GESTÃO DE ESTOQUES DE PEÇAS DE REPOSIÇÃO DA ?· peças de reposição, para o presente trabalho…

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<ul><li><p> GESTO DE ESTOQUES DE PEAS DE </p><p>REPOSIO DA MANUTENO: UM </p><p>ESTUDO DE CASO </p><p>Roberio Fonseca Padilha Junior (PETROBRAS) </p><p>rob_padilha@yahoo.com.br </p><p>Greison da Silva Rodrigues (PETROBRAS) </p><p>greison@petrobras.com.br </p><p>As peas de reposio possuem caractersticas que tornam a sua </p><p>gesto diferenciada em relao aos materiais em processo e de </p><p>produtos acabados. Entretanto as tcnicas utilizadas na gesto de </p><p>estoques podem ser utilizadas na gesto de peas de reposio por </p><p>focarem o mesmo tipo de problema, isto , determinar quando e quanto </p><p>pedir. Os modelos de gesto de estoques podem ser agrupados nos </p><p>modelos reativos e ativos. Os reativos so baseados em parmetros </p><p>fixos que estabelecem o ponto de pedido, j os modelos ativos levam </p><p>em considerao a demanda prevista e o estoque fsico para </p><p>determinar quando um item ser necessrio. Atravs de um estudo de </p><p>caso buscou-se analisar a teoria sobre gesto de peas de reposio e </p><p>a prtica do dia a dia da empresa. Levando em considerao a poltica </p><p>da manuteno, que deve ter uma forte atuao do planejamento, </p><p>espera-se que o modelo ativo possibilite melhores resultados com o </p><p>objetivo de otimizar os nveis de estoques. Porm os resultados </p><p>esperados s sero possveis com uma boa definio e manuteno dos </p><p>parmetros e um bom planejamento. </p><p>Palavras-chaves: Gesto de Estoques, Peas de Reposio, </p><p>Manuteno. Modelos. </p><p>XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Desenvolvimento Sustentvel e Responsabilidade Social: As Contribuies da Engenharia de Produo </p><p>Bento Gonalves, RS, Brasil, 15 a 18 de outubro de 2012. </p></li><li><p>XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Desenvolvimento Sustentvel e Responsabilidade Social: As Contribuies da Engenharia de Produo </p><p>Bento Gonalves, RS, Brasil, 15 a 18 de outubro de 2012. </p><p>2 </p><p>1. Introduo </p><p>O objetivo da administrao de estoques otimizar o investimento em estoques, </p><p>aumentando o uso eficiente dos meios internos da empresa, minimizando as necessidades de </p><p>capital investido, (DIAS ,1993, p.23). </p><p>A funo do estoque de peas de reposio assistir manuteno em manter os </p><p>equipamentos em condies de operar (KENNEDDY, 2001, p.201). Logo alm de questes </p><p>tpicas de estoques em geral as peas de reposio tm e sofrem uma forte influncia da </p><p>gesto da manuteno. </p><p>Desta forma, o presente estudo busca fazer uma anlise crtica de como uma empresa do setor </p><p>de fertilizantes pratica a sua gesto de peas de reposio. Para tanto foi realizada uma reviso </p><p>da literatura sobre o tema e o entendimento detalhado de como o processo de gesto de peas </p><p>de reposio modelado e efetivamente executado na organizao atravs de um estudo de </p><p>caso. </p><p>Atravs de entrevistas com alguns atores do processo, anlise de padres da empresa e de </p><p>dados do sistema operacional utilizado, o SAP R/3, foi possvel fazer uma anlise crtica de </p><p>como a empresa gerencia os estoques e fazer uma explorao da teoria da gesto de peas de </p><p>reposio. Tambm foi possvel verificar a adequao da teoria e as dificuldades encontradas </p><p>pelos gestores no dia a dia nas organizaes. </p><p>Existem vrios tipos de modelos de gesto de estoques que podem ser utilizados na gesto de </p><p>peas de reposio, para o presente trabalho foram comparados os modelos utilizados no SAP </p><p>R/3 e o modelo sugerido por Santoro (2008), onde classifica os itens como ativos e reativos. </p><p>2. Reviso da literatura </p><p>A eficcia na gesto de estoques um aspecto que deve tomar a ateno dos gestores, </p><p>segundo Stevenson (2001, p.424) Na maioria das organizaes, a eficcia na gesto de </p><p>estoques , por vrios motivos, essencial ao xito das operaes.. Ainda segundo Slack </p><p>(2009, p.355) Os gerentes de produo tm usualmente uma atitude ambivalente em relao </p><p>a estoques. Ao mesmo tempo em que os estoques significam capital imobilizado eles geram </p><p>uma segurana as operaes que elas suportam. </p><p>Ainda segundo Stevenson (2001, p. 424) estoque um conjunto de bens armazenados. Para </p><p>Slack (2009, p.356) estoque definido como a acumulao armazenada de recursos </p><p>materiais em um sistema de transformao. </p><p>Ainda para Love (1979, citado em FREIRE, 2007) Estoque uma quantidade de bens ou </p><p>materiais, sob controle da empresa, em um estado relativamente ocioso, esperando por seu </p><p>uso ou venda.. </p><p>O objetivo da administrao de estoques otimizar o investimento em estoques, aumentando </p><p>o uso eficiente dos meios internos da empresa, minimizando as necessidades de capital </p><p>investido. (DIAS, 1993, p.23). </p></li><li><p>XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Desenvolvimento Sustentvel e Responsabilidade Social: As Contribuies da Engenharia de Produo </p><p>Bento Gonalves, RS, Brasil, 15 a 18 de outubro de 2012. </p><p>3 </p><p>Segundo Stevenson (2001, p.426) a gerncia tem duas funes bsicas relativas aos estoques. </p><p>Uma delas estabelecer um sistema de acompanhamento dos itens em estoque e a outra </p><p>tomar deciso sobre quanto e quando encomendar. </p><p>Conforme Stevenson (2001, p.427) os estoques so utilizados para atender s necessidades </p><p>determinadas pela demanda, sendo portanto essencial que existam estimativas confiveis.... </p><p>Todo o incio de estudo dos estoques est pautado na previso do consumo do material. </p><p>(DIAS, 1993, p.32). A previso a principal entrada do planejamento de estoques, </p><p>fundamental para garantir a eficcia do mtodo de gesto de estoques utilizado e a hiptese </p><p>mais provvel dos resultados esperados. </p><p>Segundo Dias (1993, p.32) o processo de previso um processo dinmico que pode ser </p><p>representado como na figura 1. </p><p>Histrico do </p><p>Consumo</p><p>Anlise do </p><p>Histrico do </p><p>Consumo</p><p>Formulao do </p><p>Modelo</p><p>Outros fatores </p><p>Informaes </p><p>diversas</p><p>Avaliao do </p><p>modelo gerao </p><p>de previso</p><p>Correo da </p><p>previso</p><p>Previsto </p><p>comprado com </p><p>o realizado</p><p>Continuamos </p><p>com a previso </p><p>inicial</p><p>Decorrido um perodo</p><p>= Previso confirmada</p><p> Modelo No Vlido</p><p>Figura 1: Comportamento dinmico do processo de previso </p><p>Podemos utilizar a classificao sugerida por Santoro (2008), que divide em dois grandes </p><p>grupos os modelos de gesto de estoque: </p><p>- Modelos reativos modelos que permitem tomar as decises de quando e quanto </p><p>abastecer os estoques sem que seja necessrio obter previses sobre a demanda. </p><p>- Modelos ativos modelos que decidem com base em previses de demanda futura. </p><p>Os modelos reativos se utilizam do sistema de ponto de pedido, onde o estoque suprido </p><p>assim que este ponto atingido. Segundo Santoro (2008) para este modelo a demanda, na </p><p>absoluta maioria dos estudos, considerada contnua, com mdia constante e explicada por </p><p>uma distribuio de probabilidade fixa e conhecida no tempo.. </p><p>Em um estudo realizado atravs de simulao por Santoro (2008) foi demonstrado que os </p><p>modelos ativos levam vantagem sobre os modelos reativos, como o autor conclui: </p></li><li><p>XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Desenvolvimento Sustentvel e Responsabilidade Social: As Contribuies da Engenharia de Produo </p><p>Bento Gonalves, RS, Brasil, 15 a 18 de outubro de 2012. </p><p>4 </p><p>O resultado sugere um grande interesse no uso de modelos ativos, mesmo em </p><p>condies de baixa previsibilidade, e o interesse na considerao de </p><p>quantidades mnimas de aquisio nesse mesmo modelo, pois, mesmo </p><p>afastando-o de sua origem conceitual coerente com a idia de JIT, fornece um </p><p>recurso adicional para seu melhor desempenho, enquanto no forem eliminados </p><p>os Custos de Pedido. (SANTORO, 2008, p.97). </p><p>Conforme Freire (2007, p.18) os modelos reativos so to eficientes quanto os valores </p><p>estimados da demanda, determinados quando da definio dos seus parmetros, se aproximam </p><p>dos valores reais da demanda. Logo quanto mais estacionrio os valores da demanda mais </p><p>eficiente ser o modelo. </p><p>Ainda segundo Freire (2007, p.18) os modelos ativos trabalham com previses de demanda </p><p>refeitas periodicamente. Logo o modelo ativo responde bem a variaes da demanda, mas a </p><p>sua eficincia depende de quanto previso da demanda se aproximam da demanda real. </p><p>Desta forma podemos verificar que o desconhecimento da demanda, portando, afeta todos os </p><p>modelos de estoque, os reativos por suas variaes no tempo e nas quantidades, e os ativos </p><p>pelos desvios (erros) de previso. (FREIRE, 2007, p.18). </p><p>Pea de reposio um tipo de estoque que suportam as operaes da manuteno. Entretanto </p><p>as peas de reposio diferem de outros tipos de estoques na manufatura por diversos motivos </p><p>(KENNEDY, 2001, p.201). </p><p>A funo do estoque de peas de reposio assistir manuteno em manter os </p><p>equipamentos em condies de operar (KENNEDDY, 2001, p.201). O nvel dos estoques das </p><p>peas de reposio altamente influenciado pela forma de como os equipamentos so </p><p>utilizados e operados. Outro aspecto da manuteno que pode afetar o nvel dos estoques das </p><p>peas de reposio a possibilidade de postergar uma interveno ou a necessidade da </p><p>realizao de uma interveno de manuteno no planejada (KENNEDY, 2001, p.201). </p><p>Segundo Kennedy (2001, p.202), existem vrias condies que fazem as peas de reposio </p><p>se diferenciar dos estoques de produo ou dos produtos acabados, algumas destas condies </p><p>so: </p><p>- As polticas de manuteno, assim como a utilizao dos equipamentos, ditam a </p><p>necessidade dos inventrios das peas de reposio. Por exemplo, decises como </p><p>reparar ou repor peas de mquinas tem um profundo impacto nos nveis de estoques. </p><p>Outra deciso a escolha da quantidade de redundncia do sistema. Se h muitas </p><p>redundncias h a possibilidade de repor as partes das mquinas quando for </p><p>conveniente e manter nveis de estoques menores; se h uma pequena redundncia h </p><p>uma grande necessidade de haver peas de reposio imediatamente disponveis; </p><p>- Geralmente informaes de confiabilidade no esto disponveis no grau necessrio </p><p>para uma predio dos tempos de falhas, particularmente nos casos de equipamentos </p><p>novos. Um dos benefcios do monitoramento contnuo de equipamentos permitir um </p><p>operador predizer quando uma unidade necessitar reparos ou substituio, mas o </p><p>preo no possibilita que todos os equipamentos sejam monitorados. </p><p>- Falhas de peas so normalmente dependentes, isto cria um problema, </p><p>particularmente se a relao de dependncia no conhecida. </p></li><li><p>XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Desenvolvimento Sustentvel e Responsabilidade Social: As Contribuies da Engenharia de Produo </p><p>Bento Gonalves, RS, Brasil, 15 a 18 de outubro de 2012. </p><p>5 </p><p>- Demandas por partes so s vezes atendidas por canibalismo de outros </p><p>equipamentos. </p><p> Devido natureza das peas de reposio h uma carncia de modelos de gesto deste tipo de </p><p>estoque, como citado abaixo: </p><p>A carncia de ferramentas e modelos para atender a natureza especfica das </p><p>peas de reposio refora a dificuldade em estabelecer metodologias e </p><p>estratgias consistentes para a gesto destes itens. Eles normalmente so de </p><p>baixssimo giro, demandas altamente aleatrias e difceis de prever, com </p><p>tempos de fornecimento estocsticos. O histrico da demanda nas empresas </p><p>limitado com poucas ocorrncias de demanda e longas seqncias de valores </p><p>nulos (WILLEMAIS, SMART, &amp; SCHWARZ, 2004, citado por SILVA, 2009, </p><p>p.1). </p><p>Manuteno pode ser definida, segundo norma NBR 5462 (1994) como: Combinao de </p><p>todas as aes tcnicas e administrativas, incluindo as de superviso, destinadas a manter ou </p><p>recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma funo requerida. </p><p>Assim, as peas de reposio tm um carter importante para permitir que a manuteno </p><p>possa cumprir a sua misso. </p><p>Para desempenhar as suas funes, a manuteno utiliza-se de uma srie de ferramentas e </p><p>mtodos que podem ser resumidos na poltica de manuteno que so as inter-relaes entre </p><p>os escales de manuteno, os nveis de interveno e os nveis de manuteno a serem </p><p>aplicados para a manuteno de um item. NBR 5462 (1994). </p><p>A NBR 5462 (1994) estabelece as seguintes definies: </p><p>- Escalo da Manuteno: A posio, dentro de uma organizao, onde nveis de </p><p>manuteno especificados so efetuados em um item. </p><p>- Manuteno Preventiva: Manuteno efetuada em intervalos predeterminados, ou </p><p>de acordo com critrios prescritos, destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a </p><p>degradao do funcionamento de um item. </p><p>- Manuteno Corretiva: Manuteno efetuada aps a ocorrncia de uma pane </p><p>destinada a recolocar um item em condies de executar uma funo requerida. </p><p>- Manuteno Preditiva: Manuteno que permite garantir uma qualidade de </p><p>servio desejada, com base na aplicao sistemtica de tcnicas de anlise, utilizando-</p><p>se de meios de superviso centralizados ou de amostragem, para reduzir ao mnimo a </p><p>manuteno preventiva e diminuir a manuteno corretiva. </p><p>- Confiabilidade: Capacidade de um item desempenhar uma funo requerida sob </p><p>condies especificadas, durante um dado intervalo de tempo. </p><p>3. Caracterizao da organizao </p><p>3.1. Viso geral da empresa </p><p>A empresa estudada atua na rea de fertilizantes nitrogenados desde 1982. Est localizada no </p><p>nordeste do Brasil e tem como principais produtos a uria (NH2CONH2), a amnia (NH3) e o </p><p>Dixido de Carbono (CO2). </p></li><li><p>XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Desenvolvimento Sustentvel e Responsabilidade Social: As Contribuies da Engenharia de Produo </p><p>Bento Gonalves, RS, Brasil, 15 a 18 de outubro de 2012. </p><p>6 </p><p>A empresa atualmente uma unidade de uma estatal brasileira de capital misto. </p><p>H na unidade um total de 401 empregados prprios, o que representa 0,7% do total da </p><p>estatal, e 630 contratados (dados de agosto de 2011). </p><p>A capacidade atual de 1.250 t/dia de amnia e 1.800 t/dia de uria. </p><p>A empresa distribui seus produtos para todas as regies do Brasil, seja em vendas diretas ou </p><p>como matria prima para fabricao de outros produtos, estando os seus clientes localizados </p><p>nas atividades de indstrias fertilizantes, indstrias qumicas, pecuria e agricultura. </p><p>A empresa mantm uma estrutura funcional, onde existem atualmente 01 Gerncia Geral e 11 </p><p>gerncias de primeiro nvel, distribudas conforme organograma representado na figura 2. </p><p>Figura 2: Organograma da Unidade Industrial. </p><p>A gesto dos estoques de peas de reposio fica dividida entre as gerncias de Manuteno, </p><p>Servios de Apoio (coordenao de suprimentos) e Planejamento e Controladoria, onde </p><p>podemos separar de forma resumidas as atribuies de cada departamento como na Tabela 1. </p></li><li><p>XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Desenvolvimento Sustentvel e Responsabilidade Social: As Contribuies da Engenharia de Produo </p><p>Bento Gonalves, RS, Brasil, 15 a 18 de outubro de 2012. </p><p>7 </p><p>Departamento Funes com respeito Gesto de Peas de Reposio </p><p>Manuteno Definio de Parmetros de cadastro de materiais; Realizao de </p><p>Previso de Demanda; Especificao tcnica de peas e </p><p>componentes; Utilizao das peas na rea. </p><p>Coordenao de </p><p>Suprimentos </p><p>Cadastro de materiais; Compra e Guarda das peas de reposio; </p><p>Acompanhamento de atendimentos as demandas. </p><p>Planejamento e </p><p>Controladoria Acompanhamento de indicadores de estoques. </p><p>Tabela 1: Funes dos departamentos da organizao em estudo com respeito as atribuies </p><p>no processo de gesto de peas de reposio. </p><p>3.2. Organizao da manuteno e sistema de aquisio de materiais </p><p>A manuteno realiza um planejamento centralizado, onde um grupo formado por tcnicos da </p><p>operao e manuteno realizam o planejamento operacional (planejamento da liberao de </p><p>equipamentos e sistemas para interveno) e o planejamento executivo (cronograma, </p><p>materiais e programao). </p><p>A execuo da manuteno realizada pelos setores de execuo da manuteno (Gerncia de </p><p>Equipamentos Estticos, Dinmicos e de Eltrica e Instrumentao) utilizando tanto pessoal </p><p>prprio quanto de contratados. </p><p>O processo de manuteno est dividido em dois grandes processos, manuteno de rotina e </p><p>manuteno de parada. A manuteno de rotina tem suas atividades realizadas com a planta </p><p>em operao ou em paradas de manuteno de curta durao, onde no houve uma </p><p>programao prvia do evento. </p><p>A manuteno de paradas ocupa-se de servios em equipamentos que no podem ser liberados </p><p>em rotina. Este tipo de evento caracteriza-se por um perodo de fases de planejamento longos </p><p>o que permite uma boa antecipao das compras. </p><p>A manuteno de rotina, por sua vez, est dividida em dois tipos de servios, os servios de </p><p>manuteno corretiva, onde a demanda surge de forma no programada e a manuteno </p><p>preventiva, que so realizados atravs de planos de manuteno. </p><p>Os planos de manuteno so gerados e gerenciados pelos setores de execuo da manuteno </p><p>e a programao dos planos de responsabilidade dos tcnicos de planejamento. </p><p>Esta programao definida e acompanhada para uma realizao anual. </p><p>Os materiais cadastrados no sistema operacional SAP R/3 so, na maior parte, inseridas </p><p>pelos tcnicos do planejamento e os materiais no cadastrados so inseridos pelos tcnicos de </p><p>material, que ficam lotados nas oficinas. </p><p>Todo o planejamento e gerenciamento de materiais so realizados atravs do sistema de </p><p>gesto SAP R/3 atravs de ordens de manuteno (mdulo PM) e projetos (mdulo PS). </p><p>O SAP R/3 se utiliza do MRP para gesto de materiais, conforme figura 3. </p></li><li><p>XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUCAO Desenvolvimento Sustentvel e Responsabilidade Social: As Contribuies da Engenharia de Produo </p><p>Bento Gonalves, RS, Brasil, 15 a 18 de outubro de 2012. </p><p>8 </p><p>AQUISIO PARA ESTOQUE</p><p>ReservaOrdem Planejada</p><p>Converso</p><p>REQUISIO DE COMPRA</p><p>Mestre de</p><p>Material</p><p>AB B C</p><p>B</p><p>ADMINISTRAAO </p><p>DE ESTOQUE</p><p>CLCULO DAS NECESSIDADES LQUIDAS</p><p>AQUISIO PARA ESTOQUE</p><p>ReservaOrdem Planejada</p><p>Converso</p><p>REQUISIO DE COMPRA</p><p>Mestre de</p><p>Material</p><p>AB B C</p><p>B</p><p>ADMINISTRAAO </p><p>DE ESTOQUE</p><p>AB B C</p><p>B</p><p>ADMINISTRAAO </p><p>DE ESTOQUE</p><p>CLCULO DAS NECESSIDADES LQUIDAS</p><p>Figura 3: Fluxograma MRP do SAP R/3 </p><p>O gerenciamento de estoques realizado pelo SAP R/3 atravs do perfil MRP que define </p><p>quando e quanto necessrio para adquirir um item para atender a uma necessidade. </p><p>O perfil MRP estabelece uma relao entre o tipo de MRP e o tamanho do lote. </p><p>Os tipos de MRP esto divididos em dois modelos: </p><p>- Planejamento baseado no consumo e </p><p>- Planejamento baseado na demanda. </p><p>Na figura 4 segue os modelos de tipos de MRP. </p><p>MRP (VM)- ponto dereabast. Automt VM.</p><p>MRP(VB) - ponto dereabast. Manual -</p><p>Modelo- PlanejamentoBaseado em Consumo </p><p>Modelo- ponto dereabastecimento</p><p>MRP(VV)-Planejamento baseado previso</p><p>MRP(ZD) PlanejamentoBaseado na demanda</p><p>Modelos de Planejamento</p><p>Figura 4: Modelos de Tipos de MRP utilizados pelo sistema SAP R/3 </p><p>Os tipos de MRP baseados no ponto de reabastecimento seguem o modelo de curva de dente </p><p>de serra, conforme figura 5. </p></li><li><p>XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE