aes relativas aos resduos com logstica reversa

    V.4 Indicadores de desempenho para os servios pblicos

    V.5 Aes especficas nos rgos da administrao pblica

    V.6 Iniciativas para a educao ambiental e comunicao

    V.7 Definio de nova estrutura gerencial

    V.8 Sistema de clculo dos custos operacionais e investimentos

  • V.9 Forma de cobrana dos custos dos servios pblicos

    V.10 Iniciativas para controle social

    V.11 Sistemtica de organizao das informaes locais ou regionais

    V.12 Ajustes na legislao geral e especfica

    V.13 Programas especiais para as questes e resduos mais relevantes

    V.14 Aes para mitigao das emisses dos gases de efeito estufa

    V.15 Agendas de implementao

    V.16 Monitoramento e verificao de resultados

    ANEXOS

    1. Caracterizao de resduos urbanos em diversas localidades brasileiras

    2. Referncias Bibliogrficas e Documentos de Referncia

    3. Acervo de endereos eletrnicos

  • LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS APP rea de Preservao Permanente ABNT Associao Brasileira de Normas Tcnicas ANA Agncia Nacional de guas ASPP Aterro Sanitrio de Pequeno Porte ATT rea de Triagem e Transbordo A3P Agenda Ambiental na Administrao Pblica BDI Benefcios e Despesas Indiretas CAT Comunicao de Acidente de Trabalho CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente CF Constituio Federal DAU Departamento de Ambiente Urbano ETE Estao de Tratamento de Esgoto GT Grupo de Trabalho LEV Locais de Entrega Voluntria MMA Ministrio do Meio Ambiente MP Ministrio Pblico NBR Norma Brasileira Registrada ONG Organizao No Governamental PACS Programa de Agentes Comunitrios da Sade PEAMSS Programa de Educao Ambiental e Mobilizao Social em Saneamento PERS Plano Estadual de Resduos Slidos PEV Ponto de Entrega Voluntria PMS Projeto de Mobilizao Social e Divulgao PNAD Pesquisa Nacional por Amostra de Domiclios

  • PNM Plano Nacional de Minerao PNMC- Plano Nacional sobre Mudana do Clima PNSB Pesquisa Nacional de Saneamento Bsico PNRS Poltica Nacional de Resduos Slidos PPA Plano Plurianual PSF Programa Sade da Famlia RCD Resduos da Construo e de Demolio RSS Resduos de Servios de Sade RSU Resduos Slidos Urbanos SNIRH Sistema Nacional de Informao de Recursos Hdricos SIAB Sistema de Informao da Ateno Bsica SICONV Sistema de Convnios e Contratos de Repasse SINIR Sistema Nacional de Informaes sobre a Gesto dos Resduos Slidos SNIS Sistema Nacional de Informaes sobre Saneamento SISAGUA Sistema Nacional de Informao de Vigilncia da Qualidade da gua para Consumo Humano SISNAMA Sistema Nacional do Meio Ambiente SINISA Sistema Nacional de Informaes em Saneamento Bsico SNUC Sistema Nacional de Unidades de Conservao SNVS Sistema Nacional de Vigilncia Sanitria SRHU Secretaria de Recursos Hdricos e Ambiente Urbano SUASA Sistema Unificado de Ateno Sanidade Agropecuria TR Termo de Referncia UF Unidade Federativa ZEE Zoneamento Ecolgico-Econmico

  • PARTE 1 ASPECTOS GERAIS

  • 11

    1. Quadro institucional geral

    Nos ltimos cinquenta anos o Brasil se transformou de pas agrrio num pas urbano,

    concentrando, em 2010, 85% da sua populao nas cidades.

    O crescimento das cidades brasileiras no foi acompanhada pela proviso de infraes-

    trutura e de servios urbanos, entre eles os servios pblicos de saneamento bsico,

    que envolvem o abastecimento de gua potvel; coleta e tratamento de esgoto sani-

    trio; estrutura para a drenagem urbana e o sistema de gesto e manejo dos resduos

    slidos.

    A economia do Pas cresceu sem que houvesse, paralelamente, um aumento da ca-

    pacidade de gesto dos problemas acarretados pelo aumento acelerado da concen-

    trao humana nas cidades. Os polos de atrao econmica viram-se desestrutura-

    dos para atender uma demanda cada vez maior por moradia, transporte, emprego,

    escolas e servios de sade para uma populao que no parava de migrar, sem que

    esses aglomerados tivessem estrutura econmica e social para receb-los.

    Com a redemocratizao e a Constituio de 1988, ocorreu uma reformulao

    institucional e legislativa que promoveu um processo de transformao, para melhor,

    da vida nas cidades: o Estatuto da Cidade, aprovado em 2001, que estabeleceu no-

    vos marcos regulatrios; e regulamentos de gesto urbana como as leis de sanea-

    mento bsico e de resduos slidos. Estes, se implementados corretamente, podero

    num horizonte razovel de tempo, resgatar a capacidade de administrar os servios

    pblicos urbanos de maneira mais eficiente, incorporando e definindo responsabilida-

    A Lei n 10.257/2001, chamada de Estatuto da Cidade, estabelece normas de interesse social, regula o uso da propriedade urbana para o bem coletivo, da segurana e do bem-estar dos cidados e cidads, bem como do equil-brio ambiental.

    A poltica urbana tem por objetivo ordenar o desenvolvimento das funes sociais da cida-de, garantia do direito a cidades sustentveis, o direito terra urbana, moradia, ao sanea-mento ambiental, infraestrutura urbana, ao transporte e aos servios pblicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gera-es.