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  • UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do ParanVESTIBULAR 2013

    Grupo 5Histria, Sociologia e Redao

    Candidato: inscrio - nome do candidatoOpo: cdigo - nome / turno - cidadeLngua Estrangeira: nome da lngua Cotista: CotistaLocal de Prova: nome do local de provaCidade de Prova: municpio de provaSala de Prova: numero Carteira de Prova: nmero

    Observaes1. CADERNO DE PROVAS: Este caderno possui a prova de REDAO e a prova de CONHECIMENTOS ESPECFICOS do concurso vestibular, sendo esta ltima constituda por duas matrias (apresentadas em ordem alfabtica), dentre as quais podem estar Biologia, Espanhol, Filosofia, Fsica, Geografia, Histria, Ingls, Literatura, Matemtica, Portugus, Qumica, Sociologia de acordo com a escolha do curso feita pelo candidato. Cada matria possui doze questes objetivas; cada questo tem cinco alternativas (A, B, C, D, E), das quais apenas uma est correta.

    2. CARTO DE RESPOSTAS: Verifique se as informaes que constam no seu carto resposta esto corretas. Se os dados estiverem corretos, assine o carto. Caso haja algum erro, notifique imediatamente o erro ao fiscal. Oportunamente, leia as instrues para o correto preenchimento das respostas.

    3. PREENCHIMENTO DO CARTO DE RESPOSTAS: Verifique seus dados impressos nesta folha. Use caneta esferogrfica PRETA para preencher TODO o quadrculo (a marcao indevida anula a resposta dada na questo). Entregue o carto-resposta ASSINADO no local indicado. No amasse, no dobre e no suje o carto-resposta, sob pena do no-reconhecimento pelos equipamentos de leitura.

    4. PERMANNCIA NA SALA: vedado sair da sala de provas antes das 16:00 horas, sob pena de desclassificao. O trmino da prova s 17:30 horas, impreterivelmente, sob pena de desclassificao. No h previso de horrio extra para o preenchimento do carto de respostas.

    5. ENTREGA DO MATERIAL E GABARITO: Ao retirar-se da sala, voc dever entregar o carto de respostas. Pode, contudo, levar consigo o caderno de provas, onde permitido anotar as respostas dadas (para, depois, conferir com o gabarito a ser fornecido pela Unioeste).

    6. Verifique agora se a impresso deste caderno est em ordem e se contm as 24 questes que deve conter. de responsabilidade do candidato informar ao fiscal de sala os problemas de impresso para que ele providencie a troca de prova, caso contrrio, no sero aceitas reclamaes posteriores._________________________________________________________________________________________________Observao: No esquea de entregar o carto de resposta assinado e com a sua impresso digital ao fiscal de sala e pedir a assinatura dele na declarao abaixo que confirma a entrega do gabarito.

    7. DECLARO TER RECEBIDO O CARTO RESPOSTA REFERENTE INSCRIO ACIMA.

    ________________________ ___________________________NOME DO FISCAL ASSINATURA DO FISCAL

  • HISTRIA1. No imaginrio dos brasileiros, to clebre quanto o grito de dom Pedro, s margens do Rio Ipiranga, o quadro pintado por Pedro Amrico por legitimar aquele momento decisivo, em que o Brasil se separava oficialmente de Portugal. Nele, como se pode observar, na reproduo abaixo, nosso primeiro imperador ergue a espada num gesto de desafio, que conta com o apoio resoluto dos civis que o seguem e das tropas reunidas ao seu lado.

    Pedro Amrico (1843-1905). Independncia ou morte, 1888. leo sobre tela, 760x415 cm. So Paulo. Acervo do Museu Paulista.

    Considerando a imagem acima sobre os acontecimentos que marcaram a independncia do Brasil, correto afirmar queA. o movimento de independncia de 1822 foi o resultado de uma forte reao das camadas sociais mais pobres,

    trabalhadores livres e escravos, s pretenses e tentativas das Cortes de Lisboa de restabelecer o pacto colonial.B. a Revoluo Constitucional Liberal do Porto est vinculada aos conflitos sociais liderados pela burguesia

    industrial portuguesa que entrou em crise com a concorrncia das mercadorias produzidas na Colnia, no incio do sculo XIX.

    C. o quadro de Pedro Amrico considerado uma representao fiel e real de todos os setores que almejavam e lutaram pela independncia do Brasil, aps a longa e sangrenta guerra civil contra os comerciantes portugueses, liderada por dom Pedro.

    D. na primeira dcada do sculo XIX, o reino de Portugal foi palco da revoluo Liberal do Porto. Os revolucionrios lusitanos convocaram as Cortes Gerais e entre suas deliberaes, propuseram o retorno do imperador dom Pedro I a Portugal.

    E. o quadro de Pedro Amrico uma representao elaborada posteriormente independncia que enaltece o suposto ato heroico de dom Pedro I.

  • 2. Leia o fragmento abaixo:

    Acender as velas J profissoQuando no tem sambaTem desiluso [...]Deus me perdoeMas vou dizerO doutor chegou tarde demaisPorque no morroNo tem automvel pra subirNo tem telefone pra chamarE no tem beleza pra se verE a gente morre sem querer morrer.

    KETI, Z. Acender as Velas. Compacto - Mscara Negra/Acender as velas. Selo Mocambo. 1965.

    De 1960 a 1965 cerca de 42.000 trabalhadores foram desapropriados para alteraes urbansticas na cidade do Rio de Janeiro. Ao dialogar com a temporalidade da produo do samba Acender as Velas, correto afirmar queA. a questo destacada pelo compositor se refere denncia de mortes constantes nas favelas, motivadas pelo trfico

    de drogas e pela violncia no morro, descartando qualquer outro problema causado pela desigualdade social.B. as condies de atendimento pblico mdico e hospitalar consideradas insuficientes na dcada de 1960, tm

    neste incio do sc. XXI alteraes significativas, pois no registram, acima da mdia permitida, ndices de mortes por falta de atendimento.

    C. a movimentao dos trabalhadores por novas perspectivas de trabalho, moradia e condies de vida, s ocorreu em perodos de polticas de expanso de fronteira. Trata-se de um processo que foi denominado como ao de fronteira, coordenado pelo Estado.

    D. atualmente o debate sobre a condio da favela como patrimnio tem apresentado controvrsias, principalmente porque ao reconhecer o espao social da favela se garante investimentos para melhorar as condies de moradia e sociabilidade de seus moradores.

    E. na dcada de 1960 as condies de moradia nas favelas indicavam certa intensificao dos conflitos pela organizao das cidades brasileiras, pautada no que se denominou como remoo para reformas urbanas, aumentando, principalmente, a ocupao dos morros e reas limtrofes de cidades, como foi o caso do Rio de Janeiro.

  • 3. Analise a charge a seguir:

    LATUFF. Humor Poltico. Disponvel em: http://www.humorpolitico.com.br/sem-categoria/partido-colorado-que-esteve-61-anos-no-poder-da-golpe-institucional-no-paraguai/ Acesso: junho 2012.

    Sobre as questes vinculadas ao processo de impeachment do presidente paraguaio Fernando Lugo, INCORRETO afirmar queA. o afastamento paraguaio das aes comerciais vinculadas ao MERCOSUL foi estimulado pelo acordo de livre

    comrcio firmado entre EUA e Paraguai, o que era uma expectativa do governo Lugo para ampliar sua atuao, mas que desrespeitava a unio aduaneira entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

    B. as negociaes iniciadas no final de junho de 2012 entre os pases membros do MERCOSUL (Brasil, Argentina e Uruguai) e a China, deixaram o Paraguai fora da reunio comercial entre o bloco e o pas asitico. Essa deciso foi tomada como repdio conduo do processo de impeachment do presidente Fernando Lugo.

    C. as tenses envolvendo possveis desapropriaes de terra no Paraguai colocaram em debate a proposta de campanha eleitoral de Lugo, vinculada Reforma Agrria no pas, trazendo tona questionamentos sobre a atuao de multinacionais e latifundirios em terras paraguaias desde a segunda metade do sc. XX.

    D. durante as avaliaes do governo de Frederico Franco, instalado a partir de 22 de junho, o senador lvaro Dias (PSDB) declarou que a ao foi legtima e constitucional. A posio do partido, expressa pelo senador, questionou a postura do governo brasileiro e a incorporao da Venezuela s atividades comerciais do MERCOSUL.

    E. o confronto dos carperos (sem-terra paraguaios) com latifundirios questiona a legitimidade das propriedades adquiridas, em sua maioria, durante o governo Stroessner (1954-1989), indicando que essa produo no beneficia os paraguaios, pois grande parte das propriedades est vinculada produo de soja e enriquecimento estrangeiro, incluindo grandes proprietrios brasileiros que atuam no pas.

  • 4. A cidade-Estado clssica parece ter sido criada paralelamente pelos gregos e pelos etruscos e/ou romanos. No caso destes ltimos, a influncia grega foi inegvel, embora difcil de avaliar ou medir. No entanto, apesar de traos comuns, o desenvolvimento da cidade-Estado grega e o da etrusco-romana, mesmo admitindo a grande heterogeneidade de evolues perceptvel tambm na prpria Grcia, mostram desde o incio fortes especificidades que autorizam a suposio, no de uma simples difuso, mas de uma criao paralela.

    CARDOSO, Ciro Flamarion S. A Cidade-Estado Antiga. So Paulo: tica, 1985, p. 07.

    Com relao s caractersticas comuns das cidades-Estados clssicas, correto afirmar queA. nas cidades-Estados clssicas, os cidados participavam do processo poltico e no havia uma separao entre

    religio e Estado.B. todos os cidados, inclusive os estrangeiros livres que viviam em Atenas, denominados metecos, participavam do

    processo poltico nas cidades-Estados clssicas.C. trata-se de uma organizao poltica na qual, de forma semelhante s democracias atuais, havia a separao entre

    os poderes legislativo, executivo e judicirio, bem como entre Estado e religio.D. a participao dos cidados no processo poltico se dava unicamente