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  • GUIA DA UNIO EUROPEIA

    A Unio Europeia, cinquenta anosaps a sua instituio, diversosalargamentos e vrias adaptaesdos Tratados originais, est a viverneste momento a sua maiorrevoluo. No uma revoluotranquila, mas sem dvida feitaatravs do debate, da trocade ideias e sempre assentenum pilar fundamental: a paz.A mesma paz que motivoua criao desta unio de Estadosem que vivemos e em quebrevemente sero acolhidos deznovos membros.

    Desde os primeiros passosdas Comunidades Europeias at actual Unio Europeia foramfeitos progressos significativosde integrao e harmonizaoem que ressalta a legislaocomunitria, a definiode polticas comuns comconsequente estabelecimentode regras e procedimentosuniformes, a criaode uma moeda nica, etc.

    No entanto, ao nvelda cidadania, atravs da liberdadede circulao viajar, residir,trabalhar e estudar e ao nvelda proteco do consumidor queo cidado sente, no seuquotidiano, a verdadeira presena

    da Unio Europeia. Este Guiapretende, por isso mesmo, dar aconhecer estes direitos e a formade os fazer valer.

    O Guia encontra-seestruturado em dez captulosonde se tenta condensar,nomeadamente no formatopergunta/resposta, uma partesignificativa da informaoque mais assiduamenteos Organismos de InformaoEuropeia (OIE) existentesem Portugal so chamados a dar.

    Cabe referir que este trabalhono esgota a informaodisponvel sobre a UnioEuropeia, apenas releva as dvidasmais frequentes. Por isso, casono encontre neste Guiaa resposta para a sua questo,no hesite em contactar qualquerum dos servios de informaoda Unio Europeia.

    PARLAMENTO EUROPEUGABINETE EM PORTUGAL

    OS DIREITOSDO CIDADO EUROPEU

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  • FICHA TCNICAPARLAMENTO EUROPEU E COMISSO EUROPEIA Coordenao Editorial AntnioSobrinho Textos Carlos Alberto Medeiros, Filomena Santos Antnio e Jos Antnio MartinsColaborao Isabel Silva Pinto, Lus Costa Correia e Mercs da CalEXPRESSO Direco Jos Antnio Saraiva Coordenao da Edio Virglio AzevedoCoordenao e Execuo Grfica Lus Miguel Ribeiro Foto da Capa Superstock /AEI

    NDICE1. RESIDIR NOUTRO PAS DA UE 42. TRABALHAR NOUTRO PAS DA UE 83. ESTUDAR NOUTRO PAS DA UE 114. VIAJAR NA UNIO EUROPEIA 165. A PROTECO DO CONSUMIDOR 226. A UE E AS SUAS INSTITUIES, RGOS, AGNCIAS E SMBOLOS 297. COMO OBTER INFORMAES E DOCUMENTAO 328. COMO ENTRAR EM CONTACTO

    COM A UE PARA FAZER VALER OS SEUS DIREITOS 359. ORGANISMOS DE REPRESENTAO DA UE EM PORTUGAL 36

    10. ORGANISMOS DE INFORMAO EUROPEIA (OIE) EM PORTUGAL 37

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  • 1 - RESIDIR NOUTRO PAS DA UE

    1.1-QUALQUER CIDADO PORTUGUSPODE VIVER NOUTRO PAS DA UE?Sendo nacional de um Estado-membro (EM), po-de residir em qualquer ponto do seu territrio,independentemente da sua situao profissional,social e econmica. Pode residir temporariamen-te em qualquer EM, nomeadamente se pretenderpassar frias, se se encontra destacado pela suaempresa ou se presta servios ocasionalmente.Se estudante, reformado ou inactivo (sem activi-dade profissional) tem igualmente direito de resi-dncia, embora deva reunir condies recur-sos financeiros suficientes e inscrio num regimede segurana social ou possuir seguro de sade para que no constitua um encargo para a assistn-cia social do pas de acolhimento. Pode igualmen-te residir de forma permanente se se deslocar pa-ra trabalhar noutro pas da UE, quer seja trabalha-dor assalariado ou por conta prpria.Se est desempregado, tem o direito de permane-cer noutro EM para a procurar um emprego du-rante um prazo razovel.A sua famlia tambm desfruta do mesmo direitode residncia, independentemente da nacionalida-de dos membros que a compem. Este direitoabrange o seu cnjuge, os seus filhos com menosde 21 anos de idade ou a seu cargo, bem como osascendentes e os do cnjuge a seu cargo.No entanto, para os membros da sua famlia quesejam nacionais de um pas no membro da UE, possvel, atendendo nacionalidade, que o pas deacolhimento exija um visto de entrada, embora asautoridades nacionais devam conceder todas asfacilidades para a obteno deste visto.Se estudante, o direito de residncia limita-se aocnjuge e aos filhos a cargo.

    1.2-QUAIS SO AS FORMALIDADES PARAPODER INSTALAR-ME NOUTRO EM?Se tenciona permanecer noutro EM at 3 meses(turismo, frequentar ou leccionar um curso, trata-mentos mdicos, emprego temporrio, etc.), nonecessita de autorizao de residncia. Basta a pos-se do bilhete de identidade ou passaporte vlidos.Embora em alguns EM possa ser necessrio comu-nicar a sua presena, na maioria dos casos estaformalidade feita automaticamente atravs das

    fichas de inscrio em hotis ou da declarao doproprietrio da casa onde habita. Se tenciona per-manecer mais de 3 meses necessrio requererum carto de residncia. Este carto serve exclusi-vamente para confirmar o direito de residncia.

    1.3-O QUE O CARTO DE RESIDNCIA?O carto de residncia confere a um cidado deum EM o direito de residir noutro EM, bastandoformular um pedido aos servios administrativoscompetentes, apresentando o bilhete de identida-de ou passaporte vlidos (no caso de um cidado quepretenda residir em Portugal, consultar o Servio de Estran-geiros e Fronteiras. Ver Captulo 7). Atendendo situa-o, sero pedidos outros documentos:n Se assalariado, dever apresentar um certifica-

    do de emprego.n Se trabalhador por conta prpria, ter de pro-

    var a sua actividade.n Se estudante, dever estar matriculado num

    estabelecimento de ensino, provar que dispede recursos financeiros suficientes e que se en-contra inscrito num regime de segurana socialou que dispe de seguro de sade.

    n Se reformado ou inactivo, dever comprovarque dispe de recursos financeiros suficientes eque se encontra inscrito num regime de seguran-a social ou possui seguro de sade.

    A atribuio do carto de residncia aos membrosda sua famlia poder implicar a apresentao dedocumentos comprovativos dos recursos financei-ros suficientes, de segurana social ou seguro desade e, ainda, prova dos laos de parentesco.Familiares no originrios de um EM receberoum ttulo de residncia vlido para o mesmo pero-do de tempo.O carto de residncia:n vlido em todo o territrio do pas de acolhi-

    mento durante, pelo menos, 5 anos sendo a suarenovao automtica (no caso dos estudantes,limita-se a 1 ano renovvel).

    n Mantm-se vlido mesmo que se ausente do pasde acolhimento por um perodo no superior a 6meses consecutivos ou no caso em que tenhacumprido o servio militar no seu pas de origem.

    n emitido gratuitamente ou mediante o paga-mento de um montante que no pode excedero equivalente ao custo do bilhete de identidadepara os nacionais.

    1.4-NO H NENHUMA RESTRIOAO DIREITO DE RESIDNCIA?O pas de acolhimento pode recusar a emisso oua renovao de uma autorizao de residncia, oumesmo adoptar medidas de expulso contra qual-quer cidado cujo comportamento constitua umaameaa grave para a ordem pblica ou para a segu-rana pblica. No entanto, o facto de ter sido ob-

    GUIA DA UNIO EUROPEIA

    Artigo 18.1. Qualquer cidado da Unio goza do direitode circular e permanecer livremente no territriodos Estados-Membros, sem prejuzo das limita-es e condies previstas no presente Tratadoe nas disposies adoptadas em sua aplicao.(Tratado da UE e Tratado CE, 1/2/03, versesconsolidadas de Nice, JOUE C325, 24/12/2002)

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  • GUIA DA UNIO EUROPEIAjecto de uma condenao penal no justifica aadopo automtica deste tipo de medidas. Qual-quer EM pode, ainda, recusar a entrada ou a autori-zao de residncia no caso de determinadas doen-as (Decreto-lei n60/93 de 3/3), razo porque al-guns pases exigem um controlo mdico prvio. OEM obrigado a comunicar ao requerente a deci-so tomada bem como a justificao invocada ordem pblica, segurana pblica ou sade pblica, sendo concedida ao cidado, em certos casos,a possibilidade de recurso com efeito suspensivo.

    1.5-A TRANSFERNCIA DE BENSPESSOAIS TEM CUSTOS?Se mudar a sua residncia para outro EM, podertransferir os seus bens pessoais sem pagar direitosaduaneiros ou impostos e sem quaisquer restri-es. No entanto, o pas de acolhimento poderexigir o pagamento de impostos automveis ouimpor restries relativamente a determinadosbens, como armas e munies.

    1.6-PARA PODER LEVAR O MEUAUTOMVEL VOU TER DE PAGARIMPOSTOS E MUDAR A MATRCULA?Uma vez que passa a residir noutro EM deverproceder troca da matrcula do seu veculo noprazo mximo de 6 meses.Entende-se por residncia habitual o local ondeuma pessoa reside habitualmente, ou seja, pelomenos durante 185 dias por ano civil, em razode vnculos pessoais e profissionais.As formalidades a respeitar podero variar em fun-o do EM. Dever regularizar a situao do vecu-lo relativamente ao pagamento ou iseno de im-postos e, ainda, proceder sua legalizao. Paraestes efeitos, poder ser exigido, nomeadamente:n O certificado de conformidade tcnica (forneci-

    do pelo construtor, acompanha o veculo).n Um controlo tcnico do veculo.

    (Para Portugal, consultar a Direco-Geral de Viao noque se refere homologao e matrcula, a Direco-Geraldos Registos e do Notariado para o registo de propriedade ea Direco-Geral das Alfndegas e dos Impostos Especiaissobre o Consumo. Ver Captulo 7).Se estudante, pode utilizar o seu veculo coma matrcula do pas onde tem residncia habitual no territrio do pas onde estuda.

    1.7-E SE FOR APENAS UMA UTILIZAOTEMPORRIA DO AUTOMVEL?Em qualquer EM possvel a utilizao temporriado veculo por um perodo no superior a 6 me-ses por ano. Esta autorizao incide sobre a utiliza-o particular ou profissional do veculo, exceptono caso de transporte profissional de passageirosou mercadorias. Um veculo utilizado temporaria-mente noutro EM no pode ser vendido, alugadoou emprestado nesse pas.

    1.8-A CARTA DE CONDUO VLIDA EM TODOS OS PASES DA UE?, tendo apenas que respeitar o respectivo prazode validade, solicitando s autoridade competen-tes do pas de acolhimento a sua renovao atem-pada. Na renovao, o pas de acolhimento podeaplicar as disposies nacionais em matria de pra-zo de validade,