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GUIA DE ACESSIBILIDADE:Espao Pblico e Edificaes

Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes. 1 ed./ Elaborao: Nadja G.S. Dutra Montenegro; Zilsa Maria Pinto Santiago e Valdemice Costa de Sousa. Fortaleza: SEINFRA-CE, 2009. 1. Ttulo 2. Guia de Acessibilidade 2. Pessoas com deficincia 3. Pessoas com mobilidade reduzida

Realizao Secretaria da Infraestrutura do Estado do Cear SEINFRA Associao Tcnico-Cientfica Engenheiro Paulo de Frontin ASTEF Ilustraes Davi Moreira Lopes Valdemice Costa de SousaCid Ferreira Gomes Governador do Estado do Cear Francisco Adail de Carvalho Fontenele Secretrio da Infraestrutura Otaclio Borges Filho Secretrio Adjunto da Infraestrutura Joaquim Firmino Filho Secretrio Executivo da Infraestrutura

GUIA DE ACESSIBILIDADE:Espao Pblico e Edificaes

Fortaleza-CE, 2008. Copyright 2008. Secretaria da Infraestrutura do Estado do Cear SEINFRA Todos os direitos reservados. Proibida a reproduo, armazenamento e transmisso deste guia, por quaisquer meios, sem prvia autorizao escrita da SEINFRA.

Palavra da Primeira-damaA percepo de que as diferenas entre as pessoas mereciam ateno especial dos governantes em todo o mundo fato recente. Somente a partir da dcada de 1990, as projees mundiais do envelhecimento, associadas a outras demandas sociais por acessibilidade, passaram a justificar as necessidades de interveno governamental no sentido de transformar e adequar estruturas fsicas para a universalizao dos direitos das pessoas em suas mais diversas condies de mobilidade. Desde ento, estudiosos e governantes de todo o mundo passaram a discutir e buscar estratgias para eliminar barreiras arquitetnicas e promover a acessibilidade, incluindo na pauta de agendas internacionais a busca de solues para viabilizar o direito universal das pessoas transitarem livremente em todo e qualquer espao pblico ou privado. Diante de tal realidade, nossa preocupao em promover acessibilidade fsica nos espaos pblicos do Estado do Cear concreta e encontra neste Guia um instrumento capaz de disseminar conhecimentos essenciais aos gestores pblicos e seus quadros tcnicos de engenharia e arquitetura, sensibilizando-os a promover as transformaes fsicas essenciais em suas reas de domnio e responsabilidade administrativa. O Desenho Universal para a acessibilidade plena de pessoas com mobilidade reduzida est traado neste Guia, com todas as medidas, smbolos, cores e justificativas. Adot-lo , no somente um dever cvico, mas tambm compromisso com o cumprimento da Legislao em vigor e a garantia de direitos de todo cidado que por qualquer contingncia enfrenta dificuldades de superao de barreiras arquitetnicas.

Maria Clia Habib Moura Ferreira Gomes Primeira-dama do Estado do Cear

Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes

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ApresentaoO presente Guia de Acessibilidade: Espao Pblico e Edificaes foi um esforo conjunto realizado entre o Governo do Estado do Cear, atravs da Secretaria da Infraestrutura do Estado do Cear (SEINFRA), e a Associao Tcnico-Cientfica Engenheiro Paulo de Frontin (ASTEF), com apoio da Universidade Federal do Cear - UFC, para tratar das questes voltadas acessibilidade em edificaes e espaos urbanos de uso pblico por pessoas com deficincia ou com mobilidade reduzida.

comunicao, bem como a outros servios e instalaes abertos ou propiciados ao pblico, tanto na zona urbana como na rural.

importante ressaltar que este Guia aborda questes gerais de acessibilidade dos espaos pblicos, tanto no que diz respeito s vias de acesso e entorno, praas, parques etc., quanto s edificaes pblicas propriamente ditas. Programas arquitetnicos que exigem legislao especfica como, por exemplo, aeroportos e hospitais, alm das recomendaes aqui referenciadas, devem observar respectiva legislao. No caso dos aeroportos, a regulamentao dada pela Empresa Brasileira da Infraestrutura Aeroporturia (INFRAERO)1; para hospitais, devem-se obedecer as resolues

Respeitando-se os quesitos normativos, que tratam da acessibilidade para pessoas com deficincia ou mobilidade reduzida, esta publicao tem a funo de orientar os profissionais das reas tcnicas da Engenharia, Arquitetura e af ins, alm de tambm servir de orientao aos gestores pblicos e demais cidados que se interessam pelo tema, numa linguagem simples e acessvel.

da Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria (ANVISA)2, observando-se as constantes atualizaes.

O desafio desta publicao , portanto, contribuir para a promoo do Desenho Universal, conceito que garante a plena acessibilidade a todas as pessoas, respeitando, assim, os princpios da diversidade humana, o que significa apresentar um dos alicerces de incluso social, obtido

A existncia de planos diretores municipais e legislaes especficas, como o Cdigo de Obras ou Edificaes, Cdigo de Posturas, Lei de Uso e Ocupao, Lei de Parcelamento do Solo e o Plano Diretor de Mobilidade Urbana e suas respectivas atualizaes, constituem um conjunto de instrumentos municipais que possibilitam a devida incluso do conceito de acessibilidade, fundamental para a construo de uma cidade acessvel.

por meio da insero das pessoas com deficincia e mobilidade reduzida aos espaos edificados.

Possibilitar o acesso fsico a todos tratar as diferenas de padres diversos, sem discriminar, por meio de solues diversas e inclusivas. tambm possibilitar a autonomia de caminhar sem riscos e, com isso, obter o direito de dividir democraticamente os espaos edificados da cidade. Tornar uma cidade acessvel permitir o fortalecimento da economia por meio da incluso

Em conformidade com a legislao federal, por meio do Decreto n 5.296/2004, a acessibilidade nos espaos urbanos e edif icaes de uso pblico ou de uso coletivo deve ser garantida. Neste sentido, este Guia de orientaes tcnicas representa uma contribuio do Governo do Estado do Cear para com o tratamento das questes de acessibilidade fsica no espao pblico construdo. Por meio dele, a incluso de pessoas com deficincia e mobilidade reduzida aos espaos edificados, sobretudo em municpios que ainda no consolidaram suas legislaes sobre o assunto, poder ser operacionalizada, possibilitando, assim, a melhoria da qualidade de vida dos cidados do Estado.

democrtica. poder gerar recursos com a sinergia promovida pela atrao de atividades e servios. E, assim, melhorar a qualidade de vida da populao.

Equipe Tcnica

Ainda, a Conveno da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Def icincia, da qual participa o Brasil, preconiza, em seu Art. 9, que os Estados-Partes devero tomar as medidas apropriadas para assegurar-lhes o acesso, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, ao meio fsico, ao transporte, informao e comunicao, inclusive aos sistemas e tecnologias da informao e1 2

http://www.infraero.gov.br/Licitaes/Normas e Regulamentos/ No stio da ANVISA (http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/arq/normas.htm) esto disponveis os regulamentos tcnicos, portarias

e resolues elaboradas pelo Ministrio da Sade e pela ANVISA, pertinentes elaborao e anlise de projetos de edifcios de sade. Atualmente, a RDC n 50 , de modo geral, a mais abrangente sobre questes de espaos fsicos de sade.

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Sumrio1. O QUE O DESEnhO UnIvErSAL? ..........................................................................................................12 1.1 Conceito .......................................................................................................................................................................... 12 1.2 Princpios bsicos do Desenho Universal ................................................................................................... 12 2. DIMEnSES E MDULOS DE rEFErnCIA PArA PrOJETOS ........................................................13 2.1 Pessoas com Deficincia ou com Mobilidade Reduzida................................................................... 13 2.2 Mdulo de Referncia MR ................................................................................................................................ 15 2.3 rea de Giro ................................................................................................................................................................... 16 2.4 Manobras com Deslocamento .......................................................................................................................... 17 2.5 Parmetros de Alcance Manual de Pessoa em Cadeira de Rodas ............................................... 18 2.6 Larguras de Referncia para Circulao horizontal............................................................................... 19 3. SMBOLO InTErnACIOnAL DE ACESSO (SIA)......................................................................................20 4. SInALIZAO TTIL nO PISO (PISOS TTEIS DE ALErTA E DIrECIOnAL) ................................22 5. AUTOrIA DE PrOJETOS ................................................................................................................................26 6. A ACESSIBILIDADE nO ESPAO PBLICO .............................................................................................30 6.1 Caladas ........................................................................................................................................................................... 30 6.1.1 Inclinaes Transversal e Longitudinal ................................................................................................... 34 6.1.2 Faixas de Utilizao da Calada .................................................................................................................. 35 6.2 Faixa para Travessia de Pedestres ..................................................................................................................... 38 6.2.1 Rebaixamento da Calada para Travessia de Pedestres ...........................................................