Governança, Meio Ambiente e Transição de Revisado para VII... · autocrático de gestão (participação…

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  • Governana, Meio Ambiente e Transio de Paradigmas

    Fernando Jos Pereira da Costa1

    Manoel Gonalves Rodrigues2

    Resumo Com a crise do Estado do Bem-Estar, emerge o conceito de governana, com as suas diversas definies e concepes. No contexto da proposta de governana surge, e isto claro no caso brasileiro, a concepo participativa, que v com desconfiana o Estado enquanto formulador, gestor e executor de polticas pblicas, notadamente a nvel da esfera tcnica e planificadora. A viso participativista, ao contrrio de muitas concepes que advogam a participao pblica da sociedade civil, em interao com o poder pblico, desconsidera a funo tcnico-planejadora do Estado e de sua burocracia, enxergando, inclusive, no desmantelamento do Estado, a oportunidade de avano a nvel de suas propostas e aes. Conclui-se que somente se alcanar a governana estratgica, quando o Estado atravs do planejamento estratgico agir sinergicamente com a sociedade civil, isto interao Estado-sociedade) de modo a assegurar a transio de paradigmas a nvel energtico e ambiental. Palavras-chave: Governana Estratgica, Paradigmas, Meio Ambiente

    Introduo A governana, enquanto conceito, aplica-se no somente esfera corporativa, mas questo urbana, componente energtica e ao meio ambiente, passando a considerar novos arranjos (poltico-gerenciais) que dem suporte concretizao/viabilizao de novas prticas que considerem os riscos e oportunidades relativos a uma envolvncia externa cada vez mais voltil, em transformao acelerada e que, no que se refere, de modo mais especfico, governana urbana, pode oscilar entre a chamada democracia participativa e as inter-relaes entre o planejamento tecnocrtico e a governana comunitria (FREY, 2007, p. 136). A governana surge, ento, como forma de superar o modelo neoliberal de desenvolvimento (muito embora estejam a situadas as suas razes terico-conceituais) e de atender s crescentes demandas da sociedade civil, de forma a estimular aes direcionadas ao Desenvolvimento Sustentvel, atravs das novas tendncias da administrao pblica e da gesto das polticas pblicas, bem como ao recurso a novas formas de articulao poltico-administrativa que representem a transio do princpio

    1 Economista, doutorando em economia pela Universidade de Santiago de Compostela, Espanha (e-

    mail:fjpcosta@sapo.pt) 2 Engenheiro, doutor em engenharia mecnica com foco em energia e meio ambiente pela Unicamp,

    Brasil (e-mail:manoel.grodrigues@gmail.com)

  • da autoridade estatal para a abordagem da gesto compartilhada/interinstitucional (setor pblico, setor produtivo e terceiro setor). Pode-se considerar o governo como um entre os muito influentes atores sociais que se encontram envolvidos na formulao/implementao das polticas pblicas (FREY, 2007, pp. 137 e 138). De acordo com Gaventa (2001, pp. 2 e 3), a governana participativa pode servir como alternativa ao ataque neoliberal contra o Estado (desregulao, privatizao, reduo dos gastos sociais, corte geral dos gastos estatais), no sentido de se opor ao desmantelamento do Estado e propor uma nova forma de interveno estatal (democrtico-participativa e no liberal-econmica). Estado, Sociedade e Gesto Pblica Um novo modelo de gesto de polticas pblicas, no qual o gestor pblico supere a sua faceta meramente tcnica e assuma o seu lado poltico (processo de negociao com os diversos atores), no contexto de um planejamento estratgico de mdio/longo prazo, de modo a dotar as aes governamentais de legitimidade e a viabilizar uma boa governana, introduzindo-se aqui a proposta da democracia participativa, deve ser configurado. Na sequncia disto, apresenta-se a crtica ao Estado centralizador (superao do paradigma tecnocrtico), a proposta participativa como forma de superar o modelo autocrtico de gesto (participao popular na gesto das polticas pblicas) e o abandono dos projetos sociais a partir da hegemonia do neoliberalismo nos anos 70/80 do sculo XX. Caberia aqui apresentar a crtica essa concepo (democrtico-participativa). Antes de mais nada, no se cr que seja possvel erigir um Estado minimamente eficaz (enquanto ator) a nvel da configurao, delineamento, gesto e implementao de polticas pblicas, bem como enquanto entidade poltico-planificadora, descartando-se a tcnico-burocracia. Na verdade, se fato que o paradigma weberiano teria sido superado, o que se deveria buscar, no contexto de uma abordagem neoweberiana, seria a formao de uma neoburocracia, muito mais profissional, meritocrtica e estratgica do que a burocracia weberiana tpica. Esta tcnico-burocracia de tipo novo estaria de acordo com a busca por um Estado mais flexvel, eficiente e estratgico (e at contingencial). Por outro lado, com relao questo da crtica configurao do Estado, h que considerar que o modelo de Estado vertical no pode ser tomado como o vilo de todas as estrias, pois h que recordar que partindo da experincia prussiana, passando pelo projeto varguista e chegando, aos dias de hoje, s pujantes economias do Sudeste Asitico, a concepo vertical-estatista at que no se saiu muito mal. Na verdade, se o estado keynesiano entrou em crise na dcada de 70 do sculo XX, cedendo espao ao projeto neoliberal, o Estado tcnico-burocrtico-estratgico neoconfuciano parece se encontrar de plena sade.

  • De outro modo, abandonar o modelo vertical e caminhar em direo ao modelo horizontal constitui-se em experincia que, na viso deste trabalho, muito dificilmente se realizar por completo, pois por maior (e desejvel) que seja o nvel de interao Estado-sociedade, a componente estatal desse binmio ter sempre uma estrutura hierrquico-verticalizada (ainda que esta possa ser minimizada via interao com a sociedade). A questo, ento, passa por se estruturar um Estado moderno e modernizador, com uma neoburocracia (tcnico-burocracia neoweberiana), maiores nveis de eficcia/eficincia, uma nova interao com a sociedade, uma estrutura hierrquico-vertical mitigada e uma postura sistmico-estratgica. Portanto, a descentralizao do Estado, quer a nvel poltico-administrativo, quer em termos da gesto das polticas, quer ainda quanto ao processo de tomada de deciso, desejvel (mormente no contexto de uma maior interao Estado-sociedade), mas no se pode esquecer que o Estado necessita de um mnimo de estrutura tcnico-burocrtico-administrativa para poder delinear/implementar polticas pblicas de forma integrada, sistmica e estratgica. Na concepo deste trabalho, no se pode conceber o Estado desprovido de uma base orgnico-tcnica e de uma estrutura tcnico-burocrtica para desempenhar minimamente suas funes, mormente a nvel do planejamento. Ao se reduzir o poder de interveno/regulao do Estado e da tcnico-burocracia estatal, como pretende a vertente participativa (vis participativista), anula-se a capacidade planejadora (planejamento estratgico) do Estado. As concepes participativistas reduzem o planejamento estratgico viso de curto/mdio prazo, no considerando que um pas ou uma economia, por exemplo, devem ser pensados (estrategicamente) a longo prazo. Ao no se considerar o planejamento (planejamento estratgico) a la longue, as concepes participativistas desprezam a viso estratgica e o papel do Estado como agente sistmico-planificador e promotor/viabilizador de saltos qualitativos importantes a nvel do processo de desenvolvimento das sociedades (em termos produtivos, industriais, tecnolgicos, educacionais, culturais, etc.). Cabe registrar que as vises participativistas parecem no discordar de muitas das crticas feitas ao Estado por parte das concepes neoliberais. A crtica maior, por parte das vises participativistas, s polticas neoliberais, parece residir no abandono s polticas sociais. Os participativistas no buscam corrigir esse aspecto atravs da reconstruo/modernizao do Estado, mas antes pela intensificao da participao e da afirmao do setor pblico no-estatal (o terceiro setor), composto pelas organizaes sociais pblicas no estatais, tomando como bsico o que deveria estar na ponta do sistema social (FERRAREZI, s/data, p. 1). As vises da vertente participativa (na verdade, liberal-participativista) face ao Estado, exceo. em parte, da questo das polticas sociais, em nada diferem do iderio neoliberal. De fato, a viso liberal-participativista, ao direcionar suas baterias contra a estrutura estatal vertical-hierrquica, a tcnico-burocracia e a base tcnico-planficadora

  • do Estado, a pretexto de buscar uma maior participao da populao, est, na verdade, a questionar o papel do Estado enquanto agente interventor/regulador, poltico-administrativo e burocrtico-planejador. E, com isso, inviabiliza-se a proposta do Estado enquanto delineador/promotor de um planejamento integrado, sistmico e estratgico. . O Estado, enquanto delineador, gestor e implementador de polticas pblicas, deve promover a formao de capital humano (educao, formao, capacitao e sade), bem como investir, de forma direta/indireta, em cincia e tecnologia, que se mostram como variveis estratgicas no mbito da insero ativa dos pases no quadro da economia mundial (FERRAREZI, s/data, p.3). Para Ferrarezi (s/data, p. 10), o Estado deve ter sua ao predominantemente voltada para problemas estratgicos (equidade na aplicao de recursos, articulao do econmico com o social, definio das prioridades sociais, estabelecimento das diretrizes gerais de uma poltica de desenvolvimento, garantia de financiamento das polticas sociais e sinalizao da direo dos investimentos), de forma a promover alianas estratgicas e obter sinergias. Entretanto, na concepo deste trabalho, a postura estratgica do Estado (o principal planejador estratgico) muito mais ampla e profunda do que esses aspectos pretendem traduzir. O Estado deve ser o agente responsvel pelo delineamento/implementao do planejamento estratgico, no qual se consubstanciem todas as esferas da poltica pblica (produtiva, industrial, tecnolgica, social, educacional, cultural, etc.), de modo a lhes promover as possveis interaes (tica sistmica) e de forma a obter as necessrias sinergias, promovendo, dessa forma, o desenvolvimento econmico e social e uma integrao efetivamente ativa na economia mundial. O Estado, portanto, para alm de delineador/gestor das polticas pblicas, deve t-las em considerao no seu processo de planejamento (planejamento estratgico), de modo a consider-las como elementos estratgicos na alavancagem do processo de desenvolvimento. Considerar o Estado como responsvel pelo planejamento estratgico no significa, contudo, que ele abdique de seu papel de interventor (o Estado-empresrio, por exemplo) caso isso se faa necessrio, ou seja, se tal for estrategicamente importante (Estado dirigista/estrategista). Portanto, parece ser confuso o argumento do approach participativo (que a coincide com a posio neoliberal) de confundir o Estado burocrtico (burocrtico-weberiano) com o Estado autoritrio-tecnocrtico, como parece ser comum, mormente no caso brasileiro, dos autores afetos a tal posicionamento. Contudo, a abordagem participativa (na verdade, participativista) tambm o adota ao enxergar, inclusive, como positiva, a dbcle do Estado (na verdade, apenas de um tipo de Estado: o keynesiano), considerando-a como benfica ao avano do movimento popular-participativo. De fato, quer para a abordagem neoliberal, quer para a concepo participativista, o Estado o alvo a abater. A vertente participativista (de fato, liberal-participativista) no busca a interao com o Estado (o que visto como cooptaco). Em razo disto, a vertente participativista no considera, a nvel do seu horizonte terico-conceitual, a hiptese de refundao do Estado em moldes modernos. Um

  • Estado dotado de eficincia/flexibilidade e constitudo por uma tcnico-burocracia de tipo novo (a burocracia neoweberiana), mormente no que diz respeito componente tcnico-planificatria, que interaja, de forma dinmica (e sobretudo estratgica) com o mercado, a ele no se subjugando e a ele no impondo uma prtica meramente estatista (mas antes estratgica, sistmica e interativa). De fato, o papel estratgico do Estado fundamental para que venha a reconhecer a incapacidade de investimento/financiamento em algumas reas, para corrigi-las ou para delinear, junto com segmentos empresariais e demais setores sociais, uma forma de promover os investimentos sem considerar os recursos estatais alocados na totalidade dos empreendimentos. Deste modo, o Estado estrategista pode combinar o estatal-dirigismo com polticas econmico-liberalizadoras, de modo a configurar/implementar a Estratgia Nacional de Desenvolvimento. Governana e Globalizao Ao se analisar as definies de governana, observa-se que estas adotam uma postura de reduo do papel do Estado ou mesmo anti-estatista. Contudo, no entender deste trabalho, o conceito de governana, necessariamente, no precisa se revestir de anti-estatismo, pois o Estado necessrio, mormente num contexto de crise/volatilidade que hoje caracteriza a economia mundial. Por outro lado, o Estado deve assumir a responsabilidade pelo planejamento estratgico do desenvolvimento nacional, de modo a situar o pas face s mudanas que hoje caracterizam o mundo e de forma a inserir a economia (economia nacional), de forma ativa/dinmica, no mbito da economia mundial. De forma mais direta, registra-se que as novas hegemonias (mundiais, regionais e subregionais) representariam a transio da atual ordem unipolar para uma ordem multipolar, o que acentuaria o nvel de complexidade do entorno no qual se insere a economia nacional, fazendo com que se busque definir novos instrumentos e metodologias de ao, o que conduziria ampliao/atualizao do conceito de interveno estatal. Esta, por seu lado, compreenderia a adoo de uma viso estratgica, sistmica e prospectiva. Em razo das profundas transformaes (econmicas, produtivas, tecnolgicas, geopolticas, geo-estratgicas e poltico-institucionais) que vm ocorrendo desde os ltimos 20/30 anos do sculo XX, o contexto internacional est se tornando cada vez mais complexo, voltil e incerto, o que faz do Estado (enquanto mentor/executor do planejamento estratgico) um importante referencial no enfrentamento da turbulncia. Com o acirrar da concorrncia, num contexto de fortes mudanas e grandes alteraes, marcadas pela questo energtico-ambiental, pelos avanos tecnolgicos, pela emergncia das novas economias e pela redefinio das hegemonias a nvel mundial, tem-se um ambiente cada vez mais mutante e instvel. Assim sendo, o Estado planejador estratgico o elemento fundamental para que o enfrentamento e a ultrapassagem das vrias vicissitudes (econmicas, financeiras,

  • poltico-institucionais, concorrenciais, geopolticas, etc.) afetas envolvncia altamente instvel e voltil at que se defina um novo modelo de regulao ou uma nova configurao em termos de paradigma. Na verdade, conforme assinalado por Porto (1998, pp. 22 27), o planejamento estratgico, tendo como ferramenta central o Plano Estratgico, encontra-se presente nas modernas metodologias direcionadas a dar suporte busca e alcance de uma vantagem competitiva favorvel. Esta, por seu lado, ir resultar de um profundo conhecimento dos fatores internos e externos que atuam sobre a economia do pas, indicando as ameaas e oportunidades que devem ser consideradas, bem como as deficincias ou fraquezas que devem ser corrigidas ou mesmo eliminadas. Desse modo, o Plano Estratgico no pode, de modo algum, ser tido como uma ferramenta passiva ou reativa, mas antes como um instrumento poltico-gerencial ativo (ou proativo), que promova a adaptao contnua e ativa da economia face a uma envolvente em constante mutao. Assim sendo, o planejamento estratgico, enquanto mtodo de gesto e interveno governamental, apresenta uma agenda de questes ampla e variada, com destaque para as seguintes: lidar com a complexidade, trabalhar com a incerteza e fazer as escolhas necessrias. De modo assertivo, consoante o que registrado por Porto (1998, pp. 27 32), com o maior nvel de complexidade e incerteza do ambiente externo/interno aos pases e suas respectivas economias, fruto das enormes e aceleradas mudanas ocorridas desde ento, principalmente a nvel da complexidade tecnolgica, da competitividade, dos sistemas de regulamentao e dos nveis e formas de regulao, passa a ganhar cada vez maior relevncia a anlise da ambincia externa. Com as profundas transformaes ocorridas desde os anos 70, o planejamento estratgico ser o instrumento a possibilitar um tratamento mais apurado com relao aos rumos desejados e envolvncia externa, de modo a responder aos desafios apresentados pelos mesmos. A nvel do seu ambiente externo, as empresas/organizaes de grande porte passam a adotar configuraes organizacionais e modelos gerenciais sofisticados, diversificados e descentralizados, o que as faz ir em busca de um tratamento mais apurado com relao sua envolvncia externa, de modo a responder aos desafios apresentados pela mesma. assim que o planejamento estratgico, ao contrrio do que afirma uma certa literatura afeta gesto e estratgia, ganha relevo como instrumento adequado ao centramento dos pases/economias no mbito de um ambiente mais conturbado e com nveis muitssimo mais elevados de instabilidade. O planejamento estratgico, na verdade, constitui-se em referncia bsica para uma economia, de modo que esta possa assegurar sua continuidade vital e, simultaneamente, adaptar-se acirrada mutabilidade do ambiente, de forma a alcanar o desempenho sustentvel a longo prazo. O planejamento, a ser implementado pelo Estado de tipo novo (flexvel, dinmico e interativo), fruto da concepo, elaborao e implementao por parte de uma tcnico-burocracia renovada (a burocracia neoweberiana) o planejamento estratgico.

  • Este, por sua vez, simultaneamente estratgico, integrado e prospectivo. A concepo prospectiva desse planejamento renovado justifica-se no somente pelo elevado nvel de instabilidade e volatilidade que caracteriza os diversos aspectos que envolvem a vida das naes, mas tambm como elemento sinalizador do futuro desejado. Dessa forma, o alerta prospectivo e o planejamento estratgico configuram a cultura estratgica das naes/economias com o objetivo de alcanar maiores nveis de excelncia e competitividade.

    Um dos aspectos mais importantes das ltimas trs dcadas do sculo XX e do incio do sculo XXI tem a ver com a emergncia dos pases asiticos (mormente os do Sudeste Asitico) no contexto da economia mundial. Este fato, dadas as consequncias a diversos nveis (econmico, financeiro, industrial, tecnolgico, geopoltico, geo-estratgico, etc.) e principalmente no que diz respeito redefinio da configurao hegemnica mundial, insere um significativo grau de instabilidade/incerteza quanto trajetria a seguir em termos geo-econmicos.

    Isto faz com que seja premente que as naes/economias se situem, delineiem o seu futuro e definam o seu rumo/trajetria, o que s se faz dispondo de um sistema de planejamento estratgico verdadeiramente integrado e de fato prospectivo.

    Por outro lado, a ascenso asitica fortalece a via estratgico-planificadora, pois foi lanando mo de um efetivo e eficiente sistema de planejamento estratgico que os pases asiticos ultrapassaram seus gravssimos problemas estruturais, queimaram etapas no seu processo de desenvolvimento e constituram economias modernas, eficientes, com elevado nvel de qualificao de mo-de-obra, dinamismo empresarial e incorporao de alta tecnologia.

    Em primeiro lugar h que mencionar os denominados Tigres Asiticos ou os Quatro Drages Asiticos, como os denomina Bustelo (1994, pp. 18 21), que se vale tambm da denominao de Novos Pases Industrializados da sia (NPIA), para se referir aos casos de Coria do Sul, Taiwan, Hong Kong3 e Cingapura, cujas economias transformaram-se em lderes do crescimento econmico, com taxas de expanso que chegaram a superar as do prprio Japo. De fato, como bem observa Berzosa (1994, pp. 5 7), desde finais da dcada de 60 do sculo XX que os NPIA vm mostrando um crescimento econmico extraordinrio, fruto de um esforo sustentado para aumentar o investimento, o qual, por sua vez, encontra-se muita acima do registrado nos pases centrais.

    Cabe observar que esse investimento foi financiado com recursos internos, sendo estimulado por uma crescente abertura ao comrcio internacional e tambm por toda uma ordem de mudanas de fundo (fiscais, financeiras e institucionais). No entanto, apesar da forte promoo s exportaes e do claro incentivo iniciativa privada, os NPIA, em momento algum, seguiram um modelo que se guiasse pelo liberalismo econmico.

    Na verdade, o modelo de crescimento das economias ocidentais vem sendo questionado, de forma crescente, desde a dcada de 70 do sculo XX, poca que marca a emergncia

    3 J definitivamente integrado Repblica Popular da China (RPC)

  • do neoliberalismo. Tal questionamento, em parte, deveu-se limitao do prprio modelo e, por outra, intensificao da concorrncia mundial, a qual, por sua vez, comprova o fato de ser a sia do Pacfico um dos plos de maior dinamismo e capacidade de crescimento durante os trs/quatro decnios.

    Para Bustelo (1994, p. 15), o denominado Cinturo do Pacfico (Sudeste Asitico, Austlia, Nova Zelndia e a costa oeste das Amricas) pode vir a ser o novo centro da economia mundial, assinalando tambm que desde os anos 60 do sculo XX a posio de principal plo econmico mundial de crescimento se deslocou primeiro para o Japo e depois para o Leste Asitico e Sudeste Asitico.

    Conforme observou Bustelo (1994, p. 56), o elevado e acelerado crescimento econmico registrado pelos NPIA contribui, de forma bastante significativa, para que se promovesse o deslocamento do centro de gravidade da economia mundial, com essas economias mostrando-se como cada vez mais competitivas, o que impactaria fortemente a concorrncia inter-industrial a nvel mundial.

    No entanto, a partir de finais dos anos 80 e princpios dos anos 90 do sculo XX, os NPIA passam a registrar um abrandamento no ritmo de crescimento de suas economias, notadamente nos casos da Coria do Sul e Taiwan, pases que, entretanto, alcanaram no somente nveis muito significativos no que se refere ao desempenho de suas economias, mas tambm construram uma base industrial de peso, dotaram-se de um forte estofo tecnolgico e montaram um sistema educacional de qualidade e excelncia.

    Por outro lado, ganhou fora, em meados dos anos 80 do sculo XX, a idia de que, nos NPIA, se desenvolvera uma interveno estatal no sentido de dar sustentao ao mercado (planejamento sustentador do mercado), de orient-lo e govern-lo, o que teria resultado em uma sinergia pragmtica entre Estado e mercado, o que caracterizou o estabelecimento de um intervencionismo promotor do mercado, pelo qual os NPIA haviam conseguido obter alguns bons resultados (manuteno da estabilidade econmica, criao de um mercado competitivo, realizao de investimentos em capital fsico e humano, condicionamento do apoio s empresas ao cumprimento de objetivos, etc.).

    Contudo, na opinio de alguns autores e especialistas, a realidade desenvolvimentista dos NPIA estaria muito mais prxima de ser descortinada pelo enfoque do Estado promotor da acelerao do processo de industrializao e do catching up tecnolgico (verso revisionista).

    Assim sendo, a interveno estatal foi muito mais importante do que nas economias de industrializao tardia do sculo XIX. Na Coria do Sul e em Taiwan, no incio dos anos 60 do sculo transato, registrava-se, apesar dos baixos salrios, uma enorme incapacidade competitiva. Em outras palavras, mesmo funcionando corretamente, o mercado, s por ele, no se mostrava capaz de fomentar a industrializao. Portanto, a interveno estatal no se harmonizou com o mercado, antes viabilizando uma estratgia ativa de industrializao.

    de se notar que ao longo dos anos 90 do sculo XX, no Japo e na Coria do Sul, tanto no que se refere aos indicadores de C&T, quanto a outros (registro de patentes, utilizao de computadores, uso de Internet, nmero de artigos cientficos publicados,

  • etc.) o desempenho superior ao dos EUA. Tal aspecto, parece comprovar que o excelente desempenho das economias do Leste Asitico tem impactos considerveis a nvel de axiomas afetos teoria do desenvolvimento econmico, contribuindo para a formao de diferentes sistemas organizacionais que constituem, por sua vez, em elementos muito importantes desse debate.

    Na verdade, a experincia dos pases do Leste Asitico, conforme registra Masiero (2007, pp. 336 339), em formao e gesto de recursos humanos, bem como na ausncia de fortes disparidades, em termos de ganhos salariais entre nveis hierrquico-profissionais extremos (como parece ser o caso do Japo), em educao e aprendizagem (principalmente nas reas tecnolgicas), em assimilao e inovao de tecnologias, bem como em capacitao, demonstram que esses pases esto a formar um grande exrcito de profissionais capacitados e qualificados para atuar no mercado internacional, atender s necessidades das grandes organizaes, assim como das pequenas e mdias empresas.

    De forma efetiva, os novos produtores e consumidores asiticos buscaro modos e metodologias mais eficientes a nvel da organizao da produo, como just-in-time, ou do controle da mesma por intermdio de programas de qualidade total, definindo uma trajetria em direo ao contnuo aperfeioamento dos negcios, dos mtodos de gesto, das configuraes organizacionais e institucionais, bem como dos diversos acordos de cooperao em diferentes segmentos de atividade.

    Conforme registrado por Bresser-Pereira (2007, pp. 7 e 8), da mesma forma que o sculo XX foi marcado pela hegemonia norte-americana, tudo parece apontar para que o sculo XXI seja o sculo da sia (e no apenas da RPC), j se assistindo, hoje, ao deslocamento do eixo econmico mundial que, durante alguns sculos localizou-se na Europa, passando, no sculo XX a situar-se nos EUA.

    No entanto, se o capitalismo avana, em todas as partes do mundo, girando riquezas e desigualdades, de observar que em nenhuma outra parte do mundo ele to dinmico quanto na sia. Para tal, muito colaborou a cultura comunitria e holstica dos pases asiticos, extremamente diversa dos referenciais ocidentais (individualismo e liberalismo), configurando o capitalismo tecnoburocrtico, com o Estado assumindo um papel decisivo na formulao/implementao da estratgia.

    Por outro lado, os mtodos de coordenao e gesto das empresas, ao contrrio do que ocorre no mundo ocidental, so pautados pela cooperao e no pela competio, relegando a segundo plano o individualismo. A emergncia da sia (e no apenas do Leste ou Sudeste Asitico) constitui-se num dos fatos de relevo a marcar o final do sculo XX e o incio do sculo XXI.

    Da interao dinmica, sinrgica e virtuosa entre o Estado e as empresas (ver os casos de Japo, Coria do Sul e RPC, por exemplo) surgiram economias industrializadas, tecnologicamente avanadas e fortemente competitivas. Por outro lado, parece que se delineia hoje a formao de um grande sistema asitico, no qual as sinergias por ele possibilitadas convertero o Pacfico no eixo econmico do Sculo XXI (Sistema sia ou Sistema sia-Pacfico).

  • Transio de Paradigmas Energticos e Ambientais Os choques petrolferos da dcada de 70 assinalam que o paradigma petrolfero comea a dar sinais de esgotamento. Logo, a formao de uma maior conscincia com relao aos problemas afectos ecologia conduzem (muitas vezes de forma equivocada e at fundamentalista) abordagem crescente dos temas relacionados ao meio ambiente. O que se configura que a questo ambiental no pode ser tratada separadamente da questo energtica. Portanto, pode-se considerar que se vive hoje uma transio do paradigma dos combustveis fsseis (no renovveis) para o paradigma das energias renovveis. A transio no imediata e levar ainda algumas dcadas. Entretanto, as fontes energticas alternativas, ao longo desse perodo, iro aumentando seu nvel de participao em termos da base energtico-produtiva, podendo-se mesmo recorrer a determinados recursos energticos no renovveis, como o caso do gs natural, menos poluente do que o petrleo e seus derivados e sofisticador de processos e tecnologias. Portanto, a transio de paradigma (dos combustveis fsseis para as fontes renovveis de energia) ser marcada pela introduo de novas fontes energticas, pela convivncia/combinao e interao destas com as fontes energticas tradicionais (diversificao crescente da matriz energtica) e por um crescente mix de fontes energticas (gesto estratgica da matriz energtica). Com isso, a partir da interao estratgica e crescente entre a poltica energtica e a poltica ambiental, se delinear a transio de paradigma energtico-ambiental. Isto dever ser incorporado pelo Sistema sia/Sistema sia Pacfico, que se dever orientar de um mero crescimento de ndole econmico-industrial para um desenvolvimento efetivamente sustentvel (a RPC j parece dar sinais nesse sentido). A mudana de paradigma energtico-ambiental, por levar ainda algumas dcadas a se efetivar, representar a entrada em cena de todo um imenso manancial de tecnologias de uso final e de processo. Com isso, inmeros e interessantes arranjos tecnolgico-produtivos podero vir a ser implementados. No caso de um pas como o Brasil, por exemplo, podero vir a coexistir, de entre outras (principalmente no que diz respeito eletricidade), trs fontes de energia, a saber: petrleo, lcool e gs natural, ou seja, dois combustveis de origem fssil e um energtico renovvel. As combinaes/interaes da advindas so diversas, profundas e variadas, com enormes impactos a nvel da base tecnolgica. As trs podero conviver simultaneamente atendendo as necessidades energticas da populao e da estrutura produtiva do pas. Contudo, podero tambm interagir opes energticas, como o caso da combinao gasolina/lcool. Outras diversificaes energtico-tecnolgico-produtivas podero ser implementadas, com a petroqumica a coexistir com a gasoqumica e alcoolqumica, o que representaria a diversificao da base energtico-tecnolgico-produtiva de bens finais/intermedirios extremamente importantes a nvel da matriz industrial. Portanto, ainda tomando como exemplo o caso brasileiro, a transio do paradigma dos combustveis fsseis (petrleo) para o paradigma dos combustveis renovveis (com

  • destaque para a biomassa), ser intermediada pelo gs natural e pela interao/combinao de combustveis representativos dos dois paradigmas em questo. A entrada em cena da biomassa, por exemplo, com destaque para os biocombustveis (lcool, principalmente), introduzir outras questes na pauta de discusses, a saber: a concorrncia energia/alimentos, o desgaste dos solos por parte das plantaes agroenergticas, o balano energtico das culturas energticas e a destruio da floresta pela expanso da agroenergia. Com relao ao conflito energia x alimentos, ser necessrio realizar um zoneamento agrcola, de modo a delimitar as reas plantadas e agriculturveis destinadas a culturas energticas, alimentares e de exportao. Quanto ao desgaste do solo por parte das plantaes agroenergticas, o caso mais notrio o da cana-de-aucar, que retira muitos nutrientes do solo, problema que pode ser sanado pela utilizao do vinhoto (subproduto da produo de lcool) como fertilizante e pelo plantio consorciado da cana-de-acar com plantas leguminosas. No que diz respeito ao balano energtico das culturas energticas, cabe o registro de que a cana-de-acar pode utilizar como fertilizante, para alm do vinhoto, o prprio bagao de cana, o qual tambm pode ser queimado nas caldeiras, funcionando como combustvel, na produo de lcool energtico, viabilizando, a nvel das unidades alcooleiras e sucroalcooleiras, a autogerao e a cogerao. Naquilo que se refere destruio das reas de floresta (com destaque para a floresta amaznica), cabe definir os limites de expanso da fronteira agrcola-energtica, preservando a floresta e ocupando-a de forma racional. A ocupao racional da Amaznia, no contexto do Desenvolvimento Sustentvel, passa por incorporar as atividades tradicionais da floresta a um universo de setores de elevado valor acrescentado e segmentos de alto nvel de incorporao tecnolgica (a indstria farmacutica e de cosmticos, por exemplo). Por outro lado, a transio de paradigma energtico-ambiental, bem como a gesto da transio do mesmo, notadamente nas grandes metrpoles/megalpoles dos pases da periferia/semiperiferia, particularmente nos casos dos grandes conglomerados urbano-populacionais dos pases emergentes (So Paulo, Cidade do Mxico, Mumbai, etc.), ir exigir especial ateno para a questo do acmulo de lixo em gigantescas lixeiras a cu aberto, com enormes inconvenientes a nvel de higiene, poluio, transmisso de doenas e comprometimento dos solos e lenis freticos. Portanto, o tratamento e a valorizao dos resduos slidos urbanos assumem particular importncia no apenas a nvel de uma melhor qualidade de vida para as populaes urbanas, mas tambm como um importante instrumento de transio/consolidao em termos do novo paradigma energtico-ambiental. Isto, porque o aproveitamento do lixo urbano, a partir do seu adequado tratamento em aterros sanitrios, ter como produtos o biofertilizante e o biogs. O primeiro se destinar fertilizao do solo para a atividade agrcola, enquanto o segundo poder-se- destinar produo de energia eltrica, ao uso como combustvel automotor e, caso se considere a evoluo tecnolgica (perspectiva dinmico-evolutiva),

  • como energtico produtivo-industrial. Em ambas as opes, tem-se o objetivo de se desenvolver centros urbanos sustentveis. Por outro lado, h tambm a considerar a questo do tratamento de gua e esgoto, com o consequente aproveitamento do lodo residual (biosslido). O biosslido pode ser aproveitado na produo de fertilizante ou na produo de gs. As possibilidades de destino/direcionamento so basicamente as mesmas que o aproveitamento do lixo. No entanto, nem todo o biosslido pode ser convertido em fertilizantes, em razo da presena de elementos patgenos. Contudo, sempre possvel a utilizao do biosslido para a produo de gs. Assim sendo, tambm neste caso se estaria a atuar no sentido de criar cidades sustentveis (um dos aspectos mais importantes no mbito do paradigma energtico-ambiental vindouro). Por outro lado, a nvel da transio energtico-ambiental, ganha importncia fundamental a questo da conservao e do uso racional de energia. A conservao de energia deve, inclusive, no mbito do novo paradigma energtico-ambiental, bem como na fase de transio interparadigmtica, ser considerada como recurso energtico. A conservao/racionalizao de energia deve ser vista sob dois prismas bsicos, a saber: o das fontes energticas e o dos segmentos de consumo (PEREIRA DA COSTA, 1990, p. 367). A conservao/racionalizao de energia articula-se, de entre outros aspectos, com a mudana nos hbitos de consumo, um dos pontos bsicos do novo paradigma energtico-ambiental, capaz de viabilizar a ultrapassagem do modelo energvoro. Ao lado da conservao/racionalizao de energia tem-se a reciclagem e o reaproveitamento dos materiais, que se mostram extremamente importantes no que diz respeito a no sobrecarregar ou mesmo desafogar as lixeiras e aterros sanitrios urbanos. Para alm disso, o reaproveitamento/reciclagem podem reduzir significativamente o consumo de energia ligado produo desses materiais e produtos. o caso, por exemplo, do alumnio, insumo bsico das modernas sociedades industriais, cujo processo de obteno intensivo em energia (basicamente energia eltrica) e no qual a reciclagem tem um papel fundamental, quer a nvel do dispndio de energia, quer em termos da preservao das jazidas do recurso natural que lhe serve de matria-prima (a bauxita). Esta mudana de paradigma (ou de paradigmas) torna extremamente voltil, instvel e cambiante o entorno no qual se inserem os Estados nacionais. H, de fato, um contexto de transio, redefinio e instabilidade, que exige a incorporao, por parte do Estado e da tcnico-burocracia estatal, a necessidade de incorporar uma viso estratgica, sistmica e prospectiva. O moderno planejamento estatal/governamental (sistmico, integrado e estratgico) representa a planificao do Estado de tipo novo (moderno, flexvel e dinmico), delineado por uma nova tcnico-burocracia (a burocracia neoweberiana), estofo tcnico-poltico-burocrtico de uma concepo avanada/eficiente de Estado (o Estado estrategista ou dirigista/estrategista), em interaco com os segmentos empresariais e vrios setores da sociedade civil.

  • O Estado estrategista simultaneamente regulador, coordenador e planificador (como ocorre, por exemplo, no Japo e na Coria do Sul), mas pode tambm ser interventor, caso isto seja estrategicamente importante/necessrio (como acontece, por exemplo, nos casos de Cingapura, Malsia e RPC). As diversas variantes do Estado estrategista refletem os diferentes contextos nos quais se inserem as polticas pblicas, a gesto governamental, o nvel de importncia assumido pela esfera empresarial privada, o grau de participao dos diferentes segmentos da sociedade civil e a funo tcnico-burocrtico-planificadora. O planejamento estratgico constitui-se, na verdade, em elemento configurador do Estado estrategista, em fator bsico no desenvolvimento/insero tecnolgico-produtiva da economia nacional (no contexto da economia mundial) e em ponto de sustentao/viabilizao da Estratgia Nacional de Desenvolvimento (Desenvolvimento Sustentvel). Consideraes Finais O planejamento estratgico governamental surge assim como a base da governana estratgica, que concilia a tcnico-burocrtico-planificao com a participao de segmentos da sociedade civil, tomando como ponto de sustentao a relao Estado-sociedade. De fato, a governana estratgica , simultaneamente, fruto e elemento de sustentao da governabilidade, aqui entendida no bojo da relao/interao Estado-sociedade. A governana estratgica contraria a viso neoliberal/participativista, ultrapassa o relacionamento governabilidade/governana quanto s vises apresentadas neste trabalho, e toma como lastro diretor a concepo estratgico-pragmtica. O planejamento estratgico, portanto, a bssola a orientar as economias que o adotam, no sentido destas virem a enfrentar contextualizaes envolventes cada vez mais complexas, instveis e volteis, de modo a lhes assegurar o estofo necessrio para passarem, com sucesso, a transio paradigmtica, ou seja, do paradigma dos combustveis fsseis para o paradigma das fontes renovveis de energia. Referncias ALONSO, A. & COSTA, V. (s/data): Por uma sociologia dos conflitos ambientais no Brasil [Em Linha]. Disponvel em http://www.centrodametropole.org.br/ENGLISH/pdf/Angela.pdf [Consultado em 04/06/2009]. Conflitos Ambientais na Metrpole. Centro de Estudos da Metrpole Conflitos Urbanos e Associativismo, pp. 1 15. ARAUJO, V.C. (2003): A Conceituao de Governabilidade e Governana, da sua Relao entre si e com o Conjunto da Reforma do Estado e do seu Aparelho [Em Linha]. Disponvel em http://www.professorvinicius.com.br/artigos/imgs/GOVERNABILIDADE E GOVERNANCA (IIGOV). pdf [Consultado em 08/06/2009]. DHIAL Desarrollo Humano e Institucional en Amrica Latina, 13 mayo 2003, pp. 1 9.

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