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  • 1. A Fundao Abrinq pelos Direitos da Criana e do Adolescente uma organizao sem fins lucrativos, de utilidade pblica federal, criada e mantida por indivduos e empresas. Sua misso promover a defesa dos direitos e o exerccio da cidadania da criana e doadolescente, usando como estratgia a articulao e a mobilizao da sociedade civil e doPoder Pblico para transformar a criana e o adolescente em prioridade, alm de promovere dar visibilidade a polticas e aes bem-sucedidas que possam ser disseminadas. 1

2. DIRETORIA EXECUTIVA Presidente: Rubens NavesTesoureiro: Synsio Batista da Costa CONSELHO DE ADMINISTRAO Presidente: Ismar LissnerSecretrio: Srgio E. Mindlin Membros efetivos: Alosio Wolff, Carlos Antonio Tilkian, Carlos Rocha Ribeiro da Silva, Daniel Trevisan, Emerson Kapaz, Erika Quesada Passos, Fernando Moreira Salles,Guilherme Peiro Leal, Gustavo Marin, Hans Becker, Jos Berenguer, Jos Eduardo P. Paella, Lourival Kiula, Mrcio Ponzini, Oded Grajew e Therezinha Fram Membros suplentes: Edison Ferreira, Isa Maria Guar, Jos Luis Juan Molina e Jos Roberto NicolauCONSELHO FISCAL Membros efetivos: Audir Queixa Giovani, Jos Francisco Gresenberg Neto e Mauro Antnio RMembros suplentes: Alfredo Sette, Rubem Paulo Kipper e Vtor Aruk GarciaCONSELHO CONSULTIVO Presidente: Therezinha Fram Vice-presidente: Isa Maria Guar Membros efetivos: Aldaza Sposati, Alosio Mercadante Oliva, mbar de Barros, Antnio Carlos Gomes da Costa, Araceli Martins Elman, Benedito Rodrigues dos Santos,Dalmo de Abreu Dallari, Edda Bomtempo, Helena M. Oliveira Yazbeck, Hlio Pereira Bicudo, Ilo Krugli,Joo Benedicto de Azevedo Marques, Joelmir Betting, Jorge Broide, Llio Bentes Correia, Ldia Izecson de Carvalho, Magnlia Gripp Bastos, Mara Cardeal, Marcelo Pedroso Goulart, Maria Ceclia C. Aranha Lima, Maria Ceclia Ziliotto,Maria Cristina de Barros Carvalho, Maria Cristina S. M. Capobianco, Maria de Lourdes Trassi Teixeira, Maria Igns Bierrenbach,Maria Machado Malta Campos, Marlova Jovchelovitch Nolleto, Marta Silva Campos, Melanie Farkas, Munir Cury, Newton A. Paciulli Bryan, Norma Jorge Kyriakos, Oris de Oliveira, Pedro Dallari, Rachel Gevertz, Ronald Kapaz, Rosa Lcia Moyss, Ruth Rocha, Sandra Juliana Sinicco, Silvia Gomara Daffre, Tatiana Belinky, Valdemar de Oliveira Neto e Vital Didonet SECRETARIA EXECUTIVA Superintendente: Ana Maria WilheimGerente de Comunicao Estratgica: Renata CookGerente de Informao: Walter Meyer KarlGerente de Mobilizao de Recursos: Luis Vieira Rocha Gerente de Planejamento de Programas e Projetos: Ely HarasawaPROGRAMA PREFEITO AMIGO DA CRIANACoordenador: Raul de CarvalhoEquipe: Ana Paula Lavos, Ana Valim, Ivone Silva, Mnica Takeda, Pedro Tavares e Rosana Paula Orlando ISBN - 85-88060-07-8Esta publicao teve como base a cartilha Conselhos e Fundos Municipais dos Direitos da Criana e do Adolescente Passo a Passo - Um Guia Para a Ao,editada pelo Instituto Telemig Celular de Minas Gerais, com concepo e elaborao da Modus Faciendi Agncia de Responsabilidade Social.2 3. ApresentaoDestacam-se, na Constituio Federal de 1988, os artigos204 e 227. O artigo 204 trata da descentralizaopoltico-administrativa dos programas e da participaoda populao na formulao e no controle da poltica deatendimento criana e ao adolescente. O artigo 227eleva a criana e o adolescente categoria de cidado,dispondo que: dever da famlia, da sociedade e do Estado assegurar criana e ao adolescente, com absoluta prioridade, odireito vida, sade, alimentao, educao, aolazer, profissionalizao, cultura, dignidade, aorespeito, liberdade e convivncia familiar ecomunitria, alm de coloc-los a salvo de toda forma denegligncia, discriminao, explorao, violncia,crueldade e opresso.O Estatuto da Criana e do Adolescente (ECA), LeiComplementar n 8.069 de 13 de julho de 1990, aoregulamentar o artigo 204 e 227 da Constituio Federal,prope um sistema de atendimento e garantia de direitose uma nova forma de gesto, com destaque especial aosConselhos e Fundos Municipais dos Direitos da Criana edo Adolescente.Os Conselhos Municipais dos Direitos, com representaoparitria, so as instncias, de mbito municipal,responsveis pela formulao, deliberao e controle dapoltica de ateno criana e ao adolescente. J osFundos Municipais dos Direitos possibilitam o aporte derecursos para a realizao de programas e projetosconsiderados prioritrios.Para alcanar mudanas significativas no campo daspolticas sociais de promoo e defesa dos direitos dacriana e do adolescente, cabe s administraesmunicipais oferecer todas as condies para a criao e opleno funcionamento dos Conselhos e Fundos.A Fundao Abrinq, por meio do Programa Prefeito Amigoda Criana, ao publicar a cartilha Conselho Tutelar -Guia para Ao Passo a Passo quer, mais uma vez,contribuir para implementar e qualificar a gesto dapoltica municipal de ateno criana e ao adolescente,em todo o territrio nacional. 3 4. O que faz um bom conselhoO verdadeiro Dia das Crianas deveria ser festejado em 13de julho, pois nesse dia do ano de 1990 surgiu uma leique, para ns da Fundao Abrinq, foi um autnticodivisor de guas. Estamos falando do Estatuto da Crianae do Adolescente (ECA), uma legislao que, pela primeiravez em nossa histria, enxergou a criana e o adolescentecomo sujeitos de direitos exigveis. Para faz-los valer, oECA criou garantias processuais e mecanismos demo-crticos de aplicao e fiscalizao do que passou a serlei. So os Conselhos dos Direitos da Criana e doAdolescente e os Conselhos Tutelares, que todo municpioprecisa criar. Da boa atuao de seus conselheiros, genteda prpria cidade, conhecedora da realidade local e vindade associaes de bairro, entidades assistenciais,movimentos comunitrios e religiosos ou, simplesmente,cidados dispostos a defender quem mais precisa dedefesa, depende a vitalidade do Estatuto.Por isso, a Fundao Abrinq, nascida no mesmo ano doECA, vem se empenhando para fortalecer o papel dosConselhos dos Direitos e dos Conselhos Tutelares,impulsionando sua criao onde eles ainda no existem.Esta cartilha foi uma louvvel iniciativa do InstitutoTelemig Celular, elaborada pela consultoria ModusFaciendi. Ela tem um propsito muito claro: mostrar,passo a passo, da maneira mais didtica possvel, como asociedade civil pode - e - deve montar seu ConselhoMunicipal dos Direitos da Criana e do Adolescente e seuConselho Tutelar. um material de consulta fcil eacessvel. Como entendemos que esta publicao no terterminado sua vida til enquanto existirem cidades semconselho formado ou atuante, temos a satisfao dereedit-la, agora pelo Programa Prefeito Amigo daCriana.Se voc, como ns, tem a certeza de que s teremos umPas melhor quando nossas crianas e adolescentesestiverem protegidos integralmente, ento estapublicao toda sua. Boa leitura!4 Rubens NavesDiretor-presidente 5. Programa PrefeitoAmigo da CrianaGesto 2001/2004O Programa Prefeito Amigo da Criana, com o apoio do Rede Prefeito Amigo da CrianaFundo das Naes Unidas pela Infncia - Unicef, daFundao Ford e da Fundao David e Lucile Packard tem A Rede Prefeito Amigo da Criana formada peloscomo objetivo comprometer e apoiar as gestes Prefeitos(as) que, mobilizados pela Fundao Abrinq, semunicipais de todo o Pas na implementao de polticas comprometeram a enfrentar as questes que dificultam apblicas que garantam a proteo integral de crianas e efetivao dos direitos de crianas e adolescentes.adolescentes. O Programa Prefeito Amigo da Criana se compromete aO que um(a) Prefeito(a)desempenhar o papel de animador da Rede, disponibilizandoAmigo(a) da Crianacontedos nas reas de gesto e de atendimento criana e ao adolescente; mobilizando parceiros para apoiar os gestores municipais; e dando visibilidade s aes bem-Prefeito(a) Amigo(a) da Criana o(a) dirigente municipal sucedidas e exemplares realizadas pelos municpios.que assumiu o compromisso de priorizar a infncia e aadolescncia em sua gesto, estabeleceu metas de suaadministrao para melhoria da qualidade de vida desse Reconhecimento das gestessegmento da populao, elaborou o Plano de AomunicipaisMunicipal e pactuou suas metas e plano com a sociedadelocal, obtendo a aprovao do Conselho Municipal dos As gestes municipais que cumprirem o que projetaram,Direitos da Criana e do Adolescente. Cabe ao Prefeito(a) com resultado na transformao da realidade local dae ao Conselho Municipal sensibilizarem e mobilizarem a infncia e adolescncia, diagnosticada no incio dosociedade local para que esta possa contribuir para a mandato, tero suas aes reconhecidas pela realizao dorealizao do Plano e o alcance das metas estabelecidas. Prmio Prefeito Amigo da Criana.O Selo Prefeito Amigo da CrianaO Selo Prefeito Amigo da Criana tem como objetivoreconhecer o compromisso do(a) gestor(a) municipal derealizar um conjunto de aes que levem ao atendimentodos direitos de crianas e adolescentes.5 6. SumrioPasso a passo...............................................................................................................................................7O novo Direito da Infncia e da Juventude no Brasil...........................................................................................8Conselho Tutelar: como criar, formar e instalar..................................................................................................11Conselho Tutelar: participao comunitria para proteo integral.......................................................................19Atribuies do Conselho Tutelar: zelar e garantir o cumprimento dos direitos da criana e do adolescente..................21Principais interlocutores do Conselho Tutelar: conversar para entender, fazer entender e resolver..............................29Conselheiro Tutelar: saber agir na busca de solues adequadas..........................................................................31Conselheiro Tutelar: receber, estudar, encaminhar e acompanhar casos.................................................................36Conselho Tutelar e proteo integral..............................................................