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  • MduloConsideraes Gerais1

    Braslia, 2014Elaborado em: 2013.

    Gesto e Fiscalizao de Contratos Administrativos

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    Enap, 2014

    Enap - Escola Nacional de Administrao Pblica

    Diretoria de Comunicao e PesquisaSAIS rea 2-A 70610-900 Braslia, DFTelefone: (61) 2020 3096 Fax: (61) 2020 3178

    Fundao Escola Nacional de Administrao Pblica

    PresidentePaulo Sergio de Carvalho

    Diretor de Desenvolvimento GerencialPaulo Marques

    Coordenadora-Geral de Educao a DistnciaNatlia Teles da Mota

    Conteudista:

    Lucimar Rizzo Lopes dos Santos (2013)

    Diagramao realizada no mbito do acordo de Cooperao TcnicaFUB/CDT/Laboratrio Latitude e Enap.

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    SUMRIO

    Mdulo 1: Consideraes Gerais ...................................................................................................... 5

    1. Consideraes Gerais ................................................................................................................... 5

    1.1 Planejamento ............................................................................................................................ 6

    1.1.1 Sem planejamento, como avaliar a gesto, como diferenciar a boa da m gesto? ............................................................................................................................... 8

    1.2 Licitao .................................................................................................................................... 9

    1.3 Contrato .................................................................................................................................. 13

    Resumo: ........................................................................................................................................ 14

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    1. Consideraes Gerais

    O ato de acompanhar e fiscalizar a execuo dos servios contratados pela Administrao Pblica de suma importncia.

    As dificuldades encontradas pela Administrao so basicamente como contratar e como fiscalizar!!! O tema principal que ser objeto deste curso FISCALIZAO DE CONTRATOS. Entretanto, necessrio tecer comentrios acerca de alguns tpicos que so indispensveis tanto para a compreenso quanto para o despertar sobre a importncia que se tem de conferir ao ato de fiscalizar a execuo do contrato administrativo.

    A Administrao Pblica necessita de instrumentos que possam viabilizar a consecuo dos seus interesses e para tanto h a necessidade de realizar obras, de contratar servios, de efetuar compras, de promover alienaes de bens mveis ou imveis, de empreender concesses, de realizar permisses ou locaes de bens com terceiros. Nesse sentido, recorre-se ao mercado, contratando particulares, pessoas fsicas ou jurdicas, para suprir essas demandas.

    Dessa forma, sempre que precisar realizar esses procedimentos, deve (Art. 37, inciso XXI da CF), obrigatoriamente, realiz-los por meio do procedimento licitatrio, aplicvel a cada uma das situaes, podendo deixar de aplic-lo somente nos casos especificados na Lei que rege as licitaes e contratos da Administrao Pblica.Vamos iniciar nossos estudos?

    Lembrando que: a rigor, o processo licitatrio ser sempre obrigatrio para a Administrao Pblica; porm, a prpria Constituio prev em seu art. 37, inc. XXI, que a lei pode estabelecer situaes que no sofrero a incidncia do princpio da licitao. A Lei n 8.666/93 prev: a Licitao dispensada (art. 17, I e II); Licitao inexigvel (art. 25); e Licitao dispensvel (art. 24);

    No processo de aquisio de produtos e de contratao de servios na Administrao Pblica, existem fases importantes que devem ser observadas e cumpridas por seus administradores para no prejudicar o desenvolvimento das atividades institucionais meio e fim.

    Desta forma, a boa gesto em LOGSTICA de fundamental importncia para que os procedimentos de contratao sejam efetivados de forma correta, caso contrrio, as contrataes sero tumultuadas porque a tendncia atuar apagando incndios.

    Podemos definir LOGSTICA, conforme Carvalho (1999), como sendo simplesmente o planejamento e a gesto de fluxos. Fluxos fsico e informacional.

    MduloConsideraes Gerais1

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    A LOGSTICA permite ao Administrador prever, obter e prover, o que nada mais do que:

    1.1 Planejamento

    Dentro da logstica, o PLANEJAMENTO primordial, visto que compe as diversas etapas do procedimento licitatrio, sendo medida que legalmente se impe ao administrador pblico. deste planejamento que deriva o cumprimento dos princpios da legalidade, assim como o da economicidade, da razoabilidade, da moralidade, da igualdade, da impessoalidade, da publicidade, do julgamento objetivo e da vinculao ao instrumento convocatrio, bem como se evita contrataes indevidas mediante dispensa de licitao sob a alegao de emergncia e/ou urgncia, to combatidas pelos Tribunais de Contas. Da advm a relevncia do planejamento.

    Embora o planejamento, a licitao e a execuo do contrato sejam fases independentes, importante planejar adequadamente a instruo do processo de licitao, de forma a contemplar a satisfao das necessidades demandadas pela Administrao Pblica no contexto oferecido pelo mercado e em conformidade com as normas e dispositivos legais relativos ao objeto licitado. Esse planejamento visa a minimizar possvel comprometimento por eventos inesperados, mas perfeitamente previsveis.

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    preciso cada vez mais difundir a importncia e a responsabilidade envolvidas em se fazer uma contratao pblica. O dinheiro pblico precisa ser bem utilizado: possvel comprar por preo justo e comprar bem, com qualidade, desde que de forma planejada. Segundo a Sole (Society of Logistics Engineers), as finalidades da logstica podem ser compreendidas nos 8 Rs a seguir:

    Right Material ( materiais justos) Right Quantity (na quantidade justa) Right Quality (de justa qualidade) Right Place (no lugar justo) Right Time (no tempo justo) Right Method (com o mtodo justo) Right Cost (segundo o custo justo) Right Impression (com uma boa impresso)

    Dessa forma, para que se possa ter uma contratao e uma fiscalizao efetiva, eficaz e eficiente, torna-se necessrio:

    O processo de planejar envolve, portanto, um modo de pensar; e um modo de pensar envolve indagaes; e indagaes envolvem questionamentos sobre o que ser feito: como, quando, quanto, para quem, por que, por quem e onde ser feito.

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    O planejamento o princpio fundamental da Administrao, conforme pode ser verificado no art. 6, inciso I, do Decreto-lei 200/67, e, portanto, dever jurdico dos administradores pblicos.

    1.1.1 Sem planejamento, como avaliar a gesto, como diferenciar a boa da m gesto?

    Os critrios de eficcia, de eficincia, de efetividade e de economicidade da gesto s podem ser realmente avaliados por meio das diretrizes e metas fixadas pelo planejamento.O planejamento essencial na Administrao Pblica, pois evita a prtica de gesto ineficiente e contrria aos ditames da Lei de Licitaes, como:

    a) necessidade de prorrogao de contrato, cuja manuteno j no se apresenta vantajosa;

    b) contratar emergencialmente se se tratar de servios de natureza contnua imprescindvel e no houver a possibilidade de prorrogao do contrato vincendo;

    c) atrasar o atendimento necessidade interna da Administrao ou mesmo comprometendo a prestao de servio essencial sociedade.

    O Tribunal de Contas da Unio vem se manifestando reiteradamente sobre a necessidade do planejamento. No Acrdo 1.603/2008-Plenrio, o TCU recomendou aos rgos normatizadores federais de todos os poderes que atuem no sentido de disseminar a importncia do planejamento estratgico institucional e do planejamento de TI, de maneira a garantir que os gastos sejam decorrentes de aes planejadas.

    As falhas que ocorrem no processo de aquisio de produtos e no de contratao de servios, em decorrncia da ineficincia ou ausncia de planejamento, so tidas pelo Tribunal de Contas da Unio como procedimentos irregulares, podendo, inclusive, acarretar em prejuzos aos cofres pblicos.

    Acrdo 872/2010 - Plenrio

    7. Em vista das consideraes ora expendidas, observo que o prosseguimento da licitao ora examinada, que se encontra, atualmente, em fase de anlise das propostas tcnicas, representa risco iminente de grave leso ao errio, porquanto a deficincia no planejamento da contratao e a adoo de modalidade distinta do prego eletrnico podem resultar, efetivamente, em prejuzos efetivos ao errio.

    8. que, sem planejamento adequado, a contratao resultante da referida licitao corre srios riscos de sofrer substanciais alteraes de valor durante sua vigncia, uma vez que os riscos inerentes execuo do seu objeto no foram mitigados previamente.

    A falta de planejamento poder, dependendo da situao, acarretar na apurao de responsabilidade a quem deu causa, conforme se observa na Orientao Normativa n 11/2009 da Advocacia Geral da Unio.

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    Orientao Normativa/AGU n 11, de 01.04.2009

    A contratao direta com fundamento no inc. IV do art. 24 da Lei n 8.666, de 1993, exige que, concomitantemente, seja apurado se a situao emergencial foi gerada por falta de planejamento, desdia ou m gesto, hiptese que, quem lhe deu causa ser responsabilizado na forma da lei. REFERNCIA: art. 24, inc. IV, da Lei n 8.666, de 1993; Acrdo TCU 1.876/2007-Plenrio

    Planejar a aquisio de materiais e a contratao de servios essencial, o ponto de partida para uma gesto efetiva diante da mquina pblica, onde a qualidade do planejamento ditar os rumos para uma boa ou m gesto.

    1.2 Licitao

    O vocbulo licitao provm do latim licitationem, derivado de licitatio ou licitationis, cujo significado venda por lances, arrematao. O Direito Administrativo brasileiro, entretanto, atribui-lhe sentido diverso, principalmente a partir da reforma administrativa (