GLOBALIZAÇÃO DA ECONOMIA: AS DUAS FACES DA NOVA ?· GLOBALIZAÇÃO DA ECONOMIA: AS DUAS FACES DA NOVA…

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<ul><li><p>JURDICA - INSTITUIO TOLEDO DE ENSINO </p><p>Governo que o projeto objetiva . brasileira para a era do Mercosul. </p><p>) constitucional do art. 151, inc. IH, a Unio, nem mesmo com a de poder desonerativo sobre as </p><p>Estados e Municpios. 24 </p><p>.c. n 1/69 assim redigido: 2 A Unio, mediante mteres~e social ou econmico nacional, poder </p><p>IUruClpWS, a Unio era detentora de tais poderes. </p><p>INTEGRAO REGIONAL E GLOBALIZAO DA ECONOMIA: AS </p><p>DUAS FACES DA NOVA ORDEM MUNDIAL </p><p>MARCLlO TOSCANO FRANCA FILHO </p><p>Professor de Direito Administrativo da Universidade Federal da Paraba, aluno do Mestrado em Cincias Jurdicas da Faculdade de Direito da Universidade Federal da </p><p>Paraba, assessor de juiz federal na Seo Judiciria da Paraba, ex-aluno da Universidade Livre de Berlim. </p><p>SUMRIO </p><p>1. Nota Introdutria. 2. A Ordem Internacional Contempornea. 3. A Globalizao das Economias. 4. A Integrao Regional. 5. guisa de concluso. 6. Bibliografia. </p><p>1. NOTA INTRODUTRIA </p><p>Oriundo do jargo jornalstico, o termo globalizao, em tempos de exaltao da contemporaneidade, logo se vulgarizou e ganhou numerosos adeptos no universo da poltica, da academia e do comrcio, que de pronto associaram-no ao vocbulo integrao, devido ao seu forte acento economicista. </p><p>jeolaneCaixa de textoRevista do Instituto de Pesquisas e Estudos, n. 18, ago./nov. 1997</p></li><li><p>I</p><p>I</p><p>REVISTA JURDICA - INSTITUIO TOLEDO DE ENSINO 36 MARCLIO TOSCANO FRANCA FILHO </p><p>Atualmente, encontram-se referncias fartas queles dois termos, sobretudo associando-os s facilidades de comunicao, ao processamento veloz de informaes, formao de blocos econmicos multilaterais e mobilidade internacional dos fatores produtivos. Entretanto, os seus efeitos sobre a sociedade vo muito mais alm do que a esfera unicamente financeira e tecnolgica da economia da informao, como veremos a partir de agora. Processos complexos, no sem razo o grande nmero de metforas de que se utilzam os estudiosos do tema na busca de sua compreenso: aldeia global, nova babeI, terceira onda, sociedade ambica e sociedade informtica I denotam esforos tericos de apreenso do fenmeno em toda a sua totalidade ou, minima de malis, nas vrias faces que o compem. </p><p>Dada a suma importncia que assumem os fenmenos da globalizao e da integrao para a compreenso do mundo contemporneo, mormente no campo do Direito - quando demandam a construo de novos institutos e o aperfeioamento de antigos conceitos - as presentes investigaes tm por fim caracterizar o alcance daquelas duas categorias, atualmente to cheias de significados, e, assim, revelar a atuao dos seus principais atores (Estados, blocos econmicos, organismos plurilaterais, empresas transnacionais), a organizao de suas estruturas bsicas (os subsistemas poltico, econmico e jurdico) e o desenvolvimento de seus processos (as aes dos sujeitos desse sistema: transnacionalzao do capital, descentralizao poltica e reestruturao do modo capitalista de produo).2 </p><p>Apesar das leituras interdisciplnares demandadas pelo tema em Geografia, Economia, Cincia Polftica, Administrao Pblica e Relaes Internacionais, as presentes notas constituem um trabalho jurdico e, como tal, privilegiaro o estudo das categorias do Direito na abordagem dos objetos estudados, em detrimento de todas as outras cincias referidas. </p><p>IANNI, 1995, p. 15. </p><p>2 Cf. MARTINS, Luciano. Um Mundo em Transformao. In: VELLOSO &amp; MARTINS, 1994, p. </p><p>5. </p><p>Uma ltima observao Se recentes e ainda em constrw integracionismo demandam um concluses gerais, sistmicas, processo de conformao, pare momento, de uma Teoria Ge mesmo muitas das idias apre: so fruto de um esforo reflexi pequenas impropriedades ou r reflexos daqueles dois fenmen&lt; </p><p>lI. A ORDEM INTERNACIDl\ </p><p>As noes de globalizai confundem no plano poltico in rigor metodolgico, exige-se, dt internacional j que, s a parti! poder-se- compreender o que ~ compreenso do que seja uma um pr-conhecimento do que se; antiga verso. </p><p>Tomaremos por ordem inte informal de princpios, norm, decisrios que, refletindo a mundial, regulam as relaes int internacional o grande sistem~ constitudo por princpios, regra: </p><p>3 Cf. MARTINS Luciano. Ordem intemaciOl Poder. In: VELLOSO &amp; MARTINS. 1994, </p><p>4 ImmanueI WALLERSTEIN (apud IANNI, I~ </p><p>sistema social, um sistema que possui legitimao e coerncia. Sua vida resulta tenso e o desagregam, na medida em que c seu benefcio. Tem as caractersticas de un vida durante o qual suas caractersticas mud outros. Suas estruturas podem definir-se cc termos da lgica interna de seu funcionamer </p></li><li><p>\. JURDICA - INSTITUIO TOLEDO DE ENSINO </p><p>se referncias fartas queles dois l~-os s facilidades de comunicao, mformaes, formao de blocos </p><p>l mobilidade internacional dos fatores seus efeitos sobre a sociedade vo </p><p>a esfera unicamente financeira e informao, como veremos a partir </p><p>os, no sem razo o grande nmero 1m os estudiosos do tema na busca de ~lobal, nova babeI, terceira onda, l~de informtica I denotam esforos lomeno em toda a sua totalidade ou, aces que o compem. </p><p>a que assumem os fenmenos da lO para a compreenso do mundo no campo do Direito - quando </p><p>10VOS institutos e o aperfeioamento resentes investigaes tm por fim las duas categorias, atualmente to lSsim, revelar a atuao dos seus </p><p>blocos econmicos, organismos 1acionais), a organizao de suas mas poltico, econmico e jurdico) ;; processos (as aes dos sujeitos zao do capital, descentralizao ,do capitalista de produo). 2 </p><p>sciplinares demandadas pelo tema lcia Poltica, Administrao Pblica ;; presentes notas constituem um rivilegiaro o estudo das categorias bjetos estudados, em detrimento de lS. </p><p>'Jlsjormao. In: VELLOSO &amp; MARTINS. 1994, p. </p><p>MARCLIO TOSCANO FRANCA FILHO 37 </p><p>Uma ltima observao se nos impe. Como fenmenos recentes e ainda em construo, o estudo de globalismo e integracionismo demandam um cuidado especial: o de se evitar concluses gerais, sistmicas, definitivas. Estando ainda em processo de conformao, parece impossvel a constituio, no momento, de uma Teoria Geral acerca das duas categorias; mesmo muitas das idias apresentadas por expressivos tericos so fruto de um esforo reflexivo ainda jovem, logo, passvel de pequenas impropriedades ou revises com a consolidao dos reflexos daqueles dois fenmenos. </p><p>lI. A ORDEM INTERNACIONAL CONTEMPORNEA </p><p>As noes de globalizao e nova ordem mundial se confundem no plano poltico internacional. Assim, por razes de rigor metodolgico, exige-se, de logo, delimitar o que seja ordem internacional j que, s a partir da conceituao desse elemento, poder-se- compreender o que seja uma nova ordem. Ademais, a compreenso do que seja uma ordem nova, supe, logicamente, um pr-conhecimento do que seja uma ordem bem como o de sua antiga verso. </p><p>Tomaremos por ordem internacional o conjunto formal ou informal de princpios, normas, instituies e procedimentos decisrios que, refletindo a correlao de foras em plano mundial, regulam as relaes internacionais.3 , portanto, a ordem internacional o grande sistema mundial4 de relaes de poder constitudo por princpios, regras e atores prprios, bem assim por </p><p>3 . Cf. MARTINS Luciano. Ordem Internacional, Interdependncia Assimtrica e Recursos de </p><p>Poder. In: VELLOSO &amp; MARTINS, 1994, p. 116. </p><p>4 Immanuel W ALLERSTEIN (al'ud IANNI, 1995, p. 28) afirma que "um sistema mundial um </p><p>sistema social, um sistema que possui limites, estrutura, grupos, membros, regras de legitimao e coerncia. Sua vida resulta das foras conflitantes que o mantm unido por tenso e o desagregam, na medida em que cada um dos grupos busca sempre reorganiz-lo em seu benefcio. Tem as caractersticas de um organismo, na medida em que tem um tempo de vida durante o qual suas caractersticas mudam em alguns dos seus aspectos, e permanecem em outros. Suas estruturas podem definir-se como fortes ou dbeis em momentos diferentes, em termos da lgica interna de seu funcionamento." </p></li><li><p>REVISTA JURDICA - INSTITUIO TOLEDO DE ENSINO MARCLIO TOSCANO FRANCA FILHO 38 </p><p>diversos outros subsistemas peculiares. Um mapa da distribuio do poder pelo mundo. </p><p>A nova conformao mundial de fatores polticos, econmicos, militares, estratgicos e ideolgicos que, a partir de 1989, se sobreps bipolaridade, Guerra Fri e ao conflito ideolgico dual, o meio ambiente que serve de palco para a ordem globalizada. Diz-se nova ordem porque, desde a sua constituio, com a imploso do bloco sovitico, h uma nova forma de distribuio do poder no globo, diferente da que vinha predominando desde o final da Segunda Guerra Mundial. </p><p>A bipolaridade foi o fenmeno poltico mais caracterstico do Ps-Guerra. Decorreu do enfraquecimento poltico das antigas potncias europias e a conseqente emergncia dos Estados Unidos e Unio Sovitica como os novos centros dominantes do poder mundial, personificando, cada um, um projeto poltico e uma viso-de-mundo (Weltanschauung) opostos e excludentes. </p><p>Em 1945, terminada a Segunda Guerra, os Estados Unidos se afirmam como grande credor do mundo capitalista e, assim, consolidam sua hegemonia perante os pases industrializados, sobretudo os da Europa Ocidental, destrudos pelo estado de beligerncia que durara seis catastrficos anos. De outro lado, sob influncia poltica e ajuda econmica da antiga Unio Sovitica, boa parte da Europa Centro-Oriental, onde as tropas soviticas substituram rapidamente o inimigo germnico, tornou-se socialista, estatizando toda a sua economia, fechando-se para o mercado internacional e construindo a faixa de segurana do territrio sovitico conhecida como Cortina de Ferro. 5 Foi nas Conferncias de Yalta, em fevereiro de 1945, e, principalmente, de Potsdam, em agosto do mesmo ano, que Stalin, Churchill e Roosevelt redesenharam o mapa europeu, consolidando os espaos de dominao americano e sovitico. </p><p>A partir de 1946, a busca de ampliao das respectivas zonas de influncia americana e sovitica, faz com que as relaes entre </p><p>5 Clebre expresso utilizada por W. Churchill, em discurso de 1946, que denotava a satelitizao </p><p>dos Estados europeus centro-orientais. </p><p>Estados Unidos e Unio Sovit originando o fenmeno da Guerra edificao e consolidao de 1 poltico-militares, como a Organi Norte (OTAN), para os pases caI para os socialistas. </p><p>O fenmeno da Guerra Fria t pelo terror: o domnio da te:: possibilidade de uma suicida gue de batalha, traziam a concreta destruio no s do inimigo, caracterizao desse fenmeno Magnoli (1990, p. 51): </p><p>Henry Kissinger, h( americana nos governos Richa a essncia da guerra fria contempornea se desenvo precedentes. Raras vezes exist entre as grandes potncias, coibido o uso da fora. (. .. ) ( direta, que na era nuclear p para o mtuo suicdio, bloquei dos conflitos. Por outro normalmente intil, j que a~ vitais cada um dos seus mltl planeta. Nem paz, nem guerra: </p><p>Evitando sempre um confront do teatro das relaes internaci&lt; Sovitica, deslocaram o eixo d territrios fora das respectivas Coria, Cuba, Vietn, Ir, Afe procuraram construir um com] alianas regionais com pases di desiguais entre si) recursos formaram seja pela ameaa do cenoura e, no mais das vezes, pl </p></li><li><p>rURDlcA - INSTITUIO TOLEDO DE ENSINO </p><p>)eculiares. Um mapa da distribuio </p><p>fiaI de fatores polticos, econmicos, )lgicos que, a partir de 1989, se ruerra Fria e ao contlito ideolgico lue serve de palco para a ordem ~m porque, desde a sua constituio, sovitico, h uma nova forma de globo, diferente da que vinha </p><p>a Segunda Guerra Mundial. </p><p>neno poltico mais caracterstico do fraquecimento poltico das antigas lseqente emergncia dos Estados no os novos centros dominantes do o, cada um, um projeto poltico e ;chauung) opostos e excludentes. </p><p>unda Guerra, os Estados Unidos se if do mundo capitalista e, assim, )erante os pases industrializados dental, destrudos pelo estado d~ tastrficos anos. De outro lado, sob nmica da antiga Unio Sovitica, )riental, onde as tropas soviticas </p><p>inimigo germnico, tornou-se sua economia, fechando-se para o ,truindo a faixa de segurana do como Cortina de Ferro. 5 Foi nas 'ereiro de 1945, e, principalmente, ~smo ano, que Stalin, Churchill e napa europeu, consolidando os lO e sovitico. </p><p>e ampliao das respectivas zonas tica, faz com que as relaes entre </p><p>em discurso de 1946, que denotava a sale/ilizao </p><p>MARCLIO TOSCANO FRANCA FILHO 39 </p><p>Estados Unidos e Unio Sovitica comecem a se deteriorar, originando o fenmeno da Guerra Fria, marcado, sobretudo, pela edificao e consolidao de um rgido sistema de alinas poltico-militares, como a Organizao do Tratado do Atlntico Norte (OTAN), para os pases capitalistas, e o Pacto de Varsvia, para os socialistas. </p><p>O fenmeno da Guerra Fria tem suas razes num equilbrio pelo terror: o domnio da tecnologia blica nuclear e a possibilidade de uma suicida guerra quente, travada nos campos de batalha, traziam a concreta e iminente possibilidade de destruio no s do inimigo, mas a do prprio agressor. A caracterizao desse fenmeno pode ser extrada da lio de Magnoli (1990, p. 51): </p><p>Henry Kissinger, homem-chave da diplomacia americana nos governos Richard Nixon e Gerald Fard, captou a essncia da guerra fria ao escrever: A diplomacia contempornea se desenvolve em circunstncias sem precedentes. Raras vezes existiu base menor de entendimento entre as grandes potncias, mas tampouco jamais foi to coibido o uso da fora. (. .. ) O temor da confrontao blica direta, que na era nuclear parece constituir caminho seguro para o mtuo suicdio, bloqueia o uso da fora para a soluo dos conflitos. Por outro lado, a negociao resulta normalmente intil, j que as superpotncias encaram como vitais cada um dos seus mltiplos interesses espalhados pelo planeta. Nem paz, nem guerra: Guerra Fria. </p><p>Evitando sempre um confronto direto, os dois grandes atores do teatro das relaes internacionais, Estados Unidos e Unio Sovitica, deslocaram o eixo de suas aes estratgicas para territrios fora das respectivas fronteiras nacionais - veja-se Coria, Cuba, Vietn, Ir, Afeganisto e Alemanha - assim, procuraram construir um complexo subsistema de pactos e alianas regionais com pases dotados de menores (e altamente desiguais entre si) recursos de poder. Tais subsistemas se formaram seja pela ameaa do basto, seja pela promessa de cenoura e, no mais das vezes, pelo emprego alternado de ambas </p></li><li><p>MARCLIO TOSCANO FRANCA FILHO REVISTA JURDICA - INSTITUiO TOLEDO DE ENSINO 40 </p><p>as coisai. Essa inter-relao entre o sistema mundial bipolar e os diversos subsistemas regionais de conquista e manuteno de influncias findou por originar uma hierarquia entre os pases: as superpotncias - atores principais no plano internacional, os seus Estados satlites - coadjuvantes - e uma massa de pases que, estrategicamente inteis, no mereciam maiores atenes (constituda, sobretudo, pelas ex-colnias de independncia recente). </p><p>A diviso da Alemanha e, particularmente, de Berlim, so retratos eloqentes dessa poca de bipolarizao e Guerra Fria. </p><p>Com a capitulao do Reich, os Aliados, atravs do Tratado de Potsdam, dividiram o territrio alemo em quatro zonas de ocupao. Por aquele acerto, o norte do pas ficou ento sob controle de Londres; o sul, com Washington, o oeste sob o controle de Paris e o leste, com Moscou, que desde logo quis edificar ali um Estado socialista. A fim de garantir os seus objetivos, a ento Unio das Repblicas Socialistas Soviticas mostrava-se cada vez mais empenhada em constituir um Estado alemo separado e independente. Em represlia, os Estados Unidos, com apoio das demais potncias aliadas, injetaram uma vultosa quantidade de dlares na reconstruo dos conglomerados industriais germnicos, atravs do Plano Marshall, e promovem uma reforma monetria criando o vigoroso Deutsche Mark (DM). Essas medidas pretendiam, antes de tudo, consolidar a dominao americana e abalar a frgil sustentao econmica da zona sovitica. Como retaliao, Moscou empreendeu um duro bloqueio do fornecimento de energia eltrica e gneros alimentcios Berlim Ocidental,7 tentando asfixiar a cidade. 8 </p><p>6 MARTINS, Luciano. Ordem Internacional, Interdependncia Assimtrica e Recursos de Poder. In: VELLOSO &amp; MARTINS, 1994, p. 127. </p><p>7 Durante cerca de oito meses, entre 1948 e 1949, a cidade sobreviveu graas a uma ponte area com a Alemanha Ocidental: avies das potncias capitalistas lanavam sobre a cidade os gneros de primeira necessidade numa das maiores faanhas lcnicas de sustentao [ofistica em tempos de paz, segundo MAGNOLI (1990, p. 61). </p><p>8 MAGNOLI, J990, p. 6 J. </p><p>Entre setembro de 1948 conversaes das potncias o acerca da reunificao alem, Yalta, representantes alemes d francesa, americana e inglesa oficializar a instituio da Repl atravs da elaborao da Lei denominao - em lugar de Cl objetivo denotar o carter ordenamento, longe de intent dividido. </p><p>Como corolrio direto da Alemanha, a Unio Sovitica f Democrtica Alem (RDA) e n das suas fronteiras, at chegar em 13 de agosto de 1961, ~ dicotomia poltico-ideolgica d, </p><p>Com o xadrez da poltica iI exclusividade por Estados Uni Estados, hierarquicamente infe no plano internacional para a ar econmicos. Se na cena pol estrelas, coube aos outros pase seara econmica, onde, mais posio na hierarquia do poder: </p><p>Essa relativa dissocial teve conseqncias importai clareza na fase que se inau! reconstrues econmicas e maximizao dessas oportun </p><p>(... ) </p><p>Os pases que sou) produtivo, seja por mobili; aproveitando-se da circunsl para inverses e financiaml </p></li><li><p>'A JURDICA - INSTITUIO TOLEDO DE ENSINO </p><p>o e.ntre O sistema mundial bipolar e os maIS de conquista e manuteno de n~r ~ma hierarquia entre os pases: as ClpaIS no plano internacional, os seus an~es - e uma massa de pases que, nao mereciam maiores atenes </p><p>elas ex-colnias de independncia </p><p>e, particularmente, de Berlim, so lca de bipolarizao e Guerra Fria. </p><p>;ch, os Aliados, atravs do Tratado de itrio alemo em quatro zonas de o, o norte do pas ficou ento sob , com Washington, o oeste sob o .c~m Moscou, que desde logo quis lallsta. A fim de garantir os seus LS Repblicas Socialistas Soviticas :mpenhada em constituir um Estado ,dente. Em represlia, os Estados tis potncias aliadas, injetaram uma na reconstruo dos conglomerados ~s do Plano Marshall, e promovem lo o vigoroso Deutsche Mark (DM). tes de tudo, consolidar a dominao I sustentao econmica da zona </p><p>Moscou empreendeu um duro de energia eltrica e gneros </p><p>ll,7 tentando asfixiar a cidade. 8 </p><p>Interdependncia Assimtrica e Recursos de Poder ~ . </p><p>949, a cidade sobreviveu graas a uma lwnte a 'r " . e ea .potenclas capitalistas lanavam sobre a cidade os , maIOres faanhas tcnicas de sustentao logstica ~90, p. 61). </p><p>MARCLIO TOSCANO FRANCA FILHO 41 </p><p>Entre setembro de 1948 e maIO de 1949, cessadas as conversaes das potncias ocidentais com a Unio Sovitica acerca da reunificao alem, como previsto originalmente em Yalta, representantes alemes dos parlamentos estaduais das zonas francesa, americana e inglesa reuniram-se em assemblia para oficializar a instituio da Repblica Federal da Alemanha (RFA) atravs da elaborao da Lei Fundamental (Grundgesetz), cuja denominao - em lugar de Constituio (Verfassung) - teve por objetivo denotar o carter transitrio e provisrio daquele ordenamento, longe de intentar constituir um Estado Alemo dividido, </p><p>Como corolrio direto da criao da Repblica Federal da Alemanha, a Unio Sovitica fomenta a instituio da Repblica Democrtica Alem (RDA) e radicaliza na demarcao e proteo das suas fronteiras, at chegar construo do Muro de Berlim, em 13 de agosto de 1961, smbolo que melhor representa a dicotomia poltico-ideolgica da poca. </p><p>Com o xadrez da poltica internacional sendo conduzido com exclusividade por