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    TAX & BUSINESS

    A presente Informao Fiscal destina-se a ser distribuda entre Clientes e Colegas e a informao nela contida prestada de forma geral e abstracta. No deve servir de base para qualquer tomada de deciso sem assistncia profissional qualificada e dirigida ao caso concreto. O contedo desta Informao Fiscal no pode ser reproduzido, no seu todo ou em parte, sem a expressa autorizao do editor. Caso deseje obter esclarecimentos adicionais sobre este assunto contacte contacto@rffadvogados.pt.

    ***

    Esta Informao Fiscal enviada nos termos dos artigos 22. e 23. do Decreto-Lei n. 7/2004, de 7 de Janeiro, relativa ao envio de correio electrnico no solicitado. Caso pretenda ser removido da nossa base de dados e evitar futuras comunicaes semelhantes, por favor envie um email com Remover para o endereo emailnewsletter@rffadvogados.com.

    01

    U M O L H A R S O B R E . . .

    O S I S T E M A F I S C A L P O R T U G U S

    Best Lawyers - "Tax Lawyer of the Year" 2014 Legal 500 Band 1 Tax Portuguese Law Firm 2013 International Tax Review "Best European Newcomer" (shortlisted) 2013 Chambers & Partners Band 1 RFF Leading Individual 2013 Whos Who Legal RFF Corporate Tax Adviser of the Year 2013

    IBFD Tax Correspondents Portugal, Angola and Mozambique

    INFORMAO GERALINFORMAO GERALINFORMAO GERALINFORMAO GERAL

    Sistema Fiscal PortugusSistema Fiscal PortugusSistema Fiscal PortugusSistema Fiscal Portugus O sistema fiscal portugus assenta essencialmente sobre trs grandes grupos de impostos: os impostos sobre o rendimento, os impostos sobre o consumo e os impostos sobre o patrimnio. A tributao sobre o rendimento reparte-se entre o Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), um imposto nico e progressivo que atende aos rendimentos e composio do agregado familiar, e o Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC), que foi recentemente objecto de uma reforma que reposicionou Portugal nos lugares cimeiros da competitividade fiscal internacional, com efeitos desde 1 de Janeiro de 2014. Relativamente aos impostos sobre o consumo, para alm dos impostos especiais de consumo (IECs), existe o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), com origem em legislao comunitria, que funciona com base num mecanismo de liquidao e deduo ao longo da cadeia de produo. A tributao sobre o patrimnio integra o Imposto

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    Municipal sobre as Transmisses Onerosas de Imveis (IMT) e o Imposto Municipal sobre Imveis (IMI), que substituram o antigo Imposto Municipal de Sisa e a antiga Contribuio Autrquica, e cuja receita reverte para os Municpios. Paralelamente, existe ainda o Imposto do Selo que, tendo uma natureza residual, recai, no apenas sobre algumas operaes financeiras, mas tambm sobre as transmisses gratuitas de que sejam beneficirios pessoas singulares numa relao de parentesco na linha colateral ou mesmo sem qualquer relao de parentesco e, bem assim, sobre a deteno de imveis ditos de luxo. Moeda OficialMoeda OficialMoeda OficialMoeda Oficial Euro. Formas de Estabelecimento/Sociedades Formas de Estabelecimento/Sociedades Formas de Estabelecimento/Sociedades Formas de Estabelecimento/Sociedades ComerciaisComerciaisComerciaisComerciais Em Portugal, as sociedades comerciais organizam-se em quatro tipos sociais: sociedade por quotas (que pode ser unipessoal e que de responsabilidade limitada), sociedade annima, sociedade em nome colectivo e sociedade em comandita. A generalidade das empresas que integram o tecido empresarial portugus tm vindo a adoptar a forma de sociedade por quotas. Taxas de JuroTaxas de JuroTaxas de JuroTaxas de Juro Em Portugal, a taxa de referncia do mercado monetrio interbancrio a EURIBOR (European

    Interbank Offered Rate), sendo que os indexantes mais comuns so a EURIBOR a 6 meses e a EURIBOR a 3 meses. Actualmente, a primeira est fixada em 0,185% e a segunda est fixada em 0,082% (variveis ao longo do tempo) 1. Princpios ContabilsticosPrincpios ContabilsticosPrincpios ContabilsticosPrincpios Contabilsticos Com o propsito de cumprir o plano de harmonizao no domnio contabilstico na Unio Europeia, Portugal adoptou o Sistema de Normalizao Contabilstica (SNC), que sucedeu ao Plano Oficial de Contabilidade (POC). Ano FiscalAno FiscalAno FiscalAno Fiscal O ano fiscal coincide em regra com o ano civil. S no ser assim, excepcionalmente, em sede IRC, para algumas empresas que optem por um perodo de tributao distinto. Acordos para Evitar aAcordos para Evitar aAcordos para Evitar aAcordos para Evitar a Dupla TributaoDupla TributaoDupla TributaoDupla Tributao Portugal celebrou Acordos para Evitar a Dupla Tributao (ADTs) com os seguintes Estados: frica do Sul, Alemanha, Arglia, ustria, Barbados*, Blgica, Brasil, Bulgria, Cabo Verde, Canad, Chile, China, Chipre, Colmbia*, Coreia, Cuba, Dinamarca, Emirados rabes Unidos, Eslovquia, Eslovnia, Espanha, Estados Unidos da Amrica, Estnia, Finlndia, Frana, Grcia, Guin-

    1 Com referncia data de 23 de Setembro de 2014.

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    Bissau, Holanda, Hong Kong, Hungria, ndia, Indonsia, Irlanda, Islndia, Israel, Itlia, Japo, Koweit, Letnia, Litunia, Luxemburgo, Macau, Malta, Marrocos, Mxico, Moambique, Moldvia, Noruega, Panam, Paquisto, Peru, Polnia, Qatar, Reino Unido, Repblica Checa, Romnia, Rssia, San Marino*, Singapura, Sucia, Sua, Timor-Leste*, Tunsia, Turquia, Ucrnia, Uruguai e Venezuela2. Informaes VinculativasInformaes VinculativasInformaes VinculativasInformaes Vinculativas O sistema fiscal portugus prev a possibilidade dos contribuintes solicitarem Administrao tributria informaes sobre o regime fiscal aplicvel a determinada situao concreta que no seja clara para o contribuinte. Por razes de certeza e segurana jurdica, estas informaes vinculam a Administrao tributria relativamente quela situao concreta e, mediante o cumprimento de certos requisitos, podero ser prestadas com carcter de urgncia. Tribunais arbitrais Tribunais arbitrais Tribunais arbitrais Tribunais arbitrais Portugal conta, desde 2011, com tribunais arbitrais que, estando vinculados a critrios de legalidade, tomam as suas decises num prazo que poder estender-se at 6 meses, prorrogvel em determinados casos, mas que na prtica tem vindo a ser cumprido. A

    2 (*) ADTs que ainda no entraram em vigor.

    jurisprudncia arbitral , alm de clere, publicada online para consulta, possibilitando, dessa forma, maior divulgao das decises arbitrais face s decises judiciais, na medida em que destas, por regra, s so publicadas as dos tribunais superiores. Os Vistos DouradosOs Vistos DouradosOs Vistos DouradosOs Vistos Dourados ---- Portugal introduziu em 2012 um regime de concesso de Autorizao de Residncia para Investimento (ARI) que permite que cidados de pases terceiros acedam livre circulao no espao Schengen, desde que invistam em territrio portugus e mantenham esse investimento por um perodo mnimo de cinco anos. O investimento em causa poder ser efectuado atravs da transferncia de capital igual ou superior a 1 000 000,00, da compra de imveis num valor mnimo de 500 000,00, ou da criao de 10 postos de trabalho. O investimento poder ser efectuado directamente ou atravs de uma sociedade, caso em que o montante do investimento ser determinado em funo da proporo da participao do investidor no capital social da sociedade.

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    A ARI vlida por um perodo de um ano, podendo ser renovada por perodos subsequentes de dois anos, devendo o investidor provar que permaneceu em territrio portugus durante 7 dias no primeiro ano e durante 14 dias nos perodos subsequentes de dois anos.

    TRIBUTAO DOS RENDIMENTOS DAS TRIBUTAO DOS RENDIMENTOS DAS TRIBUTAO DOS RENDIMENTOS DAS TRIBUTAO DOS RENDIMENTOS DAS PESSOAS COLECTIVAS (IRC)PESSOAS COLECTIVAS (IRC)PESSOAS COLECTIVAS (IRC)PESSOAS COLECTIVAS (IRC)

    SujeioSujeioSujeioSujeio So tributadas em sede de IRC as pessoas colectivas, bem como alguns entes de facto que, em Portugal, aufiram rendimentos, quer sejam ou no residentes. O Cdigo do IRC distingue quatro grupos distintos de sujeitos passivos: (i) entidades que tm em Portugal a sua sede ou direco efectiva e aqui exercem, a ttulo principal, actividade comercial, industrial ou agrcola; (ii) entidades que tm em Portugal sede ou direco efectiva mas no exercem, a ttulo principal, actividade comercial, industrial ou agrcola; (iii) entidades no residentes com estabelecimento estvel em Portugal; e (iv) entidades no residentes e sem estabelecimento estvel em territrio portugus. ResidnciaResidnciaResidnciaResidncia So consideradas residentes, as pessoas colectivas que tenham sede ou direco efectiva em territrio portugus.

    Base TributvelBase TributvelBase TributvelBase Tributvel Relativamente s entidades que exeram, a ttulo principal, uma actividade de natureza comercial, industrial ou agrcola, o IRC incide sobre o respectivo lucro tributvel. Relativamente s pessoas colectivas ou entidades que no exeram, a ttulo principal, uma actividade de