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Dotar a classe empresarial, e todos os empreendedores com intenções de investimento para os concelhos do Litoral Alentejano, de um valioso instrumento de trabalho que oriente as futuras decisões de investimento e a vida das empresas. Design: Concept_U

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  • ndice

    A Introduo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3B Empreender - O 1. Passo para o Mundo Empresarial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 B1 Teste do Empreendedor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 B2 Plano Empresarial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18

    C Constituio de uma Sociedade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 C1 Constituio de uma Empresa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 C2 Licenciamento Empresarial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32 C3 Plos de Atendimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38

    D Sistema de Incentivos ao Investimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 D1 Nota Introdutria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 D2 QREN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 D3 Iniciativas Locais de Emprego . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .60 D4 Iniciativas Locais de Emprego de Apoio Famlia . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 D5 Criao do Prprio Emprego . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69 D6 Apoio Contratao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71 D7 Micro-Crdito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72 D8 LEADER . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74 D9 FINICIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 D10 Regime de Protocolos Bancrios de Apoio ao Turismo . . . . . . . . . . . . 82 D11 PAIES - Programa de Apoio ao Investimento em Equipamentos Sociais . . 87 D12 MODCOM - Sistema de Incentivos a Projectos de Modernizao do Comrcio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91

    E Contactos teis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .101F Bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .110

  • Aconjuntura econmica actual apresenta-se como um enorme desafio para os concelhos do Litoral Alentejano, um territrio com um considervel potencial de crescimento graas, sobretudo, sua localizao territorial e aos seus recursos endgenos.Os desafios que se pem chamam a classe empresarial destes concelhos a uma postura de interveno dinmica, apelando ao seu empreendedorismo e capacidade de investimentocomo nica soluo para aproveitar a actual conjuntura econmica. Com este Guia do Empreendedor pretendemos dotar a classe empresarial, e todos os empreendedores com intenes de investimento para os concelhos do Litoral Alentejano, de um valioso instrumento de trabalho que oriente as futuras decises

    de investimento e a vida das empresas.O crescimento esperadopara este territrio s ser possvel se a populao e os empresrioslocais forem os seus

    actores, contribuindo activamente na reinveno do futuro de cada concelho. As grandes linhas estratgicas do desenvolvimento territorial esto j definidas pondo o sector do turismo como um dos grandes eixos impulsionadores, mas para que o salto se d de uma forma transversal, tocando todos os sectores de actividade econmica presentes no territrio, obrigatrio que todos os empresrios construam o seu Plano de Negcios, responsabilizando-se por uma postura mais competitiva e definindo uma estratgia de crescimento sustentado.

    Introduo

    Este guia procura ajudar na tomada de decises, aconselhando, informando e sobretudo, esperamos, motivandoa postura empreendedora dos empresrios, existentes e futuros,do concelhos do Litoral Alentejano.

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    Para o Empreendedor

    Sr. Empresrio, este Guia foi construdo a pensar em si e no seu negcio.

    Este documento pretende ser um instrumento de trabalho e consulta,

    abordando diversas temticas com especial interesse para si.

    Sabemos que as responsabilidades dirias de gerir uma empresa, abarcam muitas tarefas

    que no do muito tempo ao empresrio para reflectir sobre a evoluo do seu negcio.

    Os desafios so constantes e as dificuldades a superar so muitas Como as superar?

    Que instituies contactar? Quem o pode ajudar?

    Procuramos aqui aglomerar as respostas grande maioria das suas questes

    e damos aqui algumas pistas sobre como utilizar este Guia da melhor forma:

    1. Descubra se de facto um verdadeiro Empreendedor atravs do pequeno teste

    que lhe sugerimos no captulo B. Este teste vai permitir-lhe uma reflexo

    sobre as suas reais competncias, dando-lhe pistas para se superar.

    2. Se est a iniciar uma actividade no se esquea de realizar um Plano Empresarial.

    O captulo B mostra-lhe todos os aspectos sobre os quais obrigatria uma reflexo

    para quem, quer criar, consolidar ou expandir um negcio. Responda s questes

    que lhe propomos e construa o Plano Empresarial da sua empresa.

    3. Se vai criar um negcio, consulte os diversos captulos deste Guia onde vai encontrar

    pistas muito importantes sobre como gerir a sua actividade.

    4. Aps percorrer estes captulos e reflectir sobre a sua capacidade como empresrio

    e decidir qual o sector de negcio onde quer investir s lhe falta descobrir:

    como constituir a sua empresa (Captulo C) e

    como pode financiar os investimentos na sua empresa (Captulo D)

    Nota Introdutria

  • 633

    Para o licenciamento das obras necessrias instalao de uma unidade industrial ser

    obrigatria a interveno da administrao local e o licenciamento destes estabelecimentos

    requer ainda a interveno da administrao central e /ou local em funo do regime:

    Direces Regionais do Ministrio da Economia;

    Servios do Ministrio da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas;

    Direco Geral da Energia;

    Cmaras Municipais.

    s Direces Regionais de Economia cabe licenciar as seguintes actividades:

    Estabelecimentos industriais,

    Pedreiras e oficinas de transformao de pedra,

    Instalaes de armazenagem de combustveis lquidos e gasosos,

    Postos de abastecimento de combustvel,

    Instalaes elctricas de servio particular e pblico,

    Redes de distribuio de gs natural,

    Recipientes sob presso,

    Cisternas para o transporte de mercadorias perigosas.

    Direco Geral de Energia cabe licenciar as seguintes actividades:

    Energia Elctrica, nomeadamente ao nvel das Ligaes Rede da Produo em Regime

    Especial, co-gerao e s Energias Renovveis,

    Licenciamento de Terminais e Instalaes de Armazenagem de petrleos brutos,

    seus derivados e resduos,

  • 3435

    Gases Combustveis.

    Regime de Avaliao do Impacte Ambiental (AIA) legislado atravs do Decreto Lei

    n. 69/2000 de 03/05;

    Regime de preveno e controlo integrado da poluio-licena ambiental-legislado

    atravs do Decreto Lei n. 194/2000 de 21/08;

    Regime de Preveno de acidentes graves que envolvam substncias perigosas

    com a obrigatoriedade de relatrio de segurana legislado atravs do decreto Lei

    n. 164/2001 de 23/05.

  • 3637

    Agncias de Viagens e Turismo;

    Empresas de Animao Turstica;

    Rent-a-car.

    Para instruo do processo de licenciamento turstico recomendamos o contacto com:Respectivas autarquias Instituto de Turismo de Portugal Direco Geral do TurismoMinistrio da Economia

    Aconselhamos a anlise atenta do DecretoLei n. 39/2008 de 7 de Maro que consagra onovo regime jurdico da instalao, explorao e funcionamento dos empreendimentos turs-ticos. Esta iniciativa legislativa vem dar cumprimento a uma das medidas do Programa deSimplificao Administrativa e LegislativaSIMPLEX 2007.

    De acordo com este DecretoLei os empreendimentos tursticos podem ser integrados numdos seguintes tipos:

    A) Estabelecimentos Hoteleiros;

    B) Aldeamentos Tursticos;

    C) Apartamentos Tursticos;

    D) Conjuntos Tursticos (Resorts);

    E) Empreendimentos Tursticos de habitao;

    F) Empreendimentos de Turismo no Espao Rural;

    G) Parques de Campismo e Caravanismo;

    H) Empreendimentos de Turismo da Natureza.

  • 3839

    Empresa na HoraAtravs da iniciativa Empresa na Hora, regulamentada pelo Decreto-Lei n 111/2005,

    de 8 de Julho que criou o Regime Especial de Constituio Imediata de Sociedades,

    possvel promover a constituio de sociedades unipessoais por quotas,

    sociedades por quotas e sociedades annimas num nico balco e de forma imediata.

    Assim, a partir de agora, os interessados:

    No necessitam de obter, previamente, o certificado de admissibilidade da firma,

    junto do Registo Nacional de Pessoas Colectivas

    ou dos respectivos Gabinetes presentes nos CFE;

    Deixa de ser necessria a celebrao de escritura pblica.

    Existem trs modelos de pactos sociais, que no podem ser alterados,

    um para cada tipo de sociedade;

    O capital social tem de ser realizado em dinheiro na totalidade,

    no havendo a possibilidade de entradas em espcie.

    Caso o depsito do capital social no tenha sido efectuado no momento

    da constituio da empresa, os scios devem declarar, sob sua responsabilidade,

    que o mesmo ser depositado em dinheiro no prazo de 5 dias teis.

    No momento da constituio, so emitidos e entregues aos int