guia acessibilidade e mobilidade: portugal, 2006

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  1. 1. ACESSIBILIDADEEMOBILIDADEPARATODOS 9789898051042
  2. 2. Ficha tcnica Edio Secretariado Nacional de Reabilitao e Integrao das Pessoas com Deficincia Coordenao Geral Paula Teles Coordenao Sectorial Carlos Pereira, Pedro Ribeiro da Silva Equipa Consultiva SNRIPD (Lusa Portugal, Catarina Correia, Carlos Pereira); APPLA (Pedro Ribeiro da Silva); Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos (Paula Teles); INH (Maria Joo Freitas, Vasco Folha); CEFA (Nuno Marques Pereira); LNEC (Joo Branco Pedro). Equipa Tcnica Maria Figueiredo Teles, Lia Ferreira, Mateus Oliveira, Adriana Pais, Beatriz Martins. Design grfico Carlos Soares Impresso Inova, Porto Depsito Legal 260315/07 ISBN 978-989-8051-04-2 Tiragem 5.000 exemplares Este Guia publicado no mbito do PAIPDI - Plano de Aco para a Integrao da Pessoa com Deficincia ou Incapacidade 2006/2009 - Gabinete da Secretria de Estado Adjunta e da Reabilitao
  3. 3. ndice Prefcio Idlia Maria Marques Salvador Serro de Menezes Moniz Secretria de Estado Adjunta e da Reabilitao Nota de Apresentao Lusa Portugal, Secretria Nacional do Secretariado Nacional de Reabilitao e Integrao das pessoas com deficincia Jos Teixeira Monteiro, Presidente do Conselho Directivo do Instituto Nacional de Habitao Nuno Marques, Vice-Presidente do Centro de Estudos e Formao Autrquica Carlos Matias Ramos, Presidente do Laboratrio Nacional de Engenharia Civil Introduo Paula Teles, Coordenadora da Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade para todos Pedro Ribeiro da Silva, Presidente da Associao Portuguesa de Planeadores do Territrio Parte 1 Interpretao Jurdica 1. 1. Hierarquizao Legislativa 1. 2. Anotaes ao Articulado 1. 3. Legislao Relacionvel Parte 2 Descodificao das Normas Tcnicas apresentadas no D.L. n. 163/2006 2. 1. ndice do anexo 2. 2. Descodificao desenhada das Normas Tcnicas 2.2.1. Via pblica 2.2.2. Edifcios e estabelecimentos em geral 2.2.3. Edifcios, estabelecimentos e instalaes com usos especficos 2.2.4. Percurso Acessvel 2. 3. Quadros de Sistematizao Temtica 2.3.1. Percurso Acessvel 2.3.2. Rampas 2.3.3. Escadas 2.3.4. Ascensores e Plataformas Elevatrias 2.3.5. Instalaes Sanitrias Parte 3 Anexo 3. 1. ndice Remissivo das Normas Tcnicas 3. 2. D.L. n. 163/2006 de 8 de Agosto (texto integral) 5 7 9 11 13 15 19 21 27 55 65 67 71 72 90 150 167 195 196 198 202 206 208 213 215 225
  4. 4. Prefcio Secretria de Estado Adjunta e da Reabilitao Idlia Maria Marques Salvador Serro de Menezes Moniz A promoo da acessibilidade constitui uma condio essencial para o pleno exerccio de direitos de cidadania consagrados na Constituio Portuguesa, como o direito Qualidade de Vida, Liberdade de Expresso e Associao, Informao, Dignidade Social e Capacidade Civil, bem como Igualdade de Oportunidades no acesso Educao, Sade, Habitao, ao Lazer e Tempo Livre e ao Trabalho. Temos, no entanto, verificado que as sucessivas medidas levadas a cabo nesta rea no tm produzido modificaes significativas no quadro existente, sub- sistindo, no edificado nacional, uma larga percentagem de edifcios, espaos e instalaes que no satisfazem as condies mnimas de acessibilidade e que colocam limitaes aos cidados que deles pretendem, legitimamente, fruir. Tornava-se, assim, imperioso actuar nesta matria. Por isso, considero que dado um passo de primordial importncia com a entra- da em vigor do Decreto-Lei n. 163/2006, de 8 de Agosto, o qual procede de- finio das condies de acessibilidade a satisfazer no projecto e na construo de espaos pblicos, equipamentos colectivos e edifcios pblicos, sublinhando- se que, pela primeira vez, estas normas se estendem ao edificado habitacional. Com esta nova lei so introduzidas inovaes substanciais no nosso ordena- mento jurdico-administrativo, designadamente atravs das correces das insuficincias observadas no Decreto-Lei 123/97, de 2 de Maio, e da melhoria
  5. 5. dos mecanismos fiscalizadores, dotando-os de uma maior eficcia sancio- natria, do aumento dos nveis de comunicao e de responsabilizao dos diversos agentes envolvidos nestes procedimentos, bem como da introduo de novas solues, consentneas com a evoluo tcnica, social e legislativa entretanto verificada. Este objectivo, no se esgota, contudo, nas iniciativas legislativas. da maior importncia a criao de instrumentos que possam auxiliar e orientar todos aqueles que, pelas mais diversas razes, tenham de interpretar e aplicar a nova lei. Sada-se, por isso, vivamente o aparecimento deste guia das acessibilidades e mobilidade para todos, resultante dos esforos conjuntos do SNRIPD, da APPLA, do LNEC, do INH e do CEFA, os quais constituem uma iniciativa mo- delar de coordenao e concertao de sinergias entre as diversas entidades, quer pblicas, quer privadas, envolvidas nos domnios ligados promoo da acessibilidade universal. As pessoas com mobilidade condicionada esperam, de todos ns, que utilize- mos todos os mecanismos e instrumentos ao servio da construo de uma sociedade sem barreiras, os quais carecem de enquadramento normativo, mas muito, tambm, de sensibilizao e envolvimento das populaes e de todos os agentes envolvidos neste projecto comum. A responsabilizao e mobilizao dos diversos actores envolvidos, a par com a vontade poltica inequvoca em transformar este sector da nossa sociedade, dotando-o de novos meios e instrumentos legais, so condies essenciais para atingirmos o objectivo da melhoria da qualidade de vida e da plena parti- cipao cvica e social de todos os cidados. Este Guia mais um desses inestimveis meios que colocamos ao dispor de um vasto conjunto de pessoas, no pressuposto que as leis se fazem para se- rem cumpridas, mas que no podem deixar de estar, tambm elas, acessveis ao maior nmero possvel de cidados interessados em conhec-las.
  6. 6. Nota de apresentao Lusa Portugal Presidente do SNRIPD Quando em algum momento da nossa vida experimentamos a diferena e vivenciamos a distncia que nos separa do homem idealizado, jovem, sau- dvel, de estatura mdia e com capacidades de utilizao dos espaos e dos equipamentos, a, nesse momento, que as adversidades e as barreiras do meio em que vivemos se sentem mais fundo No entanto a cidade e os seus espaos no precisam de ser adversos, no inevitvel que acontea. possvel desenhar e equipar sem barreiras e ade- quar a sua utilizao para um nmero grande de pessoas com diferenas na sua mobilidade. Promover a acessibilidade dos edifcios e dos espaos pblicos com ganhos de funcionalidade, garantia de melhor qualidade de vida para todos os cidados. Garantindo autonomia, derrubam-se preconceitos e favorecem-se prticas inclusivas para todos mas principalmente para as pessoas com defici- ncia, incapacidades e dificuldades na mobilidade. Com a elaborao deste Guia, o SNRIPD pretende atribuir a importncia devida ao cidado com mobilidade reduzida, ao contribuir para a eliminao das barreiras arquitectnicas, criando no seu dia-a-dia maior mobilidade, maior segurana e consequentemente melhor qualidade de vida. Cabe agora aos responsveis tcnicos a aplicabilidade das normas tcnicas, contribuindo assim para o avano firme que garante a plena acessibilidade a todos os cida- dos, condio indispensvel para o integral exerccio dos seus direitos.
  7. 7. Nota de apresentao Jos Teixeira Monteiro Presidente do Conselho Directivo do INH A promoo e garantia da plena acessibilidade um aspecto essencial qualidade de vida dos cidados e ao exerccio dos seus direitos, como membros participantes de uma comunidade regida pelos princpios de uma sociedade democrtica, no sentido de garantir a sua real integrao e participao cvica. Longo tem sido o percurso das tentativas de produzir legislao sobre a ma- tria Decreto-Lei 43/82 , consequentes prorrogaes e revogao em 1986 e, ainda, vrias propostas de reviso do RGEU em que as questes da acessi- bilidade eram contempladas tendo da resultado apenas a publicao do Decreto- lei123/97, dirigido aos edifcios pblicos, equipamentos colectivos e via pblica, portanto, com uma abrangncia bem menor que a contemplada no Decreto-Lei agora publicado. Sendo o Instituto Nacional de Habitao uma entidade a que compete o estudo de solues tcnicas e normativas adequadas ao desenvolvimento da poltica habitacional do Estado, tendo sempre como referncia ojectivos de interesse social, com satisfao que recebemos o Decreto-Lei 163/2006 e, em consequncia , o presente Guia que vem contribuir para a sua divulgao e exemplificao clara da sua aplicao, supondo-se que agora, finalmente, se possa caminhar no sentido de um parque edificado verdadeiramente respeitador de todos os cidados.
  8. 8. 10
  9. 9. Nota de apresentao Nuno Marques Pereira Vice-Presidente do CEFA A criao de melhores condies gerais de mobilidade e acessibilidade cum- pre um desgnio urbano da dimenso humana: abrir caminho a uma consis- tente coeso social. O aperfeioamento e reorganizao da urbis so condies fundamentais para um desenvolvimento materialmente justo, sustentado e integrador da civitas. As barreiras fsicas constituem uma forma de excluso, que reflectem as contradies contemporneas, num tempo de luta pela superao de uma complexidade urbana, muitas vezes subversiva, presa num rendilhado de fortes descontinuidades e oposies urbansticas. com muito gosto que o Centro de Estudos e Formao Autrquica (CEFA) se as- socia publicao deste Guia, com vista a dar o seu contributo para a sua eficaz divulgao junto de todos os responsveis pela concretizao dos seus intentos. Surge em boa hora, visto que constitui um precioso auxlio para a efectiva e inadivel aplicabilidade do novo quadro legal, que garante a plena acessibilidade a todos os cidados, condio indelvel para o integral exerccio dos seus direitos. O CEFA, que centra a sua aco no contributo para o aperfeioamento e mo- dernizao da administrao autrquica, atravs da formao dos seus agen- tes, da assessoria tcnica e da edio de obras especializadas, no podia ficar indiferente a mais um desafio de modernidade para os noss

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