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Título: Guia das Aves Comuns na Escola / Concepção: Tânia Pinto Colaboração: João Neves, Susana Velasquez, Vasco Silva Revisão: Paulo Talhadas dos Santos Edição: FAPAS / /SPEA (Março 2009) Apoio da Fundação Calouste Glubenkian

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  • 1. Guia das Aves Comuns na Escola Um projecto coordenado por: Um projecto apoiado por: Aumenta a Biodiversidade da tua Escola e da tua Cidade!
  • 2. Ficha tcnica: Ttulo: Guia das Aves Comuns na Escola Concepo: Tnia Pinto Colaborao: Joo Neves, Susana Velasquez, Vasco Silva Reviso: Paulo Talhadas dos Santos Edio: FAPAS/SPEA Apoio da Fundao Calouste Glubenkian Maro 2009
  • 3. INTRODUO Aumenta a biodiversidade da tua escola e da tua cidade, um projecto apoia- do pela Fundao Calouste Gulbenkian e coordenado pela Sociedade Portu- guesa para o Estudo das Aves (SPEA) e pelo Fundo para a Proteco dos Animais Selvagens (FAPAS). No seguimento deste trabalho, com o objectivo de facilitar a monitorizao das espcies de aves que nos visitam, foi elaborado este Guia das Aves Comuns na Escola. Aqui so apresentadas algumas das espcies mais fceis de encontrar nos espaos verdes de escolas ou parques urbanos, os mapas de abundncia relativa ou absoluta para cada espcie, em Portugal, e o tipo de ninho usado. A informa- o acerca de cada espcie foi resumida e os aspectos referidos para identificar cada uma podem no ser os mais importantes, se considerarmos espcies que no foram includas neste guia.
  • 4. A OBSERVAO DAS AVES possvel observar aves em qualquer local e a qualquer hora do dia, sem o auxlio de material especializado. No entanto, para facilitar o trabalho e aumentar o sucesso das observaes, devem ser considerados os seguintes aspectos: - Um guia de identificao de aves um auxlio fundamental, especialmente quando a experincia no muita; - Uns binculos podem ajudar na identificao de uma ave, sem que seja neces- srio uma aproximao grande, que poder afugent-la; - A melhor altura do dia para ver aves pela manh, ainda cedo, com o dia fresco; - aconselhvel ter um bloco de notas para anotar a descrio da espcie ou registar algum comportamento que possa ser interessante; - O bem-estar das aves sempre mais importante do que a nossa vontade de as observar, por isso, devemos evitar perturb-las. Para proceder identificao, vantajoso considerar tambm: O tamanho da ave: A forma do bico: A colorao da plumagem em algumas partes do corpo: Para finalizar, todas as aves presentes neste guia tm Pouco Preocupante como Estatuto de Conservao da IUCN (International Union for the Conservation of Nature). No entanto, h populaes que esto em declnio e preciso ter em conta que o Estatuto de Conservao definido ao nvel mundial e pode no corresponder ao estado da espcie no nosso pas. Ainda, como aves selvagens, todas esto protegidas pela Directiva Aves. coroa nuca testa lista supraciliar bochecha uropgio peito caudaasas partes inferiores partes superiores garganta
  • 5. O GUIA Este guia fornece informao acerca de 32 espcies, organizada da forma esquematizada abaixo. Os mapas A maioria dos mapas apresenta a abundncia relativa da esp- cie, em Portugal Continental, sob a forma de percentagem. Os mapas podem estar modelados ou apresentar as quadrcu- las de 10kmx10km. Os mapas da Gara-boieira e da Gaivota-de-patas-amarelas apresentam a abundncia absoluta, embora a leitura se possa fazer da mesma forma que os outros. Quanto mais escura for a cor num determinado local, maior a probabilidade de encontrar essa espcie nesse local. Os tipos de ninho As aves fazem ninhos em diferentes locais e de diferentes maneiras. As esp- cies que constam deste guia podem ser agrupadas em quatro tipos: Nome comum Nome cientfico Caractersticas Descrio AbundnciaTipo de ninho Pombo-das-rochas, Columba livia Comprimento: 33cm Alimenta-se de insectos Nidifica em montanhas e falsias; o parente domstico nidifica em torres ou stos, nas cidades Ave mdia; cinzenta, com duas barras pretas nas asas; zona do pescoo iridescente. Ilustrao Ninhos em plata- formas altas ou edifcios Ninhos em buracos (nas rvorea, pare- des, muros...) Ninhos no solo ou em rochas Ninhos nas ramifica- es de rvores ou arbustos
  • 6. guia-de-asa-redonda, Buteo buteo Escura Clara Mdia Ave grande; cores variadas desde castanho escuro a branco; sarapintada nas partes inferiores; dedos moderados. Comprimento: 43 a 50cm Envergadura: 100 a 125cm Alimenta-se de pequenos animais que captura no solo Encontra-se em florestas e bosques ou reas abertas Sedentria das mais comuns no pas Poupa, Upupa epops Comprimento: 28cm Envergadura: 44cm Para se alimentar, espeta o bico no solo e extrai larvas e insectos Nidifica em buracos de rvores ou muros e vista perto de edifcios embora seja tmida Migradora nidificante b) b) Ave de bico comprido e arqueado, com uma crista erctil e cor castanha alaranjada, com barras pretas e brancas nas asas e cauda.
  • 7. Peneireiro-comum, Falco tinnunculus Comprimento: 32 a 38cm Envergadura: 63 a 72cm Alimenta-se de ratos e insectos Nidifica em ninhos velhos, rvores, escarpas e edifcios de vilas ou cidades Sedentria comum em todo o pas Macho castanho-avermelhado no dorso, cabea e cauda azuladas e barra terminal preta na cauda; fmea e juvenil castanho avermelhados. Gaivota-de-patas-amarelas, Larus michahellis Adulto Juvenil Ave marinha; bico e patas amarelas; branca, asas cinzentas com extremidades pretas; juvenil sarapintado de cinzento acastanhado. Comprimento: 54 a 60cm Envergadura: 123 a 148cm Alimenta-se de peixe, carne putrefacta, minhocas, ovos Reproduz-se em colnias ao longo da costa ou lagos interiores Pode ser sedentria ou migradora comum no litoral b) a) b)
  • 8. Pombo-das-rochas, Columba livia Comprimento: 33cm Alimenta-se de insectos e sementes e as crias so alimentadas com leite de pombo Nidifica em montanhas e falsias; o parente domstico nidifica em torres ou stos, nas cidades comum em todo o pas e a variedade domstica pode tornar-se demasiado abundante Sedentria Ave mdia; cinzenta, com duas barras pretas nas asas; zona do pescoo iridescente. Rola-turca, Streptopelia decaoto Comprimento: 32cm Alimenta-se de insectos e sementes e em silos, na companhia de pombos domsticos Reproduz-se em cidades e vilas, onde nidifica em parques e jardins Migradora nidificante Existe por todo o pas Ave mdia; cor de areia, com extremidades das asas escuras e colar preto estreito no pescoo. b) b)
  • 9. Rola-comum, Streptopelia turtur Ave mdia; asas em castanho ferrugneo com pintas pretas; mancha no pescoo, com riscas pretas e brancas. Comprimento: 27cm Alimenta-se de insectos e sementes Encontra-se em bosques, campos agrcolas e terenos abertos interca- lados com mata Migradora nidificante Existe por todo o pas Mocho-galego, Athene noctua Comprimento: 23cm Alimenta-se de roedores, pssaros e insectos Nidifica em rochas, edifcios ou bura- cos de rvores Sedentria a mais comum dos mochos e corujas e pode observar-se du- rante o dia Ave de tamanho mdio; cabea grande e achatada, pescoo curto, grandes olhos amarelos; corpo s manchas castanhas e brancas. a) b)
  • 10. Chapim-real, Parus major Comprimento: 14cm Alimenta-se de insectos Reproduz-se em todos os tipos de bosques, parques e jardins; ocupa caixas-ninho Sedentria comum em todo o pas Cabea preta com bochechas brancas; partes inferiores amarelas; banda preta at ao abdmen, mais larga e mais preta nos machos. Chapim-azul, Parus caeruleus Comprimento: 12cm Alimenta-se de insectos Reproduz-se em bosques ca- duciflios, parques e jardins; facil- mente ocupa caixas-ninho Sedentria comum em todo o pas Bico curto; partes inferiores amarelas; bon azul, rodeado de branco; asas e cauda azuis. a) b)
  • 11. Pardal-comum, Passer domesticus Comprimento: 14,5cm Alimenta-se de gros e sementes Reproduz-se em quintas, cidades e vilas Sedentria comum em todo o pas Bico grosso; o macho tem coroa cinzenta, temporais castanho-avermelhados e babete preto; a fmea castanha-acinzentada com risca castanha por trs do olho. Pardal-monts, Passer montanus Bico grosso; o macho tem coroa castanha, babete preto e pinta preta na bochecha clara; os sexos so semelhantes. Comprimento: 14cm Alimenta-se de gros e sementes Reproduz-se em bosques e menos ligada a habitaes humanas, preferindo zonas agrcolas Sedentria comum em todo o pas mas mais abundante no norte e centro b) b)
  • 12. Andorinha-das-chamins, Hirundo rustica Comprimento: 19cm Alimenta-se de insectos que captura durante o voo Encontra-se em terreno cultivado e aberto; nidifica em alpendres, va- randas ou casas migradora nidificante muito comum no pas Asas longas e pontiagudas e caud